SOL

Equinócios e Solstícios - 3 de Setembro de 2010

Publicação: 03 Setembro 10 10:00

Fingimento

A intervenção do Presidente sobre o _Orçamento do Estado serenou os ânimos

O Presidente da República falou e ‘as águas’ em que vai nascendo o Orçamento do Estado para 2011 parece terem acalmado.

Sabemos o que aconteceu desde a festa do Pontal. As perguntas ‘no ar’ iam todas no mesmo sentido: Crise? Ruptura? Eleições?

A questão é a seguinte: em matérias sérias, as posições que se definem têm de ser muito bem pensadas. Não quero aqui dizer que a razão está do lado dos que admitem a crise ou daqueles que consideram impensável essa hipótese. Importante é que exista um ‘fio condutor’, que as pessoas sintam que as posições enunciadas são mesmo para valer.

O que não pode acontecer é uma variação nas posições de princípio antes definidas. Pelo menos, sem que uma forte razão o justifique.

Há dias, o PSD, pela voz dos seus dirigentes máximos, garantiu que não toleraria qualquer aumento de impostos, directo ou indirecto. Estava, como explicou, a incluir as deduções fiscais. Por sua vez, o PS afiançou que não prescindiria dessa medida de política fiscal. A disputa verbal chegou a um ponto tal que foi até admitida a hipótese de eleições legislativas pelo próprio partido de Governo.

 

ENTRETANTO, o Presidente disse as tais palavras desdramatizadoras em Ourique. E, de repente, tudo parece ter acalmado. Será mesmo assim?

Se for assim, é, pelo menos, bizarro. Devo sublinhar que nunca, como agora, na história deste sistema político, a palavra de um Presidente foi recebida com uma carga tão imperativa. Antes, com outro Presidente, ou mesmo nos primeiros anos deste mandato, tais palavras não seriam tomadas como mais do que um desejo. E ninguém admitiria que os partidos acatassem logo. Principalmente, o partido a que o Presidente estivesse ligado. De imediato, ecoariam acusações de seguidismo. Imagine-se, aliás, se isso acontecesse com Manuela Ferreira Leite… Logo cairia ‘o Carmo e a Trindade’ e seria tratada, pelo menos, de núncio de Belém…

 

É Um bom sinal para o capital político de Cavaco Silva esta aceitação imediata de que a sua intervenção obriga os partidos a chegar a acordo? Certamente que sim. Mas é, também, um sinal de maior descrédito dos partidos e uma consequência dos tempos de crise. Noutro tempo, não chocaria que os partidos agissem de modo diverso do sentido da vontade presidencial. E, em teoria, nada obsta a que isso aconteça.

Estou, com isto, a querer significar que os partidos devem agir de modo diferente daquele que o Presidente preconizou?

Não. Já deixei claro o que pensava numa entrevista na SIC Notícias, há mais de duas semanas. Disse, na altura, que o silêncio do Presidente só poderia entender-se por estar a preparar uma intervenção forte. E fê-la. Com poucas palavras, o que, muitas vezes, ajuda a que se seja mais escutado.

Os partidos devem seguir essa orientação patriótica de um acordo sobre o Orçamento, sem que ninguém violente a consciência alheia. Mas era escusada toda esta agitação.

Não estamos em tempo para isso. Nem pouco mais ou menos. Os portugueses precisam de sinais de esperança.

Atrevimento

Ainda não existem meios eficazes para combater a fraude fiscal

As notícias divulgadas esta semana sobre a dificuldade de estabelecer os devidos cruzamentos de dados, para efeitos de ‘confirmação’ do conteúdo das declarações fiscais dos detentores dos chamados sinais de riqueza, causam alguma perplexidade.

A legislação existente vem do tempo, no Ministério das Finanças, de Pina Moura e Ricardo Sá Fernandes. São normas que não entusiasmam quem acredite num funcionamento eficaz de um Estado de Direito e numa economia social de mercado. Mas têm de ser admitidas por quem reconheça que, em Portugal, o excessivo peso da máquina da administração leva a uma grande ineficácia e, com isso, a grandes injustiças.

Passaram anos e passou pela liderança da máquina fiscal Paulo Macedo, contratado no tempo de Durão Barroso e de Manuela Ferreira Leite. São conhecidos os méritos do trabalho desenvolvido e todos passámos a sentir a presença constante da máquina fiscal. Todos, somos aqueles que trabalhamos por conta de outrem e, mesmo que assim não seja, todos os que procuramos cumprir a lei.

As receitas fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos, em termos absolutos e relativos. Mas, por estas notícias, constata-se que o combate à evasão fiscal tem sido travado, principalmente, junto de todos os que não têm posses para adquirir esses bens financeiramente mais pesados.

 

Está na mão do Estado criar essas interconexões. Legisla-se sobre tanta matéria e, anos passados, continuam a existir estas lacunas? A eficácia, de que tanto fala o ministro das Finanças, ainda não chegou a esses casos? Ou seja, continuam a ser os mesmos de sempre a conseguir escapar no tal combate à fuga ao fisco?

No tempo de todas as tecnologias que temos ao nosso dispor, será argumento dizer-se que, com o selo do carro, só se sabe a cilindrada e o ano de fabrico?

A mais elementar exigência de equidade impõe que essas notícias sejam esclarecidas. E que as diferentes forças políticas dediquem parte do seu tempo a estudar o assunto e a explicarem aos portugueses o que pensam sobre ele.

Desconhecimento

Os passeios de Lisboa foram invadidos por uma praga de ‘beatas’

Portugal está, de facto, num momento muito especial, em que predomina o anacronismo.

Foi, há semanas, anunciado – com a satisfação que proporcionam a certos espíritos da nossa imprensa quaisquer acções com origem em entidades ou individualidades com marca de ‘esquerda’ – que a Câmara de Lisboa estava a limpar pastilhas elásticas nas ruas da cidade. Exactamente, nem mais nem menos! E a notícia foi difundida, quase com orgulho, pelos comparsas do progressismo.

Quero deixar claro que não abordo este tema por qualquer oposição a quem governa a cidade. É mais por uma reflexão sobre o estado da nossa sociedade. Também estou grato pelas pastilhas, embora confesse não me ter acontecido, nestes anos recentes, qualquer arreliadora colagem desse tipo, nas solas dos sapatos. Mas se ‘a esquerda’ diz que las hay, é porque las hay

Só que não posso deixar de dizer, com a devida vénia e com desculpas pelo meu atrevimento, que o responsável pela campanha não deve ser de Lisboa… Admito até que viva fora de Portugal. É que, se vivesse por cá e calcorreasse as ruas da capital de Portugal, rapidamente constataria que nos passeios da cidade há uma ‘praga’: só que não de pastilhas, mas sim de ’beatas’.

Em consequência da aprovação da nova lei do tabaco, em 2005, aconteceu este fenómeno, um pouco por todo o Portugal: as portas dos prédios, principalmente de escritórios, enchem-se de pessoas que saem do seu posto de trabalho para fumar. E os cigarros, esses, quando terminados e definhados, são lançados, quase todos, para os passeios, onde se acomodam e acumulam entre as pedras das calçadas.

 

A rua do meu escritório, uma rua onde passam muitos turistas, está completamente ‘povoada’ dessa imundiície. São, sem dúvida, os chamados efeitos colaterais da faina legislativa portuguesa.

Como se calcula, este constante rodopio até à rua, para se fumar um cigarrinho, ajuda imenso à nossa, já de si extraordinária, produtividade... Alguém se deu ao trabalho de fazer uma projecção dos custos, para a nossa capacidade de produção de riqueza, dessa extraordinária nova lei?

Quero deixar claro que não fumo cigarros há mais de dez anos. Fumo um charuto, muito de vez em quando… Estou, pois, inteiramente à vontade para protestar.

Será que ‘a esquerda’ só limpa pastilhas e não limpa ‘beatas’?

Questão final, para alguns mais confusos: tem importância? Resposta: tem tanta! Então, no estado em que está o país… É que quem repara pensa logo que ninguém quer saber de nada. Que está tudo ‘ao Deus dará’… Contribui para o desleixo, para a falta de brio, para a sensação de crise. É tudo isto junto.

Comentários

# JorgeDuque said on Setembro 4, 2010 20:14:

O Estado não deve limpar as beatas alojadas na via publica pelos cidadãos mais badalhocos. Deve, em primeiro lugar, lançar uma campanha de educação/sensibilização para utilização dos baldes do lixo e cinzeiros e informação do valor das multas. Após essa campanha, deve começar a multar, sem apelo nem agravo, quem sujar a via publica. Como estas medidas fazem perder votos, presumo que não seja aplicada.

# freedomformankind2012 said on Setembro 6, 2010 15:39:

Você não é quem pensa ser, você não é o seu corpo, você não é a sua profissão, você não é o dinheiro ou os bens materiais que possui, tudo isso é apenas parte da sua experiência nesta realidade. A ignorância é o grande mal da humanidade.

Você tem mais poder do que pensa. A mente tem imenso poder, é a sua mente que limita a sua vida, as suas capacidades e por consequência esta realidade.

Você apenas está limitado por si, pelo que acredita e deixa de acreditar, pelo que a sua mente considera possível e impossível. Este é um dos grandes segredos.

Você não precisa de messias ou salvadores, você não precisa de padres ou aiatolas, você não precisa de reis, ministros ou presidentes.

É possível criar uma nova realidade onde não existem doenças pois EXISTEM CURAS PARA TODAS AS DOENÇAS; onde não existem vaidades e invejas nem culturas do Eu pois todos têm a noção que não valem mais nem menos do que qualquer outro seu semelhante; onde não existem mentalidades que desejam ter poder e controlo sobre outros, seja através de religiões, nacionalismos, filosofias, Governos, etc.; onde não existem guerras e conflitos pois os recursos são partilhados por todos; onde não existem serviços de inteligência(?), informação, contra-informação, espionagem, contra-espionagem, terrorismo, contra-terrorismo, pois desconfianças, suspeições, conspirações, armas e soldadinhos fazem parte do passado; onde não existem drogas, medicamentos nem vacinas pois existe a plena consciência de que todos formam um imenso organismo vivo e como tal, sabem que O MAL DE UM AFECTA TODOS; onde todos sabem respeitar todos os seres e têm plena noção da relação simbiótica existente com o meio ambiente e por conseguinte, qualquer poluição no meio ambiente tem reflexo directo na saúde de todos; onde todos têm plena consciência de que também o planeta Terra tem consciência (que opera a diferente nível) e de que TUDO É CONSCIÊNCIA; onde não existem mentalidades de posse e ganância, pois tudo é de todos; onde não faz sentido existirem países, bancos, dinheiro ou hierarquias sociais pois todos são livres e iguais, com os mesmos direitos e deveres, e têm livre acesso a tudo o que desejam experienciar, pois esse é no fundo o verdadeiro objectivo do ser humano: experienciar e aprender, tal como faz presentemente nesta realidade (ainda que de forma extremamente condicionada e manipulada); onde o uso do petróleo faz parte do passado (será preciso apresentar razões?) e estarão disponíveis outras energias livres e não poluentes acessíveis a todos; onde capacidades como telepatia, levitação, clarividência e muitas outras não serão ficção mas sim facto, e com o tempo serão consideradas ?banais?; onde a constante programação de medo e terror deixam de existir e deixam de ?manter? o ser humano em vibrações densas; onde não se elegem/escolhem indivíduos mas sim ideias; onde o ser humano deixa de sobreviver e passa a viver; onde a morte não é considerada com temor mas sim como parte de um processo natural e que deve ser celebrada, pois a consciência prossegue noutras dimensões e ingressará se for caso disso, noutra realidade; onde a existência de tribunais, juízes e advogados não fazem qualquer sentido, pois todos sabem evitar conflitos, todos sabem comportar-se e viver em harmonia; onde prisões, polícias e ladrões não existem pois não há pobreza, não há necessidade de enganar o próximo para sobreviver, tudo está disponível a todos, e todos sabem respeitar todos, pois ao não respeitar o próximo, você não se está a respeitar a si (não faças aos outros o que não queres que te façam a ti); onde conhecimentos ocultos, metafísicos, segredos e sociedades secretas não podem existir pois tudo é revelado e é do conhecimento de todos; onde os seres humanos terrestres têm plena noção de que fazem parte de uma vastíssima família interestelar. E MUITO, MUITO MAIS.

Você é consciência, você é o criador da sua actual experiência humana, e é por consequência um dos co-criadores da realidade que todos nós partilhamos momentaneamente.

Onde você focaliza a sua atenção, é para onde direcciona a sua energia. A sua mente tem mais poder do que você julga. Se você quer mudar a sua realidade, tem de mudar-se a si primeiro, a verdadeira revolução não é externa, mas sim interna.

Nada nem ninguém jamais irá melhorar a sua vida ou trazer-lhe paz de espírito, ou fazê-lo sentir-se feliz ou o que quer que seja que ambicione. Apenas você tem a chave, apenas você tem esse poder, ESTÁ TUDO DENTRO DE SI.

Seja desta ou daquela religião, deste ou daquele partido, deste ou daquele ponto de vista, desta ou daquela nacionalidade, deste ou daquele clube, desta ou daquela raça, seja homem ou mulher, rico ou pobre, doente ou saudável, suposto inteligente ou suposto néscio, suposto famoso ou suposto incógnito, suposto criminoso ou suposto cidadão exemplar, etc, etc.

VOCÊ É CONSCIÊNCIA, liberte a sua mente, tudo é possível, tudo é possível.

A sua felicidade é a felicidade de todos, o seu mal é o mal de todos.

Só depende de si alterar a sua realidade e por conseguinte a de todos nós que momentaneamente partilhamos.

É possível criar uma nova realidade. Que realidade deseja você criar para si e para as futuras gerações?

Tudo isto é tão só informação.

Você não é obrigado a aceitar/acreditar na íntegra ou apenas parcialmente o aqui exposto.

Você tem livre arbítrio (de forma tal que até pode considerar não ter livre arbítrio), por conseguinte é você que limita a sua realidade, através do que aceita e não aceita, acredita e não acredita.

Você é o criador da sua realidade, é o actor e realizador do seu ?filme?, e assim, é livre de fazer o que quiser dela. Pode ignorar o conteúdo, refutar as ideias, debater a semântica, duvidar, pode achar algo simples, básico, ou algo utópico e impossível de acontecer. É VOCÊ QUE CRIA A SUA REALIDADE, É VOCÊ QUE CRIA OS SEUS LIMITES, AS SUAS BARREIRAS, O PODER ESTÁ TODO DENTRO DE SI.

O que fizer com ela estará de acordo com o seu nível evolutivo.

Você nasce sem nada e morre sem nada. Daqui apenas se leva experiência/aprendizagem, nada mais.

Existe muito mais para além do que os sentidos do corpo humano permitem alcançar.

Aprenda a evitar os conflitos, aprenda a perdoar, evite os sentimentos e pensamentos negativos. As emoções e pensamentos têm energia e afectam não só o seu nível vibratório como o ambiente em sua volta.

Tudo é energia, tudo é consciência, tudo está interligado.

"O ser humano é parte de um Todo chamado por nós Universo, um fragmento limitado no tempo e no espaço. Ele experiencia ele próprio, os seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, uma espécie de ilusão óptica da sua consciência.

Esta ilusão é como que uma prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e aos afectos a um pequeno grupo de pessoas mais próximas a nós. A nossa missão é libertarmo-nos de nós próprios desta prisão através da expansão do nosso círculo de compaixão, de forma a abraçar todas as criaturas viventes e toda a natureza no seu esplendor." - ALBERT EINSTEIN

QUE REALIDADE PRETENDE VOCÊ (VOCÊ E NÃO ENTIDADES EXTERNAS A SI, COMO MINISTROS, PADRES, CIENTISTAS, ETC) CRIAR PARA SI E PARA AS FUTURAS GERAÇÕES?

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