SOL

Respingos do Douro - Até que enfim!!!!

 

'Por muito que nos custe, nós não mandamos nada', Ferreira Leite

She said!!!!

 

Até que enfim, que alguém com elevadíssima posição a nível de segredos de estado nos vem dizer publicamente aquilo que todos nós sabíamos , mas que a maioria da população portuguesa não havia assumido na plenitude do seu significado.

Portugal existe de nome, tem uma bandeira nacional, ainda tem um hino e várias selecções desportivas!

 

Mas, já não somos mais nada a não ser história!

Ou seja, de nós só reza a história.

Somos cidadãos da Europa, dela dependemos e só por ela existimos.

Gente vulgar e de baixa condição!

Papagaios que vivem no extremo Ocidente da Europa e que volta e meia produzem produtos interessantes para exportação:

- António Guterres ( Fug.nº1)

- Zé Manel (Fug.n.2)

- João Cravinho ( Pai das SCUT’s)

- Vitor Constâncio ( Coveiro do Sistema Bancário)

- José Mourinho ( mealheiro do nosso contentamento)

- Cristiano Ronaldo ( Montra Imaginária das nossas vaidades)

- …

Entretanto, por cá vão ficando:

 

- Administradores de quinta

- Caseiros

- Feitores

- Rogadores

 

E HUMILDE POVO…desesperado, enganado, com olhar triste e pessimista

 

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Respingos do Douro - Por Santa Bárbara ou S. Lourenço, seja em Portugal ou no Chile!

 

Foram muitos dias a “olhar de lado” em relação à situação dos mineiros, no Chile!

Via que a divulgação sobre aquela situação era cada vez maior e portanto muito mais insustentável para ser ignorada por quem tem o poder de decisão!

É que o que está debaixo de terra não se vê, não dá lucro imediato, não dá votos!

Mas, era de tal modo o conhecimento do Mundo pela existência ainda real daqueles 33 mineiros, que o Chile tinha que fazer algo para os resgatar!

E fez!

Fez e de que maneira…, graças a Deus!

Assisti a uma autêntica revolução de vontades e de conjugação de esforços. Mediatização a pedir meças a um campeonato do Mundo de Futebol, à 1ª Guerra do Golfo ou aos atentados às Torres Gémeas de Nova Iorque!

E graças a Deus que assim foi, porque quem lucrou foram 33 almas que estavam lá em baixo!

Porque muitas mais têm morrido nas catacumbas das obras subterrâneas e ninguém sabe ou muitos poucos ligam a tal.

É o poder da Comunicação!

Hoje, venho aqui dar graças a Deus e a Santa Bárbara por ter ajudado a que aquela rapaziada volte a respirar o arzinho cá de cima!

Sabem aqueles que me têm acompanhado ao longo dos últimos anos de escrita nestas páginas que sempre me orgulhei das minhas aventuras profissionais na área da Geologia.

Escrevi páginas e mais páginas sobre a influência do Volfrâmio em Portugal, com particular incidência em Trás os Montes ( Sabrosa, Carrazeda de Anciães, Moncorvo, Freixo de Numão, etc. etc.), e das vicissitudes mineiras, com os seus hábitos, crenças e normas bem próprias de sobrevivência debaixo de terra.

Falei de Santa Bárbara e na fé dos mineiros!

Das doenças que advêm a quem trabalha debaixo de terra!

Os desgraçados que vão definhando na zona de Nelas são disso testemunho, sem que alguém lhes ligue, lhes dê importância ou agradecimento bem merecido. Porque são produto em “fim de linha”, em “ fim de prazo”!

Prestei a minha homenagem aos portugueses que morreram em Andorra, em trabalho de escavação subterrânea!

Presto a minha homenagem de contentamento a estes “ sortudos”!

Foi esperto e feliz quem baptizou esta operação de Fénix!

Porque renasceram, na verdade das entranhas da lava adormecida lá nas profundidades, para virem ao de cima viver uma outra vida na vida que já conheciam!

E, acham que me vou preocupar com a mulher que não era a esposa, mas amante?

Se quem pediu em casamento não foi ele mas sim ela?

Que o avião do Presidente ali ao lado tenha ido vazio?

Não!

Interesso-me muito mais pelo espírito de auto disciplina, auto sobrevivência, auto controle de 33 homens, todos diferentes mas todos iguais numa situação propensa ao maior descontrole, à maior indisciplina de grupo, a cenários próprios de absolutos sinais animalescos, quando perdida a “luz da razão”!

Porque o trabalhar debaixo de terra implica auto disciplina!

O barulho subterrâneo das máquinas, o ar saturado e húmido que se respira, os horizontes confinados às paredes ali bem perto que foram desbravadas rebentamento a rebentamento, programam o pensamento para a duração de um turno!

Mais!!!

É doloroso, massacrante e perigoso.

Pode pôr em risco muita coisa!

Mas, é nestas horas que surge alguém! Alguém que faz daquilo que tem dentro de si a força interior para assumir a cabeça da luta, der para onde der!

Não se nasce herói!

Aparecem, quando menos se espera e às vezes de onde se não conta!

Aquela gente tem muito que contar…

 Se tem.

Olhem, eles, os mineiros que estiveram aquele tempo todo lá dentro entre “ Deus e diabo”, optando por lutar pela vida.

Aqueles heróis sem holofotes, directos de televisão, abraços públicos mas que avançaram rumo ao desconhecido para irem até lá abaixo, dar ânimo, ensinamentos e avaliarem a situação!

Ou outros estavam lá em baixo, mas eles não tinham a certeza se iam e voltavam! Tecnicamente, TINHAM QUE ACREDITAR QUE SIM.

Ou o primeiro mineiro a subir!

A escolha foi criteriosa!

Ele era “os olhos” que necessitavam aqueles que estavam cá em cima!

Deixem-nos respirar fundo, saborear o que está cá fora e ouçam-nos, mas sem os forçarem, explorarem ou subverterem.

O último!!! Trazia a lição de vida, a experiência, a autoridade.

Era o último a abandonar o barco!!!!

Trazia consigo o simbolismo da gesta daquelas que se atrevem a trabalhar debaixo de terra.

Ouçam-nos…

Porque eles trazem lições de vida e de luta, escritas linha a linha debaixo de terra, durante muito dia e muita noite!

Será que os terráqueos cá de cima vão valorizar muito para além do lucro material, o esforço das toupeiras meias loucas mas corajosas que andam lá por baixo a fazer aquilo que muitos idealizam mas não são capazes de “ir lá ver?”…

Digo-vos!

Vi muito “corajoso” olhar cá de fora para locais subterrâneos onde agora passam a mais de 100, mas que nessa altura não eram capazes de entrar nem sequer um metro, nem tirarem os sapatos envernizados e a custarem um mês de salário do desgraçado que andava lá ao fundo, para levar algum dinheiro para casa e assim sustentarem a mulher e os filhos.

À saída do Túnel, descobriam-se e agradeciam a Santa Bárbara, por os ter protegido durante o Turno de Trabalho e irem sãos e salvos para casa!

Que a Santa Bárbara Chilena proteja todos os mineiros, sejam eles da nacionalidade que forem.

Por último, tenho que dizer que foi uma grande vitória da tecnologia sobre o empirismo!

Jogaram os analista muito cautelosamente propondo a data provável de evacuação para o mês de Dezembro!

Em meados de Outubro, estão cá fora!

Propuseram técnicas de avanço de perfuração e níveis de carotagem.

Tudo pulverizado…

Maravilhoso!

Imagino que os esforços empresariais, científicos e políticos a nível global foram de uma dimensão louca ( a NASA vestiu um fato de macaco diferente!)

Mas, a nível científico, quer médico( aqueles aparelhos todos a debitarem reacções diversas para análise laboratorial durante a subida, devem ter um valor único) quer científico ( comportamento das coroas de diamante de perfuração, em ritmo acelerado, darão muito mais dados de comportamento para as perfurações no Antárctico, por exemplo) ou geológico ( a filmagem das paredes do furo devem valer uma fortuna)

Vou parar na minha divagação..

Estou retirado, vivo na serra, e não em Hollywood.

Mas deixo a minha saudação aos mineiros de Aljustrel!

Personalizaram a Raça Mineira!

Não imagino o que sentiram aqueles que andam na Serra do Marão.

Que Santa Bárbara os ajude

 

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Respingos do Douro - Em nome dos PUTOS

 

 

 

Embora ainda se não estejam a lavar os cestos, sinal de a faina da Vindima acabou, já se vislumbra pela fraca movimentação de camiões carregados de uvas, de pessoas apressados e preocupadas com o tempo, pra terem a certeza que o S. Pedro “ajuda” , Cestas debaixo dos braçios das mulheres, ou homens a virem comer aos restaurantes!!!

Exacto. Homens ou mulheres a virem almoçar e até jantar nos restaurantes, por conta do dono da vinha, obviamente.

Longe vão os tempos em que o pessoal de vindima comia na vinha quando estava um pouco afastado da cozinha e mulheres carregando a refeição iam até lá, para que não houvesse perca de tempo.

Juntavam-se num espaço grande, arrastavam pedras para fazerem de banco e senão, o chão não lhes metia medo. Interessava era comer enquanto o corpo descansava.

Quando andavam perto da cozinha, então iam lá, sem que houvesse prejuízo no tempo gasto.

E que maravilhosa era aquela comida feita em potes de ferro!

O arroz de feijão, o caldo de cebola….!

Não, não quero fazer crescer água na boca a ninguém.

Nem aos que conhecem da sua meninice nem aos que só conhecem, por ouvirem falar!

Na festa de Celeirós ( as já tradicionais LAGARADAS DO DOURO) para além daqueles devotos cumpridores da tradição ( os milhos do Centro de Dia estavam absolutamente extraordinários…) havia uma empresa familiar de “catering”!

Aplaudi a ideia e fui lá “meter a colherada” para ver o que serviam, como o serviam e qual era a reacção das pessoas!

Estavam felizes!

Rebentados, mas felizes:

- O Senhor nem imagina! Aquilo que preparámos para duzentas pessoas deu um sucesso tal, que repetiam e repetiam.

Tivemos que cozinhar mais e repetir o mesmo prato para a noite!

As pessoas adoravam e queriam mais…!

E eu vi o meu Povo feliz, por ter sido prestável, bem sucedido e acarinhado!

Foram felicitados.

Sentiram-se recompensados, quer no aspecto moral quer material.

Mas,…

Diacho que tem que haver sempre um “mas” a emperrar o ânimo!

E depois da Festa, do lavar dos lagares e dos cestos.

A vida continua?

Claro que sim.

Continua o “ram-ram” de sempre, só que agora já longe das multidões, dos holofotes e da música.

Nas ruas circundarão os locais, na sua maioria velhos e até o chilrear das crianças passou para a Sede do Concelho.

Vai deixar de haver cheiro a milhos, a arroz de feijão com bacalhau frito!

As varandas das casas vão deixar de estar festivamente enfeitadas.

Pergunto?

Vai hibernar este entusiasmo todo?

Vai adormecer ao custo dos louros conquistados?

Ou arranca já em iniciativas que sensibilizem as pessoas a virem a uma aldeia do Douro passar um fim de semana, onde quer que estejam!

Respondam os eleitos, porque para isso se apresentaram a sufrágio.

Mostrem vontade, imaginação e sentido de cidadania!

TODOS!

Em nome do PUTOS!

Em nome de TODOS nós!

Em nome dos vindouros.

 

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Respingos do Douro - Lagarada 2010 ( Celeirós do Douro)

 

 

 

 

 

É claro que começo pela parte mais ácida, a que me dá mais prazer!

E começo assim…

Eram barcos e barcos de gente que acostavam no alto do Calvário, para largarem gente que, estrada abaixo sabiam bem para onde ir:

- Para as ruas de Celeirós, onde a cada esquina havia um petisco, uma curiosidade, uma velhice.

- Uma varanda enfeitada com motivos “vindimeiros”

- Um acordeão,  uma gaita de foles ou uma guitarra!

-Uma roga ou um rancho folclórico

- Panderetas e gargalhadas.

- Abraços e danças.

Conheciam-se as centenas de pessoas que cirandavam pelas  ruas?

Eu não faço a mínima ideia nem tal questão interessa para todos aqueles que já se habituaram a vir a Celeirós do Douro para anonimamente conviverem, voltarem aos tempos de meninice e prometerem aqui se encontrarem novamente para o próximo ano.

E…muita juventude!

A alegria e disponibilidade para se misturarem na pisa das uvas, no desfile etnográfico, nas danças pelas ruas, ao som seja lá do que for, eles despem a roupa da diferença de idades e bailam com quem estiver ali mais à mão!

Vão à velhinha barbearia do Sousa, onde eu cortava o cabelo quando tinha 10 anos!

Há mercearia do Zé Videira

Há padaria do Delfim

Ao Café do Toninho, onde o nosso Amigo Dissidências “matou as suas saudades futebolísticas”, no Encontro Nacional de Blogues do SOL!

À mercearia do Tobé, que se ficou pelas promessas de poesia à compita com o Poemas!

O café do Fernando Gordo

E…

Do Formiga, a fotografar e filmar!

Da Daniela e do Tambuladeira e deambularem pelas ruelas..

Da Minda, da Paula e as suas famosas chinelas novas.

Do Pessoalíssimo.

Maraolonge.

Higicout

Avomilú.

Dissi

Poemas

Sara.

UmProf.

Lyriano

“Veladimiros”.

E, será que me esqueço de alguém ? Acho que sim, mas do facto peço desculpa.

É que acho que desta vez ficavam loucos pela diversidade e cada vez melhor qualidade “de bem mostrar o que somos”!

Passado tanto ano, cada vez mais sinto que valeu a pena aquela luta de há 28 anos!

Porque a Festa das Vindimas de Celeirós tem muito boas perninhas para andar.

E a minha terra não vai perder o “ grande cruzeiro turístico do Douro”!

Porque ele passa forçosamente por aqui.

Cá pelo alto, onde vive gente, Povo que fez este Douro.

E, querem ver um exemplo de entusiasmo, comprometimento entusiástico de gente que comunga na sua diversidade um epicentro de encontro de amizades?

Está cá em cima, em Celeirós do Douro:

Procurem no Facebook o Grupo de Amigos da Quinta do Portal!

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Respingos do Douro - Que raio de sorte...

 

- Ò Ti Xico, deixe-me ir na roga!

- Raça de rapaz! Mas então tu não vês que mal podes com um cesto às costas…Tu que queres? Que te ponha a acartar cestas?

- Não quero saber disso. Se não puder com um cesto cheio, levo-o o meio, mas vai até ao lagar…

- Tu nem as pensas Manel. Então os homens iam carregados com os cestos de 70 quilos e o rapaz quase homem levava só 30 às costas! Gozavam contigo e eu perdia a minha autoridade, que a ganhei ao longo de 40 anos a rogar pessoal para as vindimas!

- Mas, ò Ti Xico, eu também não quero ganhar tanto como aqueles homem que carregam os tais 70 quilos! Ganho só metade…Mas olhe…sempre como o caldinho a horas e uma pinga volta e meia…

- Espera aí Manel. Tu queres ir para a vindima porquê?

Para ganhares dinheiro…

Atrás de alguma rapariga

Ou para matares a fome…?

- TI Xico eu tenho fome e em minha casa não há que comer. Se me deixar ir na sua roga, mato a sapeira e ainda trago algum p’ra casa…

- Já me convenceste, rapaz. Prepara lá a trouxa e às 4 da manhã aprece no largo da fonte…

Histórias bem reais deste Douro que anda agora em festa.

Festeja-se a vindima das uvas, fruto esperado e desejado durante todo um ano, já que do bom resultado da colheita dependerá o sustento de milhares de pessoas durante um ano.

Festeja-se “a festa”, com gente que vem dos quatro cantos do mundo!

Uns, bem conhecidos da maioria.

Outros, já não tanto.

Mas, o que me vem impressionando de há uns tempos a esta parte, é que há toda uma corrente de ideias que levam no sentido de fazer publicidade ao Douro de qualquer modo.

Parece quase um lema Maquievelista : “O que interessa é que fazem de mim, não interessa se mal ou bem…”

Douro Património Mundial

Douro, Nas (xis) Maravilhas do Mundo

Nas Y maravilhas de Portugal

Nas (Zzzz’s) maravilhas do Norte.

Douro isto…

Douro aquilo…

Sem me atrever a duvidar que aumentou a facturação das diversas Empresas Exportadoras sediadas em Gaia, que por causa destas promoções turísticas todas houve um incremento turístico significativo em Gaia ou Porto, que o Douro Azul vai adquirir novo barco, face ao sucesso dos cruzeiros, pergunto:

- Que lucrou com tudo isto a aldeia de Abrecôvo?

De Passos?

De Pinhaocel?

De Chanceleiros?

De Guiães, Paradela, Amedo, Vilarinho da Castanheira, Ferradosa ou Trevões?

Falando há 3 dias com um casal Americano que por aqui passava, tentei saciar a minha curiosidade sobre terras do outros hemisférios, contadas por quem lá vive, ao mesmo tempo que respondia às perguntas deles sobre a zona que pisavam.

E, como “bons conhecedores do mundo como são os americanos…” não estavam a entender muito bem porque havia tanto Inglês no Douro!

Lá tive que lhes explicar a história do Vinho do Porto, desde o tempo do Barão e da D. Antónia até aos tempos de hoje.

Orgulhosos ficaram e deu lugar a que fosse motivo para pedirem mais um copo de cerveja, quando lhes disse que no processo da luta contra a filoxera a solução encontrada foi a de importar…. “ americanos”!

- Hurra….! Então fazemos parte da história do Douro?

- Porque não?

The American Proud!

- Oiçam, vocês já viram em que terra estão agora? Conhecem Miguel Torga?

Sabem que ele nasceu aqui?

- QUEM É MIGUEL TORGA?

- Remoeu-se-me o estômago de raiva…

Ora bolas…

Será que alguém se esqueceu de oferecer um DIÁRIO DE MIGUEL TORGA a Sophia Loren?

Um, pelo menos, para lhe aguçar o apetite?

De António Cabral.

De Pires Cabral.

Camilo de Araújo Correia.

Vaz de Carvalho

 

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Respingos do Douro - Festa das Vindimas 2010, em Celeirós do Douro

 

 

Cartoon de minha autoria

 

 

 Começo por vos dizer que me senti orgulhoso de ver que a minha terra “estar o dia todo” no Canal1 da RTP.

A propósito da celebração da Festas das Vindimas, a Televisão estava em Celeirós do Douro!

Coisa impensável há meia dúzia de anos!

- A Televisão cá na terra? Ora, isso está todos os dias na tasca do Zé Ramos ( que  Deus o tenha em descanso) ou na do Fernando Gordo! Grande vantagem essa notícia…!

Ora essa, ora essa…!

Seria esse o tipo de comentário do saudoso Zé Mendes, sapateiro de profissão  e que me dizia ( ..Que raio de profissão o meu Pai me havia de arranjar! Pôr as mãos naquilo com os clientes pisam a m….)!

Era um “tratado”, sem que isto tenha a ver com o tratado ( vinho) que ele se deliciava todas as manhãs!

E quando ele dizia:

“ Ò menino ( eram outros tempos, bem a meio do século passado !) olhe que anda aí muito burro com cara de gente…!”

E que diria ele se visse a Televisão lá na terra?

Ou o Sr. Toninho Marques…

O Sr. Pinheiro.

O Manuelzinho Serôdio

O João da Augusta…

E o Zé de Oliveira?

Ou o ” Cú d’Abebra? “

O mundo está a acabar? Talvez dissessem isso…

Por mim, lembrei-me de todo um louco trabalho, em cima da hora, e lutando para que toda uma povoação se unisse, para que tudo saísse bem, no ano de 1983!

E uniu!

Desapareceram as meras questiúnculas, as birrinhas que nada valem, as dores de umbigo e, de repente toda a população começou a trabalhar.

Era dia e noite.

E…

Foi uma loucura, naquele tempo…!

Foram centenas e centenas de pessoas que caíram de repente naquela terra! Andavam pelas ruelas da terra com ar de espanto e ao mesmo tempo com ar de libertação por estarem num espaço absolutamente desprovido de propósitos que não fossem os de bem receber…

Iam e vinham, rua abaixo, rua acima.

Eram elas que cantavam, que faziam as “rogas”, que transmitiam alegria ás ruas daquela terra.

Em muitos dos meus textos  publicados neste Blogue, transmiti esses pedaços de história.

Hoje senti-me feliz pelas páginas de uma nova história.

Foi maravilhoso.

Como foi extraordinária Festa das Vindimas de há dois anos!

Quantos de vós viram as imagens televisivas de hoje e relembraram a Vossa passagem pelo 2º Encontro de Blogues do Sol no Concelho de Sabrosa e particularmente em Celeirós do Douro!

A Quinta do Portal

A velha Escola ( minha, dos meus filhos e posteriormente da minha mulher)

A torre da Igreja.

A fonte!

Celeirós…

Foi dignificante e muito sensibilizador.

Vi gente nova com alma empreendedora.

Isso é bom para a nossa Região.

Como costumo dizer, o verdadeiro Douro está cá em cima, onde vivem os herdeiros das mulheres e homens que fizeram este Douro.

 

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Respingos do Douro - Caíu a máscara ?

 

 

Ao longo destes últimos anos, pé ante pé, a Comunidade Europeia vem tomando como seu o que é de cada um, mercê de tratados e mais tratados, cimeiras e muitas reuniões de compadrios. Deixou de ser uma  associação de países em que cada um estava pronto a ajudar o outro sem perder a sua independência, para  ser uma trupe em que cada um deles está pronto a hipotecar o seu futuro em proveito de alguém, quem bem se está a ver quem é!

Brincava-se com o parceiro com estava de cócoras para dizer:

Olha que foi assim que a Alemanha perdeu a guerra!

E agora, mesmo que hirto, que se diz ao parceiro do lado?

- Foi assim que a Alemanha ganhou a Europa?

Era vulgar ouvir governantes dizerem que isto não se pode fazer porque “ BRUXELAS NÃO AUTORIZA

Aquilo tem que ser feito porque BRUXELAS ASSIM EXIGE !

Quer dizer:

Bruxelas ia servindo de desculpa para tudo e mais alguma coisa.

Era, para mim pelo menos, evidente que aqueles políticos que tínhamos por cá faziam o papel de administradores, caseiros, capatazes e feitores!

O povo não passava de uma roga de maltrapilhos a mando de todos eles!

Ontem, decidiram as cúpulas que eram mais que horas de se assumir publicamente que manda quem pode e o resto só tem que obedecer.

Os Orçamentos de cada País devem primeiramente ser apresentados a Bruxelas, de modo a que o poder económico e capitalista se pronuncie se gosta ou não e só depois é que serão apresentados nos Parlamentos Nacionais!

Está dito e assumido, sem que ao povo seja perguntado se concorda ou não!

Bela Democracia !!!

Mas, assim sendo, porque não se evitam custos desnecessários e já nem pelos Parlamentos Nacionais passava o dito Orçamento?

Dissolve-se a Assembleia da República, por desnecessária, poupando os esforços dos Senhores Deputados e a despesa dos seus vencimentos.

Meia dúzia de funcionários para manterem a dignidade da casa e um enorme cartaz logo à entrada:

“ Em tempos, a Democracia passou por aqui”.

Não sinto a menor alegria em escrever estes desabafos.

Pelo contrário, sinto tristeza e mágoa.

Em tempos, tentaram mudar a letra do Hino Nacional, porque era de conteúdo bélico!

Pois grito eu:

ÀS ARMAS, QUE NOS ESTÃO A IR AO PÊLO!

Diz o Senhor Barroso, transmontano transfigurado, e para mim Fugitivo Número Dois, que os ” Europeus têm de trabalhar até mais tarde”

Porquê?

Para pagar os erros de Políticos como ele?

Pergunto:

Será que o Senhor Bush também vai publicar um livro? E que dirá do Senhor Barroso?

E não será que esta tão propalada crise não é mais uma artimanha de ilustres cérebros na sombra para nos “ acabar com a raça”?

Teoria da conspiração?

Não. Teoria do gato escaldado.

Entretanto, procure uma festinha perto de si, veja jogos de futebol e não ligue ao que se passa à sua volta.

 Tudo faz parte de um sonho.

Um sonho mau, mas real.

 Por mim, antes quero ser Galego ou Asturiano, que Alemão, mas sempre, sempre Português e Transmontano do Douro.

 

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Respingos do Douro - O meu Concelho sofreu um ataque terrorista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acabou o pesadelo.

Depois de 24 horas a sofrer com o incêndio que lavrava na Mata da Serra da Azinheira, a ver como centenas e centenas de metros de mato e pinheiros eram devorados no sentido da serra para Vila Real, eis que, após as 14-15 horas da tarde de ontem o vento ao mudar de sentido empurrou o incêndio em direcção contrária!

A velocidade de avanço das chamas, em direcção ao topo da Serra, caminhando a toda a brida para a Zona Industrial de Sabrosa, iam deixando adivinhar que, mais cedo ou mais tarde desceriam em direcção a S. Martinho de Anta e… estava aqui a minha e outras casas de vizinhos!

O barulho era ensurdecedor, entre o roncar estranho de um heli que parece que a cada passo vai ficar sem o motor, as avionetas a rasarem as copas de pinheiros e um som surdo terrível das chamas,  de altura incrível, curvadas como que à procura de mais uma dezena de pinheiros e de calor abrasador.

É incrível a quantidade de Bombeiros e viaturas!

Bombeiros de Sabrosa, Provesende, Pinhão, Sanfins do Douro, Régua, Santa Marta, Vila Real….e, pasmem, Cascais, Oeiras, Estoril, Barcarena, Condeixa…( não consigo lembrar-me de mais e pelo facto peço imensa desculpa a quem não citar)

Era um cenário de quase Guerra, com concentração de soldados e aviões a ajudarem ao cenário.

Caras concentradas, quase rígidas, mas de olhar decidido.

Mulheres e homens ainda bem jovens, que correm de um lado para o outro, vão directas ao fogo e tentam apagá-lo.

Vão de um lado, vão do outro, gritam uns para os outros:

- Vamos aqui malta. Vamos agora ali. Olhem além!

O suor escorre-lhes pela cara, farrusca de negridão, pelo que se pode ver por entre o intenso fumo.

O InfernoPela meia noite, parece que a batalha está ganha e as chamas começam a diminuir.

Pura ilusão!

De repente arranca toda uma extensa frente de enorme chamas que vêm mesmo em direcção às nossas casas. A minha será o primeiro alvo a abater, por estar mesmo junto à estrada.

Chamas enormes, superiores em altura aos postes de alta tensão, barulho ensurdecedor, velocidade incrível.

No meu telhado e no jardim, começam a cair faúlhas incandescentes!

Mesmo caindo na relva molhada, continuam a arder, como que a anunciar que está na hora de abandonar tudo, a nossa casa, os nossos haveres, o cantinho que sonháramos para ser o último, mas não assim, nem já.

Retiraram-se os carros para sítio considerado mais aconselhável e, esperámos…

Mesmo em frente, ouvem-se os gritos dos Bombeiros:

- Aguenta, aguenta, aguenta!

Infernal o que se vê à nossa frente l

Na linha feita pelas equipas da EDP e de que já falei à tempos, aquela lenha ali depositada ( manta morta, como lhe ouvi chamar) atiça mais o braseiro.

Mas eles resistem e atacam.

E ganham, pela graça de Deus e sorte para todos nós os que aqui habitamos.

Passada meia hora, um dos comandantes em terrenos ( de Cascais!) vem pedir água.

Às 3 da manhãBebeu 2 copos e levou uma outra de água fresca natural.

Notava-se-lhe na voz a satisfação da vitória, do dever cumprido, a alegria de nos poder dizer que podíamos estar descansados, que o incêndio estava “nas suas mãos”!

E era verdade!

Eram três e meia da manhã!

Havia uma grande fogueira lá mais a longe.

Estava circunscrita, como eles dizem.

Fomos descansar um pouco, ficando de sentinela um dos meus filhos, vindo do Porto à pressa, pelas notícias que lhe chegavam.

O outro, o mais velho e a esposa tinham ido descansar, porque hoje é dia de trabalho.

Às 7, 30 da manhã levantei-me. Já se via o Sol e quase não havia fumo.

Pretendo voltar a este assunto.

Mas, para já quero deixar o nosso mais profundo e sincero agradecimento a todos aqueles que combateram este horrível incêndio.

A Sala de Comando, com a TVI ao ladoPela bravura deles estamos ainda aqui, na nossa casa.

Mas ISTO NÂO PODE VOLTAR A ACONTECER!

Porque aconteceu, nesta Terra, neste Concelho, nesta REGIÂO PATRIMÓNIO MUNDIAL!

Um ataque terrorista como este não pode voltar a acontecer.

FORAM 14 FOCOS DE INCÊNDIO, ao mesmo tempo!

 O santuário, transformado em estacionamento de carros de combate

 

 

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Respingos do Douro - Já há NOVIDADE!

 

 

 

Mexe e remexe!

Quase renasce de uma letargia costumeira, de uma hibernação de hábitos seculares, para dizer à vida:

- Já cá estou!

- Sou eu, tal como era nas campanhas anteriores, ano após ano! Sou a vossa Amiga Vindima, congregadora dos vossos anseios, alegrias ou tristezas.

Reparai que também por mim passou a chuva, a neve, o granizo!

O vento, a geada, o calor!

Mas, como todos os anos, estou aqui sem nada vos pedir em troca!

E fez-se anunciar muito bem!

Um amigo meu vizinho fez o favor de me anunciar a “novidade”! Chegou-se junto ao meu espaço habitacional com uma caixa de papelão que trazia lá dentro, entre outras amáveis ofertas…

…4 cachos de uvas!

- Já?

( senti-me um pouco “sem jeito” por estar a perguntar coisas sobre aquilo que nos dão! Como é costume dizer-se, “ cavalo dado, não se olha a dente!”)

Mas eu não resisto e não desisto de me preocupar por tudo aquilo que NOS diz respeito!

Já é preconceito de velho?

Ou resistência às modernias que a nada levam, senão temperadas como deve ser?

Se sal a mais faz mal, uma coisa desconchavada e sem gosto, só mesmo por castigo, desgosto ou falta de aprecio pela vida!

- São da sua colheita?

Sabia bem que, sendo ele emigrante ( com esposa e dois jovens rebentos) nem por isso deixa de ser Homem do Douro sempre que por cá está!

Só está em França porque por cá não vê hipótese de melhor futuro para a vida que tenta arranjar para os filhos!

Estando cá, aí vai ele, todas as madrugadas, ajudar o Pai que tem uma quinta lá para os lados de Gouvinhas, a caminho da estação semi-abandonada do Ferrão, no Concelho de Sabrosa, bem dentro do REINO MARAVILHOSO, Património Mundial e terra de Durienses em estado de quase desespero ( que é uma coisa bem difícil de aquilatar e só se vê em pleno quando coisas terríveis acontecem, para aproveitamento de Jornais e Televisões!).

Mas, vamos ao que é bom, até porque bem precisamos de um bom tónico para nos fortalecer o ânimo, para nos reanimar a esperança, para nos fazer sentir úteis à Sociedade.

Já chegou a Vindima!

Chegou a festa da celebração dos produtos que ao longo do ano foram trabalhados!

Arregacem as mangas…

Afiem as tesouras…

Lavem os cestos.

Afinem bem as gargantas…

Pelos socalcos do Douro vão troar cânticos de alegria e desafio à vida, enquanto pelos seus socalcos homens, mulheres e jovens vão recolhendo o fruto de um ano de trabalho.

Será que lhes vai servir de alguma coisa para além de cumprirem com a tradição?

É que “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas” o que traduzido par a realidade do Douro, as costas continuam a ser as mesmas, as do povo, o pau continua a malhar nas suas costas, mas a folga não se vê?

Dizia-me uma velha mulher que se “ essa tal Gina não sei o quê vem aqui para entrar na lagarada, então também eu entro! Pode ter pernas melhor tratadas que as minhas, ter tido até mais filhos que eu, passado mais fome que eu passei, mas não passou aquilo que eu passei por estas quintas do Douro!

- Lavar as roupinhas, as minhas e aquelas que tinha que lavar, das pessoas que dormiam comigo no cardanho, porque tínhamos que ser umas para as outras.

Passar o dia todo na vinha a vindimar sempre mais e mais, senão levávamos com o chicote do feitor ou ficávamos sem a ceia!

No comer, não havia problemas! Sempre era bem melhor que a fome que havia em casa, que mal dava para os velhos, quanto mais para a canalhada!

Ter que fazer as meias noites ( entrar ao lagar para pisar as uvas)com as pernas bem levantadas, para melhor fazer o trabalho e também para gozo dos mirones que iam às lagaradas para ver as nossas pernas…

… e  espiarem-nos quando íamos à vinha, fazer as necessidades!

… ou quando íamos dormir para o cardanho!

… pois, o macaco do feitor!

… até o filho!

Tempos que já lá vão!

Viva a Vindima no Douro

E a Gina!

- Espera aí!

- Será que ela será mulher para vir ajudar a gente a fazer a fazer as alheiras? É que mesmo que não tenha jeito para “enfronhar”, sempre pode ir partindo o pão de Favaios e mexer a massa!

Passa aqui uns dias regalados e ainda leva um molho de alheiras e chouriços lá p’ra terra!

 

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Respingos do Douro - Velhos, mas bons e respeitáveis tempos

 

Lagarada 2009

 

 

Há dois anos, por esta altura andávamos todos em autêntico rebuliço!

E digo andávamos, porque comigo estava uma muito boa, caladinha, espontânea e entusiasta equipa que preparava tudo, nos mais pequenos pormenores, para acolher aquelas amigas e amigos que vinham até ao 2º Encontro de Blogues do SOL.

Estava o evento englobado na Festa das Vindimas a realizar neste Concelho de Sabrosa e com particular incidência na aldeia vinhateira de Celeirós do Douro!

Foram 34 os presentes, já que por motivos vários outros não quiseram ou puderam estar presentes.

Mas, valeu sobretudo pela excelente clima de amizade e confraternização que entre todos aconteceu, depois de haver desaparecido aquele tabu do “nickname”.

A todos havia pedido uma espécie de compensação pelo que havíamos trabalhado: que todos escrevessem algo sobre o Concelho de Sabrosa, Celeirós do Douro e o Douro em geral.

Nasceram trabalhos e fotos extraordinários.

Alguns chegaram até a ser plagiados noutros locais, pela sua excelência.

Outros glosados, como por exemplo a história de uns chinelos.

Vídeos!

Enfim, amizade e respeito reforçado naquilo que era para todos nós a Comunidade SOL!

E daí nasceram para mim verdadeiros amigos e que ainda hoje o serão e continuarão a ser, porque entre nós há amizade e respeito.

Volta e meia, aí vêm eles.

Pisar das uvas, no lagarVêm ao Douro, vêm à Serra.

Ou aí vamos nós, serra abaixo, ao encontro deles!

Mas, porque estou a recordar temas de “águas passadas”?

Já havia pedido publicamente para que houvesse postura, que se acabassem com os insultos e as pessoas se respeitassem no meu texto HAJA SOL!

Aqui e ali havia deixado o meu respeito por todos aqueles que desgostosos se vão deste espaço afastando.

Já nos haviam “puxado” para a conversa ( a mim e à minha mulher, Asserrana)

Agora chegou a isto:

- http://sol.sapo.pt/blogs/oserrano/archive/2010/08/21/Respingos-do-Douro-_2D00_-VERDADE-_3F00_.aspx -VERDADEIRO

- http://sol.sapo.pt/blogs/cebanescu/archive/2010/08/23/Respingos-do-Douro-_2D00_-VERDADE-_3F00_.aspx - PLÁGIO

A quem interessa isto?

Siga cada um o seu rumo de vida, á sua própria custa e com respeito pelos outros, se é que gosta de ser igualmente respeitado. Deixem em paz os Serranos, os Respingos do Douro e o nosso Douro.

Do SOL eu não saio, a não ser que a Administração do Jornal diga publicamente que sou indesejado.

Haja bom senso.

 

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Respingos do Douro - VERDADE ?

 

 

Na verdade, acho que a verdade tem duas vertentes.

Não é, portanto tão claro como isso que a verdade, seja na verdade, uma verdade absoluta.

Ou seja.

Na verdade, a verdade não é tão verdade assim!

Não, não é.

A verdade é que a verdade é tendenciosa e, tal como a mentira, também procura o chão que lhe dá mais jeito, a cama mais aconchegante, o cantinho mais requintado, o espaço que mais lhe agrada e ao com que melhor respira!

Já não está para se aborrecer e também ela adormeceu no tempo, embarrigou de maus costumes, e amoleceu os braços vigorosos deixando que se transformassem em tentáculos de aluguer par ao que der e vier, desde que dê lucro, venha ele de onde venha e tenha custado sei lá o quê, sei lá a quem!

Perdeu aquele ar puro, arrogante mas respeitado, austero mas compreendido, impopular mas necessário.

Perdeu o pudor e passeia-se no dia - a -dia, na Avenida das Necessidades e Virtudes, de braço dado com a mentira.

Incrível

Parecem irmãs gémeas, embora tivessem sido concebidas para serem como a água e o vinho, o dia e a noite, o bem e o mal!

- Quem és tu menina? És a Verdade ou a Mentira?

- E a ti que te interessa ò curioso? Alguém te perguntou alguma coisa?

Pergunto a quem ouviu este curto diálogo o que achou do que ouviu.

A resposta não podia ser mais desolante.

 - Ora, cada um lá sabe as linhas com que se coze!

Perante tal vazio de princípios e de educação, seguimos caminho…

Para onde?

Que sobra de verdade entre ela e a mentira, que nos indique o melhor caminho?

Tudo se vende, na melhor das verdades, enriquecido de mentiras.

É verdade que escrevi este texto

É mentira o seu contrário

 

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Respingos do Douro - Exposição Colectiva de Pintura de Artistas Trasmontanos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Está a ser um momento de elevado significado, a Exposição Colectiva de Pintura de Artistas Transmontanos, na Vila de S. Martinho de Anta.

As largas dezenas de pessoas que têm visitado a exposição de Pintura ( com telas de 4 pintores naturais do Concelho e outros 4 de Concelhos limítrofes), bem como de Arqueologia ( largas dezenas de testemunhos desde o período da Pedra Lascada, com moedas, fósseis com milhões de anos, maravilhosos e enormes testemunhos mineralógicos, etc.) , dão um enorme ânimo a quem se expõe à crítica pública na exposição dos seus trabalhos.

É a demonstração cabal de que o Povo entende e aprecia a cultura e a ela adere de alma e coração.

Porque muito facilmente entende quando as coisas lhes são dirigidas, sem engulhos ou interesses escondidos.

Nós, estamos lá.

Pelo que fazemos e por quem o fazemos

Com simplicidade e orgulho

 

 

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Respingos do Douro - Haja SOL

 

 

Defendo o Português, a minha Língua, a língua de quem tem orgulho em ser português!

Defendo a liberdade.

Liberdade bem nossa e cheiinha de responsabilidade, para que saibamos quanto custa a preservá-la e a lutar por ela.

Há mais de 40 anos, andei de armas na mão.

Andei na guerra!

Lutei por princípios de honradez, cara a cara, pelo que era Portugal!

Não fugi, não me esquivei a responsabilidades e por lá andei durante 4 anos.

Posso lá voltar, se assim entender, de cara descoberta e usando o meu nome.

Vi o que o que de novo me foi apresentado:

- A liberdade de acção, pensamento e postura humanitária.

Muito bem.

Tudo aconteceu com o 25 de Abril.

Para quê?

Para que cada um use a liberdade e a transforme em libertinagem?

Para que cada um use a liberdade e faça dela seu quintal?

O anonimato deve ser usado em sentido positivo e não como forma negativa de mostrar “coragem” que não existe.

Valerá a pena bramar aos céus contra o que está mal se nós próprios não sabemos ter acção positiva ?

Custa-me muito ver o que se está a passar aqui no SOL.

Mas, não mando ou nada disto aconteceria.

Perdeu-se o espaço de cultura e liberdade.

Não percebo porquê, mas também me não interessa.

Por mim, continuarei, mesmo que com espaço fechado a comentários.

Não estou aqui por causa deles.

É um ataque ao SOL?

Um ataque à sua Administração?

À sua Equipa Técnica?

E que temos nós com isso?

Haja SOL, porque gosto da liberdade com responsabilidade e respeito.

 

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Respingos do Douro - Em frente a terras de Espanha, areias de Portugal!

 

Alto de Santa Tecla, Galiza, Espanha

 

Ser juiz em causa própria era regra elementar para o bom funcionamento não só daquilo que era a Justiça, como também para vida comum dos cidadãos!

E assim se regulava tudo aquilo que era a vida!

A dos importantes.

E a dos…nem por isso!

Este arrazoado todo para me justificar que achei muito justo, mais que justificado, merecido, adequado, …(pronto, chega!), os diazitos de férias que decidimos atribuir a nós próprios!

Foz do Rio Minho, visto do HotelDecidimos em causa própria e está decidido, muito bem decidido e sem direito a recurso, até porque quem teria direito a interpor acção de protesto, antes aplaudiu por unanimidade e só lamentou que fosse por tão pouco tempo. Os nossos filhos.

E,…

Bons conhecedores deste Portugal que ainda é nosso, restava, todavia, um pedacito no lado esquerdo de quem se dirige à Galiza!

Na ânsia do nosso “Algarve Galego”, avançávamos por cercanias de Tui, em direcção a Vigo, Pontevedra, San Sanxo ou Santiago de Compostela!

Olhando de soslaio para a foz do Rio Minho, ficava sempre a curiosidade de conhecer aquele “pedacito”!

Foi desta.

Chegados a Caminha, vimos um résteo cantinho Português absolutamente acolhedor e recheado de beleza à sua volta.

Depois de reconfirmada a nossa estadia no hotel ( vou falar dele, posteriormente…) fomos almoçar no restaurante mesmo ali ao lado Foz do Rio Minho, de seu nome.

Bom serviço, rápido e com bom gosto de confecção!

Era um arroz de marisco, essencialmente rico em tamboril.

Pôr do SolPara nós, o gosto…estava muito bom!

Quase que, digamos, caseirinho!

Foi uma boa escolha, para quem está acabado de chegar e anda ainda a ver com aquilo que tem que contar, no tempo que por ali fica!

Nota1- Acho que deveria ser a primeira lição básica a ensinar aos profissionais de restauração ( que diabo…não acho graça alguma a este termo!):

-fazerem o exercício matinal de “vestirem” a roupa do turista, acabadinho de chegar, sabe-se lá de onde!

É que acho “estafada” a cartilha que todos os “Profissionais de Restauração” usam!

( Onde me estou a meter!)

… mas, a maior parte deles estão a trabalhar pela primeira vez! Ou estão a trabalhar para “ganhar algum”, quando antes faziam “isto…aquilo…aquel’outro… !

Mas, à boa maneira Portuguesa, vontade e arte de desenrasco não lhes falta!

Deslumbrou-nos a paisagem que podia ver do quarto do hotel!

Embora mesmo em frente estivesse o tímido montículo do Alto da Santa Tecla ( a visita pormenorizada vai ficar para outra altura…), aquela mansidão das águas, o descansar da vista na planície marítima, o cheiro a maresia, o mudar de ares, o descanso dos guerreiros…!

Exactamente.

O descanso dos Guerreiros!

O estar ali era um prémio por sermos nós, tal como somos e como nos conhecem!

Mas, sobretudo por sabermos quem somos e, como somos!

Tivemos a sorte de a janela do nosso quarto dar mesmo para a foz do Rio Minho, com um pedacinho de mar mesmo ali ao lado, no canto esquerdo.

Hotel Porta do SolLindo!

Não seria o barulho do trânsito na Avenida que nos iria tirar o sono, face ao que a natureza nos deixava vislumbrar, mesmo que olhando do próprio leito.

Deram ao Hotel o nome de Porta do Sol.

E está muito bem, pelo que os nosso olhos puderam ver naquele primeiro fim de tarde, olhando para Oeste.

É uma paz de alma.

É como que o retempero de forças, depois de uma longa caminhada que foi moendo, moendo, moendo… estilhaçando devagarinho, sem barulho, mas fazendo estrago lento e já bem palpável.

Antecipando tudo o que aí vem, digo-vos que valeu bem a pena.

Pelo que sentimos, pelo que vimos e pelo que interpretámos!

Rio Minho - Vista Nocturna

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Respingos do Douro - Gloriosos Malucos em Rolamentos

 

 

São!

São Gloriosos Malucos de Uma Coisa estranha que faz barulho, muito barulho e anda que se farta… encosta abaixo!

Já muito badalados por aqui e por ali, mas cada vez com maior nomeada e, pelos vistos com seguidores entusiasmados que revelam já “enormes conhecimentos” sobre a matéria e até se constituem como claques de determinados concorrentes!

- Este, vai ser difícil ganhar-lhe!

  Conhecendo a pista, é vê-lo descer como um louco…!

É isso!

Para começar, “ descendo a toda a bolina” uma “mosquito barulhento” com uma bandeira Nacional hasteada e uma sirene que berrava bem alto e em bom som, como se fosse o imitar das sirenes do carro da Polícia.

E por falar neles, por onde andam?

Vem gente e corta a estrada, coloca barreiras e até pneus nos pontos julgados mais perigosos! Somos na verdade um povo sui-generis e generoso. Sempre prontos para tudo e “ tudo vai correr bem, se Deus quiser”

Mas, aí deve vir um!

Barulho que se fosse um avião a levantar voo lá ao longe, um carro em boa velocidade mas com as jantes a rasparem o alcatrão por ter havido um furo ou um par de “ recem- casados” com o carro cheio de latas velhas, a arrastar pelo chão!

Povo não falta, espalhado pelas bermas da estrada.

- Chega-lhe.

- Dá-lhe gás!

- Olha este todo deitado! Vai-se espetar.

É claro.

O sucesso das coisas está no aparato, na divulgação do acontecimento e naquilo que eventualmente possa vir a acontecer.

O ideal é que nada aconteça.

Mas se acontecer que seja muito pouquinho, de modo a que não afaste as pessoas e, pelo contrário, as cativa para voltarem.

Lá vem um outro … e outro ainda!

Dez, quinze…ou mais.

Todos com capacete e sempre no mesmo sentido.

Está explicado porque não é preciso a presença da autoridade.

Não havia razão para passar multas, até porque o peso é quase só o do condutor, os “ pneus” são de ferro e os travões estão “afinadinhos”

Acabou a primeira descida!

Rebocados por carrinhas, moto4 ou motorizadas aí vêm eles encosta acima, bem mais devagar.

Num dos mosquitos, obra de arte e imaginação, sem dúvida, imitando um bólide  da Fórmula 1 pareceu-me ver Emerson Fittipaldi!

Acena para um lado e para o outro, saudando o povo que o aclama!

Não era.

Era só alguém que aproveitou a boleia para chegar sem esforço ao alto do santuário.

Segunda descida.

Terceira.

Estranho. Já não há Povo. Tudo foi embora, talvez porque tudo está a correr bem e não há acidentes a registar.

Até a Televisão foi embora…!

Olhem, para que é que eu escrevi isto!

Não é que mesmo em frente à minha janela um destemido concorrente acaba de dar uma enorme cambalhota, vai de encontro aos pneus e…nada…retoma o bólido e aí vai ele ao encontro da meta.

Teve sorte.

Não se magoou e os estragos foram diminutos.

 

  acabou!

Passaram todos juntos, já mais devagar e em alegre convívio.

Ao contrário do Circuito de Vila Real, não havia povo para os aplaudir.

É pena…

Mas, nem por isso vão deixar de ser “saudáveis loucos” destes andarilhos, penso eu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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