SOL

portocego

Este blogue tem como objectivo, interagir com pessoas, expondo ideias, opiniões e temas diversos, comentando, e, acima de tudo, aprendendo.

News

  • http://sol.sapo.pt/photos/aserrana/images/1674312/338x480.aspx http://kbimages.blogspot.com/url-code.jpg  
    Posted by Picasa
    CONVITE Free Image Hosting at www.ImageShack.us

    http://rpc.twingly.com/ Twingly BlogRank <http://rpc.twingly.com/> Inscreva-se no'3.º Encontro de Blogues''SOL 2009'

    .



    . Escritores, alunos, autores, professores: Envie seus artigos para publicação! Recanto das Letrasalign="absmiddle" width="150" height="248">
O sol pôr
Exposição de Pintura "Viagem"
https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/600335_436235423132163_231147312_n.jpg
"Viagem"

https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/600335_436235423132163_231147312_n.jpg

Não deixe de visitar e fazer um pouco de turismo no local. O espaço da exposição, Centro de Interpretação Tirística, é lindo.

 

 

Lenda da Princesa Peralta, 1º Salão de Arte do Pinhal Interior Norte

Lenda da Princesa Peralta na minha versão Pintada em tela e inspirada na leitura de várias versões da lenda, retiradas da internete.


Conta a lenda ou lendas que existia um rei mouro, próximo da era de Cristo, o rei Arunce, senhor de basto reino com capital em Colimbria. Era poderoso e para manter o seu pleno domínio, desarmara os habitantes do reino, a si subjugados e sofridos, vivendo El Rei faustosamente na sua corte. Tinha uma filha a princesa Peralta que apesar de ser cortejada pela fidalguia incluindo Sertório, não entregava seu coração e formosura a nenhum deles. Num ambiente de orgias palacianas mas de tédio para a princesa, as divindades decidiram actuar. O reino foi invadido e escravizado e, ao que parece, entre os invasores um príncipe cristão terá avistado a princesa e, com ela trocando olhares, se apaixonaram ao ponto de o príncipe marcar um encontro com o Rei Arunce para o demover de lutar e para lhe pedir a  mão da princesa. O Rei indignado com tal proposta terá ido ao seu encontro não para se entregar mas para lutar com  o príncipe o que aconteceu de tal forma que este perdeu a vida na renhida luta entre os dois travada. O rei Arunce prosseguindo a sua intenção de lutar contra os invasores, tratou de enviar sua filha e aias para um castelo que mandara construir no meio da floresta nas serranias da Lousã, enquanto se deslocava a Ceuta para pedir ajuda contra os invasores.

Entretanto, Sertório que estava interessado na princesa, certo dia usando das suas astúcias e ajuda dos seus feiticeiros, nomeadamente, Estela, convenceram a princesa e seu séquito a deixar o castelo e ir ao encontro do pai que supostamente a esperava em Sertago reconfortado por um poderoso exército.

O caminho foi difícil para a comitiva da princesa e a viagem longa, até que sua aia Antígona sucumbiu após enfrentarem violenta tempestade e se refugiarem no interior de uma gruta, num penhasco de pedra na montanha. Trataram de a sepultar e sobre o tumulo escreveram- «ANTIGONA DE PERALTA AQUI FOI DA VIDA FALTA».  A partir daquele dia a Princesa, desgostosa, passou a recusar alimentar-se até que insistindo lhe ofereceram água e ela dissera volo (quero). Prosseguiram a viagem neste tormento mas não por muito tempo, porque  Vénus decidiu acabar com tanta agonia da princesas e com tanta feitiçaria do mago feiticeiro de Sertório. Assim, através de um poderoso raio, transformou a caravana em montanhas, Peralta numa linda sereia que passou a viver nas águas que nasciam na serra onde fora sepultada Antígona e se misturavam com suas lágrimas que chorava pelo príncipe encantado e que por amores perecera às mãos do rei Arunce, pelejando, nas margens do Mondego (digo eu….). Tudo este cenário decorre nas proximidades do castelo de Arouce e o próprio fiel  cavalo branco da princesa terá sido transformado numa estátua entre os penedos da serra. Diz-se: que a  sepultura por acção do mesmo raio sofreu danos fazendo  desaparecer parcialmente a inscrição ficando apenas «ANTIG… A  DE PERA…» Diz-se ainda  que  nos sítios onde Peralta disse Volo nasceu a povoação de Bolo e no sítio do túmulo de Antígona, cresceu Castanheira de Pêra.

 

Exposição de pintura " minha colecção Naïf"


Os choupos do Parque dos Poetas

 

O espaço da segunda fase do Parque dos poetas, está a ser alado com choupos e a maioria dos moradores que o circundam não gosta. É um dilema...!

Muito mais incómodo que a verdura  dos choupos que poderão retirar alguma visibilidade do parque a quem more por perto, é a picada selvagem onde se desenvolvem repteis, ratos e outra bicharada que entram pelos ralos dos prédios e por vezes aparecem dentro das habitações, ou servem de WC dos cães que ali são encaminhados por donos menos cuidadosos para se descartarem de apanhar os seus dejectos.

Pela elegância do choupo, uma árvore que se ergue portentosa em direcção ao firmamento, cujo ruído da folhagem parece o marulhar das ondas, eu sacrificaria alguma visão do parque já que esse posso usufruí-lo directamente percorrendo os seus passeios e beneficiando de toda a sua composição. Porém, respeito a opinião daqueles que possam incomodar-se com " a cortina de verdura"que o crescimento dos choupos em frente às suas varandas e janelas possa retirar-lhe visibilidade. Espero que em sua substituição, eventual, não plantem aquelas árvores, os plátanos cuja fuligem das floração (tipo sumaúma) é altamente prejudicial para a saúde pública,  em especial para os alérgicos e doentes do foro respiratório.

Eu votaria pelo primado da saúde!!!

Exposição de pintura "Instantâneos"

Espero por si na inauguração da minha próxima exposição – Instantâneos” que vai decorrer de 16 a 30 de Abril na Biblioteca Operária Oeirense, pelas 17 e 30 horas de dia 16.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartas com Saudade

 

Prefácio do autor

….«Para fazer algo que eu gosto, precisaria disponibilidade, nada de preocupações, em momentos de inspirações divinas, que tento descrever quando por mim apreciadas.

Em certas alturas gostaria eu de por em prática o que surge em meu pensamento, pelo menos anotar o mais interessante. Mas, os afazeres constantes, as preocupações não me deixarão realizar o que desejo. Mesmo assim, tentarei fazer o que a alma insiste que eu faça, e às pressas, que nem os “gatos por brasas”, elaborarei o que surgir de momento, alguns poemas sem graça, sem aquele sabor que bem faria aos leitores que os lessem.

Portanto, este volume será cheio de curiosidades, em cada folha um poema diferente. Cada um mostrará um sentimento meu que será de tristeza ou alegria, quando a contemplar tudo quanto aprecio em especial, o que a natureza abrange e que eu sinta o prazer de admirar.

É no sentir e apreciar o que é belo aos meus olhos que eu alimento minha vida. Nem só o dinheiro é tudo para mim…

Gosto dos bons convívios, o diálogo livre e sincero. Aprecio toda a criação, a vivência das aves dos céus, que logo cedo, com gorjeios anunciam um novo dia saltitando por entre a ramada.

Enfim, satisfaz-me o nascer e o por do sol, a noite escura, grandiosa mantilha pontilhada de rubis e diamantes…

Quando a lua corada surge detrás da colina e fascina seus amantes, brilha nas fontes de águas cristalinas, sobre os pardieiros, modestos lares de gente boa.

Satisfaz-me contemplar, aclamar e bendizer o Criador, Senhor de tudo o que existe, as maravilhas do Universo infinito em expansão, sendo essa atracão deslumbrante beleza, riqueza que aprecio..»

 

O Busilis dos pastéis de nata

O que me espanta não é a sugestão do ministro da economia que pega em coisas simples para expandir as exportações, o que me espanta é as fisionomias de enjoados nas plateias que parecem ter ouvido falar em exportação de obnies e não de produtos bem portugueses e bem internacionalizáveis.

Certamente, não serão negócios que se prestem a grandes manobras lucrativas para potenciais candidatos a aumentar o património.


Engraçado! Nós, portuguesinhos  não paramos para pensar que compramos resmas de  " bugigangas"  oriundas da China e outros países que com essas pequenas coisas chegaram ao mundo inteiro e estão a fazer deles os maiores exportadores e também potencias económicas concorrenciais. Quanta miopia!


O busílis de tudo isto está em certos "Basilius caricatus" que saltitam de quinta em quinta qual ovelha mal pastadora que abocanha o melhor pasto e desdenha daquelas que vão cuidadosamente aproveitando todo o pasto sem desperdícios e no final do dia não estão menos saciadas que a gananciosa pastadora e, por certo, menos "stressadas".


Pois é,precisamos de quem pegue no que temos e é muito, mesmo que sejam pastéis de nata ,e tente vende-los ao mundo, sem arrogâncias de mediocridade.

O Caviar, quem o quiser que vá comê-lo onde o houver e saciar a sua arrogância e seu "betismo" fora de tempo. Por mim, prefiro um atum, ao natural, com o nosso bom azeite.

Feliz Natal partilhando

Uma história de Natal

 

Era véspera de Natal, o frio era intenso e o sol que mal rasgava a densa atmosfera de neblina, chegava ao solo sem energia capaz de amornar a pele enrugada de tia Liza.

 Os dias de chuva persistente desse fim de Dezembro tinham esgotado o magro “stock” de lenha no canto da cozinha da anciã e ela precisava agora de ir pela floresta vizinha procurar alguns troncos ou alguns galhos que entretanto o vento tivesse soltado.

 

A noite começava a cair e tia Lisa sem assomar na estrada. Os netos que apesar da míngua da avó ainda esperavam que ela fizesse umas filhoses de farinha de milho, com abóbora e as fritasse em escasso azeite, talvez até imaginassem alguns pós de açúcar sobre esse imaginário manjar, começavam a ficar inquietos.

 

Depois de poisarem a cesta de erva que ela  lhes mandara apanhar para os coelhos e fecharem a capoeira das galinhas foram ao seu encontro, chamando: “ avó! avó! ó havó”…! Nisto, lá viram um vulto que arrastava com dificuldade um pinheiro que encontrara caído já meio seco mas com peso excessivo para as suas forças transportarem.

 Estava cansada e sem fôlego, como poderia responder…!

 

 Então, mais tranquilos, “os três a uma”, fizeram chegar a “energia” à cozinha que também era sala de jantar e quarto de dormir.

 

A custo, a lenha lá pegou fogo e, dentro de instantes, a luz da lareira iluminava todo o espaço e aquecia o ambiente. O púcaro da água começava já a levantar fervura com os pedaços de abóbora, o alguidar já recebia a farinha, uma pedras de sal, uma casca de limão e pouco depois já se ouvia o bater da massa.

 

 Numa fogueira com reluzentes brasas a trempe de ferro e sobre ela a frigideira também de ferro, com quatro bicos e algum azeite lá dentro, pouco…! As colheres de massa caíam agora na gordura quente fazendo aparecer algumas bolhas e crescendo ligeiramente.

 

Era uma festa! A água também crescia naquelas bocas como se estivesse ali uma mesa de fartas iguarias e doces. Nessa noite, apesar de tudo, era diferente do magro caldo com algum pão de cada dia.

 

Finalmente, avó e netos, sentados à volta da lareira, felizes, comiam as filhoses e celebravam o Nascimento de Jesus representado num presépio que fizeram com musgo e pedrinhas figurantes e onde colocaram as velhas botas, esperando um milagre…!

 

Quando nas casas da aldeia rebentaram os primeiros foguetes, anunciando o Nascimento, aconchegaram-se nas enxergas e adormeceram…J 

 

Na manhã seguinte, quando se levantaram, correram ao presépio e ficaram ali de olhos esbugalhados, como quem não acredita…! Encontraram uma cesta com sonhos reais que alguém colocou, quando todos dormiam.

 

Feliz Natal partilhando!

Era assim a matança do porco!

Matança do porco

 

Era uma festa anual preparada com todos os pormenores e alguma antecedência.

Com o sentido de aprovisionamento de iguarias para o quotidiano das refeições, era uma forma de reunir a família em que todos, de um modo geral, participavam nos afazeres do evento da matança do porco.

Regra geral, era sempre no Inverno dado que a baixa temperatura desta estação era fundamental para que a operação de salga que ocorria 24 horas após a morte do animal, fosse feita sem deterioração das carnes e resultasse uma conservação de sucesso e, certamente, carne saborosa

Preparação

A engorda do porco era a tarefa principal, feita com alimentos escolhidos e confeccionados com critério, pois era um factor importante para que o bom sabor da carne não desiludisse quem a comesse. Havia redobrados cuidados com a criação do animal até para evitar que contraísse doenças e na pior das hipóteses colocasse em causa a realização do evento, na data prevista.

Entretanto, havia tarefas específicas que cabiam respectivamente à dona e ao dono da casa .

Cedo, a dona da casa começava a sua parte, seleccionando e guardando cuidadosamente tecidos de roupas velhas pois naqueles dias iriam ser muito úteis. Entretanto, fazia o inventário de loiças, talheres e outras utilidades domésticas que devia comprar para que pudesse receber em casa a família e de nada se envergonhasse.

Outra aquisição excepcional eram os “adubos” para a matança (ainda hoje não percebi porque lhe chamavam adubos). Eram os temperos para os enchidos (colorau para os chouriços e erva doce e cominhos, para as morcelas) além de outros temperos para a comida, pimenta, canela, e, claro não falando do que se produzia em casa, cebolas, alhos, louro salsa, etc….!

Também nesta altura se reforçavam os mimos, os aperitivos: figos, nozes, queijo da região além das filhoses e bacalhau frito que se faziam para a desjejua de quem vinha mais cedo ajudar no dia da matança e no dia da desmancha, dia seguinte.

A limpeza da casa era das últimas tarefas pois tudo tinha que estar a brilhar ainda mais naqueles dias.

Aos homens da casa outras tarefas os esperava, menos minuciosas mas nem por isso menos penosas.

Uma delas era a apanha dos chamuscos ( uma espécie de mato com características de elevada  combustão e temperatura) que eram apanhados, secos e devidamente acondicionados. Tinham ainda a responsabilidade de tratar das ferramentas e utensílios a utilizar naquele dia. Era preciso afiar a picadora e as raspadoras para tratar o dito friamo (a) (porco ou porca).

Outra tarefa era verificar o estado do tabuleiro de madeira que servia para aparar as tripas e  o chambaril, uma espécie de boomerang que é talhado de um ramo de oliveira, em regra com aquele formato e no qual é dependurado o porco, durante 24 horas, no lugar mais fresco da casa para descanso e arrefecimento até ser desmanchado e salgado.

Mas para quem era festa - desde o inicio dos preparativos era excitante - era  para as crianças que acompanhavam cada passo e em especial o reforço da despensa e a sua preservação Eles  eram curiosos e gulosos, espreitavam a oportunidade para ver e provar o que por lá havia mas quase sempre sem sucesso…JMas, valia a pena esperar, também porque, afinal, eram dois dias de animada brincadeira com os primos. Quase sempre acontecia algum episódio com as suas invenções!

Finalmente, o dia chegava, quase sempre a um Sábado para que não se perdessem dois dias úteis de trabalho no campo ou alguma profissão. Aliás, esta data só era adiada quando se tratava de uma fêmea que às vezes trocava as contas aos donos e entrava em lua e tinha que se esperar pelo fim do ciclo, ou corria-se o risco das carnes ficarem com alteração do gosto e ninguém arriscava.

Era uma festa para a pequenada, que tinham naqueles dias companhia para brincar e rancho melhorado para saciar, finalmente, a gulodice, porque naquela época anos cinquenta sessenta do século XX, não havia esbanjamento, tudo era muito ponderado e distribuído.

 Desde o momento em que os adultos preparavam o porco, o abriam e limpavam, para pendurar a escorrer e a arrefecer, as crianças não deixavam o pedaço – sempre à espera que viesse de lá uma febra, para assarem num espeto improvisado de oliveira ou loureiro, e ei-las, em volta das brasas a fazer o seu petisco, apesar de nem sempre com sucesso porque a cozinha estava ocupada pelas mulheres que se atarefavam a fazer o almoço e a  tratar das tripas que, após o almoço, iriam ser lavadas na corrente do ribeiro mais próximo.

Durante a tarde, acompanhavam o programa dos mais velhos, até porque a noite começava cedo. Os homens jogavam às cartas e as mulheres preparavam o jantar, até porque, à noite vinha sempre mais alguém.

O que não faltava era a concertina ou o banjo, para acompanhar as cantigas em que todos participavam e quase sempre acabava em bailarico. Nesta altura já as crianças dormitavam ou fingiam que dormiam para facilitar a decisão de ficarem com os da casa para o dia seguinte. Os mais velhos preparavam-se para ir cada um para suas casas quando não ficavam para o dia seguinte também em especial em noite de temporal. É que, naquela época não havia transporte a não ser de burro, boi, ou muar e as famílias viviam, em regra, a consideráveis distâncias.

Hoje, esta tradição, foi apagada pelo progresso, a luz chegou a todos lares, mesmo os mais recônditos. A salga foi substituída pelo frio e o calendário das matanças do porco, deixou de  se fixar no Inverno acontecendo em qualquer altura.

É mais cómodo! É menos lúdico!!

Douro e Torga!

 

 Óleo sobre tela, Inspirado na foto do fotógrafo Rui Pires.

DOIRO

Suor, rio, doçura.
(No princípio era o homem ...)
De cachão em cachão,
O mosto vai correndo
No seu leito de pedra.
Correndo e reflectindo
A bifronte paisagem marginal.
Correndo como corre
Um doirado caudal
De sofrimento.
Correndo, sem saber
Se avança ou se recua.
Correndo, sem correr,
O desespero nunca desagua ...

(Miguel Torga)

Foi uma boa experiência!

Foi hoje, ao fim da tarde e foi um momento muito especial. Todos as inaugurações são semelhantes mas, por isso, também diferentes. Não fiz convites personalizados a não ser à autarquia e aos anfitriões da galeria. Apenas publicitei na internete, consciente que num dia de semana, não era fácil estar lá.

 Pessoas anónimas que eu não conhecia pessoalmente, foram passando por lá e deixando as suas felicitações, apesar de ser vésperas de feriado,a afluência ultrapassou as minhas expectativas..

Muito me honrou a presença do Sr Presidente da Junta de Freguesia de Oeiras e S.Julião da Barra,  Sr Carlos Morgado e sua equipa.Foi muito gentil, aliás,quando decidi fazer a minha  entrada nos espaços de arte no conselho, onde afinal vivo há 36 anos, decidi fazê-lo, começando pela Junta de Freguesia e em boa hora porque o acolhimento não podia ser melhor.

Em poucas semanas estava a fazer o meu baptismo, expondo na minha segunda terra.Estou-lhe muito grata.

Obrigada à direcção da Biblioteca Operária Oeirense pela sua presença e seu secretariado, pronto e simpático. A todos que estiveram presentes e também aqueles que gostariam de estar mas não puderam, muito grata estou..

Envolvente da Serra! Exposição Naïf
EXPOSIÇÃO DE PINTURA  NAÏF DE IRENE BORGES DE 4 A 15 DE  de Outubro de 2011, NA BIBLIOTECA OPERÁRIA OEIRENSE

 


Serras e vales cheios de flores de tojo e sargaço,
Cotovias em voos rasantes como quem beija,
Pequenos pastores apascentam os rebanhos
soltando risos estridentes, desafiando as aves,

No cume da serra, os moinhos, e a chiadeira  das velas
 Que rodam embaladas e velozes, movendo mós de pedra,
Que transformam  os grãos de milho e de trigo
Na farinha do pão,  energia do povo……!!!

Em gesto rotineiro, enfarinhado dos pés à cabeça,
O moleiro vigia e controla: a têmpera da farinha ,  
A cadência do vento, o movimento das velas,
Maquia e  enche os foles dos fregueses,

E assim cai a noite! Os rebanhos descem as encostas,
Fartos e apressados com assobios dos pastores
Ouvem-se os  últimos chilreios dos bandos de pássaros
Que recolhem aos ninhos, e na serra, só…, o moleiro fica!

 

No dia seguinte

Pela manhãzinha, os meninos atravessam a serra ,
Correndo, apressados a caminho da escola,
com chuva, sol ou geada, às vezes descalços,
A  merenda na mão, no ombro a sacola, e muita animação……!

Ei-los na escola, num quebra-cabeças
De contas, cópias e ditados, mais a tabuada.
E toca a campainha, esquecem as reguadas
Parecem flechas a correr pelas escadas.

Toca para a entrada, vamos ao quadro,
São os problemas ou os mapas mudos,
As serras, os rios, os caminhos de ferro,
Todos “cantadinhos”… na ponta da língua.

E toca a campainha, é um som diferente…
E em coro…«até amanhã, Sra. Professora»!
Correm para a  rua em direcção a casa,
E de novo, eles e os rebanhos, nas encostas da Serra!!!
Saudades para depois!!!

Tenho saudades da lua

Que a noite iluminava

Tenho saudades da brisa

Que de mansinho soprava

Tenho saudades do orvalho

Que ao nascer do sol brilhava

Tenho saudades do sol brando

Ou do sol ardente que tisnava

Tenho saudades da chuva fininha

Ou forte que a natureza encharcava

Tenho saudades dos fins de tarde

Quando o dia se esgueirava

Tenho saudades da noite

E do sono que retemperava

E agora….

Tenho saudades por depois,

Quando já não sentir saudades!!!

More Posts Next page »