O dia 7 de Junho ficará a assinalar, nestes novos tempos, o momento de uma nova viragem política em Portugal: num ano de peculiares dificuldades, internas como externas, o Povo teve, pela primeira vez, no actual ciclo eleitoral, a oportunidade de dizer, através do voto, não manipulado (como, por vezes, parece..., parece suceder em certos estudos de opinião!) o que lhe vai na alma! E o que vai na alma do Povo é simplesmente isto: desilusão com a política e os políticos, com a Europa "imposta", não reflectida(altos índices de abstenção, que envergonham a Democracia!) e, sobretudo, desilusão com a política socialista do Governo de Lisboa(forte penalização do Partido da maioria absoluta no Parlamento de S.Bento)! Para quem tivesse dúvidas sobre este último ponto, a última reunião no Largo do Rato, na mesma cidade de Lisboa, dissipa-las-ia! O PS está preocupado com o que lhe pode suceder nas autárquicas e legislativas! E toca de re-afinar estratégias! A meu ver, tarde demais! A estrondosa derrota política do PS nas europeias, mais do que o ganho do PSD, partido alternativo, pode, assim o Povo entenda, deixar, desta vez, o "partido rosa" em cacos e contribuir para uma Refundação Democrática da República que reina em Portugal. No dia em que o Sr. Primeiro Ministro José Sócrates se desdobrou em afeições e reconhecimentos de erros, reprtições e por aí fora, num registo já muito gasto e claramente "démodé", importa dizer ao PS que o Povo é sereno e contra a, por vezes, arrogância política manifestada, o Povo usa de uma tolerãncia indescritível! Importa ainda dizer também ao PS que este partido, ao qual o Povo confiou a maioria absoluta na Pessoa do Sr. Eng.º José Sócrates, é o mesmo de Mário Soares, Manuel Alegre, Jorge Sampaio, ou António Guterres, para que amanhã, não venham estes senhores dizer que vez alguma deram o aval à política de pendor politicamente autoritário de José Sócrates! Finalmente, importa dizer ao PSD que, de acordo com o princípio, não inscrito, da alternãncia política, se deve perfilar em torno da tripla Manuela Ferreira Leite-José Pedro Aguiar Branco- Paulo Rangel, cuja prestação para as europeias foi magnífica! há momentos para reflectir e outros para decidir: aproxima-se o momento da grande decisão do Povo português acerca da Governação, da Política que se vai fazendo em Portugal e do próprio Regime, que parece definhar com tantos equívocos. Miguel de Soutto Mayor y Várzea, em Mós, Província de Pontevedra, Galiza, España, Junho.
Crise económica à parte, que é uma situação muito séria, como há já muito não se verificava no país ( e estou mesmo em crer que a componente externa é apenas uma das componentes, sigo o pensamento politico-económico e estratégico expresso, entre outros, pelo Sr. Professor Medina Carreira), aos poucos vai caindo a máscara do intrincado jogo político que se desenrola na cidade portuguesa das sete colinas! Com uma confortável maioria absoluta no Parlamento de S.Bento, o Partido maioritrário, não somente teve que abandonar a estratégia que inicialmente adoptara, quando o eleito Secretário Geral do PS, na Festa do Largo do Rato, disse um claríssimo "conseguimos!", como dá sinais de crescente desnorte e de navegação à vista, face ao avolumar das dificuldades quotidianas, as quais, diga-se também, em abono da verdade, não é nada de somenos, bem pelo contrário! Dito isto, resulta também evidente que, embora expressamente não o diga, o Primeiro Ministro tem em mente um claro adversário político a abater no plano político, claro: esse adversário não se chama nem Manuela Ferreira Leite, nem Alberto João Jardim, ou Paulo Rangel, pelo PSD, muito menos esse adversário se chamará Francisco Louçã/Miguel Portas, Jerónimo de Sousa, ou mesmo Paulo Portas. Com esses todos, o Primeiro Ministro Eng.ºJosé Sócrates, pode muitíssimo bem (pelo menos é o que parece transparecer do seu posicionamento) e até sobra e, com mais uma pitada de markting, também parece deduzir-se,vai lá. O Adversário político do Primeiro Ministro, o único que levará a sério, o que não sucede já tanto com outras figuras da actual maioria, acrescente-se, é precisamente o Presidente da República Aníbal Cavaco e Silva, tem residência oficial no Palácio de Belém, foi igualmente Primeiro Ministro, e não se afirma como força de bloqueio! Sucede porém que a Cavaco e Silva cabe um papel fundamental para a salvaguarda do Regime:o de guardião fiel da Constituição, que jurou solenemente cumprir e fazer cumprir. É aqui que reside o Calcanhar de Aquiles do Primeiro Ministro José Sócrates, e é deste embate que vai surgir uma reconfiguração dos poderes orgânicos da República, pelo que os próximos episódios são de seguir com acuidade! A este vislumbre, quer a Doutora Manuela Ferreira Leite, quer até o Poeta Vice-Presidente da AR, Manuel Alegre, parece que agora o eterno candidato à Presidência, são actores secundários, mormente muito importantes no desfecho da batalha! Dir-se-á que a um cabe defender o Mestre de Avis, a outro tomar o Partido de D.ª Beatriz e das pretenções castelhanas, representadas na crise de 1383/85 por Leonor Teles! E porque se trata de um acto patriótico, há que gritar um grande viva a Portugal. Miguel em Salvaterra de Miño, em Pontevedra, na Galiza, Maio de 2009, dias depois do arranque da campanha eleitoral portuguesa para as Europeias, por parte do Partido Governante em Portugal, em Valência e em Castelhano...nem mais! (Quem tiver ouvidos, ouça!).
Os acontecimentos noticiados, hoje, pela imprensa acerca de uma alegada agressão contra o cabeça de Lista do Partido Maioritário em Portugal às próximas eleições europeias merecem algum comentário, o qual poderia ser bem mais detalhado: 1.º sendo Porugal um país do Mundo livre não se percebe porque é que, nos tempos que correm, as organizações sindicais têm de endereçar convites a este ou áquele partido para participarem numa manifestação:também aqui deveria funcionar a máxma "a César o que é de César...", e o promeiro de Maio é a Festa dos Trabalhadores e forças laboriosas em todo o Mundo. A este vislumbre, é evidente que o Professor Doutor Vital Moreira é inteiramente livre de participar numa manifestação, mesmo que convocada pela inter-sindical nacional, da qual já foi, julga-se, um apoiante incondicional, mas hoje, terá de o admitir, não o parece ser. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, não é?; 2.º dada amutabilidade referenciada no lente de Coimbra, quanto ao seu posicionamento ideológico-político, julga-se igualmente que seria, todavia, politicamente mais sensato, que o Doutor Vital Moreira primasse pela ausência da manifestação da inter e optasse antes por dar aquele apoio de que tanto carece o inaudito esforço do Secretário Geral da UGT, João Proença, para politicamente , nada de pessoal, ou até sindical, note-se, parecer ele e o seu contrário, isto é estar de bem com gregos e troianos, isto é fazer a quadratura do círculo, coisa misteriosa, que até hoje ninguém terá conseguido, divindade à parte, mas não consta que Proença vá muito por divindades; 3.º é perfeitamente lamentável, condenável e repudiante qualquer acto de violência numa manifestação que se quer pacífica, em favor das classes laboriosas do país, mesmo que houvesse algum acto provocatório que a tal incentivasse (os portugueses, caramba, não são obrigados a correrem atrás de Cristo e dos seus discípulos canonizados ao longo dos tempos pela Igreja de Roma, mesmo que se trate de um seu Compatriota, que sempre foi apresentado aos alunos do país como Herói nacional pelos motivos histórico-políticos e geo-estratégicos que se conhecem, os quais estão na base da independência nacional..., mas, ao menos, que se atenham nos sábios ensinamentos de Gandhi, sobretudo quando este apela à resistência pela não-violência, os quais terão sido muito proveitosos para homens como Martin Luther King, Lanza del Vasto, ou até, ou até para o sul-africano Nelson Mandela); 4.º a ser verdade que o Doutor Vital Moreira chefiava uma delegação do PS à manifestação, acha-se, no mínimo lamentável que a direcção política do Partido e o próprio candidato, não tenham avaliado de forma totalmente consequente tal opção, dado o ambiente algo encrespado que se vive na política portuguesa, motivado por razões conhecidas, e que se parecem adensar à medida que se avizinha o período de campanha eleitoral. Trata-se de um clima como, há já muito, não se via em Portugal, pelo que era de todo desaconselhável a sua presença oficial na dita manifestação da inter-sindical nacional! E como eu não acredito que o Doutor Vital Moreira arrisque num cenário de vitimização, não consigo explicar o porquê de tal presença. Repare-se que a sua ausência em nada beliscava os pilares do Regime, mormente o da Liberdade, mas coadunava-se, outrossim com as tomadas de posição públicas do candidato, perfeitamente legítimas, no quadro do corte epistemológico, vou chamar-lhe assim, que decidiu efectual na sua trajectória ideológica e política. Seria, a meu ver, mais razoável um outro tipo de intervenção no Primeiro de Maio! Se houve agressão, isto em nada iliba os agressores, pelo menos do ponto de vista ético, mas também não desresponsabiliza completamente o candidato como candidato, não como cidadão da República, entenda-se! Para terminar, o tecido atrás pronuncia algo que tem de ser visto como reserva pelos não políticos activos! No trigésimo quinto aniversário do 25 de Abril, creio que este episódio, que vale o que vale, pois o Professor de Coimbra sabia, ou deveria saber, que não estão criadas condições para uma boa recepção sua numa manifestação de luta contra a orientação político-económica da direcção política do país, foi assim que a mesma foi anunciada, confirma finalmente o que aqui foi escrito pelo autor: o fim do Neo-marcelismo está práticamente consumado e, ao contrário do que os comentaristas lusos têm dito, o apelo do Senhor Presidente da República, feito no Parlamento, a 25 de Abril deste ano, nada tem a ver com um hipotético "bloco central" para governar o país! Cavaco e Silva, enquanto líder do PSD, e depois já Primeiro Ministro, bateu-se contra essa solução! Também não estou a ver o Presidente a consentir num golpe palaciano que retirasse a Doutora Manuela Ferreira Leite da Presidência do principal partido da oposição, por forma a facilitar a concretização de tal apologia. Creio antes que o Presidente tem a noção de que as soluções, no quadro do actual regime, regulamentado pela Constituição de 1976, estão-se a esgotar e decidiu, isso sim, apelar a um esforço de Salvação Nacional, para recuperar uma terminologia saída do Golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, por forma a que, seja qual for a força política vencedora dos próximos actos eleitorais, os Partidos e os aprelhos partidários coloquem os interesses do país acima dos interesses partidários, de classes, ou de grupo. O Presidente disse, em suma, que talvez a democracia portuguesa esteja a necessitar, também ela, de um "aggiornamiento", e é bom que os partidos se preparem para tal. O decorrer das próximas campanhas e actos eleitorais podem muito bem vir a revelar-se como surpreendentes. Miguel, em Salvaterra de Miño, Sul da Galiza, em Pontevedra, Reyno d'España, Maio, 1
Com o país em grave situação política resultante da crise internacional, concerteza, mas também das problemáticas estrutrurais internas, deve anunciar-se, ao país e ao Mundo, a morte do neo-marcelismo, o qual como todos os "neos" nada tem a ver com o primeiro! É triste dizer isto em Liberdade e em Democracia, mas as evidências impõem-se, não é assim? Mguel, na Vila das Neves, Pontevedra, Galícia, Abril, 18
Há trinta e cinco anos, mais coisa menos coisa, o país de então dava claros sinais de poder caír à falácia de um falso "marcelismo", em tudo contrário às justas expectativas suscitadas pela ascensão ao poder do Presidente do Conselho Marcello Caetano, em substituição de Oliveira Salazar! Após o enamoramento ante tão vislumbre de Reforma Política, sucedeu-se o desenlace do desengano, a lamúria, o afastamento, numa palavra a desilusão! Nem a permanência ainda de alguns resquícios do que fora a Ala Liberal da Assembleia Nacional augurava nada de bom: no Ultramar, a Guerra prosseguia..., mas Spínola e Costa Gomes demitem-se, por estas alturas, de Chefe e sub-Chefe das Forças Armadas respectivamente, ao mesmo tempo que a publicação "Portugal e o Futuro" de Spínola fazia o seu caminho...tardio, diga-se de passagem! Houve ainda tempo e espaço para uma Brigada do Reumático se deslocar a S.Bento, auto-iludindo-se e criando ilusãoes ao Presidente do Conselho sobre a firme lealdade das Forças Armadas Portuguesas ao Poder Político instituído, que, não se fazendo rogar, lá prosseguiu na falácia do costume, normalmente através dos media de então e da Propaganda Nacional! Entre os primeiros, não é de descurar o trabalho apurado de um matutino como o Diário de Notícias de Lisboa, ou a sempre oficiosa Emissora Nacional; já quanto aos segundos, nada há a acrescentar, pois a Polícia Política do Regime não costumava brincar em serviço, e é bom que os homens/protagonistas da Revolução em marcha, ainda hoje vivos, não se esqueçam disto! Entretanto, a saída das Caldas havia de demorar pouco (16 de Março), a qual, embora gorada, havia de se constituír em mais um ensaio prático das Forças do Movimento! A queda do Regime, entretanto, tornou-se inevitável, provando que de Falácias jamais rezará a História! Ontem como hoje, é bom que não se alimentem falsos marcelismos, com o devido respeito a Marcello Caetano, o ex-Presidente do Conselho, o qual, no próprio dia da Revolução, haveria de impressionar os Militares com a Dignidade com que aceitou a transferência de poderes para as Novas Autoridades de Lisboa, contrastando quer com a postura de alguns dos seus, até então, correlegionários, quer com a alegre "Bizarria" das Ruas de Lisboa. Medina Carreira, um dos Homens mais lúcidos do país, que atravessou, na sua trajectória de intervenção pública, a vários níveis, os dois regimes tem, nas suas últimas aparições mediáticas, relembrado este paradigma esquecido...e não é por acaso, julgo eu! Nem ele, certamente! Miguel de Soutto Mayor y Várzea, numa brevíssima análise ao actual momento político em Portugal, a três meses das Eleições Europeias, as quais hão-de marcar o início de um decisivo ciclo Eleitoral no país, na Vila das Neves, Terras do Condado, Pontevedra, Sul de Galícia, España. Março de 2009, 14
A Julgar pelo que por aqui passou, decorreu com o maior dos sucessos a Visita de Estado que o actual Presidente da República de Angola decidiu, lá do seu pedestal do Futungo de Belas, efectuar a Portugal, oficialmente, já sabemos, a convite do seu homólogo português, o Presidente Aníbal Cavaco e Silva! Começo já por aqui, até porque, como resulta óbvio da minha distância a Lisboa, não acompanhei por aí além o evento..., mas li os jornais, aqui neste lugar privilegiado, de onde tento ver as coisas segundo outros ângulos! Bem e a questão que se me coloca, desde já, é até que ponto o Presidente de Angola, na prática o Chefe de Governo, é homólogo de Cavaco e Silva, como sabemos (e de acordo com os poderes que são atribuídos ao Chefe de Estado Republicano pela Constituição Democrática) na prática, um "Rei"-eleito? Pode alegar-se com outros exemplos similares (casos da França e dos Estados Unidos da América, aqui onde o poder presidencial como responsável máximo do poder Executivo é inquestionável, sendo a França algo de muito "sue generis", no desenvolvimento da quinta República, desde De Gaule a Nikolas Sarkosi...e cada um atribui-s a si o poder que acha mais conveniente, dentro da legitimidade outorgada pela Nação Gaulesa)! Pois pode, mas, economia à parte e crise à parte... o que sucede com Angola, é precisamente isto:aparentemente dotada de intituições democráticas (após os bárbaros e trágicos acontecimentos que se seguiram à segunda Guerra Civil, que interromperam um processo eleitoral..., até hoje, parece...) dá a impressão, assim visto daqui do cabo do Mundo, que tais instituições carecem daquela legitimidade que lhe advém quando o poder do Garante Máximo das mesmas gosa de uma legitimidade democrática absolutamente inquestionável! Ora toda a Comunidade Internacional sabe que José Eduardo dos Santos (que até pode distribuir simpatias, lá como cá...) está longe de corresponder a estes requisitos de legitimidade! Chefia, de resto, um Regime político, e é só nesse plano que me situo, pouco recomendável: pela forma como chegou ao poder, primeiro ponto, pela forma como firmou esse poder a partir de Luanda, ponto segundo, e pela forma como consolidou esse poder na actualidade! A verdade é que parece que o Presidente, ele próprio, não se deixa submeter a um acto eleitoral insuspeito, já lá vão uns trinta anos, desde que Agostinho Neto o deixou nas circunstâncias conhecidas! Sei que Portugal precisa de relações amistosas com Angola, e é desejável que o faça, no plano de relações Estado-a-Estado, como muito bem formulou, a seu tempo, o antigo Primeiro Ministro de Portugal, Aníbal Cavaco e Silva... De resto Portugal sempre precisou dessas relações, país atlântico que é e, sobretudo, desde que a sua influência na Latino-América decaiu de uma forma irreversível... (está lá, no Continente sul-americano, um outro Portugal, de resto também)! E a reciprocidade também não deixa de ser verdadeira... (creio que alguns arautos do Antigo Regime, em contexto ainda colonial,chamavam a isto a teoria do Espaço Vital, algo que até parece ter conquistado o brio de Homens como Spínola e Costa Gomes...!) Porém, desta constatação, até se fazer, desta visita a Lisboa, um veredito indirecto ao Regime que vigora no Futungo de Belas, vai alguma distância, a qual os dirigentes nacionais só teriam ganho em conservá-la, por enquanto, apesar das aparências! Toda agente sabe que Mário Soares, por exemplo, enquanto Primeiro Ministro, e mesmo enquanto Chefe de Estado, não deixou nunca de enviar os devidos recados a Luanda e, daí, porque tudo o mais é circunstancial, a razão pela qual José Eduardo dos Santos não compatilizava com o histórico dos socialistas, da mesma forma que, com Mário Soares, jamais teria uma visita destas a Lisboa...de Estado, não, de Estadão! Miguel de Soutto Mayor y Várzea, na vila das Neves, Província de Pontevedra, Galiza, Março, 12.
Sinceramente, até que o título, à priori, não é nada de refutar: conjugar a livre iniciativa com a protecção social devida, à luz dos mais elementares princípios de Direitos Humanos, um certo individualismo positivo, no sentido da afirmação da própria individualidade única, com o que se convencionou chamar por Bem Comum, os princípios basilares, filosóficos e económicos do liberalismo, com aqueles propalados, por exemplo, pela social-democracia, tal como a conhecemos na Europa, ou mesmo pelo comunismo/sovietismo/bolchevista, que haveria de vingar a leste da Europa, com a Rússia à cabeça, não é assim, ou ainda mais, com os princípios inscritos naquilo que se convencionou apelidar de "Doutrina Social da Igreja", é algo que já foi tentado, é algo que deve ser, se quisermos, voltar a tentar, malgrado as muito más experiências detectadas no decurso da última centúria e meia...desde, pelo menos, o eclodir da Guerra da Prússia, pelo menos! Pelo meio ficam o que se sabe e constam dos anais da História: barbárie, extermínios, soluções finais, sei lá que mais…! Barbárie, barbárie, barbárie…e o bárbaro é sempre o outro! No início deste novo milénio, no qual se assiste a uma espécie de implosão do capitalismo internacional, iniciado, é certo, nos EUA, a tal hiperpotência remanescente da Guerra Fria, mas que rapidamente se propagou à Europa e ao Mundo, o admirável e maravilhoso Mundo, assistimos concomitantemente, e atónitos, a uma transformação ideológica, que começada de mansinho, está a produzir efeitos desastrosos: mais do que a acção nefasta dos neocons que se instalaram na América do Presidente Geoge W.Bush, e se foi nefasta tal acção..., o fenómeno devastador é o da autêntica conversão do espaço da antiga social-democracia europeia, o chamado socialismo democrático de Mário Soares, Mitterrrand, Olof Palm, Felipe Gonzalez, e seus congéneres, aos ideais mais nefastos do neoliberalismo económico, político, social (...e, quem nos dirá o contrário? até cultural!)! Já não é só a Ditadura do Relativismo Cultural, muito bem denunciada por Bento XVI no início do seu pontificado: trata-se daquilo a que me atrevo apelidar de Neo-Social-liberalismo, sem rosto humano algum, que leva o estado a intervir onde não deve e ausentar-se daquilo que é seu míster! Diria mais, o espaço dos outrora social-democratas europeus rendeu-se a uma espécie de darwinismo social, de todas a mais execrável corrente darwinista, com respeito ao Grande vulto da Ciência biológica que se chamou Charles Darwin, o qual, é óbvio, não tem culpa alguma que cento e cinquenta anos após a “Origem das espécies” o ser humano ainda teime em pensar como se um simples piteco fora! Daqui ao social-fascismo, protagonizado pelo triunfo dos mais fortes, numa avassaladora luta de classes, bem teorizada por Marx, quiçá com etiologias naquilo que foi o desenvolvimento das teorias de Freud, e dos neofreudianos, meus caros, é um passo, e a História, mormente em espiral pode repercutir-se na sua própria linha, ou não? Se pode, há que denunciar tal passo com toda a veemência e com toda a emergência, recorrendo a sociedade politicamente organizada a todos os meios legítimos de defesa! O que não é legítimo, é ficar de braços cruzados, esperando que a tempestade crítica passe alhures, quando já somos severamente atingidos por ela, ou sonhando com meros moinhos de vento num cenário político-social compaginável com o quixotismo de Miguel de Cervantes. Miguel de Soutto Mayor y Várzea, vila das Neves, em Pontevedra, Galícia, Reyno d’España, Fevereiro, 13. P.S. O Senhor Presidente da República, Professor Cavaco e Silva, Excelência, dá ousadas e públicas provas de resistir à tentação de intervir a pretexto na anormal situação crítica que atinge Portugal! Digo bem que atinge Portugal, mormente também saiba que há a forte vertente externa, mas não é dessa que trato aqui! Entende-se o quanto isso lhe custa ou terá custado! Parece, porém, que de uma coisa o Senhor Presidente da República não se livrará: a de ter de intervir mais na esfera da Governação, se necessário até contraditando esta ou aquela acção governativa, por muito que isso igualmente lhe custe, mormente à sua atitude iniciada de Cooperação Estratégica, pelo menos como a mesma é entendida pela opinião pública! Até porque Sua Excelência até é versado na área crítica, ou não é assim? Se todos os esforços são importantes, porque não aproveitar melhor, mesmo no espaço público, o recurso aos pergaminhos económico-financeiros do Sr. Professor Cavaco e Silva?
Há uns dias, lá fui dar a minha voltinha da ordem, pela raia junto ao Rio Minho, que faz a junção, ou a diferença, consoante o ângulo de visão, claro está, ente o Noroeste Português e a Galiza, Comunidade Autónoma de Espanha! Devo dizer que as minhas simpatias pelo Governo de Lisboa, chefiado pelo socialista neo-liberal Eng.º José Sócrates, e o de Santiago de Compostela, chefiado pelo não menos socialista neo-liberal Touriño, se equivalem:ambos estão cadavez mais nas mãos dos destinos da Grande Espanha, cada vez mais chefiada pelos socialistas ultra-neo-liberais, apesar das apar~encias, de José Luís Rodriguez Zapatero, a partir lá da sua Moncloa, não é assim, de resto uma noção recuperada por José Saramago, afinal nobel de muitas outas coisas, que não apenas da Literatura...! Não fiquei convencido de que a crise, nos dois lados da raia minhota fosse por aí além algo de muito diferente, sinceramente não penso isso, mas, no decurso de Caminha até aqui à vila fronteiriça de Monção, hoje já mais cidade do que vila, não me saiu da cabeça a ideia de que Portugal está esquisito! Mais do que isso, saí de Portugal com a profunda convicção de que Portugal está mesmo muito esquisito, um pouco como aquelas Pessoas Grandes tão habil e soberbamente retratadas por Antoine de Saint-Éxupéry no seu belo Le Petit Prince! E no entanto, "no pasa nada mismo!" Miguel de Soutto Mayor y Várzea, salvaterra de Miño, na província galega de Pontevedra, fitando, de fronte, Portugal, Fevereiro, 03.
Que nenhum português, qualquer que seja a sua filiação partidária e/ou ideológica, jamais esqueça que, a 01 de Fevereiro de 1908, faz hoje 101 anos, ali, na Rua do Arsenal, em Lisboa, determinadas forças, quiçá ocultas, levaram a efeito um dos maiores, senão mesmo o maior crime cometido contra a Pátria de que há memória: o atentado mortal nas augustas pessoas de Sua Magestade El-Rei D-Carlos I, Chefe de Estado de grande vislumbre sobre o devir do país de então, e de Sua Alteza Real o Príncepe da Beira, D. Luís Filipe! Foi o ano 1.º da desgraça nacional, tanto desejada por algumas potências, com ligações evidentes em Portugal...! Em conformidade, o autor deste Blog, Miguel de Soutto Mayor y Várzea, associa-se naturalmente à distinta Direcção do IDP- Instituto da Democracia Portuguesa, evocando o 1 de Fevereiro de 1908 "como um dia de luto nacional" e, também ele, expressa o desejo de "que as iniciativas levadas a cabo no âmbito das comemorações de D. Carlos 100 anos tenham contribuído para uma imagem mais correcta da monarquia constitucional"! Mais correcta e, portanto, não deturpada, e verdadeira, acrescente-se ainda! Convicto de que, no momento actual, tal modelo da configuração do Estado venha a ser uma das possíveis soluções que, mais tarde ou mais cedo, terão de ser colocadas em cima da mesa para salvar as próprias República e a Democracia, O Estado e a Soberania plena do mesmo, saúda-se, igualmente, todos os que por aqui passarem! Miguel de Soutto Mayor y Várzea, Vila das Neves, em Pontevedra, Galícia, Reyno d'España, Fevereiro, 01. Viva Porugal!
Zamora, por ser a cidade onde Afonso VII, Imperador, terá reconhecido, de facto e de jure, malgrado a bula papal ter tardado mais umas décadas..., terá reconhecido Afonso Henriques, o Filho de D.ª Teresa, como Rei de Portugal... Zamora por se stuar em Espanha e ter sido palco, ontem de um dos eventos que vão marcar a História Futura o país, para o bem e para o mal, mais para o mal do que para o bem, julgo eu... Zamora merece uma reflexão bem mais cuidada...ao bisturi, diria eu! Agora que vou passar pelas brasas aqui em Salvaterra, depois de uma noite de trabalho, bem, meus caros compatriotas aí do outro lado do Minho, não tenho mesmo tempo para tal! Prometo contudo...voltar a Zamora, pois claro! Miguel, em Salvaterra de Miño, sexta, 23!
A propósito do anúncio do Secretário-Geral do PS ao terceiro mandato, com o propósito da reconquista de nova maioria absoluta, e dos vectores que o Eng.º Sócrates, não somente ventilou, como firmou, suscita-se-me o mesmos as seguintes reflexões:
1.º sobre a regionalização e seus benefícios: trata-se de um ideal de Abril, inscrito então na Constituição democrática, mas nunca levado à prática, vá-se lá saber porquê: a Terceira República, não a segunda, como gosta de enfatizar o Dr. Mário Soares, seguiu uma estratégia bipolar de concentração da população do território continental português muito mais acentuada que a estratégia, seja do Estado Novo/Segunda República, seja da famigerada Primeira República! Mais, nunca como agora as populações se concentraram em torno de Lisboa e Porto, áreas metropolitanas que manifestamente não estão preparadas para tantas solicitações! A única vez que a questão foi a referendo, com manifesto desinteresse dos Partidos do Bloco Central, que apresentaram um modelo não credível, o Projecto foi derrotado, esfregando os defensores do neocentralismo democrático as mãos de contentes! Logo, não vejo razões para que este novo PS se tenha, de repente, apegado às loas da Regionalização, que surgirá na campanha eleitoral portuguesa para as legislativas como uma daquelas promessas que servem para decorar…e para pacóvio ver! Que me perdoe o Povo do meu país, mas é assim, como pacóvios, que a classe política instalada em Lisboa nos vê a todos!
2.º sobre o Projecto TGV, o Partido do Governo ainda não explicou cabalmente ao país porquê tal tenacidade na defesa deste mega-projecto: para agradar aos espanhóis ou para agradar a outros interesses? E desde quando é que os partidos espanhóis, que não conseguem resolver os problemas das suas próprias autonomias, incluindo aqui a Galiza, se dão ao luxo de se imiscuírem nos assuntos internos portugueses, chegando o PP espanhol, de Mariano Ragoy, ao desaforo político de sugerir a Manuela Ferreira Leite que se retratasse, por a dita Senhora ter dito na Televisão Portuguesa que, se fosse Governo, agora, o Projecto TGV, sairia da lista de prioridades do Governo Luso? Então agora em Portugal tudo manda? Brasileiros, angolanos, Ingleses, que esses, a garantia secular da independência, sempre mandaram…, e não era agora que iam deixar de mandar…, até agora os espanhóis, outra vez, como se o estandarte de Filipe II já estivesse flutuando em Lisboa, mas não se fica por aqui, via protocolo desportivo adicional, agora até parece que a FIFA também manda! Enfim…!
3.º Sobre a "nova cruzada do PS", a dos “casamentos” homossexuais, bem, aqui, a coisa fia mesmo mais fino! Numa nota de O Sol, dizia-se que a Igreja, através da sua conferência Episcopal, iria analisar a eventualidade de tais ditos “casamentos” poderem vir a ser autorizados em Portugal!
Devo dizer que faz bem a Igreja, que o assunto, mormente não se reporte ao estatuto canónico do Matrimónio, por Graça de Deus…, é sério de mais para que não se tome uma posição clara, em proveito do todo social!
Obviamente que Não quero fazer aqui referências a comentários de pessoas mal-formadas e intolerantes para com a Instituição Igreja Católica, como foi vero verificar em muitos comentários que se seguiram, ainda por cima revelando bastante ignorância relativamente às principais etapas que envolveram a História de Portugal, como Nação e País, e é só por isso que recorrem, não raro, ao vernáculo mais hediondo, e até ao insulto a pessoas e Instituições!
A verdade é que o Secretário-Geral do PS, Eng.º José Sócrates, colocou este assunto na ordem do dia para a próxima campanha eleitoral!
E uma vez que eu reconheço o papel fundamental da Igreja Católica como pilar fundacional na vida do país, desde os seus primórdios, além de que reúne a esmagadora maioria dos baptizados do mesmo país, através da sua organicidade interna, estranho seria era que essa mesma Igreja não se pronunciasse sobre tão sublime, quanto fracturante questão!
Certos sectores, não todos, da Juventude Socialista e do Bloco de Esquerda, certos sectores, não todos, do Partido de José Sócrates, quiçá..., não sei, certos sectores, não todos, de algumas organizações de carácter secreto estão de parabéns!·
O assunto subiu finalmente ao palco da Agenda do País!
Porém, que fique para a posteridade, o assunto aí está porque há um Secretário Geral que assim quer fixar o voto esquerdista que lhe vê fugir das mãos, por causa de uma política macroeconómica e social aberrante e desastrosa, ultra-neo-liberal e profundamente reaccionária, bolas…, esta é que é a questão marcante dos tempos que correm..., ao ponto de se temer pelo futuro imediato de largas camadas sociais, não é assim, já para não falar das "conquistas de Abril", que foi um ar que se lhe deu, é assim também, para não falar daquelas que caracterizaram a ascensão da Primavera Marcelista, as quais, aqui, na então Metrópole, e não só, fariam corar os actuais estrategas da política governamental nos planos socioeconómico, da solidariedade e mesmo da integração social!
Trata-se, em suma, de uma fuga para a frente, de um Secretário Geral que não quer ver o óbvio: a inspiração da sua política nada tem a ver com a que inspirou a vitória e a Entrada Triunfal na Casa Branca, do Presidente Barak Husseín Obama, a quem o Secretário Geral do PS e seus apoiantes tanto gostam de aludir, antes fazendo-nos recordar, a sua prática política, e as suas opções estratégias para o país, o modelo económico derrotado nos Estados Unidos da América, malgrado as aparências reaccionárias da Administração Bush em matéria de costumes!
A Social-democracia europeia de WIlly Brandt e Olof Palm, há já muito que foi abandonada pelo actual Partido Maioritário, pelo que, para manter as aparências, vá de dar-se um rebuçado às aspirações trotskistas mais ortodoxas.
Uma Vergonha, caros Dirigentes do PS, esta condução e gestão da Política Portuguesa, sem rumo e sem norte! Se o Dr. Mário Soares um dia terá colocado o Socialismo na Gaveta, a verdade é que actual Direcção do PS fechou-lhe definitivamente a porta do Palacete cor-de-rosa do Largo do Rato, em Lisboa.
Nisso, nestas e noutras determinantes, é óbvio que a Igreja Católica nada terá a dizer, é alheia!
Finalmente, se é óbvio que a Igreja Católica, como Corpo Eclesial e Social, e não só a Igreja Católica, mas igualmente outras alavancas fundamentais do país, as suas forças vivas e organizativas, não descurando nem as Universidades, nem outras reservas residuais do país, nada têm que ver com as determinantes, muito terão a dizer, por dever próprio, cada uma na função que lhe cabe, sobre as consequências desta Agenda Política!
Sem ser ofensivo, e respeitando escrupulosamente o pluralismo opinativo que enforma as sociedades democráticas, é bom que os católicos e as mesmas forças vivas acordem de uma vez, e tirem as consequências, agindo em consequência, no estrito respeito pela Constituição Democrática!
Para os católicos, mesmo que não se seja católico, não basta para “isto” ver algumas figuras, outrora militantes dos Movimentos Católicos, em torno deste Governo e deste Primeiro-Ministro: chegou a hora de agir e, porque não, re-adaptar, aos novos tempos, no horizonte dos quais se podem desenhar novas figuras e retóricas de velhos autoritarismos, aquilo que foi a Acção Católica, aos tempos do Estado autoritário de Oliveira Salazar e das ditaduras na Europa! Como o Bom Papa João Paulo II um dia vos disse "Levantai-vos", caramba! Isto nada tem de bafiento, ou beatífico, antes é eivado daquele progressismo que, infelizmente, vai escasseando na Sede do Largo do Rato, em Lisboa, do Partido Socialista, um partido fundado outrora por nomes sonantes dos meios progressistas! Um paradoxo político, é o que é!
Miguel de Soutto Mayor y Várzea, no sul da Província de Pontevedra, Galiza, Reyno de Espanha, Janeiro, 21
P.S. para quem pense que o que acabo de afirmar é reaccionário, lance-se o desafio, discuta-se, em sede do Congresso do PS, o que é ou não é reaccionário!
Aproveitando a ocasião, não seria nada mau rediscutir o roteiro ideológico e o ideário actual do Partido Socialista, sob a liderança marcante, sem dúvida, do seu actual Secretário-Geral! Nada mau para um repto a Manuel Alegre…e nada mais!
2008 ficará certamente na História nacional, europeia e mundial nos seus "Anais", por assim dizer, por muitas e diversificadas razões! É-me completamente impossível dizer,pois, em jeito de balanço, qual o acontecimento mais marcante..., porquê este e não aquele..., mas sem dúvida que a Guerra absurda nas Ossétias e Abekásias, com o reafirmar do poderio russo à prior, não é assim, a crise finaceira internacional, cuja descodificação completa ainda está por fazer, seja nos seus antecedentes, como nas suas consequências, o reconhecimento imposto da independência do Kosovo, uma província da Sérvia, note-se, a eleição de Barak Hussein Obama para a presidência dos The United States Of América, ou a forma descomplexada como a China se afirma, hoje, nos diversos fóruns de interacção internacionais, são aspectos marcantes, sem dúvida! Por cá esqueçamos por momentos outros fóruns de actuação e de actividade, como o futebol e o Desporto, por exemplo, o Mundo da Moda, ou o centenário do Grande cineasta inconformista que dá pelo nome de Manuel de Oliveira, os protestos de professores e outros corpos pilares da Nação, enfim... e vamos ao que interessa: para lá da Crise internacional, esta veio mostrar as fragilidades de uma crise interna endógena, à qual o Partido Maioritário, aquando da campanha eleitoral que o catapultou para a maioria absoluta, prometeu dar uma luta sem quartel! Nota-se ainda que este sistema de coisas reina, há já bastante tempo, servindo os consulados de Durão Barroso e Santana Lopes apenas para mascarar aquilo que mais se pode compaginar com um quadro convergente com o de uma espécie de "farsa política"! A Verdade é que o Governo da República, desde o consulado do Eng.ª antónio Guterres, se mostra incapaz de dar resposta às grandes questões e aos grandes problemas e problemáticas com que se debate, hoje em dia, a sociedade portuguesa, aos mais diversos níveis, o mesmo sucedendo, pois, com o Governo chefiado pelo Sr. Eng.º José Sócrates! Imagem à parte, este não cumpriu uma, sequer, das propostas substanciais com que se apresentou ao eleitorado, refugiando-se em chavões do tipo "choque tecnológico", ou na luta contra o que achou serem seus inimigos predilectos:da Igreja católica aos Professores, passando-se pelo calvário do Ministério da saúde e da Justiça, sem esquecer o descontentamento que reina no seio dos Corpos que garantem a Defesa Militar do Território da República, quase que não hove sector de actividade em Portugal que pudesse fugir à onda devoradora da política pseudo-reformista do Governo! E assim continuaríamos até às eleições, com muita demagogia pelo meio, numa governação que, esta sim, terá sido a pior desde o reinado da Muito Augusta Senhora D.ª Maria, pela Graça de Deus, Raínha de Portugal, Algarves e seus domínios! Eis se não quando, tal onda reformista, que na prática se consubstancia no "atacar para melhor se defender", se vira repentinamente contra o Palácio de Belém! O Presidente da República, que, tal como prometera, assegurou uma sã "cooperação estratégica" com o Governo, vê-se, na prática, na situação de guerrilha institucional, protagonizada através do corte unilateral dessa mesma cooperação estratégica, o qual, até hoje, não foi assumido de forma categórica pelo Primeiro Ministro, Eng. José Sócrates, muito menos pela maioria absoluta do seu Governo! Tratou-se essencialmente, de início, da questão muito sensível dos Açores, e do assegurar dos poderes presidencias intactos, no seio do equilíbrio de poderes estabelecido pela constituição, mas rápidamente tal Guerrilha ameaça alastrar-se a outras matérias! Neste contexto, é preciso que os portugueses de todas as idades e condições, estejam à altura do execício da cidadania que se lhes exige e, num momento muito difícil para as pessoas, as famílias e as instituições, o Governo tem disso plena consciência, saibam separ "o trigo do joio" e juntem-se, num esforço nacional, ao apoio à posição do seu Chefe de Estado, o Presidente Aníbal António Cavaco e Silva, pela salvaguarda das instituições do Estado, da Democracia e da sua própria qualidade, e da própria soberania indiscutível do Estado português em qualquer uma das suas parcelas constitruintes! O Ano de 2009 não vai ser fácil, muitos já o sentiram em 2008, até porque as contas que esta maioria fez, saíram-lhe completamente "furadas"! Mesmo assim, a maiortária/sustentáculo do Governo não desiste do Clima de autêntica campanha eleitoral, como ainda há dias se verificou, de forma assaz assinalável no imediato! Mas é possível dobrar o Cabo da Boa Esperança! É preciso que o Presidente sinta este anseio da Maioria silenciosa do país e haja em conformidade! O XVII Governo Constitucional, chefiado pelo Primeiro Ministro Eng.º José Sócrates, foi mau de mais para que mereça sequer o benefício da dúvida! Ontem, deu-se efectivamente o pontapé de saída para a expressividade daquilo que poderá vir a tornar-se num complexo político em águas do Atlântico...! O Caminho deste Governo está traçado e determinar-se-á quando os Portugueses forem chamados às urnas! O leque de políticas alternativas existe e deve ser reformulado, incluindo no seio do próprio PS, onde o Deputado Manuel Alegre e o seu MIC, espera-se, venha a ter uma importante palavra a dizer:só isto e nada mais! Miguel de Soutto Mayo Y Várzea, em Salvaterra, Pontevedra, Galícia, Comunidade Autónoma do Reyno d'España, Dezembro/2008.
A actual composição da Assembleia da República decidiu-se definitivamente por fornecer aos portugueses, como um dos seus "presentes de natal", vamos chamar-lhe assim, um espectáculo grotesco e caricato:afrontou gratuitamente o Chefe de Estado, e com Ele, note-se, os portugueses, e colocou-se, doravante, refém de leis construídas pelos Parlamentos Regionais, ao reduzir-se ao mero papel de sufragar tais leis! Espera-se pelo retorno da moeda, assim como se espera pela firme posição do Presidente Aníbal Cavaco e Silva! Uma coisa é certa: já nada ficará como dantes: no que diz respeito às relações entre os poderes da República e os atribuíveis pela Constituição aos das Autonomias; assim como, ninguém tenha dúvidas, nada ficará mais como dantes na Cooperação Estratégica estabelecida entre Belém e S.Bento! E aqui, há que afirmá-lo, a culpa não é apenas do Secretário Geral do PS, a culpa é da incompetência política, da falta de visão estratégica e do verdadeiro Sentido de Estado que grassa em quase todo o arco Constitucional! Daí e independentemente daquela que venha a ser a reaccção de Belém ao Corte Unilateral da cooperação Estratégica, perpetrado pela maioria absoluta que suporta o Governo da República, fica a pergunta: porque não aproveitar o ciclo eleitoral, já iniciado, para se debaterem a fundo duas questões: a criação efectiva e exequível da Regiões Administrativas do continente português e a reforma, também efectiva e exequível, do Parlamento Nacional, com a criação de uma Câmara Alta do Parlamento (não seria a primeira vez..., de resto, a sala está lá!) e a redução drástica e efectiva do número de Deputados resultante da redefinição dos círculos eleitorais? Miguel, em Salvaterra do Miño, depois de atravessar a ponte que une Portugal à Galiza, em Pontevedra, Reyno de España...Dezembro, 22! P.S. Faz frio no rio Minho, a sério!
Por muito que isso custe ao Sr. Presidente da República, Professor Cavaco e Silva, Excelência, e acredito piamente que não será fácil, as coisas, no que toca à Res pública, estão a evoluir num sentido em que a sua firme e resoluta intervenção, não somente como "árbitro" do Sistema político, mas como o garante do regular funcionamento das Instituições Democráticas do Estado, vai tornar-se inevitável! E se é inevitável, Senhor Presidente, mais vale cedo do que tarde! O actual Presidente da Repúblçica tem exercido um mandato com muita tranquilidade, serenidade e moderação, malgrado os ventos que correm a partir da própria dinâmica do Sistema Politico-partidário vigente em Portugal! Apostado numa cooperação estratégica com o Primeiro Ministro, Eng. José Sócrates, vê de uma penada, o Partido Socialista, que governa com Maioria Absoluta, a passar ao lado do Palácio de Belém, dizendo que o Poder está noutro Palácio, o de São Bento, e é São Bento quem mais ordena! Ora, se as diversas questiúnculas que foram surgindo (desde a crise no PSD, dífícil de explicar, a não ser de uma perspectiva puramente bizantina, até á crise no próprio partido maioritário, esta menos visível por razões óbvias, passando pelos diversos "fait-divers", com mais ou menos importância, dependendo do ponto de vista, não é assim, desde o descontentamentro das diversas classes corporativas, à crise financeira mundial, sem esquecer a sua componente endógena, e o sistema de Justiça, o qual, a não ser nada feito, pode sair completamene desacreditado...!) se estas questiúnculas foram pesando mais e mais, minado a própria relação Belém-São Bento, essencial no actual Sistema Semi-presidencial do Regime, o que fez definitivamente transbordar o copo, passo a expressão, foi o corte unilateral da cooperação estratégica com Belém, protagonizado por um Primeiro Ministro e por um Governo cada vez mais em dissociação das realidades nacionais! Posta assim a questão, a propósito do malfadado Novo Estatuto Politico-administrativo dos Açores, sobre o qual Cavaco e Siva disse o que disse, poucas alternativas restam ao Presidente da República: se ceder nesta Questão, o Chefe de Estado compromete a essência do próprio Alto Cargo que ocupa, mormente a questão do Equilibrio de Poderes no actual Sistema Político Republicano! Se não ceder, e aqui espera-se firmeza de Belém, outra alternativa não resta ao Presidente do que ser consequente com a sua prática! Porém, os que, no PS, julgam que "tudo são favas contadas" e a Maioria absoluta "está no papo", que desenganem, apriori, de tão frio, quão sibilino, calculismo: O presidente da Republica poderá optar por manter o Governo em gestão, sob estrita vigilância de Belém, um pouco à maneira do que fez o Presidente Sampaio com Pedro Santana Lopes, não é, ou pode adoptar uma estratégia bem mais à Eanes, nos termos constitucionais: a nomeação de um Governo de Iniciativa Presidencial com a missão específica de preparar o país para as Eleições Gerais de 2009, retirando, desta feita toda a confiança política no Executivo do Eng.º José Sócrates! Poder-se-á dizer que seria forte demais? Bem, observados os ditames constitucionais, e procurando um amplo copnsenso para tal Executivo, à direita como à esquerda, quem dirá aqui que não se pode repetir agora o fenómeno Pintasilgo? E a Maioria imaginada pelos estrategas do PS, esfumar-se-ia, da noite para o dia, com ganhos para o próprio PS e para todos os partidos do arco constitucional! Vai uma aposta? Miguel, Salvaterra de Miño, Galícia, no Reyno de Sua Magestade o Rei de Espanha, Dezembro, 08, o Dia da Padroeira de Portugal.
Num contexto muito preciso, falando a propósito da Justiça, ou da falta dela...,não sei, a Liderança actual do PSD, Dr.ª Manuela Ferreira Leite, afirmou, mais ou menos, isto: a Democracia, tal como foi fundada na vigência desta Constituição, pode correr alguns perigos no presente! A Dr.ª, que até nem é filósofa, penso, recorreu a um artifício socrático, do Mestre de Platão, lá nas profundezas do saber ocidental, que haveria de se traduzir primeiramente na célebre Democracia Ateniense, consta dos Livros e das crónicas! Parece, porém que, em Portugal, o problema não é só do défice da dívida pública, ou do défice económico-finaceiro, ou do défice participativo e cívico, ou do défice educativo, ou do défice democrático: Portugal sofre inexoravelmente de défice hermenêutico, e, daí, Manuela Ferreira Leite falou de alhos, a imprensa entendeu que deveria entender bugalhos e os políticos colocaram-se em posições estereotipadas de assobiar para o lado, à procura dos melhores dividendos do "Ela falou!" Dito isto, será que alguém, de boa fé, tem dúvidas dos destinatários, institucionais e não só, do sério aviso da líder do PSD? Bolas, que me perdoem o estilo, mas não sou político, li alguns clássicos e, julgo, entendi bem o recado da Dr.ª Manuela Ferreira Leite! Definitivamente o que não entendo é a actual classe política instalada em Lisboa, seja da Maioria, seja das oposições, muito menos a imprensa que lhe é afecta! Miguel de Soutto Mayor y Várzea, salvaterra de Miño, Pontevedra, Galícia, Reyno d'España, Novembro, 19.
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