SOL
Às vezes faço

Às vezes faço

Por sentir-me aliviado

Depois de um amasso.

Às vezes faço

Por imbuir palavras fortes

São delas que quero que gostes

Pela acalmia que sopra nos dedos

Quando escritas, defronte aos meu medos.

Às vezes faço

Por acreditar, que este mundo é um sonho

Que respiramos um sinal,

E porquanto, não há igual

Gesto, ou o «acordar» de um sonho!

Cruel.

Pintado pelo pincel,

Que borra os cantos da tela

As lágrimas de um rosto ausente.

Às vezes faço.

Por quebrar o embaraço

Antevejo, um nobre acesso

O qual não tenho ingresso

Fico por cá, obrigado

O material é que ficou estragado!

Publicado 23 Maio 11 03:47 por nunocordas | 2 Comentário(s)   
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Dono de Ti

Dono de Ti.

Estremeço com a minha voz

Um pouco ali, ou aqui

Dono de mim atroz

Dos meus sentidos loucos.

E são tão poucos,

Aqueles que me acreditam.

Meditam.

Não correspondem ao termo incerto

Das vagas palavras, o aperto

Que na alma desabrocha

Como uma Tocha

Acesa.

Dono de Ti.

Um pouco ali, ou aqui

Dono das poucas palavras

Verdadeiras.

 

Publicado 21 Setembro 10 03:37 por nunocordas | 2 Comentário(s)   
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O que sobra?

 memoria

Na companhia da memória

Nós humanos, somos uns valentes

Faremos, pois, um pouco de história

Para que sobre, para os nossos discentes.

 

Publicado 29 Julho 10 03:13 por nunocordas | 1 Comentário(s)   
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O Piano

Cada melodia parecia

Um canto do além,

Outros tantos, cantos, porém

Ninguém os conhecia.

 

Do velho piano soava

Um refrão sonante, airoso

Timbre agudo e brioso

 Toda a gente o amava.

 

As notas eram palavras.

Harmónicos ruídos na minha mente

E que de contente, eu faria

 

Quem as ouvisse, e ali ficasse

Conhecendo a virtude do tempo

Implorando para que, voltasse!

 

Nuno Cordas

Publicado 17 Junho 10 11:56 por nunocordas | 3 Comentário(s)   
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Pântano Português

Perco-me no tempo,

Perante a azáfama do quotidiano.

Caminho sobre o meridiano,

Ofusco o meu alento


Diante de traças de pessoas,

Que olham um mundo sem tréguas

Não há regras, nem rédeas

Oh mundo que me sobrevoas.


Queria um espaço no tempo

Para designar um mortal

Que estivesse sempre atento


À crueldade, ao mal

Diante deste desalento

E Censurável Pantanal.

 

 

Nuno Cordas

Só um segundo, já volto à Vida!
 

A felicidade onde está?

Alcança-se, ela está dentro de nós

Adormecida.

Ainda que esquecida, e dorida,

sobrevive.

Espera pelo apelo,

pelo som das palavras mágicas,

que dão azo à sua vontade de sair...

De se soltar...

Como quem solta um pássaro de dentro de uma gaiola.

O espaço que pisamos, que olhamos, e onde nos reconhecemos,

faz parte da nossa felicidade.

Lá no fundo... quando inspiramos e reconhecemos o papel da nossa existência neste mundo, lembramos:

- A felicidade deveria ser muito mais do que imaginei!

Vou trabalhar nela

E sobreviverei...

Troca na Vida
 

Na vida trocamos de tudo.

Trocamos vontade, bondade,

trocamos ainda o que é verdade.

Trocamos, e tudo fica mudo.


Na vida não trocamos nada.

Não trocamos a máscara, o perfil,

não trocamos porque não é gentil,

Não trocamos e a gente fica pasmada.


Na troca daquilo que se quer trocar,

trocamos ainda que não devamos a ninguém,

o orgulho da nossa mente.


Não trocamos para provocar.

Trocamos sim, para ir mais além

Sem olhar os outros, infelizmente!


nunocordas

Publicado 21 Janeiro 10 03:15 por nunocordas | 4 Comentário(s)   
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Feliz ano de 2010
 

Feliz ano

de

2010


A toda a comunidade Sol!

Publicado 01 Janeiro 10 09:57 por nunocordas | 1 Comentário(s)   
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Feliz Natal, SOL
 

De hoje, para amanhã

o meu desejo, se reflecte em Vós,

Nas vossas famílias, como um talismã

dentro do coração de todos Nós.


Já se sente, essa mística...

a quadra está à porta.

Por entre o musgo e a palha que estica

Nasce um presépio que muito importa,


no conforto dos nossos lares.

Não há gosto que dê por mal

nem mesmo a gula dos pares


de sabores. E cuidado com o sal,

Vós, os meus amigos leitores

Da comunidade Sol; FELIZ NATAL.



Nuno Cordas

Somos Poucos
 


Somos cada vez menos.

Os Portugueses de gema,

E há quem não tenha pena,

Somos poucos.

Somos cada vez menos,

No trabalho.

Na hora do Orvalho.

Somos assim,

Um Povo sem fim.

Mas que fim?

O que está Perto?

Que país tão deserto...

De Autóctones!

Óh Brio por onde andas?

Somos poucos.

Para levar adiante...

O projecto de Futuro

Que mais parece um Furo,

Onde quem trabalha,

Trabalha pouco.

E somos poucos...

Muitos são os que querem,

E não têm como!

Neste País Ocidental.

Ancestral.

Vemos camisolas suadas,

As usadas?

São do(s) Povo(s) que nos alimentam.

Porque somos poucos.

E os que são muitos,

Na realidade são mesmo poucos.

Neste País de Guerras e Vitórias

Que virou ângulo raso.

E todos temos a vida a prazo,

Por culpa de gente.

Será gente?

Não será gente, mas sim semente

De Pecado.

Neste mercado,

Que se diz único.

Onde as pessoas, não são

O que são.

E que chatice,

Tanta burrice!



nunocordas

No vicio da esperança

Fácil nesta vida airada,

No vício que nos acompanha

No desgosto. E com tamanha

Vontade, a deixo parada.

 

Esperando... tempos e Eros.

E onde caminhos estreitos

Nos levam a lugares direitos

Óh vida... cheia de mistérios!

 

Queira o mar sucumbir-me

Numa onda, e que me leve

Daqui. E para onde for...

 

Não é tarde, mas caíu-me

Uma espécie de esperança, como neve

Para dar à vida um pouco de côr.

 

 

Publicado 21 Novembro 09 04:08 por nunocordas | 3 Comentário(s)   
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Levitando com a Alma

Por todo o caso estranho

Que me enfeitiça os pensamentos,

São bons os momentos,

Que recordo, que tenho,

Dentro desta caixinha, ao meu peito.

E sem qualquer defeito

Num Mundo ao meu jeito

Renuncio à realidade

Por recear a verdade.

É tarde. Será tarde?

Mas ouso dizer-te…

Sussurrar-te, e ter-te aqui

Porque hoje cresci, ao pé de ti

Nesta noite calma.

Tenho-te como paridade

A ti, minha alma.

 

Palavra
 

Por leve Te tomo.

Por Ti, levemente me deixo

Seguir, e não me queixo.

Não tenho como


Julgar-Te, abraçar-Te.

Por isso Te escrevo,

Ressonante trevo,

Sorte em encontrar-Te...


E minha alma por Ti jaz,

Frase ospiciosa...

Em poesia ou em prosa,


Palavra, que aqui se faz

Com caneta, outrora com ardosa,

Para um mundo de gente capaz!


Nuno Cordas

Publicado 18 Outubro 09 07:49 por nunocordas | 4 Comentário(s)   
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Revoltado

Lá bem no fundo ...

Reconheço esse sentimento

De desalento.

Outrora na vida,

O sentido das palavras fora invertido,

E agora é pervertido.

O jogo que joguei ontem,

Hoje me domina,

Por entre palavras esquecidas,

Muralhas caídas,

Cinzas ... E muitas cinzas,

Do fogo que tinha cá dentro.

Esmorecimento não perdoa,

Aos olhos de quem não entende,

Aos ouvidos de quem anda à toa.

E por aqui, o livro se estende

Por entre rasgos de ideias,

Que prometem andar à solta

Enquanto durar a revolta,

Deste meu espaço inexistente,

Outrora deprimente,

E que hoje me deu a volta.

A dois

Esbaforido este árido vento.

Trata-se do Maior desalento

No meio de tanto calor

De tanto ardor…

Quando aceso.

E por ti estou aqui preso

Nesta aparência de ilha

Que ronda uma milha

Do meu pensamento

Ao teu desalento.

E mostra a tua voz bela…

Do cimo da tua janela

Grita como quem não grita

Mostra a tua face bonita

Declina o teu olhar

Para o mar.

Inspira-te como quem não inspira…

Este vento húmido que suspira

Por nós, os mortais

Que somos os tais

Cuja vida não premeia

Por não estarmos em colmeia.

Ser diferente, pois

É vivermos a vida a dois

Abstermo-nos do que ontem fomos

Erguermo-nos como hoje somos.

Publicado 21 Julho 09 10:38 por nunocordas | 7 Comentário(s)   
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