Talvez em nenhuma outra época se tenha explorado tão grande diversidade de caminhos na arte e na literatura como entre 1890 e as três primeiras décadas do século XX.
Nesses quarenta anos, não só se rompeu com as regras e convenções artísticas e literárias do passado, herdadas do Renascimento, como se ensaiaram inúmeras experiências, cheias de ousadia e de originalidade. Esta procura de novas formas de expressão era, de certo modo, o reflexo do espírito de rebeldia e das profundas inquietações da época.
Matisse, Fauvismo 
Paris tornou-se então a capital cultural da Europa. Ali acorriam artistas e escritores de todas as nacionalidades para estarem a par dos movimentos de vanguarda, isto é, das tendências artísticas e literárias mais avançadas.
Já no final da década de 20, apareceu uma nova corrente, influenciada pela psicanálise de Freud: o surrealismo. Defendida nos Manifestos Surrealistas do escritor André Breton, foi cultivada sobretudo por Salvador Dalí e Magritte.
Dali
Os surrealistas procuram representar o surreal, o que está para além da realidade, ou seja, o mundo do inconsciente, que se manifesta nos sonhos e nos delírios.Muitos artistas seguiam, no entanto, caminhos pessoais.
Klee 
Foi o caso de Mondrian, um abstraccionista geométrico depurado ; de Klee e de Miró, de Chagall e outros.
Eu e Miró, no museu Rainha Sofia.

E, sobretudo, de Picasso, o pintor mais genial do século, que, durante toda a sua vida, não parou de procurar novas formas de expressão artística .
Picasso
Pássaros mortos
Muitos destes quadros apreciei-os ao vivo no museu Rainha Sofia, em Madrid.
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