SOL

Liberdade de imprensa

Não sinto hoje necessidade de me ir manifestar à Assembleia da República 5ª-feira, para defender a liberdade de Imprensa ou de expressão, como alguns sentem. Não quereria tornar-me o centro das notícias, em vez de um veiculo delas, como Mário Crespo. Não retiro ao primeiro ministro o direito de insultar jornalistas em privado, e de os criticar em público, como gosto de fazer com ele.

Mas gostava que se investigassem a sério as escutas sobre o assunto, e se apurasse o que o poder anda a fazer para controlar a imprensa. Gostava que todos se indignassem mais com o que está nas escutas (nas da Face Oculta ou nas do Apito Dourado), do que com discutir se deviam ou não ser divulgadas ( eu acho que deviam). Infelizmente, não me parece que uma simples alternância de partidos seja suficiente neste caso. Ainda me lembro do ministro Morais Sarmento, da central de informações planeada por um governo, e da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI.

O drama é que, se não aparecer ninguém de outra craveira no PSD, tudo continuará na mesma. Até a hipocrisia das contas públicas e do despesismo, como se viu com a Lei das Finanças Locais (e há partidos que não percebem não ganhar nada com isso, pois para tudo ficar na mesma os madeirenses sempre preferirão votar em Jardim). Claro que, de qualquer maneira, seria preferível um primeiro-ministro sem ter um curso como o que ostenta Sócrates da Universidade Independente (e sem estar relacionado com tantos escândalos). Mas era insuficiente.

Publicação: terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010 0:39 por PedrodAnunciacao

Comentários

# re: Liberdade de imprensa

quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010 23:06 por MPortugal

Pelo menos há alguem que escreve no SOL que mostra algum bom senso e não se esquece do passado. Além de Morais Sarmento, MArques Mendes e outros, convem também não esquecer o que era a ditadura, a PIDE, a censura, etc. Os que hoje barafustam qye não há liberdade, estão a pedir um regime como o que tivémos. Infelizes portugueses, que não conseguiram nunca ultrapassar a incultura que séculos de Inquisição e de ditaduras, de ignorância e analfabetismo lhe impregnaram na maneira de ser.

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