ANÁLISE DA OBRA “A FADA ORIANA” -  5º ANO,  DE SOPHIA DE MELLO BREYNER, DE ACORDO COM AS INDICAÇÕES DO PLANO NACIONAL DE LEITURA.

DEIXO AQUI O GUIÃO DE ANÁLISE PARA QUE OS COLEGAS E LEITORES SE DIVIRTAM COM ESTE CONTO.

Etapas da leitura

1.ª Etapa: Apresentação do Livro/Leitura

• Apresentar o livro de forma sugestiva, chamando a atenção para as imagens, para as personagens e situações, despertando a curiosidade pelo enredo.

• Ler e contar a história, mostrando bem o livro e cada uma das páginas,

apresentar as ilustrações, chamar a atenção para pormenores engraçados a fim de prender a atenção das crianças e assegurar a compreensão da história.

• Sempre que possível, criar empatia com as personagens e clima de emoção.

2.ª Etapa: Reconto/Diálogo

• Terminada a leitura/apresentação, promover o reconto da história em diálogo, assegurando que todas as crianças participam.

• Explicar o que for necessário recorrendo às imagens para esclarecer passagens que não tenham sido bem compreendidas.

• Tentar captar na expressão das crianças se todas captaram a história e

construíram imagens mentais.

3.ª Etapa: Actividades para Reforço do Interesse pelo Livro e pela História e para Desenvolvimento de Outras Competências

Alguns exemplos:

• Ilustrações feitas individualmente ou em grupo.

• Recorte e colagem de figuras e pintura de cenas alusivas à história, para

elaboração de cartaz a afixar na sala ou noutro espaço da escola.

• Reconto da história com base nas ilustrações dos alunos, recorrendo a

retroprojector e acetatos, projector e diapositivos feitos em acetato, fotografia ou digitalização de desenhos ou cartazes e respectiva projecção com data show.

• Trabalhos de expressão plástica, recorrendo a estampagem, moldagem em barro ou plasticina e a outras técnicas centradas em cenas, figuras ou pormenores da história.

• Elaboração de versos sobre a história que encaixem em músicas conhecidas

para poderem ser cantadas.

• Dramatização de cenas que reproduzam os momentos da história.

• Elaboração de máscaras para apoiar a dramatização.

• Elaboração de fantoches, de silhuetas para teatro de sombras e dramatização de cenas que reproduzam os momentos da história.

• Jogos de descoberta e de adivinhas para verificar compreensão e adesão.

“A Fada Oriana” surge como um título, ambicionando - desde logo – a criação de condições que levem as crianças a desenvolverem a confiança em si próprias, as suas capacidades individuais e para o colectivo; o respeito por si próprias e pelos que as rodeiam; a sua noção de valor pessoal, social e as competências: cognitivo-intelectuais e afectivo/sócio-emocionais, isto é, são imbuídas de um espírito de confiança e maturidade na sua capacidade de realização efectivo o espírito crítico.

 

http://www.slideshare.net/BibliotecaEscolasBaguim/a-fada-oriana-13418680

Também considerámos fundamental:  promover o trabalho em equipa de professores e alunos das escolas; centrar a acção educativa na aprendizagem globalizante dos alunos;  promover a coordenação do processo de ensino e a harmonização das mensagens socializadoras; adequar as estratégias de ensino às características dos alunos, explorando as suas motivações e interesses;

Assim, pretende-se com a realização das actividades apresentadas neste Projecto, fazer uma aproximação entre as crianças e entre elas e os adultos, bem como a consciencialização das consequências e dos benefícios dos seus actos.

Fadas Boas e Fadas Más

Há duas espécies de fadas: as fadas boas e as fadas más. As fadas boas fazem coisas boas e as fadas más fazem coisas más.
As fadas boas regam as flores com orvalho, acendem o lume dos velhos, seguram pelo bibe as crianças que vão cair ao rio, encantam os jardins, dançam no ar, inventam sonhos, e à noite põem moedas de oiro dentro dos sapatos dos pobres.
As fadas más fazem secar as fontes, apagam a fogueira dos pastores, rasgam a roupa que está ao sol a secar, desencantam os jardins, arreliam as crianças, atormentam os animais e roubam dinheiro aos pobres.
Quando uma fada boa vê uma árvore morta, com os ramos secos e sem folhas toca-lhe com a sua varinha de condão e no mesmo instante a árvore cobre-se de folhas, de flores, de frutos e de pássaros a cantar.
Quando uma fada má vê uma árvore cheia de folhas, de flores e de pássaros a cantar, toca-lhe com a sua varinha mágica do mau fado e no mesmo instante um vento gelado arranca as folhas, os frutos apodrecem, as flores murcham e os pássaros caem mortos no chão.

ORIANA                           II


Era uma vez uma fada chamada Oriana.
Era uma fada boa e era muito bonita. Vivia livre, alegre e feliz dançando nos campos, nos montes, nos bosques, nos jardins e nas praias.
Um dia a Rainha das Fadas chamou-a e disse-lhe:
- Oriana, vem comigo.
E voaram as duas por cima de planícies, lagos e montanhas. Até que chegaram a um país onde havia uma grande floresta.
- Oriana – disse a Rainha das Fadas – entrego-te esta floresta. Todos os homens, animais e plantas que aqui vivem, de hoje em diante ficam à tua guarda. Tu és a fada desta floresta. Promete-me que nunca a hás-de abandonar.
Oriana disse:
- Prometo.
E daí em diante Oriana ficou a morar na floresta. De noite dormia dentro do tronco dum carvalho. De manhã acordava muito cedo, acordava ainda antes das flores e dos pássaros. O seu relógio era o primeiro raio de Sol. Porque tinha muito que fazer. Na floresta todas precisavam dela. Era ela que prevenia os coelhos e os veados da chegada dos caçadores. Era ela que tomava conta dos onze filhos do moleiro. Era ela que libertava os pássaros que tinham nas ratoeiras.
À noite, quando todos dormiam, Oriana ia para os prados dançar com as outras fadas. Ou então voava sozinha por cima da floresta e, abrindo as suas asas, ficava parada, suspensa no ar entra a terra e o céu. À roda da floresta haviam campos e montanhas adormecidas e cheios de silêncio. Ao longe viam-se as luzes de uma cidade debruçada sobre o rio. De dia e vista de perto a cidade era escura, feia e triste. Mas à noite a cidade brilhava cheia de luzes verdes, roxas, amarelas, azuis, vermelhas e lilases, como se nela houvesse uma festa. Parecia feitas de opalas, de rubis, de brilhantes, de esmeraldas e safiras.

O Peixe

Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro.
Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato; nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água. De repente ouviu uma voz que a chamava:
- Oriana, Oriana.
A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia.
- Salva-me, Oriana - gritava o peixe. - Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio.
Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água.
- Obrigado, muito obrigado - disse o peixe, fazendo muitas mesuras. - Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens.
- Obrigado - disse Oriana - agora não preciso de nada.
- Mas lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas.
A minha gratidão é eterna.
- Obrigado - disse a fada.
- Boa tarde, Oriana. Agora tenho de ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim.
E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada.
Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante.
E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do do fundo do regato e veio ao seu encontro com um sorriso na boca encarnada. E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.
- Mas que bonita que eu sou - disse ela. Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes são os meus olhos, que fino que é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço é alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou para fora da água para apanhar a mosca eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como sou bonita. Só eu é que nunca me via!

1 - Desenha uma B.D. sobre a história.

2 - Quem é a autora da obra?

A autora da obra é Sophia de Mello Breyner Andresen.

3 - Em que capítulo está contida a introdução?

A introdução está contida no I capítulo “As fadas boas e as fadas más”.

5 - E a conclusão?

A conclusão encontra-se no capítulo IX “ O abismo”.

6- Lê e completa o texto.

A floresta estava abandonada.

A víbora contou que os animais tinham fugido para os montes à excepção dos ratos, das aranhas,  das víboras, dos mosquitos e das formigas, Informou ainda que se comentava que a fada estava louca de amor pelo peixe.

Oriana ficou indignada e partiu para casa do moleiro. Quando lá chegou, o lugar estava desordem total e um rato contou que essa família se tinha mudado para a cidade. Um dos filhos do moleiro tinha desaparecido e a floresta já não era considerada um local seguro.

O lenhador, a mulher e o filho segundo o relato de uma formiga, desesperado com tanta miséria, também tinha partido para a cidade em busca de trabalho.

O quarto do poeta estava vazio e coberto de cinza. Segundo as palavras de uma aranha o poeta, decepcionado com a ausência de Oriana tinha queimado todos os seus livros e papéis e também tinha partido para a cidade.

Oriana, cheia de vergonha e de remorsos, parte então para a cidade em busca dos seus protegidos.

7- Como é o fim da história.

Esta narrativa tem um final feliz porque Oriana volta a ser fada.

 

8- Os advérbios:

8- Os advérbios são palavras que determinam ou modificam o sentido de:

a) um verbo > professora fala > a professora fala suavemente – advérbio

b) um adjectivo > eu pareço gordo > eu pareço mais gordo > adverbio

c) outro adverbio > trabalhou bem > trabalhou muito bem > dois advérbios.

8.1 – Escolhe frases da obra que tenham advérbios.

Modo > Bem, mal, depressa, lentamente, felizmente, etc…

Ex: A fada voava depressa.

Tempo – Hoje, ontem, amanhã, anteontem, ainda, depois, antes, outrora, já, etc.

Ex: Amanhã falarei com os animais do monte

A fada ontem foi á cidade.

9 – Que fenómeno relacionado com o movimento da população se encontra na obra?

O fenómeno relacionado com o movimento da população que encontramos nesta obra é o êxodo rural; A população da floresta fugiu para a cidade.

10 - onde se passa acção desta narrativa?

A acção desta narrativa passa-se na floresta e na cidade.

11 – E qual e o tempo desta acção?

A acção desta narrativa passa-se ao longo de vários meses.

12 – A introdução desta obra está contida:

__ No capítulo I.

__ Nos capítulos I e II.

__ No capítulo I e no primeiro parágrafo do capítulo II.

13   - A conclusão está contida:

__ No último capítulo.

__ No penúltimo capítulo.

__ Nas duas últimas páginas do último capítulo.

14   - A autora da obra é:

__ Maria Alberta Menéres.

__ Maria Teresa Maia Gonzales.

__ Sophia Mello Breyner Andresen.

15   - O fim da história é:

__ Feliz.

__ Infeliz.

__ Desconhecido.

16   - A personagem principal é:

? A Rainha das Fadas.

? Oriana.

? O peixe.

17   - O narrador é:

? Participante.

? Não participante.

? Não existe um narrador.

18   - O tempo da acção dura:

? Uma semana.

? Um mês.

? Vários meses.

19   - O espaço da acção é:

? A floresta.

? A floresta e a cidade.

? A cidade.

20   - Esta obra é:

? Um poema.

? Um conto.

? Um texto dramático.

 

Fontes:

http://ritmodeescrita.blogspot.pt/2013/04/a-fada-oriana.html

 http://www.afadaoriana.host56.com/exercicios.htm