SOL

Equinócios e Solstícios 18 de Dezembro de 2009

Publicação: 18 Dezembro 09 12:00

Certeza

Tem de haver um Congresso antes das directas

 

Há 33 anos que pertenço ao PPD/PSD. E digo ‘pertenço’, porque tem sido muito mais do que simplesmente militar. O PPD/PSD mexeu com a minha vida toda, principalmente desde que Francisco Sá Carneiro me convidou para participar no projecto de revisão constitucional.

Julgo ser o único que trabalhou com os quatro primeiros-_-ministros do PPD/PSD, para lá de também ter ocupado _o lugar. Sobre essa experiência única publicarei muito brevemente um livro na Dom _Quixote.

Aqueles que têm hoje trinta e tal anos não recordam (ou nem sabem) o que aconteceu nos anos 80, principalmente na primeira metade.

Já nessa altura houve muito combate travado.

 Já nessa altura – e até antes, em 1978, com 21 anos – andei a pensar em congressos extraordinários. E, como mais três pessoas sabem, escrevi boa parte da moção que ajudou a trazer Francisco Sá Carneiro de volta à liderança do partido.

 

Pensei muito se devo ou não desencadear o processo de convocatória do Congresso que tenho defendido neste espaço – e que deve ter lugar antes das directas.

As directas, elas mesmas, estão hoje em dia em questão.

E eu, que as propus no Congresso de Viseu em 2000, tenho alguma autoridade para afirmar que esse sistema de debate estratégico e de escolha da liderança precisa de ser alterado.

Já em 2005 defendi que as directas não devem ter lugar antes do Congresso. Os militantes devem votar em todas as secções no dia do próprio Congresso, após o termo do debate das moções de estratégia. E os trabalhos devem ser retomados logo que o apuramento dos votos seja remetido para o local onde esteja a decorrer a reunião magna.

 

Esta é a minha proposta, mas não sou dogmático. Por isso defendo que deve ser convocado um Congresso extraordinário: para tudo poder ser ponderado, analisado, debatido e decidido.

Não acredito no PSD se o partido não levar ‘uma grande volta’. O grande inimigo do PSD tem sido o próprio PSD – ou, pelo menos, algumas partes do todo.

Confesso que estou saturado de ver sempre os mesmos a terem sempre os mesmos comportamentos. E tenho dúvidas de que seja possível tratar do que importa sem serem sempre os mesmos a caciquar, a manipular, a condicionar.

Clareza

Se sair do PSD, não voltarei

Eu sei que causas defendo e que gostaria de ver o meu partido defender. Mas, como aqui escrevi há semanas, o PPD/PSD está sem causas. E, pior, está a ir atrás daqueles que há anos tudo fazem para desestabilizar, para corroer, para minar os alicerces da sociedade e do Estado.

Para convocar um Congresso são precisas, pelo menos, 2500 assinaturas. É fácil e vou desencadear esse processo. Penso que tenho essa obrigação, eu que já tanto me envolvi em tantos congressos deste partido de cor laranja.

Ponderei várias possibilidades, desde há muito tempo. Mas na vida de cada um de nós tudo devemos fazer para as coisas terem sentido.

Pensei muito nisso quando me candidatei às directas há ano e meio e quando me candidatei à Câmara de Lisboa.

 

Uma pessoa pode sair de um partido. Grandes figuras do PSD já saíram e já voltaram. Eu, se sair, estou seguro de que não voltarei. Só que não tomei essa decisão porque sinto que tenho a obrigação de fazer mais um esforço para que as coisas possam mudar. E, principalmente, dizer aos meus companheiros, cara a cara, o que penso do que já aconteceu e sobre o que deve acontecer.

Entendo que é isso que me impõe a responsabilidade que tenho. Trinta e três anos de militância, colaborador de Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão, Aníbal Cavaco Silva e José Manuel Durão Barroso, além de ter sido eu próprio presidente do partido, primeiro-ministro e cabeça-de-lista nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu, entre muitas outras responsabilidades, obrigam-me a não me deixar tomar pelo desinteresse ou mesmo pela aversão. Neste caso, pode mesmo dizer-se que é por amor e não por interesse.

Excessivo

Só deve candidatar-se a líder quem protagonizar uma nova esperança

Quero, também, dizer que contribuiu para a minha decisão de provocar esse congresso o facto de se sentir algum bloqueio no partido, até no processo das candidaturas à liderança.

Andam quase todos a emperrar, a fazer que andam mas não andam. E quando aparece algum voluntarismo, não se percebe nem porquê nem para quê.

«Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, eis a política que vale a pena». Esta frase de Francisco Sá Carneiro, que tornei o lema da minha acção política, merece mais do que nunca estar presente.

Não é hora de egoísmos ou de calculismos. Portugal precisa de atitudes claras e que não andemos todos a olhar para o lado quando a questão está mesmo na nossa frente.

É difícil o PPD/PSD voltar a suscitar entusiasmo? É! Mas é possível. Portugal está numa situação muito difícil, mas já viveu outras, bem piores, na sua história.

Na cadeira de História da diplomacia – que este semestre, pela primeira vez, lecciono – procuro transmitir aos alunos as constantes opções que se colocam, desde há séculos, a quem decide a política externa portuguesa.

Principalmente na maneira de conjugar o desígnio que o mar representa e os pontos de apoio no continente europeu.

 

Portugal foi sempre um país cuja independência não parecia natural a outros. Como é que aquele povo teima em ser independente e não faz como outras nações desta península?

Assim tem sido com o PPD/PSD. Os outros sempre o consideraram um partido ‘anómalo’, que quase devia pedir licença para existir...

O PPD/PSD só pediu licença aos eleitores. Sempre foi destemido. Agora essa mesma ousadia é necessária para saber falar consigo próprio. Para saber explicar o motivo pelo qual, desde a saída de Cavaco Silva, só esteve no poder menos de três anos, em catorze.

Será que o PPD/PSD não consegue ser alternativa a este PS e a José Sócrates? Serão eles muito bons? Ou teremos sido nós muito maus?

Há tanto para falar, cara a cara, na frente dos portugueses, antes de se saber quem deve liderar.

Gostava de lá ver e ouvir, por exemplo, Fernando Nogueira, que foi presidente do partido, que se afastou de tudo e que a tudo tem assistido, desde 1996, de bem longe.

Como gostava que tivéssemos convidados independentes, com alguma ligação a nós. Por exemplo, Vasco Pulido Valente que, como aqui já referi, foi secretário de Estado-adjunto de Sá Carneiro.

E no Congresso, depois de toda essa conversa aberta, que apresente a candidatura quem sinta que pode e deve protagonizar uma nova esperança.

Será possível o PPD/PSD conseguir? Mais uma vez quero acreditar que sim.

Comentários

# verdadeincomoda said on Dezembro 18, 2009 20:44:

Ilustre e Caro Amigo,

Completamente de acordo com o Pedro. Esse Órgão, o Congresso, é fundamental para o equilíbrio do PSD.

Convenhamos referir a saudade que tenho em debater as minhas divergências de opinião. Ao nível local, em sede de distrital. Ou Congresso. Continuo a dizer, é a única democracia que conheço.

Em relação às assinatiras, vou neste momento pesquisar. Em 6 de Maio de 2004, estive nos 30 Anos. Hoje nos 35 de militância. Que saudade da Brasileira. De Joaquim Magalhães Mota, e dos demais, alguns que já não estão entre nós ou se desviaram.

Meu Bom Amigo, creia-me.

Um abraço.

A. Correia Cardoso

# Saojorbebeira said on Dezembro 19, 2009 12:11:

Caro companheiro:

O que é necessário para subscrever o pedido de congresso extrordinário ?

Eu,  tenho condições de o subscrever, Sou o filiado 7870, e com as quotas em dia.

Congresso extraordinário, JÁ!

O PSD tem de renascer das cinzas e não estar a fazer um "favor" ao PS, com uma direcção pasmaceira !

Cump.

# antoniopestana said on Dezembro 19, 2009 15:30:

A política requer muito empenho.Não serve para um homem dos sete instrumentos como  o PSL.

Devia dedicar-se a outra actividade,...talvez como animador de um clube de velhinhas fora de prazo,onde pode ainda vir a ter muito sucesso.

# freedomformankind2012 said on Dezembro 21, 2009 15:07:

URGENTE

O aquecimento global não é causado pelo Homem, aliás, NÃO EXISTE QUALQUER AQUECIMENTO GLOBAL, OS DADOS ESTÃO A SER MANIPULADOS POR ALGUNS CIENTISTAS QUE ESTÃO AO SERVIÇO DAS ELITES MUNDIAIS. INVESTIGUEM O CRU (CLIMATIC RESEARCH UNIT) DA UNIVERSIDADE DE EAST ANGLIA, O PRINCIPAL INSTITUTO DE REFERÊNCIA DA ONU PARA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. INVESTIGUEM OS MAILS QUE FORAM RETIRADOS POR UM HACKER DOS SERVIDORES DESSE INSTITUTO E VÃO DESCOBRIR A FARSA (MAIS UMA) QUE ENVOLVE A HUMANIDADE INTEIRA.

Al Gore é uma fraude, existem vários cientistas de diversos países que refutam completamente a sua teoria.

Todos os planetas do nosso sistema solar estão a sofrer alterações, pois estamos a entrar na faixa central da nossa galáxia. As Elites sabem disso e mais uma vez usaram esse conhecimento a seu favor, contra a Humanidade, imputando as culpas no Homem, e servindo-se dessa justificação para legislarem MAIS IMPOSTOS CONTRA OS ESCRAVOS E CRIAR UM ÚNICO GOVERNO MUNDIAL. ESTE É O VERDADEIRO OBJECTIVO DO TRATADO DE COPENHAGA: INICIAR A NOVA ORDEM MUNDIAL, APRESENTADA PELOS POLÍTICOS EM TODOS OS PAÍSES, QUE NÃO PASSAM DE FANTOCHES DAS ELITES.

Existe um pequeno grupo de famílias elitistas (Realeza e Aristocracia) que durante séculos e séculos têm vindo a controlar a Humanidade, sem que você tenha a mais pequena ideia.

Por exemplo Obama é primo afastado de George Bush, que por sua vez tem ligações de sangue a VÁRIAS famílias Reais Europeias (todas elas unidas através de SANGUE), incluindo a Rainha de Inglaterra, bem como a John Kerry e ao próprio Al Gore (ambos candidatos às eleições presidenciais de 2004 e 2000). Estas personagens ocupam grande parte dos cargos políticos em todos os países, assim como outras profissões mediáticas como apresentadores de televisão, ?jornalistas?, actores, músicos, CEO?s de multinacionais, etc.

O VÍRUS H1N1 FOI CRIADO EM LABORATÓRIO. OBJECTIVO: CONTROLO POPULACIONAL.

9/11 WAS AN INSIDE JOB ? AS ELITES MUNDIAIS SÃO RESPONSÁVEIS.

INVESTIGUE,INVESTIGUE,INVESTIGUE

EXISTEM CURAS PARA TODAS AS DOENÇAS ? EXISTEM CURAS PARA TODAS AS DOENÇAS, MAS ELES NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA DISSO, POIS IRIAM PERDER O CONTROLO SOB A HUMANIDADE.

EXISTEM TECNOLOGIAS MUITO MAIS AVANÇADAS COMO ANTIMATÉRIA, TELETRANSPORTE OU ANTIGRAVIDADE, MAS ELES NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA DISSO, POIS IRIAM PERDER O CONTROLO SOB A HUMANIDADE.

EXISTEM FORMAS DE ENERGIAS MUITO MAIS POTENTES, LIMPAS, PRATICAMENTE INESGOTÁVEIS E SEM QUALQUER CUSTO, DO QUE CARVÃO, PETRÓLEO, GÁS OU ENERGIA NUCLEAR, MAS ELES NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA DISSO, POIS IRIAM PERDER O CONTROLO SOB A HUMANIDADE.

INVESTIGUE, INVESTIGUE, INVESTIGUE

EXISTE UM VASTO CONJUNTO DE INFORMAÇÃO QUE FOI ESCONDIDO DELIBERADAMENTE DA HUMANIDADE, INCLUINDO A SUA PRÓPRIA ORIGEM.

HITLER PERTENCEU À MAÇONARIA, ESTALINE PERTENCEU À MAÇONARIA, MAO PERTENCEU À MAÇONARIA, ROOSEVELT PERTENCEU À MAÇONARIA, ASSIM COMO PRATICAMENTE TODOS OS PRESIDENTES AMERICANOS ? A MAÇONARIA É CONTROLADA NO TOPO DA PIRÂMIDE POR ESTAS FAMÍLIAS.

AS GUERRAS NÃO ACONTECEM POR ACASO. EXISTEM EXTERMÍNIOS DE POPULAÇÕES HUMANAS QUE FORAM ESCONDIDOS DE NÓS.

A HISTÓRIA CONTADA NOS LIVROS ESTÁ COMPLETAMENTE SUBVERTIDA DE FORMA DELIBERADA.

A PERCEPÇÃO DA REALIDADE EM QUE VIVEMOS ESTÁ COMPLETAMENTE CONDICIONADA, DE FORMA DELIBERADA, PARA QUE NOS POSSAM MANTER EM CONFORMIDADE COM ESTE SISTEMA CRIADO POR ESTAS FAMÍLIAS ELITISTAS.

A REALIDADE EM QUE VIVEMOS ESTÁ ESTRUTURADA DE FORMA PIRAMIDAL: QUEM ESTÁ NO TOPO CONTROLA TUDO.

ESTAS FAMÍLIAS OPERAM NUM NÍVEL DE CONSCIÊNCIA ACIMA DA PESSOA COMUM: ELES NÃO QUEREM SABER DE SERES HUMANOS, ELES NÃO QUEREM SABER DE PAÍSES, ELES NÃO QUEREM SABER DE CULTURAS E COSTUMES, ELES NÃO QUEREM SABER DE LEIS, TRIBUNAIS OU GOVERNOS, ELES NEM SEQUER SE INTERESSAM POR DINHEIRO, POIS ELES CONTROLAM O SISTEMA E SABEM QUE O DINHEIRO É APENAS MAIS UM SISTEMA DE CONTROLO, UMA FORMA DE NOS MANTER HIPNOTIZADOS, E ASSIM PERMITIR QUE HAJAM SISTEMAS HIERÁRQUICOS.

ELES MANIPULAM A HUMANIDADE PORQUE CONHECEM A PSIQUE HUMANA MELHOR QUE NÓS PRÓPRIOS.

SÃO ELES QUE CONTROLAM AS ESTRUTURAS DA SOCIEDADE, E ASSIM CONSEGUEM INFLUENCIAR E PRESSIONAR DECISÕES: NÃO É POIS DE ADMIRAR QUE PERSONAGENS COMO AL GORE, BARACK OBAMA OU HENRY KISSINGER RECEBAM PRÉMIOS NOBEL, NOMEAÇÕES HONORÍFICAS E OUTRAS DISTINÇÕES.

OIÇAM O DISCURSO DE BARACK OBAMA QUANDO RECEBEU O PRÉMIO NOBEL, ONDE DEMONSTRA PERFEITAMENTE A MENTALIDADE DISFUNCIONAL DESTAS FAMÍLIAS, ONDE PAZ É GUERRA E GUERRA É PAZ, ELES ESTÃO A PREPARAR O TERRENO PARA INICIAR A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL DENTRO DE DOIS ANOS, E VÃO ARRANJAR TODAS AS DESCULPAS E MAIS ALGUMA PARA A JUSTIFICAREM.

ELES CONTROLAM E MANIPULAM A HUMANIDADE PORQUE SE JULGAM COM ESSE DIREITO, O DIREITO DIVINO, ELES CONSIDERAM-SE OS NOSSOS REIS E SENHORES PORQUE SE JULGAM DESCENDENTES DOS ?DEUSES QUE DESCERAM À TERRA?, E NÓS NÃO PASSAMOS DE MACACOS, CARNEIROS, OU QUALQUER OUTRO ANIMAL.

ESTE É O FILME QUE CONTINUA A SE DESENROLAR NO NOSSO PLANETA HÁ MILHARES DE ANOS. OS PADRÕES REPETEM-SE VEZES E VEZES SEM CONTA.

A HUMANIDADE NESTE PLANETA ESTÁ CONTIDA NUMA PRISÃO: O ESCRAVO PERFEITO É AQUELE QUE NÃO SABE QUE O É.   A  C  O  R  D  E

Rockefeller, Rothschild, Windsor, Soros, Onassis, Warburg, Morgan, Bush, Astor, Russel, Kissinger, Brzezinski

Bilderberg Group -Trilateral Commission -Council on Foreign Relations -Club of Rome ? ONU ? World Health Organization ? World Trade Organization ? Banco Central Europeu ? Federal Reserve

INVESTIGUE,INVESTIGUE,INVESTIGUE

O FIM DESTE SISTEMA CONSTITUÍDO POR MÚLTIPLOS SUB-SISTEMAS E ROTINAS DE CONTROLO QUE APRISIONA E CONDICIONA A HUMANIDADE ESTÁ PRÓXIMO.

A

C

O

R

D

E

# Freda said on Dezembro 22, 2009 14:17:

Concordo consigo!

Este PSD anda mais que adormecido, por isso é necessário um abanão para o acordar.

E o congresso, serve para isso mesmo. Chamar os bois pelos nomes.

# LMP said on Dezembro 22, 2009 15:12:

O PSD deveria regenerar-se com sangue novo e vetar quem tivesse mais de 50 anos e ter a coragem de " eleger " um líder novo para para um prazo longo, 20 anos pelo menos, e sobretudo um Homem que não tivesse o seu nome associado a nada de negativo e sombrio ou estivesse comprometido com o passado!

Basta de ícones, de barões, de caciques, de " opinadores da treta " e de políticos usados, cansados, resignados e acomodados. Portugal e o PSD precisam de Homens corajosos, mas " limpos e transparentes " , que não tenham medo dos desafios e sejam " intrinsecamente altruistas " , verdadeiros " defensores e servidores " da pátria.

LMP-Luxemburgo

# LMP said on Dezembro 22, 2009 15:17:

Por isso, e para separar o trigo do joio, ou a farinha pura do farelo, mais vale que o PSD faça hara-kiri ou transmigre para o heróico Partido Popular Democrático, assumindo e defendendo claramente os valores que dignificam a pessoa humana e onde não há lugar para a cobardia, a traição e o chico-espertismo dos parasitas e sanguessugas que vivem à custa de Portugal, muito por culpa de " políticos " promíscuos e devassos, como os que temos empoleirados ou encapuzados nos lugares de decisão da máquina estatal.

Chegou a hora de agir e salvar o que ainda é possível, antes que a gangrena mate de vez o resignado povo lusitano.

LMP-Luxemurgo

# Portucalem said on Dezembro 22, 2009 23:55:

Memorandum para um imprescindível Congresso do PPD a anteceder as Directas

Pedro Santana Lopes revelou agora em definitivo as características que há muito lhe adivinhava.

Político sagaz, intuitivo e impulsivo, que transporta para a acção política a emoção de que o povo anónimo sente falta na condução dos seus destinos, nele se revendo.

Populista, sente-se revitalizado na acção quando grandes tarefas fracturantes e de definição o chamam, apelando nesses momentos à participação popular dinamizadora e regeneradora, disponibilizando-se com coragem para a encabeçar.

Essencialmente, homem de partido (DE UM PARTIDO, DE SEMPRE).

Dos poucos com autoridade interna para propôr e dinamizar neste momento dramático para a sua sobrevivência um Congresso que indique um rumo programático ao PPD, dele carecido porque enredado numa hábil estratégia de Sócrates tendente à aglutinação do espaço político socialista e social-democrata no actual PS.

Mas Santana Lopes, com ímpar visão política e sentido de oportunidade no que à política partidária diz respeito, mostra-se limitado na visão alargada característica de um estadista.

Daria um excelente presidente do PPD, desde que tal função não implicasse o exercício de funções legislativas e/ou executivas, longe, portanto, do governo da Nação.

Vejamos as últimas intervenções, reveladoras das suas excepcionais qualidades e deméritos.

Percepcionando com lucidez a falta de rumo programático do PPD e de definição de uma política distintiva da do PS ou do CDS para a condução dos destinos do país, e o descalabro ideológico, defende, e bem, que o PPD se tem de reunir, discutir um rumo, definir um programa e uma estratégia para o partido e para o país, e expurgar de uma vez do seu seio os snipers militantes e autofágicos que apenas vêm o mundo à imagem do seu ego infinito.

Excelente, tanto mais sabendo que o partido se galvaniza em Congressos definidores e em tempos limite de crise, ao gosto da emotividade da sua massa militante.

A emotividade da paixão pelo risco total, e do tudo ou nada à beira do abismo.

No fundo, um pouco de todos nós latinos e lusitanos e da forma como construímos e conservámos este país meridional e periférico de séculos.

Não convém esquecer que o PPD é o partido que inegavelmente melhor traduz, na sua componente militante, simpatizante e eleitoral, o tecido sócio-económico nacional e as idiossincrasias deste povo.

Que o tal Congresso se realize, pois, de uma vez, a bem da Nação, que precisa na verdade de ter uma proposta/opção política distinta da da actual governação e das limitações eleitorais de um CDS que o impedem de, com fraca implantação estrutural, ser alternativa sólida e credível à actual moribunda governação socialista.

Nesse Congresso, como propõe Santana Lopes, e Marcelo, hábil, quer dar a entender não ter percepcionado porque nesse campo não tem muito a ganhar para além de tempo, importa discutir o passado para se redefinir o futuro.

Nenhum país, partido, cidadão consegue dar um rumo à sua vida se não tiver uma história, não a conhecer e não se sentir confortável com ela, assumindo-a e aprendendo com as suas vitórias e momentos de glória mas também, humildemente, com os seus erros e derrotas.

Não se trata de discutir pessoas/nomes mas comportamentos, atitudes, estratégias que, naturalmente, têm rostos, e definir regras a cumprir por todos, cuja violação terá de ter como consequênia, inevitável, o afastamento irreversível de quem, membro de uma organização com regras próprias, não só não as cumpre como desestabiliza o funcionamento democrático de uma instituição partidária de referência e imprescindível ao normal desempenho político-institucional da Nação.

Nenhuma organização sobrevive sem regras simples, perceptíveis, aceites, acatadas e observadas por todos, ainda que de forma coerciva, em nome da unidade programática, de propósitos e de acção.

E depois, com naturalidade, definidos o rumo e as regras, surgirá o líder que as corporizará e fará cumprir com rigor e universalmente.

Obrigatoriamente, como defende PSL, os Marcelos e Coelhos do PPD, inexoravelmente, chegar-se-ão à frente...e no fim se verá se será, ou não, o tempo de qualquer deles, ou de nenhum.

Mas quanto a propostas concretas de um rumo diferenciado, galvanizador de um país em torno de ideias proventura fracturantes se necessários personificadas por um líder forte e aglutinador, ATÉ AO MOMENTO NADA DE NOVO.

Como disse recentemente PSL, no fundo o que vem distinguindo PS e PSD em termos de propostas nucleares e de acção política concreta?

O próprio PSL tem sentido algumas dificuldades em  se libertar das formas standartizadas de fazer política nos últimos tempos por esta Europa fora dos direitos sociais, redutora, formatada, calibrada e normalizada, inibidora do mérito e da qualidade e alheada das exigências de cumprimento dos deveres.

Fica, sem dúvida, o brilho da estratégia e da táctica político-partidárias de PSL, devendo quedar-se pelo que melhor sabe fazer, e com inegável mestria.

Vejamos.

Quanto à reorganização político-administrativa, porque se não fala da regionalização, da redução do número de municípios, do fim dos governadores civis e dos representantes da República nas regiões autónomas, da diminuição do número de deputados e da implementação dos círculos uninominais e das candidaturas independentes?

Porque não se discute um sistema próximo do americano com participação popular em acto de cidadania reforçado na apresentação e luta das candidaturas presidenciais no seio partidário em primárias por todo o país?

Neste registo, porque se não discute a alteração do regime semi-presidencialista, esgotado, para um regime presidencial, em ruptura constitucional com o regime vigente?

Porque se não discute a implementação de um sistema de acesso aos cargos públicos superiores do Estado pelas regras republicana do concurso, do mérito, da competência, da qualidade, dando-se à sociedade civil um sinal claro dos princípios enformadores da acção política?

Porque não se discute a alteração radical do paradigma constitucional da Justiça, criando-se um único Conselho Superior da Justiça de gestão e disciplina dos operadores judiciários, com concentração num único órgão presidido pelo PR e com reforço da participação de membros eleitos pelo Parlamento?

Porque se não discute a eleição pelo Parlamento do PGR e do Presidente do STJ?

Porque se não discute um mapa judiciário assente nos actuais círculos judiciários, com o reforço da prestação de serviços, da eficácia e da responsabilização?

Porque se não discute a interpenetração de magistraturas, passando de novo a magistratura do MP a ser vestibular da judicatura, ganhando esta com o preenchimento de quadros com experiência e conhecimentos da prática judiciária feitos?

Porque se não discute a alteração do paradigma penal e processual penal, centrando o legislador a sua preocupação na vítima, na qualidade da investigação e dos julgamentos e reservando ao arguido condenado a punição, o cumprimento efectivo das penas e a ressocialização apenas para aqueles que puderem e quiserem ser ressocializados?

Porque se não discute uma política de trabalho, rendimentos e fiscal, e de uma segurança social, que privilegiem o mérito, a capacidade de investimento e poupança, a competitividade, a naturalidade de mais ganhar quem mais trabalhar, arriscar e investir, a ambição e a formação/competência?

Porque não questionar um sistema fiscal e social que cai ferozmente sobre quem estudou, se formou, se especializou, e mais trabalha e ganha, para depois redistribuir por quem nada faz, de forma que se não sabe e insindicável, assim se sustentando/subsidiando quem não trabalha porque não quer à custa do suor de quem nada mais sabe fazer do que trabalhar?

Porque se não discute um sistema de ensino onde o rigor, o estudo, a disciplina, a exigência, a autoridade do professor na escola, a avaliação do aluno, devem substituir as passagens obrigatórias e a preocupação por uma avaliação do professor na qual têm papel de relevo as notas que este dá ao aluno fundamentais para a sempre presente estatítica propagandística?

Muito mais se poderia aqui mencionar de matéria política de governação e de rumo programático de um país em ruptura com o sistema vigente e de galvanização de um povo adormecido à sombra da subsidiodependência, dos apoios estatais, do facilitismo, alheado da motivação e da recompensa do mérito, do investimento na qualidade e da ambição.

Tenho pena de que numa recente entrevista televisiva de Santana Lopes a propósito da sua recente proposta de recolha de assinaturas para realização do Congresso, e de propostas de ruptura, como tema de relevo o mesmo apontasse, por exemplo, a eliminação da atribuição do 14º mês a quem auferisse determinado rendimento!

Paradigmático do que tenho vindo aqui a dizer!

Porquê PSL?

Em nome de quê?

Com que objectivos propor mais do mesmo, as mesmas receitas redistributivas fáceis por incidirem, como sempre, sobre quem trabalha por conta de outrém e tem vindo a subsidiar o festim, estando ali à mão sem possibilidade/capacidade de fuga?

Ir buscar sempre aos mesmos para dar aos mesmos de sempre?

E que tal, antes, propôr a eliminação da corrupção económico-financeira-política que grassa pelo país, passando desde logo pelo confisco automático dos bens dos prevaricadores, e pelo impedimento de condenados em acederem aos lugares políticos/administrativos do Estado, elegíveis ou não?

Ou a eliminação das chorudas reformas de políticos em poucos anos de intervenção, acumuladas com outros rendimentos ainda que no activo?

Ou incidir o sistema fiscal com mais rigor sobre offshores, lucros de casinos, bolsa e banca?

Agora tributar ainda mais, ou diminuir rendimentos, de quem investiu no saber, na formação, na especialização, numa carreira de sucesso num mundo profissional competitivo, em suma NO TRABALHO honesto, tornando-se numa mais valia para o país?

De que vale um excelente quadro ser aumentado de forma a subir de escalão e depois ver reduzir os proventos por via fiscal ou políticas tidas por sociais?

Será isto estimular  o mérito?

Uma visão para um partido não coincide necessariamente com uma visão para um país.

O que distingue um excelente político de um estadista.

Que o PPD tenha então ganho em definitivo um admirável político que rompa caminho para que, por fim, surja de uma vez mais um estadista na linha de Sá Carneiro de que a Nação tanto necessita.

Estou certo que é disso que os portugueses esperam do PPD.

E, já agora, que o PPD se abra à sociedade civil, ouvindo o cidadão anónimo para além dos mesmos de sempre e fora dos circuitos restritos de fidelidades e cumplicidades paroquiais em torno de um objectivo único - a tomada do poder!

# Berluzconilingus said on Dezembro 23, 2009 18:13:

Boa intervenção política de Pedro Santana Lopes, susceptível de ser clarificadora e base de escolha colectiva de um programa, um líder galvanizador e um rumo para o país e o partido.

A acrescentar aos temas mencionados no comentário de Portucalem, temos:

- O ordenamento do território e a política de ambiente e energias alternativas, com o país descaracterizado de Norte a Sul e com graves problemas de recolha de resíduos, energéticos, água, construção desordenada/pressão imobiliária e depredação da fauna e flora (exemplo do nemátodo do pinheiro bravo e das pragas que dizimam sobreiros e carvalhos pelo país fora).

- O ordenamento das cidades e áreas metropolitanas e o problema dos guetos e exclusão social/criminalidade explosiva, jovem e grupal, a recuperação do parque habitacional e do mercado de arrendamento nos centros das grandes cidades de modo à captação das camadas activas jovens, optimização das redes viárias de acesso e interfaces de ligação dos centros às periferias servidas por transportes públicos eficazes e cómodos e a limitação da circulação automóvel com a decorrente redução da poluição e o aumento da qualidade de vida dos cidadãos nas urbes.

- Definição de um plano de desenvolvimento económico do país, partindo do facto de sermos um país com parcos recursos económicos, com um subsolo pobre, uma agricultura de subsistência, uma indústria descapitalizada e um sector terciário/prestação de serviços limitado, ambos dependentes do Estado para sobreviveram, apostando no Turismo e nas PME como fontes principais de desenvolvimento socio-económico integrado, para o que é necessário acabar com o grave desordenamento do território e na qualidade dos serviços como factores de competitividade.

- O problema do aumento da insegurança, com incremento do policiamento de proximidade e colocando-se polícias nas ruas de uma vez por todas e a todas as horas do dia, e a concentração das polícias num único Ministério, aumentando a sua capacidade organizativa e de planeamento, coordenação, gestão de meios e recursos e de acção no terreno, e envolvimento do exército em actividades de defesa dos recursos nacionais, como as florestas/incêndios.

- A dignificação da acção política, apertando o rigor dos critérios dos impedimentos dos detentores de cargos políticos, antes e após o respectivo exercício, de modo a se acabar, por exemplo, com a aprovação de leis por parte de deputados com relação profissional directa com o universo regulado pelos diplomas que elaboraram e aprovaram, ou que governantes cessem funções executivas e ingressem em empresas das áreas que tutelaram enquanto governantes.

- A reestruturação da administração pública, anunciada por este governo mas interrompida por motivos meramente eleitoralistas, com redução de efectivos, racionalização de meios e pessoal, estabelecimento de patamares de qualidade e quantidade e motivação dos melhores profissionais, estabelecendo-se regras de responsabilização e prestação de contas, com a decorrente melhoria da qualidade dos serviços prestados ao utente.

Tanto haverá para discutir em nome do futuro deste país.

Caro Santana Lopes, na discussão ideológica que efectuarem no Congresso nunca a desliguem dos problemas fundamentais que atingem e afligem o cidadão comum no seu quotidiano.

Deixem de lado as quesílias pessoais, estabeleçam um rumo para o país e o PSD, expulsem definitivamente os senhores da guerra e centrem-se de uma vez por todas nos portugueses.

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