Do Jornal i
Educação

Ensine esta lição aos seus filhos. Quem estuda recebe melhores salários

por Marta F. Reis, Publicado em 08 de Setembro de 2010  
Estudar compensa O impacto nas remunerações é maior nos países onde a frequência do ensino universitário ainda é baixa, como é o caso de Portugal, República Checa, Hungria, Itália ou Polónia, chegando as remunerações a ser 2,5 vezes maiores, ou mesmo quatro vezes maiores no caso português.
 Combinando os resultados do sector público e do privado, um estudante homem que complete o ensino secundário pode esperar ter um retorno de cerca de 207 mil euros, enquanto se acabar um curso superior pode atingir um retorno de 437 mil euros durante a sua vida de trabalho.
Para as mulheres, os valores continuam a ser mais baixos em toda a OCDE, e Portugal não é excepção. Podem esperar um retorno de 139 mil euros se se ficar pelo ensino secundário e até 350 mil euros se tiver um curso superior. Só ser-se licenciado e entrar agora no mercado laboral pode render mais 34 mil euros em relação aos colegas na mesma função, com mais experiência, mas sem as mesmas qualificações, segundo valor calculado pela OCDE para Portugal, Itália e Coreia. Contudo, sublinha o relatório, e uma vez que tem aumentado a oferta de licenciados e outros quadros superiores, e nota-se uma diminuição dos preço pago pelos recém--licenciados, a oferta actual poderá já estar a garantir a procura nacional.
Em países onde os estudos superiores cobrem já a maioria da população - como é o caso da Dinamarca, Finlândia ou Suécia - e que deverão representar o retorno real da educação, os estudos superiores rendem apenas salários 1,5 maiores do que os estudantes que fecharam os livros no ensino secundário.
O desemprego acaba por ser uma nuvem sobre as boas perspectivas: "Na Grécia, Portugal e Turquia, mais de 10% das pessoas entre os 25 e os 29 anos, com estudos superiores, estão desempregados."
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