VOLUNTARIADO, UMA CAUSA NOBRE
(ou o combate à INDIFERENÇA)
“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.” -John Ruskin
“Não é a ambição nem a busca de riqueza material ou notoriedade que os move… São empurrados pela vontade de ajudar, pela procura de riqueza emocional e pela certeza de poderem dar um contributo para a construção de um futuro diferente e melhor e, assim, fazer a diferença… São voluntários…” (autor desconhecido)

Num mundo dominado pelo egoísmo social a pobreza, ao invés do que prometiam os arautos do capitalismo popular, tem vindo a aumentar. E não só nos países tradicionalmente pobres, na sua maioria africanos. Também nos países europeus e em Portugal, em particular, a chamada pobreza envergonhada tem vinda a crescer de modo preocupante.
Não pertenço a nenhuma instituição de voluntariado social. Tenho contribuído para o Banco Alimentar e os Bombeiros Voluntários. Ocasionalmente, para a AMI (Assistência Médica Internacional).
Durante muito tempo entendi que o voluntariado, sobretudo o realizado pelas Missões católicas e de outras confissões, era muito baseado na ideia de caridade e filantropia. E que, nessa perspectiva, não iriam contribuir para resolver problema nenhum, apenas pontualmente e por pouco tempo. E acalmar as conciências e satisfazer o ego de alguns dos seus mais ricos contribuintes. A caridade é generosidade e dávida, mas dávida inconsequente, porque mantêm as estruturas sociais e económicas que geram a pobreza que supostamente pretende combater com a caridade.
Mais tarde descobri que muitas outras organizações exerciam o voluntariado de um modo muito mais eficaz. As organizações das Nações Unidas são as mais activas e preparadas para as grandes emergências humanitárias. Mas a Cruz Vermelha Internacional, a AMI, os Bancos Alimentares contra a fome, as Associações Voluntárias de Bombeiros e tantas outras Organizações Não Governamentais (ONG) têm dado um excelente contributo para minorar os problemas e salvar milhares de vidas em todo o mundo. Sem todas essas instituições o mundo seria hoje muito mais pobre. E a injustiça social muito maior. A essas organizações devemos a primeira ajuda, o apoio desinteressado nos momentos de aflição, em catástrofes humanitárias, guerras e conflitos armados.
Actualmente, muitas dessas ONGs são estruturas altamente profissionalizadas e economicamente poderosas. Algumas são apoiadas financeiramente pelos governos locais e constituem instrumentos da sua acção política, o que desvirtua a sua vocação principal.
As ONGs são organizações legais criadas por grupos ou fundações privadas e não têm fins lucrativos. Existem mais de 40 000 ONGs com intervenção internacional. Só a Índia tem mais de um milhão dessas organizações não governamentais.
A acção e a intervenção dos voluntários (voluntariado social) pode ocorrer em tantas situações, desde os desastres humanitários ao apoio de pessoas carenciadas ou doentes, ele manifesta-se de muitas e variadas maneiras.
É a faceta humanitária e solidária do Homem que aqui se manifesta. A ela devemos muito o que de bom existe hoje na história da humanidade.
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Sobre este tema, um excelente post aqui no SOL:
O perfil da bloguer “portocego” que faz do voluntariado um objectivo de vida:
"Nasceu e cresceu numa linda aldeia da Beira Litoral. Estudou e trabalhou em Lisboa. Actualmente aposentada, dedica-se ao voluntariado elegendo como próximo o que está mais próximo. Gosta de pintar, ler, escrever viajar e receber amigos. Admira o voluntariado dos leigos para o desenvolvimento, especialmente, os que vão para os países mais carenciados."
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