SOL

v i s e u f u n g h i

Portugal e os Cogumelos
O valor nutritivo dos cogumelos

 

O cogumelo as vezes é qualificado de carne vegetal, é um alimento completo. Os cogumelos são formados de 80 a 90% de água e contêm minerais 0,6 a 1,5%, proteínas 2 a 4%, vitamina A, B, D em quantidade variável de acordo com a espécie de cogumelo.

No plano calórico o cogumelo pode ser comparado com os legumes, considera-se que 100 gramas de cogumelos crus representam 25 à 45 kcal. A carne do cogumelo absorve facilmente as matérias gordas que servem frequentemente à cozedura destes que torna-o muito mais calorífico e indigesto que cru.

Os cogumelos têm também a particularidade de absorver produtos da poluição como a radioactividade, após a catástrofe de Chernobil constatou-se que certos cogumelos do leste da França continham uma quantidade não neglijavél de elementos radioactivos. Chegaram também a encontrar metais pesados como o chumbo em cogumelos que cresciam perto das estradas com grande circulação.

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viseufunghi

Paulo Teixeira

Cogumelos de cultura (Paris, Pleurotus e Shii-take)

A cultura dos cogumelos de Paris

A cultura do cogumelo de Paris é de origem francesa e data de cerca de 1670. graças às investigações prosseguidas desde várias décadas a produção é melhorada largamente. O substrato é à base de estrume de cavalo ou de desperdícios orgânicos como a palha, ele enriquecio ou reequilibra-o -se de acordo com um caderno de encargos muito preciso. A compostagem biológica é realizada em duas fases:

1) Fermentação em pilhas com reversão.

2) Fermentação controlada em câmara de pasteurização por estas segundas fases o composto pode ser tratado em pilhas ou em caixas, deve ser altamente nutritivo e específico para os cogumelos de camada. A "incubação ' efectuada a partir de branco produzido em laboratórios, encontra-se sob a forma de chapinha. A mistura então é ensacada ou em caixas, a invasão do mycélium efectuada em câmara de incubação a 24 °c. Quando o substrato é invadido completamente, procede-se à cobrança com uma terra dita de gobetagem, os sacos são conduzidos seguidamente para adegas ou em  antigos tuneis desinfectados e arranjadas, a temperatura deve ser de 16°c, sem luz com uma humidade saturada e muito boa ventilação. A colheita dura de 8 para 12 semanas, o substrato pode seguidamente servir de adubos na agricultura, o cogumelo é muito rico em proteínas e pobre em lípidos, contem numerosas vitaminas e oligo-élémentos, é o cogumelo mais cultivado, a produção mundial excede as 1.400.000 toneladas das quais 300.000 toneladas para a França.

A cultura do pleurotus

A cultura dos pleurotus data anos 1970 na Europa, enquanto que na Ásia em especial no Japão esta cultura é conhecida há muito tempo, frequentemente é considerada mais simples a realizar que a cultura dos cogumelos de Paris, os pleurotus são cultivados sobre a palha humedecida enriquecidos por um aditivo azotado seguidamente e rapidamente pasteurisada entre 60° e 70°. O apoio pode ser preparado em 3 à 4 dias em vez de uma vintena de dias para os cogumelos de Paris, existem numerosas maneiras de incubação, ardósia, morena etc.... a incubação mycélienne efectua-se em 15 à 20 dias de modo que a temperatura no substrato não exceda 27°. os pleurotus tenhem necessidade de luz para fructificar, é necessário adaptar a temperatura em função da cepa utilizada, por exemplo 10° à 14° para os pleurotus ostreatus e 20° a 18° para os pleurotes cornucopiae. A fructificação tem lugar em 8 a 15 dias após o fim da incubação, a colheita pode durar 1 à 4 meses, a cultura efectua-se em sacos de 20 Kg fechados após a sementeira e empilhados uns sobre os outros, a peurotus cinza e amarela podem facilmente ser cultivados em amador num jardim ou uma sala não aquecida, sobre a palha ou serradura. Em contrapartida a produção continuará a ser irregular.

A cultura do Shii-take ou cogumelos perfumados

O shii-take (lentinus edodes), chamado frequentemente cogumelo perfumado, tem um chapéu convexo, que se estende seguidamente guardando ao mesmo tempo e muito tempo a margem enrulada. A superfície do chapéu é de cor moreno- fulva, ela é ornada de lascamentos brancos de dimensão variável mais gordos para a margem, o pé cilíndrico e pequeno frequentemente é curvado, a carne é espessa de cor branca. O shii-take é apreciado muito na Ásia donde é originário. Este cogumelo é cultivado na Ásia desde muito tempo e desde alguns anos na Europa. O shii-take é considerado na Ásia como um remédio eficaz contra os diabetes, ele faz reduzir a taxa de colesterol no sangue etc... ele encontra-se em pó, sob a forma de cápsula desidratada ou fresco, a cultura do shii-take é feita geralmente em saco sobre o substrato esterelizado, o ciclo de cultura é curto e rápido e os rendimentos são bons e constantes.

1) Temperatura: (16,5 -18,1º) para as variedades adaptadas às temperaturas quentes, as variedades de inverno podem fructificar com temperaturas mais baixas 10 ppm., depende da quantidade e a qualidade de cogumelos desejados. Um nível baixo de CO2 favorece a formação dos cogumelos, serão mais pequenos e mais numerosos, se o nível é mais elevado os cogumelos são mais gordos.

2) Luz: o shii-take tem necessidade da luz para uma boa fructificação.

3) Rega: durante a cultura a humidificação dos sacos deve ser regular para favorecer o desenvolvimento dos cogumelos.

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viseufunghi - Paulo Teixeira

Agaricus blazei murril

Este cogumelo medicinal Agaricus blazei, como é conhecido nos meios científicos, tem recebido vários nomes entre eles: "Taiono-Kinoco", "Himematsutake", Cogumelo Princesa, Cogumelo do sol, "Royal Agaricus", Cogumelo Piedade, Cogumelo do Fogo, entre outros. É a sensação dos cogumelos comestíveis tanto pela sua recente exploração quanto por seus atributos de aumentar as defesas imunológicas do nosso corpo a doenças como, o câncro.O seu mercado baseia-se ainda na importação de países como: Estados Unidos, Japão, etc.

No entanto, a partir da divulgação de algumas marcas do Agaricus blazei, principalmente nos meios de divulgação de massa, o consumo interno tem crescido. Contudo, devido aos altos preços comercializados por algumas marcas, este produto tem sido utilizado somente por pessoas nos últimos estágios de doenças ou de um organismo debilitado. Fazendo com que estas pessoas não tenham tido o efeito esperado no seu organismo pelo Agaricus blazei.

A nossa empresa VISEUFUNGHI, tem praticando uma filosofia bem diferente, oferecendo um produto de qualidade, com o acompanhamento técnico aos nossos produtos credênciados, um cultivo orgânico, sem produtos químicos, aplicando a mais alta tecnologia no cultivo, processamento e secagem do cogumelo.

Realizando um trabalho pionerio e honesto para o cliente, pagando o produtor de maneira justa e oferecendo aos consumidores do cogumelo um produto com a qualidade, baixo custo, informações, relatos de casos de melhora de algumas doenças e além de mantê-lo sempre informado das novidades tanto do cultivo quanto das suas aplicações.

O consumidor não precisa pagar mais caro e produtor não precisa ser explorado, para que algumas empresas fiquem mais conhecidas ou mais ricas, caro cliente é você que dita as regras, compre mais pague o que é justo e não compre pela marca e sim compre o cogumelo Agaricus blazei.

Atualmente o seu cultivo tem-se estabilizando e em alguns casos os produtores com menor esperiência e sem auxílio profissional estão a desistir. Cada vez mais está a ficar conhecido do consumidor Português devido a várias empresas que promovem a venda deste cogumelo por meio de anúncios em programas de televisão. Este cogumelo necessita um investimento  inicial maior, no entanto ao longo de um cultivo de 2 a 2 anos e meio os cultivos de cogumelos em geral empatam no tocante ao investimento.

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viseufunghi - Paulo Teixeira

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Cogumelos patógenos (fungos)


Existem numerosos fungos patógenos, causadores das micoses. A porta de entrada das micoses profundas é o pulmão e os sintomas são parecidos com os da tuberculose. As micoses de pele, que são superficiais, também são causadas por fungos.

A Micologia médica é a área da Micologia que estuda as doenças causadas por fungos no ser humano. Ali o fungo é investigado no tecido epidérmico, procurando saber que tipo de tratamento demanda cada micose.

O objetivo da pesquisa é conhecer quais são os que oferecem maior risco para o homem.

A maioria dos fungos capazes de causar infecção vive da matéria orgânica em decomposição. Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans - agente da criptococose - é encontrado em grande quantidade nos espaços urbanos associados a habitats de pombos e de psitacídeos (papagaios, periquitos, etc). O excremento desses animais favorece a proliferação dos fungos, porque, quando resseca, espalha-se em pequenas partículas, na poeira. Inalado, chega ao alvéolo pulmonar, podendo instalar-se no organismo do indivíduo com baixas defesas.

O fungo não necessita desse indivíduo para viver. Mas, quando se instala no ser humano, comporta-se como parasita, causando a infecção. E como esta freqüentemente é acompanhada de lesão pulmonar, o médico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. Não havendo diagnóstico correto, há tratamento incorreto.

Adolfo Lutz, famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz, foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM), que é uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra, onde o fungo vive. O Hospital Evandro Chagas, no Rio, tem publicações das décadas de 20 e 30 sobre essa doença, cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz.

Recentemente foi anunciado em Brasília que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb), causador da doença, será o próximo organismo a ter o genoma seqüenciado no nosso país. Estimativas apontam 10 milhões de pessoas infectadas por ele na América Latina, sendo que cerca de 2% desenvolvem a doença, que é letal se não for tratada. Dos doentes, cerca de 80% são brasileiros e 90% dos atingidos são jovens, em geral do sexo masculino, que vivem na zona rural.

O fungo Pb, cujo esporo é inalado pelo homem, vive como saprófito em restos de materiais orgânicos. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhões de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doença.

Mas, apesar de tudo isso, é necessário lembrar que os mais importantes patógenos do ser humano são os vírus e as bactérias, não os fungos

 

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viseufunghi - Paulo Teixeira

A pregunta que vôce mais faz. É comestível?

 Eis a principal pergunta que vem à boca. Ora é necessário relembrar que existe apenas um pequeno número de cogumelos mortais (uma quinzena), alguns bons comestíveis (cerca de uma vintena), diversos comestíveis mais ou menos interessantes (mais ou menos uma centena) e por último uma grande massa de cogumelos incomestiveis porque demasiado amargos, acres, apimentados, nauseabundos, coriaces, fibrosos ou ainda tão minúsculos que não têm nenhum interesse. É por conseguinte, primeiro importante reconhecer os cogumelos perigosos e seguidamente limitar-se a  colher únicamente cogumelos comestíveis e saborosos.

Há um truque?

NÃO! Todos os "truques de avós" são perigosos. A única solução é aprender o nome dos cogumelos, de acordo com critérios científicos certos. Recordo que na natureza há sempre excepções às regras simples para o consumo é imperativo colher únicamente os cogumelos identificados e nunca misturar-los com espécies desconhecidas ou duvidosas. Para identificar um cogumelo, é necessário colhe-lo na totalidade, com o pé. Em contrapartida, para os cogumelos comestíveis, vale melhor retirar sobre o lugar o pé terroso que sujará a colheita.

Destruir os maus?

NÃO, é aberrante. Cada cogumelo tem uma utilidade ecológica e pode servir de alimento a outros animais... ou a outros cogumelos... A estupidez, alguns vão até a destruição dos cogumelos desconhecidos enquanto que um mycologico acha uma espécie interessante ou simplesmente leva-o ao reconhecimento. O apanhador inteligente limita-se às únicas espécies que interessam-no sem estar a tocar nos outros. Colhe-lo todo dizendo-se: "escolherá-se em casa" é igualmente absurdo e perigosos, o contacto e a mistura de fragmentos venenoso, são um risco.

 Papel dos Cogumelos, o papel ecológico dos cogumelos é muito importantes. Participam na decomposição em húmus das folhas mortas. Muitos vivem em simbiose com as árvores que formam sobre as raizes mangas fibrosas chamadas "mycorhizes" que ajudam a árvore a absorver certos sais minerais. Outros cogumelos são em contrapartida parasíticos e destrutivos das árvores.

O guarda florestal e os cogumelos.

Os cogumelos responsáveis das doenças das árvores são supervisionados pelos guardas florestais que fazem cortar as árvores logo que o ataque for visível para recuperar a madeira antes que apodreça totalmente e para evitar a propagação da doença. Preventivamente, as árvores regularmente são esclarecidas para favorecer os assuntos vigorosos e retirar as árvores enfraquecidas susceptíveis de ser atacadas. Em contrapartida, guardando as árvores suficientemente apertadas, o solo, reside protegido e os cogumelos e os micro-organismos do solo beneficiam de uma humidade favorável à decomposição da cama de folhas mortas.

Observar os cogumelos.

A forma do cogumelo é certamente o que é olhado em primeiro, em especial a configuração das lamelas ou os tubos. O pé tem igualmente a sua importância onde a necessidade de não o danificar para determinar uma espécie. A forma e sobretudo a dimensão podem muito variar de acordo com as estações.

As cores: se cada espécie tem geralmente uma cor típica, há no entanto numerosas variações de acordo com as estações. A chuva pode diluir as cores que tornam as confusões fáceis. É nunca um critério suficiente. Os odores dos cogumelos são muito importantes, às vezes muito fortes (satyre puant), às vezes fraca e delicada. É necessário ser capaz de nomear um odor para bem distinguir-lo, onde um treino específico.

O gosto.

Pode-se provar cru a maior parte dos cogumelos mesmo tóxicos, à condição do cuspir. É às vezes um critério de reconhecimento muito nítido mas atenção às surpresas, há sabors muito potentes; vale melhor deixar aquilo aos especialistas! Tocar é frequentemente bastante característico: há cogumelos penugentos, longarinas, ásperas, écailleux, gelatinosas, coriaces, viscosos, oleosos... Spores. Para determinar espécies muito vizinhas, é às vezes indispensável olhar spores, mas microscópio é necessário.

A enumeração destes critérios mostra que todos os sentidos devem pôr-se em acção para estudar os cogumelos e por conseguinte que nada vale a saída sobre o terreno com um conhecedor.

 A vida dos cogumelos.

A maior parte dos cogumelos é composta de um pé e de um chapéu mas existe uma grande variedade de dimensões e formas: em corte, bola, estrela, ramo, tufo, gelatinosos, duros como madeira, em crosta, em cúpula. Não esquecer que os bafios sobre os frutos, a terra, a madeira, são igualmente formas de cogumelos. Realmente, o que é visível não é único fructificação da "planta cogumelo" que se apresenta com efeito sob a forma de filamentos ou feltragem, frequentemente branca ou preta, mycélium. Este vive mais ou menos permanentemente nas folhas mortas ou a madeira. Mycélium germina a partir dos spores quando certas condições de calor e de humidade são reunidas. Propagam-se em todas as direcções ao mesmo tempo. Um certo momento os filamentos cruzam-se e aparecem como botões que tornar-se-ão cogumelos que formam às vezes "arredondamentos de bruxas". Spores microscópicos disseminação na natureza por mil milhões. As grandes famílias de cogumelos os lactairesIls são muito numerosos. Só um é realmente interessante sem ser completamente delicioso como diz o seu nome. Reconhece-se sem penalidade ao seu "leite" vermelha cenoura. As russules. Eles dividem-se em múltiplas espécies de coloridos variados. Têm uma carne frágil como o giz. Alguns, pouco numeroso, são procurados pelos conhecedores, os outros estão sem valor, acres ou amargos. Os cortinaires, são reconhecíveis têm uma espécie de anel filamentado colorido oxidado. A grande maioria está sem valor mesmo se não são tóxicos, excepto um. Só o cortinaire, notável vale a penalidade, a ser comido paxille enrolado, foi considerado como comestível cozido, mas foi tóxico sobretudo ao estado cru;

vale melhor abster-se de comê-lo. Os gomphidesIls podem ser comidos sem risco nas gastronomia, compreenderá rapidamente, após alguns ensaios, que é preferível dedicar-se às espécies correntes e fáceis de reconhecer.

As amanitas Plusieurs.

Amanitas são mortais em particular amanita phalloïde das quais 30 g são suficientes para matar e que é bastante corrente. É por conseguinte absolutamente indispensável aprender a reconhecer-lo antes de mais nada. Amanitas primaveris e venenosos são também mortais mas mais raros. Amanita mata-moscas é muito fácil de reconhecer com o seu chapéu vermelho e os seus pontos brancos. Mata realmente as moscas mas não o homem que torna doente apenas.

Vários amanitas são comestíveis como amanita vineuse mas esta assemelha-se à amanita panthère que, é tóxica. O agaricsTypiques com as suas lamelas rosadas, são em geral de cupões comestíveis excepto uma espécie branca, amarelando quando friccionado e libertando um odor desagradável.

As lépiotes.

Eles são bastante fáceis de reconhecer com o seu muito grande pé e o seu chapéu, às vezes grande como uma base; são agradáveis de comer e sem perigo salvo as pequenas espécies. O pé é fibroso e imcomestivel. O coprin chevelu é de um gosto delicado quando está ainda na forma de ovo. Uma espécie de coprin torna doente se beber-se o álcool, comendo-o: o coprin preto de tinta o armillaire L'armillaire cor de mel empurra em tufo por dezenas sobre as cepas. É comestível ao estado jovem mas antes sem gosto, indigesto seguidamente.

Pode fazer-se secar.

Os bolets.

Os bolets são comestíveis à graus diversos. Uma espécie é apimentada, uma outro amarga. Só um bolet pode causar aborrecimentos: o Bolet Satan, mas é bastante raro.

A girolla.

A girolla, o pé de carneiro e a trombeta das mortes são cogumelos muito fáceis a reconhecer e muito procurados. Os dois primeiros são de cor amarela de ovo, o outro preta.

Os morilles.

Os morilles igualmente são muito apreciados e procurados no mês de Abril, mas são raras. Uma espécie que torna doente comido a crú.

O clitocybe nébuleuxIl encontra-se em grandes arredondamentos ao mês de Novembro. É comestível mas de um gosto especial. Pode confundir-se com outro muito perigoso, o entolome lívida, que tem lamelas

Os pezizes.

Os pézizes alaranjados são consumidos crús em salada por certos conhecedores. Outros pézizes estão sem interesse.

A língua de boi.

Ele empurra sobre a cepa, árvores. É vermelha como o fígado, frouxo e quase "sangra" como uma língua. É necessário cozer-lo como bifteck quando é jovem, de modo que o seu gosto seja aceitável. Alguns preferem provar-lo em salada.

Os polypores.

Comme muitos cogumelos que empurram sobre a madeira, são coriaces e incomestiveis.

Satyre mal cheiroso, reconhece-se à vários metros devido ao seu odor de vagabundo nauseabunda que atrai as moscas. Alguns consomem-no contudo quando está na forma de ovo, diz...

 A clavaires.

A clavaire couve-flor é um comestível bastante procurada mas pode confundir-se com outros clavaires que dão violentos cólicas. O hypholome em touffeIl é muito abundante sobre as cepas ao Outono mas incomestivel porque é muito amargo

 O hydne coralloïde.

É um cogumelo muito curioso e muito bonito que assemelha-se realmente à coral. É comestível. Raro em Portugal, é abundante sobre as faias podres.

Convem ser muito cuidadoso porque um perigo mortal vigia o investigador imprudente que colhe. sem estar a saber e que mistura os cupões com o maus.

Contudo, não há realmente perigo a tocar os cogumelos, mesmo os venenosos.

É necessário absorver uma quantidade mínima.

Elaborado por:

viseufunghi

Paulo Teixeira 

Cogumelos e a Saúde

A ciência que estuda a toxicologia dos cogumelos é o micotoxicologia. É o estudo das intoxicações causadas por cogumelos "superiores" ingeridos. Existe uma centena de espécies de cogumelos tóxicos, 20 das quais são mortal. Os diferentes tipos de intoxicações provocadas por cogumelos são chamados de síndromas. Distingue-se uns 12 síndromas. Estes dozes síndromas podem ser divididos em 2 classes:

Os síndromas à latência longa (latência de mais de 6 horas) e os síndromas à latência curta (latência com menos de 6 horas). O tempo de latência é o tempo que separa a ingestão do cogumelo e os primeiros sintomas.

Síndromas à latência longa (tempos de latência, > 6 horas)

Síndroma phalloïdien é o síndroma responsável de mais de 90% das intoxicações mortais. Desenrola-se em 4 fases:

* Fase de latência: 10-35 horas

* Fase de ataque digestiva: os primeiros sintomas provocam náusea, vomitos violentos, diarreias, dores abdominais. O perigo desta primeira fase é a desidratação e o hypovolémie (a falta de sangue) até mesmo uma insuficiência renal fase de remissão: os sintomas precedentes sofrem uma regressão entre a 36 e a 48 horas

* Fase de infracção hépatique: trata-se de uma infracção grave do fígado (hepatite). Esta fase conduz quer à morte a partir do 6 dia, quer uma cura após 4 à 8 semanas

As espécies que produzem estes síndromas é:

Amanita phalloides (Amanite phalloïde), Amanita verna (Amanite primaveril), Amanita virosa (Amanite venenoso), les petites lépiotes (Lepiota helveola, Lepiota brunneoincarnata, Lepiota subincarnata...) e Galerina marginata (Galère marginée). As substâncias tóxicas destes cogumelos são polypeptides: phallotoxines (heptapeptides cíclicos). Há por exemplo do phalloïdine que é activo na fase de ataque digestiva. Aumenta também a permeabilidade das membranas das células do fígado e provoca a morte celular (fase de infracção hépatique) dos amatoxines (octapeptides cíclicos). Há por exemplo o amanitine-alpha que inibe a síntese proteínica e provoca igualmente a morte das células do fígado.

Síndroma orellanien é o síndroma que tem o mais longo tempo de latência (10h à 14 dias!). Como o síndroma phalloïdien, desenrola-se igualmente em 4 fases:

* Fase de latência: 10h à 14 dias

* Fase de ataque digestivo: provoca uma secura na boca, náuseas, vomitos e diarreias agudas.

* Fase de remissão

* Fase de infracção renal: provoca a destruição dos rins e a morte pode intervir após 2 à 6 meses.

As espécies que produzem estes síndromas são:

Cortinarius orellanus (Cortinaire cor de Urucueiro), Cortinarius speciosissimus, Cortinarius orellanoides et Cortinarius splendens (Cortinaire esplêndido). Cortinarius orellanus provocou muitas intoxicações na Polónia. As substâncias tóxicas destes cogumelos são: o orellanine (polypeptide cíclico): esta molécula transforma-se em radical livre e provoca inibições renais os cortinarines a e b provocam problemas renais a longo prazo, é desaconselhado comer cortinaires.

Síndroma proximien é um síndroma próximo do síndroma orellanien mas com um tempo de latência mais curto. Não causa diarreias a aquando dos primeiros sintomas. A espécie que produz o symptome é a Amanita proxima.

Síndroma gyromitrien este síndroma é como os três primeiros potencialmente mortal.

Desenrola-se em 3 fases:

* Fase de latência: 5-48 horas

* Fase de ataque digestiva: esta provoca náusea, vomitos e uma forte febre (é o único síndroma que provoca febre!)

* Fase de infracção hépatique: a destruição do fígado produz-se em algumas horas.

As espécies que produzem este síndroma são Gyromitra gigas e Gyromitra esculenta (Gyromitre diz comestível). A substância tóxica destes cogumelos é: o gyromitrine. Esta substância hydrolyse no estômago e forma a metilo- hidrazina).  Acrosyndrome (Erythermalgie)

Este síndroma produz-se assim:

* Fase de latência: cerca de 3 dias

* Fase erythermalgique: após a fase de latência, um erythermalgie aparece. Trata-se de vermelhões e aumento de temperaturas das extremidades (dedos, dedos do pé e pénis). Aquilo provoca dores agudas e sensações de queimaduras intoleráveis (geralmente não mortais). As perturbações sofrem uma regressão após vários meses (3-6 meses) o cogumelo que provoca este síndroma é Clitocybe amoenolens.

Os síndromas à latência curta (tempos de latência < 6 horas)

A substância tóxica é o muscimol e o tratamento faz-se com uma lavagem gastrique e sédatifs.

Síndroma coprinien Este síndroma provoca uma intoxicação geralmente não mortal mas perigosa para as pessoas que têm problemas cardiovasculares.

* Fase de latência: cerca de 30 minutos fase 2: este cogumelo provoca o efeito antabuse com o consumo de álcool (zumbido das orelhas, estado de ansiedade e agitação, faz corar o rosto, tachycardie e as diarreias)

A espécie que produz este síndroma é Coprinus atramentarius (Coprin preto de tinta).

A substância tóxica é o coprine. É dipeptide que impede a oxidação do álcool bloqueando o acetaldeído déshydrogénase. Aquilo provoca a acumulação de aldeído, um composto tóxico. O tratamento consiste em não beber álcool durante um longo período.  

Síndroma narcotinien (= psylocibien) Este síndroma provoca uma intoxicação de tipo alucinogénica.

fase de latência: cerca de 30 minutos.

Este síndroma provoca uma infracção do sistema nervoso central com alucinações. Os efeitos são variáveis de acordo com o contexto. Os efeitos são uma euforia e sensações visuais, auditivas e tácteis diferentes outras perturbações. Estes efeitos podem ser acompanhados de angústia, pânico, de confusão e provocar náuseas, vomitos e vertigens os efeitos psiquiátricos graves pode também declarar-se.

 As espécies que produzem este síndroma são:

Psilocybe semilanceata e de outros cogumelos do tipo Psylocybe, Panaeolus, Pholiotina e Stropharia. A legislação proibe a colheita, a detenção e o transporte destes cogumelos. A substância tóxica é o psilocybine (substância vizinha do LSD). Esta molécula fixa-se sobre os receptores da serotonina e por conseguinte inibe certas partes do cérebro.  

Síndroma hemolítica este síndroma refere-se a espécies comestíveis que devem ser bem lustrosas. este síndroma provoca hémolyse (destruição dos glóbulos vermelhos).

As espécies que produzem este síndroma são: Amanita vaginata (Amanite vaginée), Amanita rubescens (Amanite rougissante), Morchella sp. (os morilles), Pleurotus sp. (os pleurotes), et Peziza sp. (os pézizes). Pode-se comer estes cogumelos mas unicamente se são bem cozidos.

A substância tóxica é hémolysine mas esta é thermolabile.

Texto elaborado por:

Viseufunghi – Paulo Teixeira

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Pleurotus Ostreatus ou Shimeji

O pleurotus Ostreatus também pode ser chamado de Shimeji, este nome vulgarmente utilizado na culinária japonesa para  os cogumelos de chão úmido, onde se incluem mais de 20 espécies silvestres. Este cogumelo pode ser encontrado praticamente em todo mundo, sendo freqüentemente encontrado nas matas brasileiras. A exploração e o seu consumo até os anos 70 era basicamente feito pela coleta destas frutificações diretamente da natureza. A partir desta data iniciou-se na Europa a produção com a finalidade comercial e em escala de cultivo intenso. É muito apreciado na culinária principalmente por seu sabor, suas cores e o suas formas. Deixando os pratos mais saborosos e bonitos. No entanto, Em Portugal ainda é pouco cultivado. O Pleurotus ostreatus é dos 3 o mais caro e demorado no seu desenvolvimento e cultura, pois requer grandes cuidados (facilmente apanha doenças) e requer grande control de Humidade/luz.

Texto de: viseufunghi-Paulo Teixeira

Fotos em: http://viseufunghi.blogspot.com
Shii-take ou Lentinula Edodes

Além de ser um cogumelo comestíveis apreciadíssimo apresenta as vantagens terapêuticas de um cogumelo medicinal. O cultivo do cogumelo Shiitake (Shiia, tipo de árvore, take cogumelo em japonês) , iniciou-se entre 800 a 1000 anos atrás na China, sendo aperfeiçoado pelas civilizações orientais, este se destaca dos outros cogumelos principalmente devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias, que fortalecem o sistema imunológico. No mercado mundial, o Shiitake detém o segundo lugar, sendo sobrepujado somente pelo champignon de Paris (Agaricus bisporus). O seu cultivo pode ser em toras ou substratos à base de serragem de madeira, ou ainda em palha com a técnica chinesa de produção, apresenta um ciclo mais longo do que os demais cogumelos. Em Portugal apresenta-se bem difundido. O cultivo aumenta de modo constate e gradual, a presença de um câmbio desfavorável contribui para a chegada do shiitake desdratado de outros paises, como a Coreia, China. No entanto a forma desidratada do shiitake não tem a mesma procura que ocorre com o cogumelo in natura. Cada vez mais está caindo ao gosto do consumidor, sendo ofertado em novos tipos de pratos e pizzas. Este cogumelo apresenta uma especial adaptação por toda a região do País, devido a ocorrência de uma faixa de temperaturas adequadas para o seu cultivo. Este cogumelo possibilita um investimento a longo prazo e com um custo mais diluido ao longo do tempo. Para ter um rendimento mais rápido aconselha-mos a cultura em substrato (primeira recolha ao fim de 3 a 5 meses), mas também pode ser em toros (toros com um metro de comprido e entre 12 e 15 cm de diâmetro), aconselha-mos usar troncos de eucalipto (recolha ao fim de cerca de 2 anos.

Texto de: viseufunghi-Paulo Teixeira

Elustração em: http://viseufunghi.blogspot.com

Champignons de Paris ou Agaricus Bisporus

Dos cogumelos comestíveis, o Agaricus bisporus, ou cogumelo-de-tabuleiro (champignon comestible, champinhon couches ou pratelles dos franceses) é um dos mais cultivados para o mercado consumidor. No estado selvagem crescem nos prados secos, caracterizando-se por terem chapéu carnoso, de cor branca-pardacenta, com superfície lisa. Sua polpa é branca, tornando-se um pouco rosada com o tempo. É grande o valor alimentar dos cogumelos, pois possuem apreciável quantidade de proteínas, variando de 1,6 a 6 %. Além de serem alimentos muito pobres em gorduras (0,2 %) e hidratos de carbono (2,4 %), contudo muito ricos em água (90 %) e em celulose. O seu cultivo está em um período de ajuste, isto é, passado o tempo de que o câmbio ajudava as empresas e produtores a protegerem-se dos produtos vindos de outros países. O cultivo está estabilizado tendo a entrada de novos produtores e saída de alguns por problemas técnicos ou comerciais. Este cogumelo não necessita de investimentos de capital muito elevados pois o seu desenvolvimento facilmente se adapta em qualquer local humido e luz, sendo possivél cultivar o Champignons de Paris, (Agraricus Bisporus), em qualquer cave ou mesmo numa normal garagem

Texto elaborado por:

viseufunfgi - Paulo Teixeira

Fotos em http://viseufunghi.blogspot.com

Biorreguladores

Com relação aos tipos de alimentos que utilizam, os fungos são classificados em saprobióticos, parasitas e simbióticos. Os saprobióticos ou saprofíticos alimentam-se de material morto. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis, como o shitake, dos japoneses. Associados a bactérias, atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. Sem os fungos, a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível, pois eles são agentes da decomposição, permitindo a reciclagem de nutrientes. Se houvesse, por exemplo, um grande cataclisma que eliminasse os fungos da face do planeta, o cenário que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulação no sistema terrestre e marinho de matéria orgânica não-decomposta (galhos de árvores, restos de animais, etc.), fazendo com que todo o equilíbrio da biosfera ficasse comprometido.

Os fungos parasitas são os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. São de grande importância econômica, pois a esse grupo pertencem os causadores de doenças em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. Os simbióticos são os que vivem associados a outros organismos, como os liquens.

 

 

Texto elaborado por:

 

Viseufunghi

Paulo Teixeira

 

Galeria de Fotos em: http://viseufunghi.blogspot.com

Cogumelos identificados em 2007 em parcelas seleccionadas

Podem ordenar-se pelo nome, pela ecologia ou pela comestibilidade (clicar no topo da respectiva coluna)
Escala de comestibilidade: 2 = bom, 1 = medíocre, 0 = nulo, -1 = tóxico, -2 = venenoso

Identificação

Ecologia

 Comestibilidade

Comentários

Agaricus bernardiiformis Bohus

halofil

1

Agaricus spissicaulis Moell.

húmus

2

Amanita citrina (Schff.) Pers.

ectom

-1

Amanita eliae Quél.

ectom

-1

Amanita fulva (Schff.:Fr.)Fr.

ectom

1

Amanita gemmata (Paulet) Bertillon

ectom

-1

reacções alérgicas nalgumas pessoas, na Gasconha é considerado comestível

Amanita muscaria (L.:Fr.) Pers.

ectom

-1

Amanita pantherina (D.C.:Fr.)Krombh.

ectom

-2

Amanita phalloides (Vaill.:Fr.) Link

ectom

-2

Amanita rubescens Pers.:Fr.

ectom

1

há quem o considere bom desde que bem cozinhado

Amanita vaginata (Bull. ex Fr.) Quél.

ectom

1

Amanita verna (Bull. ex Fr.) Pers. ex Vitt.

ectom

-2

Aureoboletus gentilis (Quél.) Pouzar

ectom

0

Auricularia auricula-judae (Bull.:Fr.) Wettstein

lenho

2

Boletus aereus Bul. ex Fr.

ectom

2

Boletus appendiculatus Schff.

ectom

2

Boletus edulis Bull.:Fr.

ectom

2

Cantharellus cibarius (Fr.) Fr.

ectom

2

Chroogomphus rutilus (Schff.:Fr.) Mill.

ectom

0

Clavulina rugosa (Bull.:Fr.) Schroet.

lenho

0

Clitocybe fragrans (With.:Fr.) Kummer

húmus

0

Coltricia perennis (L.) Murr.

ectom?

0

Coprinus comatus (Müll.:Fr.) Pers.

coprofil

2

Coprinus picaceus (Bull.:Fr.) S.F.Gray

húmus

0

Cortinarius laetus Mos.

ectom

0

Cortinarius largus Fr.

ectom

0

Cortinarius sertipes Kühn.

ectom

0

Cortinarius trivialis Lange

ectom

0

Entoloma corvinum (Kühn.) Noordeloos

ectom

0

Gymnopilus penetrans (Fr.) Murrill

lenho

0

purgante e mesmo emético

Hebeloma cavipes Huijsman

ectom

0

Hydnellum ferrugineum (Fr.:Fr.) Karst.

lenho

0

Hygrocybe cantharellus (Schw.:Fr.) Murr.

ectom?

0

Hygrocybe coccinea (Schff.) Kumm.

ectom?

0

Hypholoma fasciculare (Huds.:Fr.) Kummer

lenho

-2

Inocybe geophylla (Fr.:Fr.) Kummer

ectom

-1

Inocybe geophylla var. lilacina (Peck) Gillet

ectom

-1

Inocybe paludinella Peck

ectom

-1

Inocybe pelargonium Kühn.

ectom

-1

Inocybe xanthomellas Kühn. & Bours.

ectom

-1

Laccaria laccata (Scop.:Fr.) Cooke

ectom

1

Lactarius bertillonii (Neuhoff ex Z. Schaeffer) Bon

ectom

0

Lactarius chrysorrheus Fr.

ectom

0

Lactarius cremor Fr.

ectom

0

Lactarius decipiens Quél.

ectom

0

Lactarius deliciosus (L.:Fr.) Gray

ectom

2

Lactarius piperatus (L. ex Fr.) S. F. Gray

ectom

0

Lactarius rugatus Kühn. & Romagn.

ectom

0

Lactarius subsericatus Kühn. & Romagn. ex Bon

ectom

0

Leccinum lepidum (Bouch. ex Ess.) Quadr.

ectom

0

Leucopaxillus paradoxus (Cost.-Dufour) Bours.

ectom

0

Macrolepiota procera (Scop.:Fr.)Sing.

húmus

2

Macrolepiota rhacodes (Vitt.) Sing.

ectom

1

O nome mais correcto será Chlorophyllum r., e contam-se variantes entre o indigesto e o tóxico, por isso evitar

Panaeolus sphinctrinus (Fr.) Quél.

coprofil

-1

alucinogénico

Panellus stypticus (Bull. ex Fr.) Karst.

lenho

0

Peziza echinospora Bres.

ectom

0

pirófilo

Phelodon niger (Fr.:Fr.) Karsten

ectom

0

Pluteus atricapillus (Secr.) Sing.

lenho

1

Polyporus ciliatus (Fr.:Fr.) Fr.

lenho

0

Polyporus lepideus Fr.

lenho

0

Russula adusta Fr.

ectom

1

Russula albonigra Krombh.

ectom

0

Russula amoenicolor Romagn.

ectom

0

Russula barlae Quél. (?)

ectom

0

Identificação aproximada

Russula cessans Pearson

ectom

0

Russula chloroides (Krombh.) Bres.

ectom

0

Russula cyanoxantha (Schff.)Fr.

ectom

2

Russula cyanoxantha f. pelteraui Sing.

ectom

2

Russula densifolia (Secr.) ex Gillet

ectom

0

Russula emetica var. silvestris Sing.

ectom

-1

perturbações do estômago

Russula faginea Romagn. (?)

ectom

0

Identificação aproximada

Russula firmula Schff.

ectom

0

Russula fragilis (Pers.) Fr.

ectom

0

Russula fragrantissima Romagn. (?)

ectom

0

Identificação aproximada

Russula gilva Zv. (sensu Romagn.) (?)

ectom

0

Identificação aproximada

Russula heterophylla (Fr.:Fr.) Fr.

ectom

1

Russula krombholzii Shaff.

ectom

0

Russula odorata Romagn.

ectom

0

Russula sardonia Fr. ex Romagn. (?)

ectom

0

Identificação aproximada

Russula smaragdina Quél.

ectom

0

Russula sororia (Fr.) Romell. ss. Boud.

ectom

0

Russula torulosa Bres.

ectom

0

Russula vesca Fr.

ectom

2

Russula vesca f. pectinata Britz.

ectom

2

Russula violeipes f. citrina Quél.

ectom

0

Russula virescens (Schff.) Fr.

ectom

2

Scleroderma citrinum Pers.:Pers.

ectom

-1

Stropharia caerulea Kreisel

húmus

0

Suillus bellini (Inzenga) Watl.

ectom

0

Suillus granulatus (L.:Fr.) Roussel

ectom

1

a cutícula é laxante!

Tricholoma populinum Lange

ectom

1

Tricholomopsis rutilans (Schff.:Fr.)Sing.

lenho

0

Volvariella gloiocephala (De Cand.:Fr.) Boekhout & Enderle

nitrofil

1

Xerocomus leonis (Reid) Bon

ectom

1

Xerocomus rubellus Quél.

ectom

1

Xerocomus spadiceus (Fr.) Quél.

ectom

1

Xerocomus subtomentosus (L.:Fr.) Quél.

ectom

1

Elaborado por:

viseufunghi

Paulo Teixeira

Cogumelos e a farmácia

Um dos usos mais importantes dos fungos é, sem dúvida, a produção de medicamentos. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina, descoberta em 1929 por Alexander Fleming. O cientista observou que na presença do fungo Penicillium notatum, o crecimento da bactéria de Staphylococcus era inibido. O fungo "se defendia" do ataque da bactéria jogando uma molécula, um metabólito, a penicilina, que era um antibiótico. Essa droga quase milagrosa revolucionou a medicina, pois até então não se sabia como controlar doenças causadas por bactérias, às vezes originadas a partir da infecção num simples corte do dedo, mas que podiam matar uma pessoa.

A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala, economicamente viável, pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos, à medida que foram descobertos.

Outro medicamento de grande importância para a medicina moderna isolado a partir de um fungo é a cyclosporina, que torna possível os transplantes de órgãos ao reduzir a rejeição dos órgãos transplantados pelo sistema imunológico. Inicialmente empregados apenas como agentes antibacterianos, hoje os metabólitos fúngicos têm diversos usos, incluindo a biossíntese de colesterol.

Os fungos produzem outros metabólitos - como enzimas, proteínas, vitaminas etc., - que no laboratório são transformadas em princípios ativos para numerosos medicamentos.

Na Fiocruz, no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Farmanguinhos, existe o Instituto de Tecnologia em Fármaco, cujos trabalhos são coordenados pela Dra. Maria Aparecida Ferreira, pós-graduada em Processos Bioquímicos, e pelo químico André Freitas. Além da produção de medicamentos para o Ministério da Saúde, o instituto pesquisa metabólitos secundários - assim chamados porque podem ter atividade farmacológica - produzidos pelos fungos.

Ano passado o começou o estudo e isolamento dos fungos endofídicos, aqueles que vivem no interior dos tecidos vegetais. Em razão do seu habitat, eles têm um potencial maior de produzir substâncias biologicamente ativas. Ao isolar esses fungos é possível testá-los quanto à sua capacidade de produzir substâncias com atividade farmacológica (antibacteriana, antifúngica, antitumoral, imunosupressora ou imuniestimuladora). A Farmanguinos compra o princípio ativo e depois formula e fornece o medicamento. Dessa forma, produz ampicilina e outros antibióticos genéricos.

Durante séculos, até milênios, a Humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos. Hoje esse lugar é ocupado pelos fungos, pois começa a ganhar espaço a pesquisa voltada para os microorganismos. O número de produtos farmacêuticos à base de fungos está em rápido crescimento. Aliás, a produção desse tipo de fármacos é relevante para Portugal, dada sua enorme biodiversidade em fungos. Existe hoje, alicerçada pelo desenvolvimento da engenharia genética, uma grande tendência para a produção de drogas por processos fermentativos, na procura de vantagens técnicas, econômicas, energéticas e ambientais. É uma corrida em busca de microorganismos com substâncias de interesse farmacológico, sobretudo em regiões tropicais.

Texto elaborado por:

Viseufunghi

Paulo Teixeira

Cogumelos - feitiçaria e culinária

Por serem os fungos mais visíveis, os cogumelos despertaram o interesse das primeiras civilizações. Interesse alimentar - quem não gosta de champignons? - e religioso, em sua modalidade alucinógena.

Uma das características do cogumelo é a velocidade com que ele se reproduz. Olha-se um dia para um tronco de uma árvore caída e não tem nada, e, o dia seguinte, há uma abundância enorme de cogumelos sobre ele. Na cultura cheia de superstição do passado, esse crescimento foi interpretado como algo mágico, como bruxaria. Na América Central, México e Guatemala as civilizações pré-colombianas faziam uso de cogumelos nos seus rituais e até hoje, no interior desses países, os mercados sempre estão repletos de diversos tipos de cogumelos comestíveis. Persiste, também, o conhecimento tradicional dos cogumelos alucinógenos.

Apesar de banidos, alguns exemplares desses cogumelos chegaram ao século XX, já que até hoje os xamãs consumem o Peioty (Psilocybe mexicam) para fazer previsões.

Em Portugal, uma pesquisa feita sobre os nomes dados aos fungos entre os povos indígenas mostrou que essas denominações eram carregadas de aspectos negativos. Fungo nas línguas indígenas é sinônimo de coisa ruim, imprestável. Só os ianomâmis têm para eles uma lista grande de nomes sem essas conotações, indicando inclusive o uso que fazem de cogumelos, sobretudo na culinária. De fato, os ianomâmis consomem cogumelos de diferentes tipos, mas não há registro do seu uso como alucinógenos.

Na Sibéria, algumas tribos costumavam utilizar cogumelos alucinógenos em um misto de orgias e cerimônias religiosas. Como nessa região não existe esse tipo de cogumelo, é possível que ele fosse trazido da Índia.

A importância antropológica dos fungos não se limita ao seu uso como alucinógenos. Eles são apreciados na culinária também desde épocas muito antigas. No Império Romano, a espécie de cogumelo Amanita cesariae, foi assim batizada por ter sido reservada aos césares. Outros cogumelos comestíveis eram de uso exclusivo dos nobres.

Aliás, no Império Romano eram as mulheres quem sabiam distinguir os cogumelos comestíveis dos venenosos. Atribui-se também a elas o primeiro antídoto para os cogumelos venenosos. Consta que no século XVIII, quando os arqueólogos começaram a trabalhar em Pompéia, a cidade romana destruída em 24 de agosto de 79 d.C. por uma inesperada e fortíssima erupção do Vesúvio, encontraram nos afrescos uma receita detalhada de como preparar um antídoto contra o envenenamento por cogumelos: uma mistura bem dosada de vinagre e fezes de galinha, ou seja, uma boa lavagem gástrica.

Até hoje, o povo tem receio de comer champignons, por achar que são venenosos. E realmente podem ser. Algumas espécies de Amanita produzem as toxinas mais violentas que existem. Todo ano, dezenas de pessoas morrem na Europa por consumirem cogumelos venenosos. Mesmo assim, os europeus têm o hábito de sair no outono ao campo com uma cesta embaixo do braço para colher cogumelos comestíveis.

 

Texto elaborado por:

Viseufunghi

Paulo Teixeira

Cogumelos venenosos, Tóxicos e Alucinógenos

Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar as principais espécies de cogumelos

que produzam substâncias tóxicas, alucinógenas e venenosas, diferenciando-as

das inofensivas, destacando os princípios farmacológicos dos compostos contidos

nos cogumelos estudados, e seus efeitos clínicos em seres humanos.

Atualmente o uso de cogumelos alucinógenos destaca-se cada dia

mais, aumentando seu consumo por parte dos jovens. Também há um aumento

no consumo de cogumelos para o tratamento de doenças, um dos exemplos é o

cogumelo do sol que além de ser indicado como fortalecedor do sistema

imunológico, como tônico, este tem sido estudado por cientistas de todo o mundo.

A procura de substâncias ou métodos que aumentem ou potencializem o sistema

imunológico do corpo humano, de forma a induzir uma resistência sem causar

efeitos colaterais aos organismos, tem sido uma das mais importantes buscas da

ciência na cura do câncro. Este trabalho visa poder diferenciar as espécies de

cogumelos inofensivos das espécies tóxicas, para que seja feito o uso correto

destes.

Introdução

Os fungos são organismos eucariontes, maioria multicelulares, embora

alguns possam ser unicelulares (leveduras). Todos os fungos são heterotróficos,

não podendo fabricar matéria orgânica a partir de carbono inorgânico pois não

apresentam pigmentos fotossintéticos, e são essencialmente terrestres. São

imóveis, na sua grande maioria, embora alguns possam apresentar flagelos, fato

que conduziu á sua inclusão no reino das plantas, no tempo de Lineu. A

diferenciação somática é mínima ou mesmo nula, mas existe diferenciação dos

tecidos reprodutores. Os fungos multicelulares são formados por uma rede –

micélio - de filamentos, formados por células alinhadas topo a topo, ramificados –

hifas -, que podem ser septados ou asseptados. A estrutura em micélio confere

aos fungos uma elevada relação área/volume, facilitando a aquisição de alimento,

pois esta estrutura rapidamente se estende em todas as direções sobre o

alimento, podendo crescer mais de um quilometro por dia, no total, e afastar-se

mais de 30 metros do local de inicio do crescimento. Por este motivo, um fungo

tem um importante efeito no meio, nomeadamente na degradação de substrato e

na acumulação de partículas. O crescimento das hifas ocorre apenas nas

extremidades, podendo as zonas mais antigas estar livres de conteúdo

citoplasmático (REINO FUNGHI).

As hifas septadas têm paredes – septos – a separar os compartimentos

celulares entre si. Os septos não são, no entanto, completos, existem poros que

permitem a comunicação, e mesmo o movimento de organitos, entre os

citoplasmas adjacentes. Este tipo de hifa pode apresentar um único núcleo por

compartimento – monocariótica – ou dois núcleos por compartimento – dicariótica.

As hifas asseptadas são sempre multinucleadas, encontrando-se os núcleos,

centenas ou mesmo milhares, dispersos numa estrutura cenocítica ou sincícial.

Esta estrutura resulta da divisão contínua do núcleo, sem citocinese (REINO

FUNGI).

Todos os fungos apresentam parede celular, pelo menos em algum estádio

do seu ciclo de vida. Esta parede, outro argumento a favor da sua anterior

inclusão no reino das plantas, tem, geralmente, características bem diferentes das

vegetais, pois apresenta quitina, polissacarídeo presente na carapaça de muitos

animais, o que lhe confere elevada rigidez e maior resistência á degradação

microbiana. Existem espécies de fungos, no entanto, que apresentam parede

celular de celulose. A presença da parede impede-os de realizar fagocitose, logo

alimentam-se por absorção, libertando enzimas hidrolíticas para o exterior do

corpo e absorvendo os nutrientes sob a forma já digerida. Esta situação permite

entender melhor porque motivo os fungos apresentam corpo sob a forma de

micélio, pois sem esta estrutura não teriam uma relação área/volume

suficientemente elevada para se alimentar eficazmente (REINO FUNGI).

Os fungos são altamente tolerantes a ambientes hostis, sendo alguns mais

resistentes a ambiente hipertónicos que as bactérias (fungos são capazes de

crescer num frasco de doce no frigorífico, onde não cresceriam bactérias).

Resistem igualmente a grandes amplitudes térmicas, tolerando temperaturas de –

6ºC a 50ºC ou mais, dependendo da espécie (REINO FUNGI)

Os cogumelos são fungos conhecidos desde a antiguidade quando o

homem já os utilizava como um alimento de elevado valor nutritivo e terapêutico.

No entanto, na natureza, existem centenas de espécies diferentes de cogumelos,

sendo que alguns são venenosos, outros alucinógenos e também aqueles que

possuem propriedades medicinais curativas e até afrodisíacas.

O cogumelo nada mais é que o corpo de frutificação de alguns fungos.

Antigamente achava-se que os fungos fizessem parte do grupo dos vegetais,

mas nos dias atuais não são considerados nem como plantas nem como animais

por possuírem diferenças fisiológicas e químicas. Constituem na verdade, um

grupo de seres à parte, com alguns caracteres intermediários entre uns e outros.

São caracterizados por não sintetizarem clorofila, não possuírem celulose na sua

parede celular (exceto alguns fungos aquáticos) e não armazenam amido como

substância de reserva. São constituídos por uma série de filamentos,

denominados hifas, que em seu conjunto formam o micélio. Para se alimentarem,

dependem de matéria orgânica já pronta que é absorvida pelas hifas.

Os fungos são organismos da natureza que exercem um papel importante

no ciclo do carbono, pois na maioria das vezes participam de uma etapa da

decomposição da matéria orgânica. O cogumelo é a estrutura que alguns tipos de

fungos utilizam para realizar a reprodução, ou seja, o cogumelo é o “fruto” do

fungo e é nele que se encontra as “sementes” dos fungos, também conhecida

como esporos. A idéia que se tem é que os cogumelos possuem substâncias

tóxicas letais ou alucinógenas. Mas estatisticamente, isso não se justifica, pois a

maioria dos cogumelos não são tão perigosos assim, muito pelo contrário.

Acredita-se que, haja mais de 200.000 espécies de fungos. E alguns deles são

apreciadíssimos na culinária devido ao sabor, pela versatilidade em combinar com

diversos pratos ( Shiitake, Champignon de Paris, Shimeji e etc. ) e outras vezes

pela sofisticação como é o caso caríssima trufa. Todas as espécies de fungos tem

na sua parede celular essa substância, entretanto, as análises feitas com o

cogumelo Agaricus tem demonstrado que ele possui um tipo específico de

polissacarídeo altamente efetivo e em concentração bem mais elevadas que

qualquer outra espécie já estudada.

Durante muito tempo os fungos foram considerados plantas, mas

atualmente sabe-se que eles são tão diferentes das plantas como dos animais,

merecendo, por isso, o seu próprio reino – Reino Fungi. Os fungos são um

importante grupo de organismos, conhecendo-se mais de 77000 espécies,

a maioria das quais terrestres. Pensa-se que deverão existir tantas espécies de

fungos como de plantas, mas a maioria não terá sido ainda descrita. A origem

destes organismos não é bem conhecida, assumindo-se que existem ancestrais

do tipo protista, embora atualmente estes não sejam reconhecíveis. Os primeiros

fungos devem ter sido eucariontes unicelulares, que terão originado organismos

cenocíticos (com numerosos núcleos).

O fóssil mais antigo de um organismo semelhante a um fungo data de á

900 M.A. mas apenas há 500 M.A. se pode identificar com toda a certeza um

fungo no registro fóssil. Os fungos, tal como as bactérias e alguns protistas, são os

decompositores da biosfera, sendo a sua função tão primordial como a dos

produtores. A decomposição liberta dióxido de carbono para a atmosfera, bem

compostos azotados ao solo, onde podem ser novamente utilizados pelas plantas

e, eventualmente, pelos animais.Estima-se que os 20 cm superiores do solo fértil

contêm mais de 5 toneladas de fungos e bactérias, por hectare. Existem mesmo

cerca de 500 espécies de fungos marinhos, onde realizam a mesma função que

os seus congéneres terrestres.

1.Toxicologia

A intoxicação pelos cogumelos é de gravidade variável. O envenenamento

faloidiano, causado pelo amanita-falóide (Amanita phalloides), também

denominado amanita-primaveril e amanita-virosa, pode ser mortal. Manifesta-se

depois de um período de incubação de 8 a 24 horas, por perturbações digestivas

intensas (diarréia abundante e dolorosa, sensação de queimadura no estômago,

vômitos) e, em seguida, por uma hepatonefride grave (Amanita Muscaria).

O tratamento exige cuidados gerais de manutenção, hidratação, combate

ao choque e administração de soro antifalínico do Instituto Pasteur. No

envenenamento causado pelo amanita-mata-moscas ou falsa-oronga (Amanita

muscaria), a incubação é rápida e as perturbações digestivas são seguidas de

distúrbios nervosos muito intensos (embriagues, convulsões, midríase, delírio),

que aparecem antes de 24 horas. O envenenamento muscariano provoca suores

profusos, perturbações visuais e palpitações. Alguns casos, devidos a cogumelos

simplesmente irritantes (rússula, lactário, ontoloma-lívido), ou mesmo a cogumelos

comestíveis tornados tóxicos por alterações, podem dar lugar a perturbações

digestivas que se curam em alguns dias (Amanita Muscaria.

2. Alucinação

A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem

objeto; isto é, a pessoa que está em processo de alucinação percebe coisas sem

que elas existam. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê

objetos que não existem ela está a ter uma alucinação auditiva ou uma

alucinação visual. As alucinações podem aparecer espontaneamente no ser

humano em casos de psicoses. Também podem ocorrer em pessoas normais (que

não têm doença mental) que tomam determinadas substâncias ou drogas

alucinógenas,isto é, que "geram" alucinações. Estas drogas são também

chamadas de psicoticomiméticas por "imitarem" ou "mimetizarem" um dos mais

evidentes sintomas das psicoses - as alucinações. Alguns autores também as

chamam de psicodélicas. A palavra psicodélica vem do grego (psico = mente e

delos = expansão) e é utilizada quando a pessoa apresenta alucinações e delírios

em certas doenças mentais ou por ação de drogas. Estas alterações não são

sinônimos de expansão da mente.

As alucinações e delírios são perturbações do funcionamento normal do

cérebro, tanto que são características centrais das doenças chamadas psicoses.

Com o processo da ciência várias substâncias foram sintetizadas em laboratório e

desta maneira, além dos alucinógenos naturais hoje em dia têm importância

também os alucinógenos sintéticos, dos quais o LSD-25 é o mais representativo .

Há ainda a considerar que alguns desses alucinógenos agem em doses muito

pequenas e praticamente só atingem o cérebro e, portanto, quase não alteram

qualquer outra função do corpo da pessoa: são os alucinógenos propriamente

ditos ou alucinógenos primários.

Portugal, principalmente através de sua imensa riqueza natural, tem várias

plantas alucinógenas. Os mais conhecidos estão citados a seguir. O uso de

cogumelos ficou famoso no México, onde desde antes de Cristo já era usado

pelos nativos daquela região. Ainda hoje, sabe-se que o "cogumelo sagrado" é

usado por alguns pajés. Ele recebe o nome científico Psilocybe mexicana e dele

pode ser extraído uma substância de poderosa alucinógena: a psilocibina. Em

Portugal ocorrem pelo menos duas espécies de cogumelos alucinógenos, um deles o

Psilocybe cubensis e o outro é espécie do gênero Paneoulus.

3. Cogumelos comestíveis

Na França, cultivam-se o cogumelo-de-paris (Agaricus, basidiomiceto) e na

raiz de diversas plantas desenvolvem-se as trufas ou túberas (Tuber,

ascomicetos). Tais cogumelos usados na alimentação, são chamados,

geralmente, pelo termo francês champignon ou pelo italiano funghi. Cogumelos

comestíveis contêm importantes propriedades funcionais. Em particular, glucanos,

homo- e hetero-glucanos com ligações glicosídicas, supostamente responsáveis

por algumas propriedades benéficas à saúde humana, como atividade

imunomodulatória, antioxidante, antiinflamatória e anticancerígena.

O cogumelo comestível Oudemansiella canarii (Jungh.) Höhn é comum no

território português, sendo encontrado em diferentes biomas, onde colonizam

várias espécies vegetais. Neste estudo, o cultivo deste basidiomiceto foi realizado

em sacos plásticos contendo bagaço de cana-de-açúcar (200 g) ou serragem de

eucalipto (200 g) suplementados com farelo de trigo (50 g). Os substratos foram

esterilizados a 121ºC por 1 hora, inoculados com 3 g de grãos de trigo colonizados

por micélio do fungo e permaneceram incubados a 25ºC até a formação dos

primórdios dos basidiomas. Os cogumelos, colhidos após a abertura do píleo,

apresentaram tamanhos variados chegando a atingir 9 cm de diâmetro por 10 cm

de altura. Os cogumelos frescos apresentaram paladar suave e consistência

macia e quando mantidos a 4ºC permaneceram com bom aspecto e boa

consistência por 7 dias. A maior produção de basidiomas, no período de 60 dias,

foi obtida no composto com bagaço de cana-de-açúcar, sendo observadas as

maiores médias de produtividade (4,47% ± 1,34), eficiência biológica (55,66% ±

20,41) e consumo do composto (38,78% ± 4,59). A análise estatística não

paramétrica de Wilcoxon, utilizada para comparar a produção de biomassa nos

dois substratos, apresentou diferenças estatisticamente significativas ao nível de

5%.

Cinco espécies de cogumelos comestíveis, Lentinula edodes, Pleurotus

ostreatus, Pholiota nameko, Macrolepiota bonaerensis e Agaricus blazei foram

avaliadas quanto ao seu potencial em inibir o crescimento "in vitro" da levedura

patogênica Candida albicans. Apenas a espécie L. edodes apresentou efeito

fungistático sobre este patógeno humano. O composto inibitório foi produzido intra

e extracelularmente em cultivo submerso de Lentinula edodes e também estava presente em basidiocarpos frescos e desidratados do cogumelo. O composto fungistático é termossensível

 e perde sua atividade após 72 horas.

4. Consumo

Os cogumelos já eram apreciados como iguaria na culinária antiga de

vários povos mas, sempre foi um organismo cheio de mistério e muitas vezes

mal compreendido. Na questão dietética, além das fibras, eles destacam-se por

ser uma fonte protéica completamente dissociada da gordura (ao contrário de

outras fontes protéicas tradicionais ), além disso a composição em aminoácidos

essenciais desta proteína é das mais completas e equilibradas ao organismo

humano. O consumo de cogumelos em Portugal, ainda é muito pequeno em relação

ao povos europeu e asiático, onde estima-se ser de 70g por habitante por ano.

Nos últimos anos, o consumo de cogumelos comestíveis aumentou

e ganhou destaque em virtude do seu sabor refinado, do seu valor nutritivo e,

ainda, pelo seu potencial de uso medicinal.

5. Medicina

Entre os candidatos a atuarem como indutores bióticos de resistência estão

os cogumelos Lentinula edodes (cogumelo shiitake) e Agaricus

blazeil (cogumelo do sol). Muitos estudos dentro da área

médica mostram resultados positivos da utilização destes cogumelos no combate

à patógenos humanos, e também na ativação do sistema imunológico e na

melhora de problemas de saúde como o colesterol, a asma e a úlcera. Uma das

substâncias caracterizadas, isolada do basidiocarpo de shiitake, é a lentinana, a

qual mostra-se capaz de recuperar ou aumentar as respostas das células

hospedeiras a substâncias biologicamente ativas, por estimular a maturação,

diferenciação ou proliferação de células envolvidas no mecanismo de defesa,

aumentando a resistência do hospedeiro contra vários tipos de câncer e doenças

infecciosas.

Várias propriedades fisiológicas tem sido influenciada por cogumelos, tais

como imunoproteção, a manutenção da homeostase, a regulação do bioritmo, a

prevenção de doenças coronárias e cancerígenas. Confirma-se também que os

cogumelos produzem substâncias efetivas para a redução do colesterol e da

pressão sangüíneos, além de substâncias com ação antitrombótica e

hipoglicêmica (Wasser & Weis, 1999).

Um composto denominado eritadenina, obtido a partir de estrato etanólico

(80%) de basidiocarpos, apresenta ação hipocolesterolêmica, provavelmente por

alterar o metabolismo fosfolipídico hepático. A dosagem de 50mg deste composto

por quilo de massa corpórea é suficiente para diminuir a concentração de

colesterol plasmático em ratos (Sugiyama et al., 1995). Em testes conduzidos com

humanos, Suzuki & Ohshima (1974) reportaram a diminuição na pressão

sangüínea e no colesterol no soro em mulheres alimentadas com shiitake fresco

ou seco.

6. Efeitos no cérebro

Já foi acentuado que alguns dos cogumelos são alucinógenos, isto é,

induzem alucinações e delírios. É interessante ressaltar que estes efeitos são

muito maleáveis, isto é, dependem de várias condições, como sensibilidade e

personalidade do indivíduo, expectativa que a pessoa tem sobre os efeitos,

ambiente, presença de outras pessoas.

As reações psíquicas são ricas e variáveis. Às vezes são agradáveis e a

pessoa sente-se recompensada pelos sons incomuns, cores brilhantes e pelas

alucinações. Em outras ocasiões os fenômenos mentais são de natureza

desagradável, visões terrificantes, sensações de deformação do próprio corpo,

certeza de morte iminente. Tanto as agradáveis e desagradáveis podem ser

conduzidas pelo ambiente, pelas preocupações anteriores ou por outra pessoa.

Esse é o papel do "guia" ou "sacerdote" nos vários rituais religiosos folclóricos,

que, juntamente com o ambiente do templo, os cânticos, etc., são capazes de

conduzir os efeitos mentais para o fim desejado.

7. Efeitos no resto do corpo

Os sintomas físicos são poucos salientes, pois são alucinógenos primários.

Pode aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia e

náuseas/vômitos.

Como ocorre com quase todas as substâncias alucinógenas, praticamente

não há desenvolvimento de tolerância; também comumente não induzem

dependência e não ocorre síndrome de abstinência com o cessar de uso. Assim, a

repetição do uso dessas substâncias tem outras causas que não o evitar os

sintomas de abstinência. Um dos problemas preocupantes com o uso desses

alucinógenos é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um

delírio persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto,

tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros.

8. Lentinula edodes (shiitake) e Agaricus blazei (cogumelo do

sol)

O efeito antimutagênico dos cogumelos Lentinula edodes e Agaricus blazei

foram estudados sobre conídios de Aspergillus nidulans quando expostos à luz

ultravioleta de comprimento de onda curto. Duas linhagens de A. nidulans foram

usadas. Para o preparo dos extratos, os cogumelos frescos permaneceram em

infusão aquosa por 12 horas e em seguida foram aquecidos em banho-maria por

15 min à 100ºC e a seguir o material foi filtrado. Os cogumelos desidratados foram

deixados em infusão aquosa por 12 horas e a seguir filtrados. Ambos os filtrados

foram usados como extratos. Os conídios de A. nidulans foram incubados por três

horas em água e em extrato de cogumelo e somente após foram expostos a luz

ultravioleta (pré-tratamento). Conídios de A. nidulans foram incubados em água e

em extrato de cogumelo e imediatamente submetidos à luz ultravioleta (póstratamento).

Conídios incubados em água e em extrato de cogumelo, mas sem

exposição ao agente mutagênico, foram usados como controle. Após tratamento

mutagênico, observou-se um aumento na taxa de sobrevivência de A. nidulans e

uma diminuição na porcentagem de mutantes morfológicos em conídios tratados

com extrato de cogumelos. Os resultados demonstram o efeito radioprotetor e

antimutagênico dos cogumelos L. edodes e A. blazei sobre células eucarióticas

submetidas à radiação UV.

9. Agaricus Blazei

Recentemente, o cogumelo Agaricus blazei, também chamado

popularmente de " Cogumelo do Sol ", sobre o qual falaremos posteriormente,

tem sido relatado como um produto com propriedades medicinais, despertando

grande interesse por parte da comunidade médica e científica de instituições em

Portugal e em outros países.

O cogumelo A. blazei é de ocorrência natural das regiões serranas da Mata

Atlântica e, segundo relatos de produtores, aespécie nativa foi ciletada

inicialmente em Portugal por um agricultor, que cultivou entre as décadas de 60 e 70, quando algumas amostras foram levadas para o Japão com o interesse de se estudar as suas propriedades medicinais. Devido às condições climáticas serem favoráveis ao

cultivo deste cogumelo, matrizes reproduzidas ainda no Japão foram enviadas de

volta a Portugal e, desde então, várias técnicas de produção têm sido adaptadas.

Os principais estudos medicinais com o Agaricus blazei datam de 1980 e

diversos são os trabalhos que foram e estão a ser conduzidos por vários

pesquisadores, testando os efeitos da sua utilização para diversas enfermidades

como o câncro, diabetes e até mesmo a SIDA. Este cogumelo destaca-se por

apresentar de cinco a seis vezes mais concentração de princípios-ativos do que

outros cogumelos comestíveis, como o beta-glucan, ácido linoleico e o ácido 13-

hidroxy cis-9, que são substâncias comprovadamente anti-mutagênicas e

fortalecedoras do sistema imunológico.

Dentre os diversos efeitos farmacológicos e alimentícios do agaricus blazei,

podemos destacar:

?? Efeito antimutagênico em colônia de microorganismos devido à presença

do ácido linoleico.

?? Efeito bactericida em colônia de microorganismos devido à substância

13ZE-LOH.

?? Diminuição de glicose no sangue. - experimento em camundongos.

?? Diminuição da pressão arterial, diminuição do nível de colesterol e melhoria

da arteriosclerose devido a efeitos do ácido linoleico.

?? Efeito antitumoral (sarcoma 180/camundongos, método ip) devido à ação

de polissacarídeos beta-(1-3)-D-glucan, beta-(1-6)-D-glucan-proteico,

heteroglucan ácido, xyloglucan, composto heteroglucan proteico, composto

protéico RNA glicoproteina (lecitina, etc).

?? Ação anticancerígena, ação inibidora da multiplicação das células HeLa,

efeito de impedimento da multiplicação de células cancerígenas através da

toxicidade celular por ação de esteróides.

?? Efeito preventivo do câncer, devido à excreção adsortiva de substância

Cancerígenas em função da presença de fibras alimentícias nãoassimiláveis,

tais como o beta-D-glucan, heteropolissacarídeos, quitina. Além das

constatações acima, diversos outros efeitos têm sido acompanhados em várias

observações, como por exemplo, efeito nos aparelhos respiratório, digestivo e

urinário.

10. Agaricus blazei Murrill

O cogumelo Agaricus blazei Murrill foi descoberto na cidade de Piedade,

Estado de São Paulo, Brasil, e enviado para o Japão para o estudo das suas

propriedades medicinais. Com a descoberta das suas propriedades antitumorais,

comprovadas em cobaias, o Japão passou a importar esse cogumelo do Brasil.

Devido ao seu elevado preço no mercado internacional, muitas empresas e

produtores rurais passaram a procurar nesse cogumelo uma nova alternativa de

renda. Diante de um interesse tão repentino, não houve tempo para que a

comunidade científica pesquisasse o assunto, de maneira que a tecnologia de

cultivo é ainda muito empírica. Além disso, existem informações contraditórias

acerca da classificação desse cogumelo e as suas propriedades antitumorais

ainda precisam ser confirmadas em seres humanos.

11. Ramaria flavo-brunnescens

A intoxicação espontânea por Ramaria flavo-brunnescens tem sido descrita

nas regiões Sul e Sudeste  em bovinos e ovinos que pastam em locais com bosques de eucalipto (Eucaliptus spp), nos meses de fevereiro a junho. Esse cogumelo,

pertencente à família Clavariaceae, é similar a uma couve-flor, alaranjado e/ou

marrom-claro e apresenta-se em colônias, coincidindo seu período vegetativo com

a ocorrência de intoxicação espontânea.

A intoxicação espontânea e experimental em bovinos é caracterizada

clinicamente por emagrecimento progressivo, anorexia, intensa salivação, atrofia

das papilas e descamação do epitélio da língua, hemorragias na câmara anterior

do globo ocular e desprendimento dos cascos, chifres e dos pêlos do dorso, lombo

e cauda. Podem ser observadas, também, lesões de fotossensibilização.

Experimentalmente, em bovinos, doses de 5 g/kg/dia durante 5 dias,

produzem sinais clínicos e doses de 20 g/kg/dia durante 18 dias, provocam a

morte.

A intoxicação espontânea em ovinos caracteriza-se por sinais nervosos,

com incoordenação motora, midríase acentuada, decúbito e movimentos de

pedalagem. Verificam-se, também, opacidade da córnea e sialorréia, reproduziram

experimentalmente a intoxicação em 11 ovinos, administrando R. flavobrunnescens

fresca, nas doses totais de 100 a 430 g/kg. Seis ovinos

demonstraram sinais clínicos e quatro morreram; a dose tóxica mínima total foi de

150 g/kg e doses de 200 g/kg causaram a morte dos ovinos. Os sinais clínicos

foram similares aos da intoxicação espontânea; adicionalmente foram observados

poliúria e hipertermia.

As principais lesões histológicas causadas por R. flavo-brunnescens

caracterizam-se por vasoconstrição, trombose das artérias da derme e submucosa

da língua, e degeneração e necrose epitelial. A semelhança dessas lesões com as

lesões observadas no ergotismo sugerem que o princípio tóxico do cogumelo

tivesse uma ação biológica semelhante a dos ergoalcalóides.

Um alcalóide volátil e termolábil foi isolado de R. flavo-brunnescens e do fígado de

um bovino intoxicado experimentalmente com o cogumelo. No entanto, não foi demonstrado que esse alcalóide seja responsável pelo quadro clínico. Considerando a rapidez com que o cogumelo se decompõe após a colheita, é necessário determinar a toxicidade do mesmo após secagem ou congelamento para futuros trabalhos de identificação do princípio ativo.

12. Shiitake

O shiitake (shii, tipo de árvore; take, cogumelo em japonês) é um fungo

aeróbio decompositor de madeira, cientificamente denominado Lentinula edodes, pertencente à classe dos Basidiomicetos. O cultivo de shiitake originou-se

na China, sendo introduzido no Japão por intermédio de cultivadores chineses.

Posteriormente, o cultivo foi introduzido nos EUA e Europa. A produção mundial é

crescente, estimada em 526.000t. Em Portugal a produção anual está em torno de

algumas dezenas de toneladas.

O interesse no consumo do shiitake é atribuído às suas ricas propriedades

nutricional e medicinal, e pelo seu apreciável sabor, tornando-se o segundo

cogumelo mais consumido no mundo. A existência de uma grande colônia

asiática, somando-se a recentes divulgações na mídia, tem contribuído para

incorporar o seu consumo no hábito alimentar português. O mercado é nitidamente

comprador e a demanda do shiitake cresce dia-a-dia, não obstante seu preço

elevado. Os cultivos de shiitake em Portugal, na sua maioria, são feitos em pequenas

propriedades e de maneira rudimentar, utilizando-se de instalações já existentes e

adaptadas.

 As estimativas de produtividade do cogumelo Shiitake em Portugal em eucalipto são otimistas mas, na prática, a produção nessa madeira é baixa e inconstante. Visando aumentar a produtividade do Shiitake, estudaram-se as interações entre doses de

suplementação mineral, em relação a três linhagens do cogumelo inoculadas em

toros de eucalipto de sétimo corte. A suplementação mineral foi realizada na água

de imersão dos toros, no momento de cada indução da frutificação.

O interesse nacional pelo cultivo comercial de shiitake é crescente, devido

às suas propriedades nutricionais e medicinais, e ao seu apreciável sabor. O

cultivo deste cogumelo constitui uma alternativa rentável de diversificação das

atividades de uma propriedade agrícola.

13. Cogumelo sagrado

Seu uso ritual é bastante antigo no México, onde ficou famoso, sendo

utilizado pelos nativos daquela região desde antes de Cristo. Sabe-se que o

"cogumelo sagrado" atualmente ainda é utilizado por bruxos, nos seus rituais, e por

alguns pajés. É chamado pelos índios astecas do México de "carne dos deuses",

sendo considerado sagrado por certas tribos. Tem o nome científico de "Psylocybe

mexicana" e dele pode-se extrair uma substância com forte poder alucinógeno: a

psilocibina.

Em Portugal, temos pelo menos duas outras espécies de cogumelos

alucinógenos: o "Psylocibe cubensis" e a espécie do gênero "Paneoulus".

Um caso real conta: "Um jovem arquiteto coleta vários cogumelos. Prepara-os

num liquidificador, com leite e leite condensado. Guarda essa mistura no frigorifico. Mais tarde, com grande sentimento de culpa, depara com a sua avó,

que bebera a mistura pensando tratar-se de batida de frutas ou vitamina, meio

aterrorizada na sala de visitas, com a TV ligada, e discutindo amargamente com

os personagens da novela - que haviam 'saído' do écran e estavam pela sala."

Efeitos físicos e psíquicos. Os sintomas físicos são poucos salientes. Podem

aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia, náuseas e vômitos.

Não há desenvolvimento de tolerância. Também não induzem dependência e não

ocorre síndrome de abstinência (Info Drogas.

Produzem alucinações e delírios. Estes efeitos são maleáveis e dependem

de várias condições, como personalidade e sensibilidade do indivíduo. As

alucinações podem ser agradáveis. Em outras ocasiões, os fenômenos mentais

podem ser desagradáveis (visões terrificantes, sensações de deformação do

próprio corpo). Pode também provocar hilaridade e euforia. Um dos problemas

preocupantes deste alucinógeno, bem como da Datura, Daime, Peyote e o LSD-

25, é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um delírio

persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar

atitudes prejudiciais a si e aos outros. Nomes populares: chá, cogú.

14. Amanita Muscaria

Este cogumelo apresenta volva, estipe, anel, píleo, escamas residuais do

velum e lâminas bem desenvolvidas na face inferior do píleo. Seu basidiocarpo,

bem desenvolvido, pode atingir mais de 20 cm de altura e até 20 cm de diâmetro

de píleo ou chapéu. A coloração do píleo varia do vermelho escarlate ao vermelho

alaranjado, podendo apresentar, quando ainda jovem, uma fase na qual

predomina a coloração verde amarelada.

O píleo de 8 a 24 cm de diâmetro, em forma de ovo, quando jovem, e

convexo, chato, plano ou levemente côncavo, quando maduro. Superfície amarela

pálida a laranja avermelhada. Apresenta numerosas “verrugas” brancas ou

amarelo pálidas que, algumas vezes, ficam dispostas em círculos; margens

pronunciadamente estriadas; branco carnoso ou amarelo pálido logo abaixo da

cutícula ou camada superior vivamente colorida. As Lamelas, cerca de 20 por

cm linear e 8-15 mm de largura, livres ou ligeiramente decorrentes em rugas ou

cristas estreitas brancas ou amarelo pálidas.

O Estipe com 10 a 20 cm de comprimento e 1 a 2 cm de espessura ou

diâmetro na extremidade superior; a parte basal do estipe é mais espessa para

formar um bulbo, envolvido por anéis irregularmente rompidos brancos ou amarelo

pálidos. Os Anéis no terço superior do estipe, brancos, macios, a princípio

salientes, mas depois tornando-se secos e inconspícuos. Volva algumas vezes

bem definida, mas, freqüentemente, tornando-se inconspícua ou não evidente com

a idade, aparecendo, entretanto, apenas como anéis na parte inferior bulbosa do

estipe. Frutificações solitárias ou em grupos e, freqüentemente, dispostas em

forma de anéis sob várias árvores coníferas, na Europa e Estados Unidos. Em Portugal, este cogumelo tem sido associado somente com plantas do gênero Pinus.

Este cogumelo é originário do Hemisfério Norte, é bastante conhecido na

Europa e na América do Norte.A introdução desse cogumelo em Portugal foi atribuída a importação de sementes de Pinus de regiões onde ele é nativo. Os esporos do fungo teriam sido trazidos em mistura com as sementes importadas. Embora esse cogumelo tenha aparência inocente e apetitoso, quando é ingerido pelo homem ou animais domésticos, o cogumelo é totalmente tóxico.

 Quando ingerido é capaz de causar alterações no sistema nervoso, levando a alteração da percepção da realidade, descoordenação motora, alucinações, crises de euforia ou depressão intensa. Espasmos musculares, movimentos compulsivos, transpiração, salivação, lacrimejamento, tontura e vômitos.

As espécies venenosas de Amanita contêm compostos ciclopeptídicos

conhecidos como amatoxinas e phallotoxinas, altamente tóxicos e mortais, para os

quais inexistem antídotos eficientes. Até mesmo o emprego de hemodiálise na

remoção do envenenamento por espécies de Amanita é questionável, desde que o

processo remove substâncias com peso molecular 300 D, ou menos, enquanto as

amatoxinas e amanitinas tem um peso molecular de 900, podendo ainda

tornarem-se complexadas com moléculas ainda muito maiores, como certas

proteínas.

Algumas espécies de Amanita são comestíveis - A.cesarea, A.ovoidea, A. valens Gilberti, A. giberti Beaus. etc. - mas o gênero é notório pelos seus representantes venenosos, sendo alguns mortais.A maioria dos fungos Amanita não possui qualquer sabor especial que os identifique e as toxinas têm um período latente para manifestação bastante longo, permitindo a completa absorção pelo organismo antes de que qualquer medida de tratamento ou desintoxicação tenha sido adotada. As toxinas atuam, predominantemente, no fígado e a morte, no caso dos Amanitas contendo princípios letais, ocorre por coma hepático, sem que haja terapêutica específica.

Além de A. phalloides, A. virosa e A. pantherina, que são tóxicos, A. verna é o grande responsável nos Estados Unidos pelas mortes por intoxicação que ocorrem no país, sendo por isso denominado vulgarmente "Destroying Angel", ou seja, "Anjo destruidor". Estas espécies não foram, entretanto, ainda encontradas em Portugal e, como não existe entre nós a tradição de coleta de cogumelos no campo para fins de alimentação, como ocorre na Europa e algumas outras áreas do globo, o risco de envenenamento é menor.

15. Conclusão

Como conclusão deste trabalho podendo-se avaliar os resultados obtidos

proponho que em primeiro lugar, a pessoa que deseja utilizar algum tipo de

cogumelo procure saber se este é venenoso ou inofensivo.

Em segundo lugar se uma pessoa for intoxicada por algum tipo de

cogumelo ou derivados deste procure com urgência um hospital ou médico mais

perto, levando consigo o objeto ingerido.

Em terceiro lugar, não recomendaria a ninguém usar cogumelos ou

derivados deste como alucinógeno, pois este método pode ser perigoso como

qualquer tipo de droga, podendo levar o usuário a morte.

Texto elaborado por:

Viseufunghi

Paulo Teixeira

Amantes de Cogumelos

 

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A equipa da viseufunghi tem o prazer de vos poder servir e informar em tudo que é relaccionado com a micologia em Portugal.

Obrigados

A todos, vos desejamos um feliz Natal e um próspero Ano novo.

eng° Agr.- Paulo Teixeira - viseufunghi

 

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