SOL

Choque, drama, horror, incompreensão, dor e luto.

Talvez, mas só para algum americano mais distraído.

Não sou um anti-americano bacôco, mas em boa verdade "já se sabia" que coisas como o que aconteceu na universidade da Virgínia seria o futuro da sociedade americana.

Senão vejamos, o Sr. Cho era um jovem "pobre desgraçado" coreano, com problemas mentais antecedentes, que se sentia frustrado com a sua condição de estudante e muito provávelmente com o racismo que sofria dentro da universidade. Afinal era um asiático não americano a aprender inglês, coisa rara!

Ora, regulava mal do 5º andar, sentia-se mal na sua condição e... E teve livre acesso às armas que usou!

Se há facto que a mim me deixa sempre "parvo" é que na sociedade americana, violenta, amedrontada e "trigger happy", o acesso a armamento é apenas uma questão de dólares, e são capazes de vender armas a qualquer débil mental ou esquizofrénico que apareça à frente com as "verdinhas" no WalMart...

Não é apenas o facto de haverem muitas armas por habitante (nisso nem sequer os EUA são o #1) é a facilidade e leviandade com que podem ser adquiridas por qualquer pessoa, e a violência no pânico de uma sociedade "armada até aos dentes" que facilmente dispara contra outro ser humano.

E depois claro... Existe sempre um qualquer Sr. Cho pronto a disparar nos seus delírios.

Mais, viu-se bem que os meios policiais, qual antítese do famoso CSI, foram incapazes de responder com eficácia a um assassino que teve tempo para tudo e mais alguma coisa durante duas horas e tal, desde gravar o seu testemunho para sair na TV (o rapaz não era burro, não) fechar os seus colegas e voltar a matar friamente 30 pessoas.

Mas... Oh well, it's the US of A! (And God Bless!)

 

Nós por cá só conseguimos que detonem uma pasta vazia numa dependencia bancária. A economia tá má e já nem dinheiro há pa comprar uma arma, ou encher a mala de explosivos?! Somos um "farwest" deprimido, é?

Oh bolas... Deixem-me cá é ficar neste rectângulo sossegado a apanhar sol no Umbigo.

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Hoje, o meu Umbigo político está ligieramente triste. Hoje marca o dia em que parte da nossa Assembleia da República uma das Políticas mais carismáticas que por lá passou: Odete Santos.

Não porque morreu ou o seu partido perdeu lugares mas por censura interna e uma "auto" deposição estranha. Vá-se lá perceber estes comunistas democráticos da "nova" geração...

Uma coisa é certa, e isso ninguém tira à Odete: Lutou Sempre! Pelas suas causas, pelos seus ideiais. É uma forma de fazer política algo utópica e naif, sim, mas na sinceridade e coerência Odete Santos mostrou sempre "outra forma de fazer política"... Talvez mais pura, talvez mais bela.

Raramente concordei cabalmente com os ideias dela, verdade seja dita, mas nunca a deixei de admirar. Os seus discursos inflamados, a sua garra de determinação... Até mesmo a sua voz vão deixar saudades.


Falem-me de quotas, falem-me de igualdade, mas nada disso ajudaria a Odete a chegar onde chegou. Ela trepou a pulso e merceu o seu lugar. De onde parte hoje emocionada após ter sido "traída" pelas suas próprias convicções.

Hoje, sinto que a Assembleia perdeu uma filha querida, uma Mulher formidável!

 
Força Odete, a Luta continua!

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Depois de ver a tentativa de linchamento político que foi a "entrevista" da RTP 1, devo humildemente reconhecer que o homem ganhou todo o meu respeito.

É que não só se esquivou bem das "ratoeiras" postas pelo banana e aquela outra arrogante como, no final, até me conseguiu fazer acreditar que este país deprimido à beira mar encravado vai a algum lado com ele. Melhor, não se afiambrou a outro mandato!

5 estrelas! (Sério, não estou mesmo a ser sarcástico!)

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Novos MacPros

Quando tiver dinheiro compro um com 12. Só porque sim!

Entretanto vou sonhando... Afinal, sonhar não custa um chavelho, né?

No pequeno almoço de um hotel mexicano o "mesero" pergunta a um dos seus clientes,

- "¡Buenos dias! ¿Como amaneció usted?"

- "Solo y en ayunas."

 

Afinal não sou o único a acordar rabugento tão cedo pela manhã!

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Tive a oportunidade de acabar de ver o novo filme de Zack Snyder, outra vez adaptando uma BD de Frank Miller: 300.

A história do filme?

Simples. "Relata" a batalha de Termópilas e a história de Leónidas I, o grande herói Espartano que com apenas 300 dos seus guerreiros (e mais uma "pequena" ajuda de 6 mil e tal homens) fez frente na Grécia Antiga ao exército invasor Persa, liderado por Xerxes I, muito mais numeroso. Isto tudo durante 4 dias do verão de 480 a.C.

Ora bem, uma coisa é a realidade da batalha (ainda hoje discutida pelos historiadores), outra é um filme baseada numa BD baseada num mito que se criou acerca da batalha.

Dito isto, passemos ao filme em si.

Se já em Sin City Zack Snyder nos tinha habituado a efeitos especiais e a uma imagem surrealista, em 300 manteve boa parte disso, mas perdeu a "mística". 300 já não é uma BD em filme (como Sin City) mas sim um filme "real" com cenários falsos e muitos efeitos à mistura.

Por onde posso começar... Ah! Tinha falado da história. Bem, esqueçam para já a História e digam olá ao mito, ao fantástico, ao grotesco, à virilidade e à acção!

No início do filme, narrado por um veterano, somos apresentados à sociedade Espartana, uma sociedade dura e fria que cria os seus filhos para serem máquinas de guerra e seguirem a rígida Lei espartana. É-nos assim contada a história do rei Leónidas e de como ele foi educado em severidade para tornar-se num temerário e viril Rei-Guerreiro espartano.

Passo seguinte: a invasão Persa.

Após uma negociação "falhada" com o mensageiro do Rei Xerxes, Leónidas decide retardar a invasão iminente e combater o exército Persa não obstante estarem a decorrer os Jogos e ser aconselhado em contra pelo oráculo. Ou seja, vai lá contra tudo e todos porque crêe que é o que deve fazer. Pura Honra e Orgulho.

Após delinear o seu plano de "afunilar" o exercito Persa, Leónidas reúne o seu pequeno corpo de elite e, com a ajuda de alguns outros gregos, decide enfrentar o poderoso exercito persa em Termópilas. O resto? Seria contar o filme. Mas se lerem um pouco de História, hão de saber o final, e a importância desta batalha (e mais, a importância da decisão de Leónidas).

Passando à análise do filme propriamente dita;

Pontos positivos: É de realçar que surpreendentemente o filme segue bastante bem a História e os pontos fundamentais, viragens nos eventos e até mesmo frases lendárias ("venham cá buscá-las"). As cenas de batalha são intensas q.b. e a acção está bem encadeada. Visualmente o filme é rico e diferente. Em termos de realização tem uns bons pormenores e no final, arremata bem o "conto". Para mim Zack Snyder portou-se bem. Como nota especial: Meninas, nunca hão de ver abdominais tão bem definidos num quarentão como neste filme. Meninos, usem essa desculpa para levar as miúdas a ver um filme cheio de acção, porrada e sangue.

Pontos negativos: O exagero para o grotesco algumas personagens (principalmente do lado Persa) e o abuso na testosterona e virilidade dos Espartanos são dois dos pontos negativos mais fortes. A irrealidade de certas personagens torna mais credível os orcos do Senhor dos Anéis do que alguns dos persas. Depois há a imagem e os fundos produzidos por computador,... São engraçados e dão um certo ambiente, mas cansam rapidamente... E as cenas de batalha com muitos "slow-motions" e toneladas de "ketchup" virtual... Falham também na credibilidade. Mas isso foi a escolha de Snyder. Infelizmente, dentro de uns anos, 300 há de cair no ridículo das técnicas desactualizadas. Não há de ser um filme de culto.

Resumindo e concluindo, 300 é um filme sobre honra, coragem e orgulho com muita testosterona à mistura. É um filme épico sobre homens extraordinários que fizeram algo impossível tendo em conta as suas hipóteses. É sobre lutar contra todas as possibilidades e defender os seus valores acima de quaisquer outros.

300 é o verdadeiro blockbuster épico.

 

Recomendado!

Nota final: 8.5/10

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Eis que por decreto Imperial do meu Majestoso Umbigo, se declara a abertura Oficial deste Blogue!

 

E já está.

 

 

...Estavam à espera do quê? Uma banda toda aperaltada? Rios de champagne? Mulheres pouco vestidas a abanarem-se?... Os tempos são de Crise!!!

 

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