Reflexões IV - Afinal? quantas palavras vale uma imagem?

É muito conhecida a frase “Uma imagem vale por mil palavras” (de Elia Kazan, grande cineasta americano e cultor das imagens), constituindo uma máxima dos artistas, dos designers e dos publicitários. Já Garcia da Horta dizia (séc. XVI): “Não me contradigam textos de autores, aquilo que vi com os meus olhos”, isto é, mais vale o que se vê do que o que se conta.Isto a propósito de uma fotografia que ganhou recentemente o concurso internacional de fotos de jornalismo, o “World Press Photo”, da autoria do repórter americano Spencer Platt, trata-se de uma foto que retrata dois mundos aparentemente inconciliáveis, o da destruição provocada pela recente intervenção militar israelita no Líbano e o de um grupo de jovens libaneses “passeando-se” no local num descapotável, parecendo turistas em cenário de guerra.
Ora o que uma revista libanesa L’Agenda Culturel nos vem dizer, numa desmontagem daquela “realidade” presente na fotografia, é que nem tudo o que se vê, É!!! O que já sendo aceite por muita gente (filósofos, psicólogos, artistas), não faz parte do senso-comum.
Passo a explicar: A referida revista, quando foi divulgada a foto, decidiu proceder a investigações no sentido de apurar quem eram os jovens que aparecem no descapotável.
A conclusão a que chegou é que afinal o carro, longe de ser um veículo de luxo, é um mini Cooper, os jovens não faziam de turistas, passavam como vizinhos e a rapariga que parece estar a fotografar, afinal está a telefonar, de facto, aos pais…
Esta história serve de exemplo para aqueles que julgam deter certezas sobre tudo, afinal muitas das nossas certezas irredutíveis são sempre relativas ao nosso ponto de vista, à perspectiva ou ângulo com que o objecto de atenção é olhado, ao interesse que ele tem para nós, mesmo testemunhas dos mesmo acontecimento, o podem relatar de forma diversa, sem com isso estarem deliberadamente a mentir.
Uma imagem pode, assim, enganar tanto como mil palavras…
Isto a propósito de uma fotografia que ganhou recentemente o concurso internacional de fotos de jornalismo, o “World Press Photo”, da autoria do repórter americano Spencer Platt, trata-se de uma foto que retrata dois mundos aparentemente inconciliáveis, o da destruição provocada pela recente intervenção militar israelita no Líbano e o de um grupo de jovens libaneses “passeando-se” no local num descapotável, parecendo turistas em cenário de guerra.
Ora o que uma revista libanesa L’Agenda Culturel nos vem dizer, numa desmontagem daquela “realidade” presente na fotografia, é que nem tudo o que se vê, É!!! O que já sendo aceite por muita gente (filósofos, psicólogos, artistas), não faz parte do senso-comum.
Passo a explicar: A referida revista, quando foi divulgada a foto, decidiu proceder a investigações no sentido de apurar quem eram os jovens que aparecem no descapotável.
A conclusão a que chegou é que afinal o carro, longe de ser um veículo de luxo, é um mini Cooper, os jovens não faziam de turistas, passavam como vizinhos e a rapariga que parece estar a fotografar, afinal está a telefonar, de facto, aos pais…
Esta história serve de exemplo para aqueles que julgam deter certezas sobre tudo, afinal muitas das nossas certezas irredutíveis são sempre relativas ao nosso ponto de vista, à perspectiva ou ângulo com que o objecto de atenção é olhado, ao interesse que ele tem para nós, mesmo testemunhas dos mesmo acontecimento, o podem relatar de forma diversa, sem com isso estarem deliberadamente a mentir.
Uma imagem pode, assim, enganar tanto como mil palavras…