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Este blogue tem como objectivo, interagir com pessoas, expondo ideias, opiniões e temas diversos, comentando, e, acima de tudo, aprendendo.

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Cartas com Saudade

 

Prefácio do autor

….«Para fazer algo que eu gosto, precisaria disponibilidade, nada de preocupações, em momentos de inspirações divinas, que tento descrever quando por mim apreciadas.

Em certas alturas gostaria eu de por em prática o que surge em meu pensamento, pelo menos anotar o mais interessante. Mas, os afazeres constantes, as preocupações não me deixarão realizar o que desejo. Mesmo assim, tentarei fazer o que a alma insiste que eu faça, e às pressas, que nem os “gatos por brasas”, elaborarei o que surgir de momento, alguns poemas sem graça, sem aquele sabor que bem faria aos leitores que os lessem.

Portanto, este volume será cheio de curiosidades, em cada folha um poema diferente. Cada um mostrará um sentimento meu que será de tristeza ou alegria, quando a contemplar tudo quanto aprecio em especial, o que a natureza abrange e que eu sinta o prazer de admirar.

É no sentir e apreciar o que é belo aos meus olhos que eu alimento minha vida. Nem só o dinheiro é tudo para mim…

Gosto dos bons convívios, o diálogo livre e sincero. Aprecio toda a criação, a vivência das aves dos céus, que logo cedo, com gorjeios anunciam um novo dia saltitando por entre a ramada.

Enfim, satisfaz-me o nascer e o por do sol, a noite escura, grandiosa mantilha pontilhada de rubis e diamantes…

Quando a lua corada surge detrás da colina e fascina seus amantes, brilha nas fontes de águas cristalinas, sobre os pardieiros, modestos lares de gente boa.

Satisfaz-me contemplar, aclamar e bendizer o Criador, Senhor de tudo o que existe, as maravilhas do Universo infinito em expansão, sendo essa atracão deslumbrante beleza, riqueza que aprecio..»

 

O Busilis dos pastéis de nata

O que me espanta não é a sugestão do ministro da economia que pega em coisas simples para expandir as exportações, o que me espanta é as fisionomias de enjoados nas plateias que parecem ter ouvido falar em exportação de obnies e não de produtos bem portugueses e bem internacionalizáveis.

Certamente, não serão negócios que se prestem a grandes manobras lucrativas para potenciais candidatos a aumentar o património.


Engraçado! Nós, portuguesinhos  não paramos para pensar que compramos resmas de  " bugigangas"  oriundas da China e outros países que com essas pequenas coisas chegaram ao mundo inteiro e estão a fazer deles os maiores exportadores e também potencias económicas concorrenciais. Quanta miopia!


O busílis de tudo isto está em certos "Basilius caricatus" que saltitam de quinta em quinta qual ovelha mal pastadora que abocanha o melhor pasto e desdenha daquelas que vão cuidadosamente aproveitando todo o pasto sem desperdícios e no final do dia não estão menos saciadas que a gananciosa pastadora e, por certo, menos "stressadas".


Pois é,precisamos de quem pegue no que temos e é muito, mesmo que sejam pastéis de nata ,e tente vende-los ao mundo, sem arrogâncias de mediocridade.

O Caviar, quem o quiser que vá comê-lo onde o houver e saciar a sua arrogância e seu "betismo" fora de tempo. Por mim, prefiro um atum, ao natural, com o nosso bom azeite.

Feliz Natal partilhando

Uma história de Natal

 

Era véspera de Natal, o frio era intenso e o sol que mal rasgava a densa atmosfera de neblina, chegava ao solo sem energia capaz de amornar a pele enrugada de tia Liza.

 Os dias de chuva persistente desse fim de Dezembro tinham esgotado o magro “stock” de lenha no canto da cozinha da anciã e ela precisava agora de ir pela floresta vizinha procurar alguns troncos ou alguns galhos que entretanto o vento tivesse soltado.

 

A noite começava a cair e tia Lisa sem assomar na estrada. Os netos que apesar da míngua da avó ainda esperavam que ela fizesse umas filhoses de farinha de milho, com abóbora e as fritasse em escasso azeite, talvez até imaginassem alguns pós de açúcar sobre esse imaginário manjar, começavam a ficar inquietos.

 

Depois de poisarem a cesta de erva que ela  lhes mandara apanhar para os coelhos e fecharem a capoeira das galinhas foram ao seu encontro, chamando: “ avó! avó! ó havó”…! Nisto, lá viram um vulto que arrastava com dificuldade um pinheiro que encontrara caído já meio seco mas com peso excessivo para as suas forças transportarem.

 Estava cansada e sem fôlego, como poderia responder…!

 

 Então, mais tranquilos, “os três a uma”, fizeram chegar a “energia” à cozinha que também era sala de jantar e quarto de dormir.

 

A custo, a lenha lá pegou fogo e, dentro de instantes, a luz da lareira iluminava todo o espaço e aquecia o ambiente. O púcaro da água começava já a levantar fervura com os pedaços de abóbora, o alguidar já recebia a farinha, uma pedras de sal, uma casca de limão e pouco depois já se ouvia o bater da massa.

 

 Numa fogueira com reluzentes brasas a trempe de ferro e sobre ela a frigideira também de ferro, com quatro bicos e algum azeite lá dentro, pouco…! As colheres de massa caíam agora na gordura quente fazendo aparecer algumas bolhas e crescendo ligeiramente.

 

Era uma festa! A água também crescia naquelas bocas como se estivesse ali uma mesa de fartas iguarias e doces. Nessa noite, apesar de tudo, era diferente do magro caldo com algum pão de cada dia.

 

Finalmente, avó e netos, sentados à volta da lareira, felizes, comiam as filhoses e celebravam o Nascimento de Jesus representado num presépio que fizeram com musgo e pedrinhas figurantes e onde colocaram as velhas botas, esperando um milagre…!

 

Quando nas casas da aldeia rebentaram os primeiros foguetes, anunciando o Nascimento, aconchegaram-se nas enxergas e adormeceram…J 

 

Na manhã seguinte, quando se levantaram, correram ao presépio e ficaram ali de olhos esbugalhados, como quem não acredita…! Encontraram uma cesta com sonhos reais que alguém colocou, quando todos dormiam.

 

Feliz Natal partilhando!

Era assim a matança do porco!

Matança do porco

 

Era uma festa anual preparada com todos os pormenores e alguma antecedência.

Com o sentido de aprovisionamento de iguarias para o quotidiano das refeições, era uma forma de reunir a família em que todos, de um modo geral, participavam nos afazeres do evento da matança do porco.

Regra geral, era sempre no Inverno dado que a baixa temperatura desta estação era fundamental para que a operação de salga que ocorria 24 horas após a morte do animal, fosse feita sem deterioração das carnes e resultasse uma conservação de sucesso e, certamente, carne saborosa

Preparação

A engorda do porco era a tarefa principal, feita com alimentos escolhidos e confeccionados com critério, pois era um factor importante para que o bom sabor da carne não desiludisse quem a comesse. Havia redobrados cuidados com a criação do animal até para evitar que contraísse doenças e na pior das hipóteses colocasse em causa a realização do evento, na data prevista.

Entretanto, havia tarefas específicas que cabiam respectivamente à dona e ao dono da casa .

Cedo, a dona da casa começava a sua parte, seleccionando e guardando cuidadosamente tecidos de roupas velhas pois naqueles dias iriam ser muito úteis. Entretanto, fazia o inventário de loiças, talheres e outras utilidades domésticas que devia comprar para que pudesse receber em casa a família e de nada se envergonhasse.

Outra aquisição excepcional eram os “adubos” para a matança (ainda hoje não percebi porque lhe chamavam adubos). Eram os temperos para os enchidos (colorau para os chouriços e erva doce e cominhos, para as morcelas) além de outros temperos para a comida, pimenta, canela, e, claro não falando do que se produzia em casa, cebolas, alhos, louro salsa, etc….!

Também nesta altura se reforçavam os mimos, os aperitivos: figos, nozes, queijo da região além das filhoses e bacalhau frito que se faziam para a desjejua de quem vinha mais cedo ajudar no dia da matança e no dia da desmancha, dia seguinte.

A limpeza da casa era das últimas tarefas pois tudo tinha que estar a brilhar ainda mais naqueles dias.

Aos homens da casa outras tarefas os esperava, menos minuciosas mas nem por isso menos penosas.

Uma delas era a apanha dos chamuscos ( uma espécie de mato com características de elevada  combustão e temperatura) que eram apanhados, secos e devidamente acondicionados. Tinham ainda a responsabilidade de tratar das ferramentas e utensílios a utilizar naquele dia. Era preciso afiar a picadora e as raspadoras para tratar o dito friamo (a) (porco ou porca).

Outra tarefa era verificar o estado do tabuleiro de madeira que servia para aparar as tripas e  o chambaril, uma espécie de boomerang que é talhado de um ramo de oliveira, em regra com aquele formato e no qual é dependurado o porco, durante 24 horas, no lugar mais fresco da casa para descanso e arrefecimento até ser desmanchado e salgado.

Mas para quem era festa - desde o inicio dos preparativos era excitante - era  para as crianças que acompanhavam cada passo e em especial o reforço da despensa e a sua preservação Eles  eram curiosos e gulosos, espreitavam a oportunidade para ver e provar o que por lá havia mas quase sempre sem sucesso…JMas, valia a pena esperar, também porque, afinal, eram dois dias de animada brincadeira com os primos. Quase sempre acontecia algum episódio com as suas invenções!

Finalmente, o dia chegava, quase sempre a um Sábado para que não se perdessem dois dias úteis de trabalho no campo ou alguma profissão. Aliás, esta data só era adiada quando se tratava de uma fêmea que às vezes trocava as contas aos donos e entrava em lua e tinha que se esperar pelo fim do ciclo, ou corria-se o risco das carnes ficarem com alteração do gosto e ninguém arriscava.

Era uma festa para a pequenada, que tinham naqueles dias companhia para brincar e rancho melhorado para saciar, finalmente, a gulodice, porque naquela época anos cinquenta sessenta do século XX, não havia esbanjamento, tudo era muito ponderado e distribuído.

 Desde o momento em que os adultos preparavam o porco, o abriam e limpavam, para pendurar a escorrer e a arrefecer, as crianças não deixavam o pedaço – sempre à espera que viesse de lá uma febra, para assarem num espeto improvisado de oliveira ou loureiro, e ei-las, em volta das brasas a fazer o seu petisco, apesar de nem sempre com sucesso porque a cozinha estava ocupada pelas mulheres que se atarefavam a fazer o almoço e a  tratar das tripas que, após o almoço, iriam ser lavadas na corrente do ribeiro mais próximo.

Durante a tarde, acompanhavam o programa dos mais velhos, até porque a noite começava cedo. Os homens jogavam às cartas e as mulheres preparavam o jantar, até porque, à noite vinha sempre mais alguém.

O que não faltava era a concertina ou o banjo, para acompanhar as cantigas em que todos participavam e quase sempre acabava em bailarico. Nesta altura já as crianças dormitavam ou fingiam que dormiam para facilitar a decisão de ficarem com os da casa para o dia seguinte. Os mais velhos preparavam-se para ir cada um para suas casas quando não ficavam para o dia seguinte também em especial em noite de temporal. É que, naquela época não havia transporte a não ser de burro, boi, ou muar e as famílias viviam, em regra, a consideráveis distâncias.

Hoje, esta tradição, foi apagada pelo progresso, a luz chegou a todos lares, mesmo os mais recônditos. A salga foi substituída pelo frio e o calendário das matanças do porco, deixou de  se fixar no Inverno acontecendo em qualquer altura.

É mais cómodo! É menos lúdico!!

Douro e Torga!

 

 Óleo sobre tela, Inspirado na foto do fotógrafo Rui Pires.

DOIRO

Suor, rio, doçura.
(No princípio era o homem ...)
De cachão em cachão,
O mosto vai correndo
No seu leito de pedra.
Correndo e reflectindo
A bifronte paisagem marginal.
Correndo como corre
Um doirado caudal
De sofrimento.
Correndo, sem saber
Se avança ou se recua.
Correndo, sem correr,
O desespero nunca desagua ...

(Miguel Torga)

Foi uma boa experiência!

Foi hoje, ao fim da tarde e foi um momento muito especial. Todos as inaugurações são semelhantes mas, por isso, também diferentes. Não fiz convites personalizados a não ser à autarquia e aos anfitriões da galeria. Apenas publicitei na internete, consciente que num dia de semana, não era fácil estar lá.

 Pessoas anónimas que eu não conhecia pessoalmente, foram passando por lá e deixando as suas felicitações, apesar de ser vésperas de feriado,a afluência ultrapassou as minhas expectativas..

Muito me honrou a presença do Sr Presidente da Junta de Freguesia de Oeiras e S.Julião da Barra,  Sr Carlos Morgado e sua equipa.Foi muito gentil, aliás,quando decidi fazer a minha  entrada nos espaços de arte no conselho, onde afinal vivo há 36 anos, decidi fazê-lo, começando pela Junta de Freguesia e em boa hora porque o acolhimento não podia ser melhor.

Em poucas semanas estava a fazer o meu baptismo, expondo na minha segunda terra.Estou-lhe muito grata.

Obrigada à direcção da Biblioteca Operária Oeirense pela sua presença e seu secretariado, pronto e simpático. A todos que estiveram presentes e também aqueles que gostariam de estar mas não puderam, muito grata estou..

Envolvente da Serra! Exposição Naïf
EXPOSIÇÃO DE PINTURA  NAÏF DE IRENE BORGES DE 4 A 15 DE  de Outubro de 2011, NA BIBLIOTECA OPERÁRIA OEIRENSE

 


Serras e vales cheios de flores de tojo e sargaço,
Cotovias em voos rasantes como quem beija,
Pequenos pastores apascentam os rebanhos
soltando risos estridentes, desafiando as aves,

No cume da serra, os moinhos, e a chiadeira  das velas
 Que rodam embaladas e velozes, movendo mós de pedra,
Que transformam  os grãos de milho e de trigo
Na farinha do pão,  energia do povo……!!!

Em gesto rotineiro, enfarinhado dos pés à cabeça,
O moleiro vigia e controla: a têmpera da farinha ,  
A cadência do vento, o movimento das velas,
Maquia e  enche os foles dos fregueses,

E assim cai a noite! Os rebanhos descem as encostas,
Fartos e apressados com assobios dos pastores
Ouvem-se os  últimos chilreios dos bandos de pássaros
Que recolhem aos ninhos, e na serra, só…, o moleiro fica!

 

No dia seguinte

Pela manhãzinha, os meninos atravessam a serra ,
Correndo, apressados a caminho da escola,
com chuva, sol ou geada, às vezes descalços,
A  merenda na mão, no ombro a sacola, e muita animação……!

Ei-los na escola, num quebra-cabeças
De contas, cópias e ditados, mais a tabuada.
E toca a campainha, esquecem as reguadas
Parecem flechas a correr pelas escadas.

Toca para a entrada, vamos ao quadro,
São os problemas ou os mapas mudos,
As serras, os rios, os caminhos de ferro,
Todos “cantadinhos”… na ponta da língua.

E toca a campainha, é um som diferente…
E em coro…«até amanhã, Sra. Professora»!
Correm para a  rua em direcção a casa,
E de novo, eles e os rebanhos, nas encostas da Serra!!!
Saudades para depois!!!

Tenho saudades da lua

Que a noite iluminava

Tenho saudades da brisa

Que de mansinho soprava

Tenho saudades do orvalho

Que ao nascer do sol brilhava

Tenho saudades do sol brando

Ou do sol ardente que tisnava

Tenho saudades da chuva fininha

Ou forte que a natureza encharcava

Tenho saudades dos fins de tarde

Quando o dia se esgueirava

Tenho saudades da noite

E do sono que retemperava

E agora….

Tenho saudades por depois,

Quando já não sentir saudades!!!

Aqueles e os outros

Aqueles e os outros!!!!

 

Este mundo da arte em que “brincando” me tenho envolvido, tem feito com que me debruce sobre o modo como funciona a nossa sociedade neste sector e como é estilizada, segundo padrões, nem sempre de afinada qualidade e rigor dos conteúdos programáticos dos modelos no “mercado”e menos ainda, no que à ética e igualdade de oportunidades, respeita.

 Apercebo-me então que, para variar, também nestes caminhos algo sinuosos e penumbrentos existem os “aqueles” e “os outros” ….!

Existem “aqueles” que são levados aos ombros de um familiar ou um amigo, quase sempre de influência política, ou monetária e que, como tal, todo o percurso é talhado em linha recta com passadeira vermelha e luzes, muitas luzes….!

Existem “os outros” que ou não têm influências ou simplesmente não querem chegar à ribalta por aí… e se submetem a esse tortuoso e muitas vezes torturante percurso de ascensão, difícil e lenta, por vezes humilhante, e não fora a consciência plena destes dois planos de mortais, do lado da oferta e do lado da procura, batia-se com as portas que com insistência fomos abrindo…)))

Detive-me a pensar, qual dos dois caminhos é mais produtivo, mais criativo, mais enriquecedor a muitos níveis, desde logo a nível moral e ético, deixando até para segundo plano o nível da fama, do estatuto e até do lucro.

Obtive ou cheguei a várias respostas que afinal já não são novidade para quem travou tantas batalhas na vida, perdendo algumas mas ganhando muitas sendo que as mais importantes e gostosas foram sempre aquelas em que teve a coragem de ir até ao fim, arriscando, sem cedências, como quem sabe que, teoricamente, as oportunidades são iguais, que a justiça, a moral, o rigor, a equidade, estão na base das escolhas, mas que as interferências, como uma espécie de ruído nos canais de comunicação, dificultam o correcto funcionamento dos circuitos tornando-os, naquilo que são, coisas imperfeitas no mundo de homens, humanos, convencidos que são deuses.

É difícil! Porém, desafiante!

 

 

 

 

XXXI Salão Internacional de Pintura Naïf, Galeria Casino Estoril

«NUNCA É TARDE DE MAIS PARA SONHAR

 

Nos últimos anos, sempre que se aproxima o mês de Agosto, surgem inúmeros telefonemas a inquirir se vai 'hàver e quando, a habitual ex­posição de Pintura Naïf. É para nós muito grato que tal aconteça, porque isso traduz ser cada vez maior o número de pessoas, que no nosso País, apreciam a pintura Naïf, acreditamos que, graças à divulgação que dela tem sido feita pela Galeria de Arte do Casino Estoril.

Recordamos que, nas 30 exposições até hoje realizadas, participaram cerca de 450 artistas, com quase 5000 obras. É também um facto que en­tre o considerável número de pessoas que sempre apreciaram a Pintura Naïf, contam-se alguns pintores de referência, como Carlos Botelho, Thomás de Meio/Tom, Artur Bual, Francisco Relógio e Júlio Pomar. Este pintor intitulou de "Fabuloso Poteiro" um texto que escreveu para o catálogo de uma exposição que esse grande pintor naif luso-brasileiro, presente com um trabalho nesta mostra, aqui realizou em 1987. É um texto que pode ser considerado um elogío ímpar daquele 'grande artista sobre a valia da pintura Naif, que de forma nenhuma é, como alguns pretendem, "a pintura dos que não sabem pintar". É uma pintura que vem dos primórdios da arte rupestre, embora com carta de alforria, apenas do início do século passado, por obra e graça do pintor francês H. Rousseau, apoiado com entusiasmo por Pablo Picasso, seu amigo.

Esta é a trigésima primeira edição do Salão Internacional de Pintura Naïf, que esta Galeria vem realizando, desde 1980, marcada por dois as­petos, que é importante referir. Por um lado, não contamos nesta edição, por motivos da crise que tudo afecta, com a presença dos artistas espanhóis, que desde o início desta mostra nela sempre participaram. Recordamos esses artistas, que muito contribuíram para o nível das exposições realizadas e agradecemos a Amparo Marti o empenho com que os trazia ao Estoril. Por outro lado, a presente exposição ficará marcada pelo esforço que esta Galeria está a desenvolver para melhorar a qualidade da pintura naif portuguesa e promover uma campanha no sentido de descobrir novos valores, com o apoio da Fundação Inatel, aspetos estes, já vísiveis na presente mostra.

Assinalamos a presença nesta exposição de Irene Borges, Maria Augusta Cortes, Paula Leitão e Alcindo Barbosa, que pela primeira vez nela participam, concretizando um sonho que lhes era tão caro e acreditando, como todos quantos estão presentes nesta exposição, que nunca é tarde de mais para sonhar.

30 deJulho de 2011»

N. Lima de Carvalho

Bem Haja Dr. Nuno Lima de Carvalho, pelo carinho com que trata esta vertente da pintura e os respectivos pintores. Vê-se na persistência destes 31 anos de exposições mas vê-se na atitude e entusiasmo que coloca ao escrever e ao falar da pintura Naïf. Vê-se na dinâmica que sobressai da sua equipa com especial relevo para sua esposa e filho, garantia de que a pintura Naïf vai continuar a ter o "patrocínio" da família Lima de Carvalho.. Quando se faz o que se gosta e se luta pelo que se acredita que tem valor, os resultados ganham visibilidade.Parabéns!

É uma honra estar a participar nesta mostra de pintura Naïf.

Galeria do Casino Estoril

 

 


 

Viva os noivos!!!

http://3.bp.blogspot.com/-OPuIjArGzjw/TiiI-ja2i1I/AAAAAAAAFGk/TiJ8i5_drD0/s320/DSCN9517.JPG

 

 

Muitas vezes ouvi a minha mãe descrever o dia do seu casamento com um tal encanto que os seus olhos brilhavam ainda mais. Também ouvia muitas pessoas dizer que o meu pai era um galã, muito bem vestido, dentro da simplicidade de uma aldeia no inicio do sec.XX.
A minha mãe descreveu muitas vezes a roupa que vestira naquele dia: - Uma saia comprida de boal de lã, verde azeitona, uma blusa branca e um xaile de fitas de seda. Descrevia a saída da igreja e repetia a frase que o padre que os casou, dissera ao acompanhá-los à porta principal da Igreja, enquanto os sinos tocavam a anunciar o enlace de mais uns nubentes:

 - «Nunca casei uns noivos tão bonitos, por isso não resisti a acompanhar-vos até à porta».
Não há fotos desse tempo e sempre os imaginei, esbeltos, elegantes, como na mais simples roupa em que me habituei a vê-los, em dias especiais, p.e. ao Domingo.
Então, um dia, com imagens distantes da casa onde viveram os primeiros anos, a casa dos avós paternos, onde eu nasci também e, embora reconstruída em 1950, tentei reunir lembranças e pintá-la e desenhar os perfis dos nubentes.

Sinais de fogo!

Óleo sobre tela de Irene Borges Costa ( CIBorges)

LUZ

 

 

Quando a Saudade e o Amor

combinam,

O tempo e a distância

não existem,

Apenas a memória!

 

Então, as horas e os dias,

sucedem-se

numa cadência serena

e tranquila

 

E as mais belas lembranças

das nossas vidas,

são como uma LUZ

que não se apaga!!!

Irene Borges (CIBorges)

Quer ganhar um livro, "O MISTÉRIO DAS COISAS ERRADAS" de Fátima Marinho, ?

Quem vai ganhar um livro , O MISTÉRIO DAS COISAS ERRADAS, da escritora Fátima Marinho? Veja como.

por Irene Borges a quinta-feira, 12 de Maio de 2011 às 20:55

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O livro, O MISTÉRIO DAS COISAS ERRADAS, de Fátima Marinho,  é mais um dos seus alertas para a fragilidade das crianças, mas, por maioria de razão, crianças que, por variadas situações nasceram mais  frágeis: ao nível da sua estrutura física mas, principalmente, ao nível da envolvente social e familiar.

 Ler os seus livros é mergulhar na autenticidade das narrações sobre situações que todos sabemos que existem mas nem sempre nos consciencializamos delas.

Porque é um contributo que a autora presta à sociedade e em especial às crianças, desde logo às mais carentes, doando os direitos autorais para uma IPSS de apoio a crianças, tenho aconselhado o livro a todas as pessoas e aconselho vivamente.

 

Foi assim que também acolhi com entusiasmo a participação nesta iniciativa, de promoção do livro, O MISTÉRIO DAS COISAS ERRADAS.

 

Será sorteado um livro à primeira pessoa que identificar, na minha conta  do Facebook  ( Irene Borges) a Instituição de Solidariedade Social a quem foram doados os direitos de autor deste livro. Vamos lá!

O "trampolim do Poder!

Cabe hoje à sociedade civil, mais que nunca, até pelos meios colocados a seu alcance, nomeadamente as redes sociais, ler nas entrelinhas da política e do poder e retirar conclusões, com a maior precisão e honestidade possíveis, da realidade dos factos.

 

Todos sabemos que os sucessivos governos, erraram aqui e ali, os seus chefes, foram traídos aqui e ali, pelos que julgavam ser "cumpridores",  mas todos sabemos, se quisermos ser verdadeiros, que estes últimos anos de governação com todas as atenuantes da crise internacional, e de algumas medidas que foram tomadas, foi promiscuamente o mais permissivo em matéria de oportunismos, escandalosos e escancaradamente provocatórios, que levaram ao enriquecimento instantâneo de uns tantos à custa do empobrecimento de muitos e com os custos que todos nós estamos a suportar agora e para muitos até ao resto da vida.

 Mais do mesmo não, por favor!

Mas, cuidado, venha quem vier se ainda por aqui andarmos não lhes daremos tréguas, se escorregarem no mesmo trampolim.

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