segunda-feira, 16 de Agosto de 2010 2:10
por
OlindaGil
Visitei mais uma vez o Convento de Cristo em Tomar
O nosso país tem belíssimos monumentos que merecem ser visitados nas nossas férias e que foram considerados pela "UNESCO" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:
Hoje vou apresentar: o Convento Cristo, Tomar, classificado como património da humanidade pela UNESCO desde 1983.
O Convento de Cristo, em Tomar, foi fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, Dom Gualdim Pais. Começou com a construção do Castelo Templário em 1160, em simultâneo com a edificação da Charola jóia de arquitectura sacra (inspirada no Santo Sepulcro de Jerusalém), oratório Templário, terminado no final do século XII.
É um dos principais monumentos da arquitectura nacional do séc. XII, que pertenceu à Ordem do Templo que foi extinta em 1312, mas os seus bens e, em parte, a sua vocação, foram transmitidos, em Portugal, à Ordem de Cristo, criada em 1319. Sob os auspícios de D. Dinis é, então, fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa Sé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo.
É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é, então, sede da Ordem, e o Infante D. Henrique o seu Mestre. Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo cresce.
D. Manuel, Rei e Governador da Ordem de Cristo, beneficiando das riquezas de além-mar, que o início do século XVI ocasiona, transforma o Convento de Tomar com novas construções e inicia um discurso decorativo que celebra a mística da Ordem de Cristo e da Coroa Portuguesa numa grandiosa alegoria de poder, fé e glória. A igreja templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem.
Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela da Sala do Capítulo, de Diogo de Arruda (cerca de 1510) e o mais conhecido exemplo de arquitectura manuelina. Como numa revelação, toda a mística da Epopeia se desvenda na pedra: ondas, cordas, animais fantásticos, anjos, reis, esferas armilares, a cruz de Cristo.
Fontes: