sexta-feira, 16 de Novembro de 2007 16:04
por
PORTUGALZINHO
DA LITERATURA MARGINAL
Sempre gostei de tudo o que é marginal. Marginal é quase o sinónimo de alternativo. Em sentido radical, não há novos nem velhos autores, não há nem consagrados nem desconhecidos pois o importante mesmo é que haja pura e simplesmente autores. Em Portugal sempre se deu pouca ou nenhuma importância aos autores que começam a manifestar o seu talento e quantos são aqueles que por essa e outras razões desmotivam e ficamos sem saber da importância e relevância de muitos que acabam por desistir com o nefasto sentimento de não valer a pena. É evidente que leio os chamados “consagrados” ou mais conhecidos (muitos dos quais produtos de máquinas publicitárias de todo o tipo), contudo, dá-me imenso gozo ler pela primeira vez um determinado autor cujos restantes e únicos leitores - para além de mim - terão sido a vizinha, a família, um ou outro amigo e pouco mais. E mais aumenta esse gozo quando constato que alguns superam em qualidade, em espontaneidade e em autenticidade, muitos nomes da nossa praça de que toda a gente fala julgando que são esses os “bons” e os “verdadeiros” escritores e poetas. HÁ MUITA CONFUSÃO SOBRE O QUE É A LITERATURA! Esta não é nem se reduz à produção de meia dúzia de nomes da prosa e da poesia. A Literatura também pode ser “feita” pela vizinha Maria que é doméstica, pelo Manuel António que é padeiro e pelo João Malaquias que por acaso é professor universitário. E nunca a “qualidade” é proporcional à formação académica ou outra. Em Literatura o academismo conta muito pouco. Quantas vezes não é mais do que um empecilho, um obstáculo.
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About PORTUGALZINHO
Nasceu em Torres Novas em 1964. Gosta de deusas atrevidas, da Noite, do Mar, da espécie-Mulher, de boa música, de artes-plásticas e de alguma literatura. É, como alguém já escreveu, um ser intelectualmente irrequieto e insatisfeito que procura despertar as consciências adormecidas pela rotina das ideias feitas, das convenções, dos sistemas. O seu horizonte imediato é a Alma-humana. Coloca de novo a velha e primordial questão universal: O que fazemos aqui? - Para onde vamos? - O que nos espera?
É Licenciado, profissionalizado e pós-graduado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e professor de Filosofia e de Psicologia do Ensino Secundário Regular e Recorrente. É, contudo, um ser anti-académico. Passou também pelo Conservatório de Música e pelo ensino de Educação Musical.
Tem a carteira de Equiparado a Jornalista e exerceu irregularmente a actividade na Imprensa Regional e na Rádio. Faz parte - em equipa com o escritor Urbano Tavares Rodrigues - da direcção (vice-presidente) do Prémio Litterarius instituído pelo Racal Clube de Silves - Algarve. É o Cônsul para Lisboa do Movimento Internacional Poetas del Mundo (com sede no Chile). Foi colaborador do Artjornal (jornal online). Foi fundador e vice-presidente da AJEP - Associação de Jovens Escritores de Portugal (de que muito se arrepende); foi director literário das Edições Orpheu; é director literário do DNA - Departamento de Novos Autores da Editorial Minerva de Lisboa. Sugeriu a edição de vários livros e CD?s (poesia, romance, ensaio, teatro, aforismo, etc.) e coordenou, prefaciou e apresentou várias antologias e colectâneas de poesia e de prosa. Prefaciou e comentou vários autores de língua portuguesa. Fundou e apresenta, de quando em vez, em Lisboa, a Tertúlia Orpheu. Tem quatro livros publicados e uma colecção de postais, respectivamente: Eu, o Ser e a Dúvida (1989), Compra-me Um Deus (1992), Da Ressurreição do Espanto (1998), Um bailado no centro da Alma (2002) e Fragmentos do Tempo Parado (4 postais com poemas seus e fotografias de António Vieira da Silva, 1995). É um dos autores das colectânea Bosque Flutuante - nova poesia portuguesa,1996, 12 autores e da colectânea Incomensurável, 2000, 13 autores. Fundou os Jograis Orpheu (extintos desde Junho de 2003) e produziu o CD de poesia Assim Se Diz gravado ao vivo no Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, em Junho de 1999.
Participou e participa em várias apresentações de livros, saraus, colóquios, congressos, performances e eventos culturais e afins como apresentador, animador-cultural, autor-declamador, divulgador de poesia e de música tradicional e própria (recital de canções e poesia "da música das palavras"), conferencista e actor/figurante (convidado de quando em vez pela agência Uniquestyle entre outros).
No âmbito das artes-plásticas, (pintura, colagem, aguarela, guache e desenho) utiliza o heterónimo Miguel d?Hera.
Como radialista, realizou e apresentou (locução) entre outros, os seguintes programas de temática variada: Poetas da Noite, As Palavras do Poema e O Espelho das Palavras. Na Rádio Renascença (1988) realizou e apresentou o programa Tempo de Poesia. Na Rádio Voz de Almada (1991), realizou e apresentou o programa Espírito da Manhã (música, reflexões e entrevistas).
E num dia efémero de hábitos estúpidos e terrivelmente convergentes (como no caso do trabalho), escreveu Miguel d?Hera no seu diário-não-autorizado: Ângelo Rodrigues é um resistente, eclético, ecuménico, um-criador-de-absoluta-insatisfação; é também um humanista do desejo e da ousadia, um provocador de impossíveis, um moscardo farpizante de conservadorismos e de estabilidadezinhas; um arauto da diferença; um místico do devir...
Muita saúde, paz e Amor. Fiquem bem!