"O maior herói é aquele que faz do inimigo um amigo." - Talmude

Ainda me lembro…
Quando era miúdo, aí pelos meus 10-12 anos eu tinha a minha colecção de heróis e alguns super-heróis bem diferentes dos actuais destruidores, horrorosos e violentos heróis da BD e da TV.
E quais eram? Pois… O Ivanhoe, os Bonanza, o Fantasma, o Mandrake, o Tarzan, o cão Rim-Tim-Tim e Robim dos Bosques. E também, porque não, o Super-homem (na altura ainda não existia a Super-mulher, compreende-se porquê). E havia aquelas magníficas revistas de bd do Cavaleiro Andante, o Mundo das Aventuras e O Mosquito que fizeram as delícias de gerações de jovens entre os anos 50 e os anos 80. Até o Tio Patinhas e a sua família de patinhos falantes continua a aparecer nos escaparates das lojas de revistas.
Na realidade, exceptuando talvez o Tarzan, um herói meio tonto e com um grito completamente idiota, todos os outros eram razoavelmente inteligentes e humanos. Ou eu muito me engano ou hoje em dia, os heróis da bd são risíveis, extra-terrestres, beligerantes e totalmente despidos de interesse, além dos músculos e dos “poderes” que ostentam.
Eu sou de um tempo em que os heróis ainda satisfaziam a condição inicial, estarem próximo dos deuses. Ou seja, serem capazes de ultrapassar problemas com uma dimensão verdadeiramente épica, fora do alcance dos simples seres humanos. Hércules, Aquiles, Joana D’Arc ou os nossos Viriato, Afonso Henriques e Luís de Camões, todos filhos de um deus e uma mortal. 
Eles representam a força, a fé, a coragem, a força de vontade, a determinação e a paciência que, tantas vezes, falta aos humanos. Talvez porque aspiramos à perfeição e à justiça eterna acreditamos em heróis. Uns mais que outros.
Eu ainda acredito! Que triste seria a vida sem eles… afinal os nossos heróis até podem ser personagens bem humanas, os nossos pais, um amigo especial ou mesmo... o Cristiano Ronaldo!
