SOL

PROBLEMAS DE PESO?

Problemas de peso?

Os métodos tradicionais não resultam?

O controlo do peso é uma impossibilidade recorrente?

Ou apenas faltam eliminar aquelas gramas a mais exactamente onde elas não deviam estar?

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PORTUGAL TEM SALVAÇÃO?

PORTUGAL TEM SALVAÇÃO?

 QUAL A RECEITA?

QUEM CONHECE A TERAPEUTICA?

HÁ ALGUÉM QUE A QUEIRA APLICAR?

 

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Já sabiam? Did You Know?

Já sabiam?

O tipo de temas que estamos a debater sobre educação em Portugal e no mundo ocidental é lamentável, lastimável e, acima de tudo, uma perda de tempo.

A classificação da mediocridade. A idolatria do nada.

A classe política (todas as cores e siglas) não tem dimensão de pensamento para liderar um país.

Porque deixamos o nosso futuro continuar a estragar-se irremediavelmente?

[YouTube:xKps5DBJEJ4]

Já sabiam?

Did You Know?

Vamos ficar de braços cruzados?

Vamos continuar a idolatrar os medíocres?

Vamos continuar a deixar-nos conduzir pelos "Chicos Espertos" corruptos e ficar irremediavelmente para trás?

Ou então?

Ou?

Querem-me dizer?

EM DIA DE NOBEL DA PAZ

No dia de hoje, e sei bem porquê, ocorreu-me pensar no que é a paz. Independentemente de simpatias ou antipatias pela personalidade distinguida.

Importa, num dia como o de hoje, saber qual o verdadeiro conceito de paz?

O que consideramos nós todos como paz?

Será que todos fazemos a mesma leitura sobre o significado do conceito de paz?

Goya - Fusilamento

Definir-se-á a paz pelo seu antagonismo com o conceito de guerra?

Será que paz é igual a não haver guerra? Ou guerras? Ou equivalerá a participar em guerras que sejam, apesar de tudo, elegíveis para o conceito de paz? Por que conceito?

Será que essas guerras se fazem para que a paz se estabeleça? E assim sendo serão guerras que levarão à instauração da paz, sendo assim fortemente positivas para a própria paz?

E qual é o conceito de paz que se estabelece com o exercício da guerra?

Depois deste dia, pensei várias vezes, quem, neste mundo, de forma honesta e sincera para consigo próprio, acreditará nos conceitos de selecção do comité Nobel?

Picasso - Guernica

Foi uma atribuição por antecipação? Certamente seria melhor atribuída a nomeação a um recém-nascido!

Será que o objectivo da nomeação foi criar um incentivo para que se faça a paz? Incentivem-se então, de igual modo, todos os guerrilheiros do mundo, todos os seres violentos e violentadores deste mundo, porque estão nas mesmas condições, necessitando tanto mais de ser incentivados quanto mais violentos e causadores da guerra sejam.

Foi uma nomeação de significado político? Que novidade! Todas o são, obviamente!

A partir de hoje, e independentemente das inúmeras manifestações de apoio e de felicitações para além ainda das manifestações de simpatia pelo nomeado serem vastas em todo o mundo, quanto a mim, a credibilidade dos conceitos de paz utilizados pelo Comité Nobel ficará irremediavelmente comprometida a partir da presente data.

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A REALIDADE DO IRREAL! OU DO SURREAL?

O mundo a que chamamos real

é só uma ilusão, afinal

porque tudo aquilo que existe

fora do nosso pensamento

é apenas uma criação triste

gerada no sofrimento

dum eterno não/momento.

Gustav Klimt

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"VIVA A REPÚBLICA!" GRITO EM SURDINA, PARA DENTRO...

“Viva a República!”

Mesmo depois de todos estes anos ainda encontro em mim algumas parcas forças para gritar, em surdina, pois claro, e bem entendido, apenas para dentro de mim, um “Viva a República!”.

Ainda me recordo, quando em miúdo, muito miúdo, achava estranho que umas pessoas cordatas que neste dia 5 de Outubro iam depositar uns simples ramos de flores na entrada de um edifício que ficava ao fundo da rua onde nasci, um prédio antigo que tinha uma lápide de pedra afixada na fachada descolorida, dizia eu, achava estranho que, entretanto, aparecessem outras pessoas que não as deixavam ali estar a fazer a sua homenagem silenciosa e pacífica.

“Era um republicano!” diziam-me então para calar a minha curiosidade, que aquilo de ser curioso era complicado nesses tempos do outro milénio. Mesmo para quem tivesse cinco ou seis anos. “Maus princípios! Tanta curiosidade vai dar em problemas acrescidos!” diziam-me como se fossem prestidigitadores.

Mas depois daquilo se passar, ali mesmo na minha rua, local pacato, de pessoas ordeiras, estranhava porque é que na Praça do Município, bem ali à frente de toda a gente, já podia haver uma celebração ruidosa, com discursos estridentes e inflamados, exactamente, da instauração dessa mesma República, em Portugal, no mesmo país.

A confusão que aquilo me fazia! Por um lado era proibido homenagear um republicano, um homem que, vim mais tarde a saber, havia criado e instituído um sistema de ensino público que permitia o acesso ao ensino mesmo às classes sociais mais desfavorecidas, isto enquanto, por outro lado, era publicamente aclamada a instauração dessa mesma República.

E aquilo levava-me a pensar, certamente por ser criança de pouca reflexão, que havia republicanos e, estranhamente, havia outros republicanos. Diferentes dos primeiros, certamente.

Quase sempre, desde então, pela vida fora, neste dia 5 de Outubro, vêm-me à memória as faces tristes daquelas pessoas simples, cordatas, de passos silenciosos, de ramos de flores nas mãos, que mesmo ali, ao fundo da minha rua, eram impedidas de, ordeiramente, prestarem a sua homenagem silenciosa a um dos fundadores da República. A um pedagogo!

E, talvez por isso, ou para que isso não volte nunca mais a ser possível, mesmo com toda a descrença que me mina e corrói a alma por estes dias, vou achando forças, ano a ano, para ir gritando, neste dia 5 de Outubro, um “Viva a República!”.

Só para mim, bem certo! Cá bem para dentro!

Talvez na esperança de voltar a poder acreditar, como quando era criança e via, lá ao fundo da minha rua, aquelas pessoas cordatas a serem impedidas de exercer um direito de cidadania, que um dia poderá haver aqui um país de fraternidade, de igualdade e de liberdade. Um país onde as pessoas não aceitem a mentira, a falsidade, a corrupção e a baixeza moral como coisas inevitáveis.

Neste país, de onde me parece que foi banida a palavra “honra”, tanto dos discursos oficiais como do pensamento da maioria das pessoas, ainda tenho esperança de que os valores éticos e morais se sobreponham à vileza do desrespeito pela cidadania e ao esbulho da Justiça.

E grito mais uma vez, neste dia 5 de Outubro, com honra pelo significado do que o ideal republicano representa. Mas grito silenciosamente, para dentro de mim, silenciosamente como a maioria, talvez envergonhado com a triste realidade de, tantos anos depois, ainda existirem uns republicanos e uns outros republicanos, dizia eu, grito bem alto um sentido

 

Viva a República! 

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UM GRITO SILENCIOSO QUE LEMBRA AS FACES DE TRISTEZA

“Viva a República!”

Mesmo depois de todos estes anos ainda encontro em mim algumas parcas forças para gritar, em surdina, pois claro, e bem entendido, apenas para dentro de mim, um “Viva a República!”.

Ainda me recordo, quando em miúdo, muito miúdo, achava estranho que umas pessoas cordatas que neste dia 5 de Outubro iam depositar uns simples ramos de flores na entrada de um edifício que ficava ao fundo da rua onde nasci, um prédio antigo que tinha uma lápide de pedra afixada na fachada descolorida, dizia eu, achava estranho que, entretanto, aparecessem outras pessoas que não as deixavam ali estar a fazer a sua homenagem silenciosa e pacífica.

“Era um republicano!” diziam-me então para calar a minha curiosidade, que aquilo de ser curioso era complicado nesses tempos do outro milénio. Mesmo para quem tivesse cinco ou seis anos. “Maus princípios! Tanta curiosidade vai dar em problemas acrescidos!” diziam-me como se fossem prestidigitadores.

Mas depois daquilo se passar, ali mesmo na minha rua, local pacato, de pessoas ordeiras, estranhava porque é que na Praça do Município, bem ali à frente de toda a gente, já podia haver uma celebração ruidosa, com discursos estridentes e inflamados, exactamente, da instauração dessa mesma República, em Portugal, no mesmo país.

A confusão que aquilo me fazia! Por um lado era proibido homenagear um republicano, um homem que, vim mais tarde a saber, havia criado e instituído um sistema de ensino público que permitia o acesso ao ensino mesmo às classes sociais mais desfavorecidas, isto enquanto, por outro lado, era publicamente aclamada a instauração dessa mesma República.

E aquilo levava-me a pensar, certamente por ser criança de pouca reflexão, que havia republicanos e, estranhamente, havia outros republicanos. Diferentes dos primeiros, certamente.

Quase sempre, desde então, pela vida fora, neste dia 5 de Outubro, vêm-me à memória as faces tristes daquelas pessoas simples, cordatas, de passos silenciosos, de ramos de flores nas mãos, que mesmo ali, ao fundo da minha rua, eram impedidas de, ordeiramente, prestarem a sua homenagem silenciosa a um dos fundadores da República. A um pedagogo!

E, talvez por isso, ou para que isso não volte nunca mais a ser possível, mesmo com toda a descrença que me mina e corrói a alma por estes dias, vou achando forças, ano a ano, para ir gritando, neste dia 5 de Outubro, um “Viva a República!”.

Só para mim, bem certo! Cá bem para dentro!

Talvez na esperança de voltar a poder acreditar, como quando era criança e via, lá ao fundo da minha rua, aquelas pessoas cordatas a serem impedidas de exercer um direito de cidadania, que um dia poderá haver aqui um país de fraternidade, de igualdade e de liberdade. Um país onde as pessoas não aceitem a mentira, a falsidade, a corrupção e a baixeza moral como coisas inevitáveis.

Neste país, de onde me parece que foi banida a palavra “honra”, tanto dos discursos oficiais como do pensamento da maioria das pessoas, ainda tenho esperança de que os valores éticos e morais se sobreponham à vileza do desrespeito pela cidadania e ao esbulho da Justiça.

E grito mais uma vez, neste dia 5 de Outubro, com honra pelo significado do que o ideal republicano representa. Mas grito silenciosamente, para dentro de mim, silenciosamente como a maioria, talvez envergonhado com a triste realidade de, tantos anos depois, ainda existirem uns republicanos e uns outros republicanos, dizia eu, grito bem alto um sentido

Viva a República!  

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TODA A VERDADE SOBRE AS ESCUTAS! QUEREM SABER?

Toda a verdade sobre as escutas será para sempre "asfixiada" e nunca virá a ser conhecida.

Vai tornar-se num verdadeiro “mito urbano” do abissal descrédito em que a vida social e política do país se afunda diariamente. E cada vez mais. E mais. E mais.

Mesmo que toda a verdade seja alguma vez dita, ninguém jamais nela acreditará.

Porque, cada um de nós, só considera verdade aquilo em que acredita.

E, nesta fase, em quem podemos nós acreditar para nos dizer a verdade?

Eu quero, um dia, poder acreditar!

Quando será? 

A Morte de uma Maioria

Estás-me a ouvir? Sussurrou o morto da campa ainda sem lápide cujo funeral fora feito ao fim da tarde, mal as pesadas portas de ferro do cemitério se fecharam. Estás-me a ouvir? Repetiu, enquanto tentava entrar nas conversas que ouvia estabelecerem-se entre as campas. Algumas delas, num tom um pouco mais alto, trocadas entre campas e jazigos. Será que ninguém o ouvia? Pensou, enquanto se tentava movimentar naquela caixa desconfortável e claustrofóbica. Como é que se sai daqui p’ra fora? Pensou. Estou farto de aqui estar. E parece-me que aqui ao lado estão todos lá fora, caramba! Deu consigo a pensar de novo. Mas como é que eu posso estar a pensar se estou morto? Estás-me a ouvir? Proferiu num tom mais elevado, algo enervado. Mas, para sua surpresa, ninguém parecia ligar nada àquilo que dizia. Tentou ouvir o que diziam uns aos outros. Pior ainda. Estariam a falar em que língua? Tudo lhe parecia estranho. Uma linguagem estranha, num tom estranho, com uma entoação estranha. E sentia-se mal. Ali dentro. Fechado. Sabia que estava morto. Enterrado. Soterrado. Deixado para trás. Ainda de tarde ali estiveram a dizer-lhe palavras de circunstância e a chorar ladainhas formatadas, em tom formal e discreto. Mas sem sentimento, palavras secas, sem emoção, sem saudade. Frias. E agora todos o haviam deixado para trás. Ali sozinho. E ninguém o ouvia, nem os outros mortos. Estão-me a ouvir? Gritou já num tom que pretendia que as suas palavras chegassem a várias campas. Tão alto foi que sentiu duas mãos a sacudi-lo e uma voz a dizer-lhe energicamente. Acorde. Levante-se. O comício está quase a começar e as eleições ainda não estão perdidas. Sonho? Os mortos também sonham? Com maiorias? Não estaria ainda morto? Pelo sim, pelo não, levantou-se, alinhou o cabelo grisalho, passou as mãos pela cara e subiu ao palanque para fazer mais um discurso com as forças de vida que ainda lhe restavam. Estariam a perceber o que estava a dizer? E continuou a ouvir os mesmos sons de retorno que ouvia nitidamente nas conversas estabelecidas entre as campas mesmo ali ao seu lado.

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As Ambulâncias e o meu país

O som infernal das ambulâncias entrava por mim dentro sem pedir licença, levando-me compulsivamente a desviar-me. Mesmo sem querer. Fisicamente, mentalmente até. Para deixar passar quem ia em busca de salvação. Haverá ambulâncias que consigam encontrar o caminho do céu? Ou vão todas, sem excepção, terminar a sua correria nos portões do inferno? Porque terão, invariavelmente, todas as ambulâncias que terminar as suas corridas de gritos estridentes naqueles sítios obscuros em que se desenrola uma luta febril entre a vida e a morte? Onde ela, a morte, está em permanente alerta. De foice empunhada. Activa, na ceifa de vidas. Porquê? Os automóveis com que se iam cruzando pelo caminho encolhiam-se literalmente junto aos lancis. Ali mesmo, pequenos, por maiores que na verdade fossem. Minúsculos, mínimos, à passagem de cada ambulância. E parecia-me mesmo que até nos seus cromados e nos espelhos cintilantes das pinturas imaculadas, se viam nítidos sinais de um arrepio de medo que tão cedo não se desvanecia.

E, de repente, parece-me que oiço de novo aquele som infernal que me assalta e me faz tremer. Mas não. Era apenas o meu desejo de salvação a criar fogos-fátuos de esperanças mortas e enterradas que me fazem perguntar se alguma vez ouviremos as sirenes das ambulâncias que possam transportar o nosso país para um daqueles locais onde se travam as batalhas entre a vida e a morte? Ou vamos deixá-lo morrer? Assim? Sem aquele som infernal a fazer-nos estremecer sequer? Sem correrias nenhumas, mesmo que loucas? Sem ambulâncias infernais? Sem fazermos nada? Nada?

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Porque falhou Abril?

Passados que são mais de 35 anos sobre o dia 25 de Abril de 1974, é tempo de sabermos responder, como povo, às perguntas que se impõem fazer, depois de tantas expectativas goradas, depois de tantos sonhos desfeitos, após tantas ilusões terem sido dramaticamente perdidas:

 - Porque falhou Abril?

- O que falhou em Abril?

- O que fez falhar Abril?

- Porque é que tantos sentem que o país seria outro, muito melhor, se não tivesse existido Abril?

- Há futuro para este país?

- O que devemos fazer?

- Esperar mais 35 anos?

- Sem que nada, afinal, aconteça?

- Aumentando-se, cada vez mais, o fosso abissal que se escava dramaticamente entre este nosso país e o resto da Europa?

- Desistimos de pensar Portugal?

- Desistimos de Portugal?

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Caminhar na Lama

"Vir aqui é como caminhar na lama putrefacta de uma grande estação de tratamento de esgotos em que o cheiro nauseabundo oculta a podridão das almas", disse o vendedor de carros em segunda mão ao secretário de Estado. "Vai-se arrepender do que que disse", retorquiu este. "Não! Eu arrependo-me é de ter votado neste sistema corrupto de baixa moral!". "Sabe que o vou mandar prender?" "Porque razão? Por respirar? Por poder falar?"

E quando a noite caíu, a espada rolou sobre o pescoço e desfez as ligações entre as vértebras. Pequenas esquírolas de osso misturaram-se na massa mole feita pela medula espinal cortada. O corpo ainda levou uns minutos a morrer. Mas os nervos já não transmitiram qualquer dor ao cérebro. Foi como se tivesse morrido logo ali. Terá continuado a sofrer? Até ao ultimo suspiro?

"Porque a mataste?" "Parecia-se demasiado com uma imagem da Democracia ou da República que eu tinha num livro escolar e eu odiava aquela escola".

 "Vamos!", disse ele. "Vamos caminhar na lama!".

 

 

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Sol mais quente?

Será que o Sol ficará mais quente com os novos ventos de Angola?

 

 

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COM ESTA CONDENAÇÃO, AFINAL HÁ JUSTIÇA NESTE PAÍS?????????????????

 

 

Rasguei o tecido espesso que me envolvia todo o corpo assim que acordei.

 

Meti-lhe as unhas a fundo, com força, até sangrarem. Deixaram-me marcas de sangue seco pisado junto à zona que as separa da carne dos dedos.

 

Usei os dentes para completar o trabalho. Com afinco.

 

Unhas e dentes, caramba!

 

Aquilo parecia lona. Dura e resistente.

 

Talvez até fosse mais como o tecido de uns jeans. Sim,daquelas calças que se vestem de inverno. Daquelas feitas com um tecidos fortes, mais encorpados.

 

Quando me apercebi estava dentro de água.

 

Os pés andavam, sem peso, por sobre as cristas das pequenas ondas que a brisa vermelha trazia.

 

O céu, de um intenso vermelho, pesado como chumbo, fazia-me saltar para dentro do pensamento, retirando-me dali, sem hesitar.

 

E, num instante, lá estava eu numa sala hermeticamente fechada. Chão de um azul intenso, tectos cor de púrpura e paredes amarelas.

 

Os peixes nadavam pelo ar da sala sem, aparentemente, sentirem qualquer dificuldade. O velho tinha uma máscara de carnaval colocada na cara e fumava desalmadamente. O fumo saía pela boca rasgada da máscara. Repugnante.

 

Ouvi distintamente um avião que passou lá fora, na rua, a rasar os telhados dos edifícios da frente. Ou seria um autocarro de dois andares? Daqueles que já aqui não circulam há séculos?

 

De repente, senti uma mão abanar-me. Primeiro com gestos moderados. Depois mais intensamente. Ouvi distintamente um “Acorda”, um outro “Depressa”. Depois ainda mais outro “DEPRESSA!!!!!!!”.

 

“O que se passa?”, perguntei eu.

 

“Recebi agora uma mensagem! Afinal o sistema do país está salvo! A Justiça afinal funciona!”

 

“Que mensagem recebeste, afinal?”

 

“Queres que ta leia?”

 

“Claro que sim, lê lá!”

 

Quase de imediato, de um fôlego só, ela começou a ler-me com emoção:

 

“A justiça portuguesa está de parabéns!


Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.

        • Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
        • Ao desaparecimento de Madeleine McCann,
        • Ao caso Casa Pia
        • Do caso Portucalle
        • Operação Furacão
        • Da compra dos submarinos
        • Às escutas ao primeiro-ministro
        • Do caso da Universidade Independente
        • Ao caso da Universidade Moderna
        • Do Futebol Clube do Porto
        • O Apito Dourado
        • Ao Sport Lisboa Benfica
        • Da corrupção dos árbitros
        • À corrupção dos autarcas
        • De Fátima Felgueiras
        • A Isaltino Morais
        • Da Braga Parques
        • Ao grande empresário Bibi
        • Das queixas tardias de Catalina Pestana
        • Às de João Cravinho
        • As operações imobiliárias de empresas tão bem conhecidas
        • As alterações dos PDM’s para beneficiar construtores.
        • As acusações feitas por Marinho Pinto bastonário da Ordem dos Advogados e que o MP prometeu investigar.
        • Dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida?
        • Do miúdo electrocutado no semáforo
        • Do outro afogado num parque aquático?
        • Das crianças assassinadas na Madeira
        • Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
        • Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
        • A miúda desaparecida em Figueira?
        • Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
        • As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão?
        • Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran
        • Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
        • O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
        • E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência?
        • A distribuição aos amigos das casas da Câmara de Lisboa.



      Pois é... a Justiça portuguesa está, finalmente, de Parabéns!



        • Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados:

        • Prenderam um jovem que fez um download de música ...

 

Ouvi aquilo com um espanto incontido.

 

Será que ainda estava a dormir?

 

Ou andamos todos a dormir?

 

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O PERDÃO DO WORKING CLASS HERO

 

Passados 42 anos

Vaticano perdoa John Lennon

O jornal oficial do Vaticano 'perdoou' John Lennon por uma frase que chocou a Igreja Católica há mais de 40 anos. Na altura, o membro dos Beatles disse que a banda era mais famosa que Jesus Cristo.

In “O Sol” – 2008.11.23

 

[YouTube:njG7p6CSbCU]

WORKING CLASS HERO - John Lennon

As soon as you're born they make you feel small

By giving you no time instead of it all

Till the pain is so big you feel nothing at all

A working class hero is something to be

A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school

They hate you if you're clever and they despise a fool

Till you're so fucking crazy you can't follow their rules

A working class hero is something to be

A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years

Then they expect you to pick a career

When you can't really function you're so full of fear

A working class hero is something to be

A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and T.V.

And you think you're so clever and classless and free

But you're still fucking peasants as far as I can see

A working class hero is something to be

A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still

But first you must learn how to smile as you kill

If you want to be like the folks on the hill

A working class hero is something to be

A working class hero is something to be

If you want to be a hero well just follow me

If you want to be a hero well just follow me

 

[YouTube:ttTUT1maGdY]

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