O último post. A minha renuncia.
Está na hora de me despedir de todos aqueles que porventura tenham lido os meus… artigos, os quais, modernamente chamamos “posts”. Foram muitas horas de pensamentos partilhados, umas vezes comentados por pessoas pelas quais nutro o maior respeito e a quem endereço desde já, os meus agradecimentos pela amabilidade de terem comentado os meus escritos e as minhas reflexões.
Renuncio ao político. Pelos menos nesta fase da minha vida. Regresso às minhas origens, “deixando” Espinho, terra de que muito gosto, mas que já me cansa. Começo a não querer interrogar a época que vivo, nem tão pouco me apraz responder à exigência democrática que a maior parte das pessoas teima em ignorar, mas que brota por todo o lado. O utilitarismo, o individualismo actual dão cabo de mim, pois não permitem que a maior parte das pessoas reconheçam a dimensão plural e colectiva da acção social e cultural.
Reconheço o papel das singularidades histórias e culturais onde cada homem e mulher devem de procurar as suas razões de viver e de esperança.
Privei com bons amigos, alguns deles capazes de manterem uma linha de raciocínio semelhante à minha, mas com mais força e vontade do que eu. Apraz-me deixar como referência o meu grande amigo Lemos Conceição de Espinho, pessoa com quem tive grandes diálogos, grandes dissensos, mas sempre enormes reflexões. Aqueles que gostavam do que escrevia, procurem o blogue dele “DANÇANDO COM A LUA”. Incentivei-o a criá-lo e a partilhar com todos vós, a sua visão do mundo. Entendam-no, porque ele é como aquele ser que está prestes a partir a casca e a revelar-se ao mundo, pleno de harmonia e equilíbrio.
A todos o que comigo partilharam pensamentos e reflexões, o meu muito obrigado e… até sempre, porque nunca se sabe quando voltarei a estas paragens.
Muito sinceramente, o meu obrigado.