Mercado livre, OCDE e afins.
Hoje, em “memória” às palavras do Secretário-geral da OCDE, Angel Gurría e posteriores reacções emanadas, deixo o seguinte texto:
“Considerada no seu conjunto, a integração do mundo num todo, particularmente em termos de globalização económica e das qualidades míticas do capitalismo de “mercado livre”, representa em si própria um verdadeiro “império”… Nenhuma nação à face da terra tem sido capaz de resistir ao irresistível magnetismo da globalização. Poucas têm tido capacidade de escapar aos “ajustamentos estruturais” e aos “condicionamentos” do Banco Mundial, e do Fundo Monetário Internacional ou às arbitragens da Organização Mundial do Comércio, as organizações financeiras internacionais que, por mais desapropriadas que sejam, ainda determinam o significado da globalização económica, as suas regras, e o que é que recompensa a submissão e pune a infracção. O poder da globalização é de tal modo mais forte que será provável que durante as nossas vidas assistamos à integração, ainda que de forma desigual, de todas as economias nacionais do mundo num único sistema global de mercado livre.”
Estas palavras não são minhas. São de um senhor chamado Jim Garrison, presidente do fórum State of the World.
Dá para ter uma noção de qual o jogo que se joga, quais são as peças movimentadas e as que ainda podem suspirar movimentarem-se, se a isso os "povos" estiverem predispostos.