sexta-feira, 16 de Maio de 2008 16:01
por
PORTUGALZINHO
DA FEIRA DO LIVRO - VII
Concorda com a forma como o espaço está distribuído? Em caso negativo, porquê?
O Parque Eduardo VII é um local aprazível, bonito e central da cidade mas não oferece outro tipo de condições tidas como fundamentais ao evento. Trata-se de um espaço desnivelado e ao ar livre! É raro o ano em que não chove durante a feira com as consequências óbvias para as vendas e para a cativação de públicos. Quanto à distribuição de espaços, não me parece o melhor. Além de tudo isto, continua-se a fazer experiências todos os anos com nefastas consequências para os editores e para os visitantes. Sabemos hoje que a feira é pensada e executada “em-cima-do-joelho”. Ora, um evento desta natureza devia ter um plano bem elaborado e competente e o seu projecto devia começar logo que termina a última feira; enquanto isto não for interiorizado e assumido por quem de direito, será sempre mais do mesmo.
Comentários
Para comentar necessita de estar registado
About PORTUGALZINHO
Nasceu em Torres Novas em 1964. Gosta de deusas atrevidas, da Noite, do Mar, da espécie-Mulher, de boa música, de artes-plásticas e de alguma literatura. É, como alguém já escreveu, um ser intelectualmente irrequieto e insatisfeito que procura despertar as consciências adormecidas pela rotina das ideias feitas, das convenções, dos sistemas. O seu horizonte imediato é a Alma-humana. Coloca de novo a velha e primordial questão universal: O que fazemos aqui? - Para onde vamos? - O que nos espera?
É Licenciado, profissionalizado e pós-graduado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e professor de Filosofia e de Psicologia do Ensino Secundário Regular e Recorrente. É, contudo, um ser anti-académico. Passou também pelo Conservatório de Música e pelo ensino de Educação Musical.
Tem a carteira de Equiparado a Jornalista e exerceu irregularmente a actividade na Imprensa Regional e na Rádio. Faz parte - em equipa com o escritor Urbano Tavares Rodrigues - da direcção (vice-presidente) do Prémio Litterarius instituído pelo Racal Clube de Silves - Algarve. É o Cônsul para Lisboa do Movimento Internacional Poetas del Mundo (com sede no Chile). Foi colaborador do Artjornal (jornal online). Foi fundador e vice-presidente da AJEP - Associação de Jovens Escritores de Portugal (de que muito se arrepende); foi director literário das Edições Orpheu; é director literário do DNA - Departamento de Novos Autores da Editorial Minerva de Lisboa. Sugeriu a edição de vários livros e CD?s (poesia, romance, ensaio, teatro, aforismo, etc.) e coordenou, prefaciou e apresentou várias antologias e colectâneas de poesia e de prosa. Prefaciou e comentou vários autores de língua portuguesa. Fundou e apresenta, de quando em vez, em Lisboa, a Tertúlia Orpheu. Tem quatro livros publicados e uma colecção de postais, respectivamente: Eu, o Ser e a Dúvida (1989), Compra-me Um Deus (1992), Da Ressurreição do Espanto (1998), Um bailado no centro da Alma (2002) e Fragmentos do Tempo Parado (4 postais com poemas seus e fotografias de António Vieira da Silva, 1995). É um dos autores das colectânea Bosque Flutuante - nova poesia portuguesa,1996, 12 autores e da colectânea Incomensurável, 2000, 13 autores. Fundou os Jograis Orpheu (extintos desde Junho de 2003) e produziu o CD de poesia Assim Se Diz gravado ao vivo no Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, em Junho de 1999.
Participou e participa em várias apresentações de livros, saraus, colóquios, congressos, performances e eventos culturais e afins como apresentador, animador-cultural, autor-declamador, divulgador de poesia e de música tradicional e própria (recital de canções e poesia "da música das palavras"), conferencista e actor/figurante (convidado de quando em vez pela agência Uniquestyle entre outros).
No âmbito das artes-plásticas, (pintura, colagem, aguarela, guache e desenho) utiliza o heterónimo Miguel d?Hera.
Como radialista, realizou e apresentou (locução) entre outros, os seguintes programas de temática variada: Poetas da Noite, As Palavras do Poema e O Espelho das Palavras. Na Rádio Renascença (1988) realizou e apresentou o programa Tempo de Poesia. Na Rádio Voz de Almada (1991), realizou e apresentou o programa Espírito da Manhã (música, reflexões e entrevistas).
E num dia efémero de hábitos estúpidos e terrivelmente convergentes (como no caso do trabalho), escreveu Miguel d?Hera no seu diário-não-autorizado: Ângelo Rodrigues é um resistente, eclético, ecuménico, um-criador-de-absoluta-insatisfação; é também um humanista do desejo e da ousadia, um provocador de impossíveis, um moscardo farpizante de conservadorismos e de estabilidadezinhas; um arauto da diferença; um místico do devir...
Muita saúde, paz e Amor. Fiquem bem!