Às vezes faço
Às vezes faço
Por sentir-me aliviado
Depois de um amasso.
Às vezes faço
Por imbuir palavras fortes
São delas que quero que gostes
Pela acalmia que sopra nos dedos
Quando escritas, defronte aos meu medos.
Às vezes faço
Por acreditar, que este mundo é um sonho
Que respiramos um sinal,
E porquanto, não há igual
Gesto, ou o «acordar» de um sonho!
Cruel.
Pintado pelo pincel,
Que borra os cantos da tela
As lágrimas de um rosto ausente.
Às vezes faço.
Por quebrar o embaraço
Antevejo, um nobre acesso
O qual não tenho ingresso
Fico por cá, obrigado
O material é que ficou estragado!