SOL
Termo

 

Magreza d'alma... magreza de palavras... o que havia para explorar, neste vírus, neste sentido do vírus, passou, esgotou... talvez outra travessia me possa seguir... porque esta, nesta direcção, neste momento, nesta forma, consumiu-se... quem sabe, a ela própria...

Se da primeira vez foi apenas parecença, desta vez é o que é... se da primeira vez a porta ficou aberta, ao vírus, ao opinante, desta vez ele ficará somente na memória de quem, por graciosidade, o relembrar... 

Fica a gratidão, da maneira que é possível ser demonstrada e sentida neste tipo específico de espaço, onde tudo é forte e relativo, para com aqueles que, por gosto, acaso, mera circunstancialidade, educação ou retribuição (acredito não ter havido outras razões menos gentis que estas) deixaram palavras, e gestos, e sorrisos, e convicções, e belezas...

E agradeço, ab imo corde, de uma forma mais especial (que nem todos aqueles que passam por nós, nos marcam da mesma maneira) ...

À ALMA... pela gentileza da força, pela força de uma alma daquelas que não se encontram já quase por aí, pela beleza de todos os sentimentos que me deixou, que me deu, que me proporcionou... e, claro, pelas palavras, por vezes extensas, de desabafo e resignação, raiva e tristeza que me soube ouvir e corresponder, como um beijo que ganhamos no coração... e pela compreensão e entendimento quase absolutos...
À MARIA JOSÉ... pelas emoções... as emoções sentidas e transmitidas, as palavras positivas, os sorrisos (que me fartei de imaginar como seriam...), o tom sensível que sempre transpareceu nesses seus olhares que me deixou emoldurados em palavras... muitas delas que guardei, poemas em que aprendi mais um pouco acerca disto que é a escrita...
À SOFIA... essencialmente pela sinceridade nas palavras, a demonstração de ideias trabalhadas, a abertura do espírito... e da ‘ilimitação' na descoberta de sensações (e desejos, tantas vezes...) que consegui viver em cada texto do seu blogue... uma materialidade física, com pitadas de sensualismo puro e naturalístico, de rara completude...
À BARCA... pela viagem, a sua, que também foi minha, à minha maneira... e pelos faróis que, na formosura de palavras escolhidas a dedo, me foi deixando e fazendo descobrir, como que largando migalhas até ao ponto... migalhas que, sim, sempre consumi e segui, de uma forma muito acreditada e confiante... e, ainda, particularmente, por ter interagido comigo sem olhar à, tão difícil de ultrapassar, questão da idade, da inexperiência de quem não viveu assim tanto... ao pé de si, sentia que tinha a idade que tinha, não a que a natureza me deu até hoje...
À BLANCO... pela verdade... pela esperança... pela forma objectiva com que, tantas vezes, deixou o seu alento...
À ISABEL... por ter chegado repentinamente e ter gostado...por ter ficado... pela doçura, pela preocupação, por saber que me entendia de uma maneira que todos gostamos de ser: com gosto...
À EDUARDA... pelas perspectivas sempre deliciosas das coisas... da vida, dos sentires... de si guardei, especialmente, esta frase: "quem tem certezas e sente a verdade dos outros nunca poderá dormir um sono calmo"...
À SOLEMIO... pelas palavras em forma de poema com que me comentou, tantas vezes... pela sensibilidade, pelos panegíricos que me foi deixando, e mesmo pelos convites, que acabei por nunca aceitar (que não foi por indiferença, somente por indisponibilidade, essencialmente, mental) ...
À MEUSOL... pela candura e gentileza com que sempre foi deixando palavras de cuidado... pelo tom descontraído também... pela pureza, na alma e no coração...
À PAULA... pela destreza e bondade que sempre senti aquando das leituras dos seus textos... nos comentários, retenho a tonalidade sincera e meiga e a certeza de que também me entendia...
À LUAR... pela sobriedade e lucidez nos comentários... pela rectidão literária... e, claro, pelos seus fragmentos, enriquecedores e amantes da arte, em toda a sua abrangência...
À LUNA... pelas oferendas musicais, pelo alento dado de forma suave mas perceptível... pela presença...
À LARANJINHA... pela alegria que transborda do seu blogue, e pelos pedaços da mesma que deixou no meu... pela singeleza dos sentimentos, das palavras... enfim, de si mesma...
À NASASASDOSONHO...pela simpatia... pelas palavras sempre amáveis que me deixou, e pelas palavras amenas que li no seu blogue...

E deixo-vos, especialmente para vocês, uma rosa... apenas porque sim... apenas por mais alguma coisa que tenha faltado referir ou agradecer...

Até às próximas palavras...

José 

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