O IMPÉRIO PORTUGUÊS NO SÉCULO XVIII

Durante o domínio filipino, os inimigos de Espanha (Holanda, Grã-Bretanha, França) ocuparam parte do Império Português, sobretudo a Oriente.

O Brasil veio então tomar o lugar que tinha antes a Índia na economia portuguesa. O açúcar, primeiro, o ouro e os diamantes, depois, eram agora as principais riquezas que chegavam ao reino.

Muitos milhares de colonos portugueses emigraram para o Brasil, na esperança de enriquecer.

 

Ilustração de Cícero Dias para Casa-Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre.

Mas as plantações de açúcar e os engenhos exigiam muita mão-de-obra.

Os primeiros colonos tentaram utilizar os índios como mão-de-obra escrava. Mas estes, habituados à liberdade, não se adaptaram ao trabalho: revoltavam-se, adoeciam, fugiam... Foi de África que começaram a vir os escravos necessários à cada vez maior produção de açúcar.

 

O principal comércio fazia-se, assim, através do Atlântico: os navios partiam de Portugal e dirigiam-se à costa africana, de onde levavam sobretudo escravos para o Brasil; daqui, traziam açúcar, ouro e diamantes.

Os escravos trabalhavam nas plantações de açúcar, nos engenhos e nas minas.

Transporte de escravos em navios negreiros

A importância da mão-de-obra escrava

 

"Os escravos são as mãos e os pés dos senhores do engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível manter e aumentar a área cultivada, nem ter engenho a funcionar."

André João Antonil,

in Cultura e Opulência do Brasil, 1711

 

 

 

 

O engenho de açúcar era o nome dado às fazendas produtoras de açúcar no período do Brasil Colonial. Este nome era aplicado também à máquina que moia a cana-de-açúcar e outras instalações envolvidas no processo. Grande parte destes engenhos estava estabelecidos na região nordeste do Brasil. A maior parte do açúcar produzido nos engenhos era destinada ao mercado europeu. 

      

Dentro dos engenhos havia também a casa-grande (habitação do senhor de engenho e sua família), a senzala (habitação dos escravos), capela, horta e canavial.

Casa-Grande & Senzala foi um livro escrito pelo autor brasileiro Gilberto Freyre, e publicado em 1933.

Através dele, Freyre destaca a importância da Casa Grande na formação sociocultural brasileira bem como a da senzala que complementaria a primeira.

Na opinião de Freyre, a própria estrutura arquitectónica da Casa-Grande expressaria o modo de organização social e política que se instaurou no Brasil, o do patriarcalismo. Tal estrutura seria capaz de incorporar os vários elementos que comporiam a propriedade fundiária do Brasil-colónia. Do mesmo modo, o patriarca da terra era tido como o dono de tudo que nela se encontrasse como escravos, parentes, filhos, esposa, etc. Este domínio se estabelece de maneira a incorporar tais elementos e não a excluí-los. Tal padrão se expressa na Casa-Grande que é capaz de abrigar desde escravos até os filhos do patriarca e suas respectivas famílias. 

Neste livro o autor tenta também desmistificar a noção de determinação racial na formação de um povo e dá maior importância aos factores culturais e ambientais. Com isso refuta a idéia de que no Brasil se teria uma raça inferior dada a miscigenação que aqui se estabeleceu.

Aponta para os elementos positivos que perpassam a formação cultural brasileira composta por tal miscigenação ( entre portugueses, índios e negros).

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_impcolport_lisbpomb.htm

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