Respingos do Douro - Em frente a terras de Espanha, areias de Portugal!

Ser juiz em causa própria era regra elementar para o bom funcionamento não só daquilo que era a Justiça, como também para vida comum dos cidadãos!
E assim se regulava tudo aquilo que era a vida!
A dos importantes.
E a dos…nem por isso!
Este arrazoado todo para me justificar que achei muito justo, mais que justificado, merecido, adequado, …(pronto, chega!), os diazitos de férias que decidimos atribuir a nós próprios!
Decidimos em causa própria e está decidido, muito bem decidido e sem direito a recurso, até porque quem teria direito a interpor acção de protesto, antes aplaudiu por unanimidade e só lamentou que fosse por tão pouco tempo. Os nossos filhos.
E,…
Bons conhecedores deste Portugal que ainda é nosso, restava, todavia, um pedacito no lado esquerdo de quem se dirige à Galiza!
Na ânsia do nosso “Algarve Galego”, avançávamos por cercanias de Tui, em direcção a Vigo, Pontevedra, San Sanxo ou Santiago de Compostela!
Olhando de soslaio para a foz do Rio Minho, ficava sempre a curiosidade de conhecer aquele “pedacito”!
Foi desta.
Chegados a Caminha, vimos um résteo cantinho Português absolutamente acolhedor e recheado de beleza à sua volta.
Depois de reconfirmada a nossa estadia no hotel ( vou falar dele, posteriormente…) fomos almoçar no restaurante mesmo ali ao lado Foz do Rio Minho, de seu nome.
Bom serviço, rápido e com bom gosto de confecção!
Era um arroz de marisco, essencialmente rico em tamboril.
Para nós, o gosto…estava muito bom!
Quase que, digamos, caseirinho!
Foi uma boa escolha, para quem está acabado de chegar e anda ainda a ver com aquilo que tem que contar, no tempo que por ali fica!
Nota1- Acho que deveria ser a primeira lição básica a ensinar aos profissionais de restauração ( que diabo…não acho graça alguma a este termo!):
-fazerem o exercício matinal de “vestirem” a roupa do turista, acabadinho de chegar, sabe-se lá de onde!
É que acho “estafada” a cartilha que todos os “Profissionais de Restauração” usam!
( Onde me estou a meter!)
… mas, a maior parte deles estão a trabalhar pela primeira vez! Ou estão a trabalhar para “ganhar algum”, quando antes faziam “isto…aquilo…aquel’outro… !
Mas, à boa maneira Portuguesa, vontade e arte de desenrasco não lhes falta!
Deslumbrou-nos a paisagem que podia ver do quarto do hotel!
Embora mesmo em frente estivesse o tímido montículo do Alto da Santa Tecla ( a visita pormenorizada vai ficar para outra altura…), aquela mansidão das águas, o descansar da vista na planície marítima, o cheiro a maresia, o mudar de ares, o descanso dos guerreiros…!
Exactamente.
O descanso dos Guerreiros!
O estar ali era um prémio por sermos nós, tal como somos e como nos conhecem!
Mas, sobretudo por sabermos quem somos e, como somos!
Tivemos a sorte de a janela do nosso quarto dar mesmo para a foz do Rio Minho, com um pedacinho de mar mesmo ali ao lado, no canto esquerdo.
Lindo!
Não seria o barulho do trânsito na Avenida que nos iria tirar o sono, face ao que a natureza nos deixava vislumbrar, mesmo que olhando do próprio leito.
Deram ao Hotel o nome de Porta do Sol.
E está muito bem, pelo que os nosso olhos puderam ver naquele primeiro fim de tarde, olhando para Oeste.
É uma paz de alma.
É como que o retempero de forças, depois de uma longa caminhada que foi moendo, moendo, moendo… estilhaçando devagarinho, sem barulho, mas fazendo estrago lento e já bem palpável.
Antecipando tudo o que aí vem, digo-vos que valeu bem a pena.
Pelo que sentimos, pelo que vimos e pelo que interpretámos!
