SOL

Martin, Jack e Leonardo

Comecemos por três pareceres que não consensuais – mas são os que me parecem. O primeiro: Martin Scorsese é quase sempre muito bom. O segundo: Leonardo DiCaprio é quase sempre bastante mau. Terceiro: Jack Nicholson é o melhor actor de cinema do mundo, se a opção tomar em consideração o que é constante e não – como é costume – o que é versátil.

Vamos por partes. Scorsese é capaz de tudo e do seu contrário. Da extrema violência, siciliana e mafiosa, da máxima sensibilidade, elegante e majestosa, do suspense com alma no medo e detalhe no terror, da vida in (comum) das pessoas in (comuns), do branco e do preto sem adornos quando o propósito é simplesmente brutal, dos encarnados que enchem o olho quando o objectivo é meramente sanguinário ou romântico, da comédia, do drama e do policial, do biográfico, do histórico e do documental, do novelesco, do musical e do estritamente pessoal.

Quando de um realizador se pode citar não um, não dois, não três, mas vários múltiplos de muitos e bons filmes, só Hollywood está em condições de o desprezar; nós, o público, não podemos. Puxando pela memória sem esforço, eu faria uma lista privativa que é imponente – usando os títulos frequentemente insólitos em português, lembraria Taxi Driver, New York, New York, O Touro Enraivecido, Nova Iorque Fora de Horas, A Cor do Dinheiro, o Cabo do Medo, Goodfellas, A Idade da Inocência, Gangs de Nova Iorque e, agora, Entre Inimigos. Concorde-se ou discorde-se: quem pode negar o talento de Scorsese?

Há um filme que não acrescento e outro que saliento. Não acrescento A Última Tentação de Cristo e o motivo, ao contrário do que pensariam almas apressadas, não é um preconceito religioso, é exacta e modicamente um conceito estético. O meu critério para apreciar arte não é ideológico; continuo a achar que só a gritaria valorizou um filme que, esteticamente, não era tentador (pelo menos, ao nível do padrão de exigência de Scorsese). É justamente o bom critério – estético, artístico, sensitivo –, que me leva a salientar outro filme. A Idade da Inocência jaz, há treze anos, no baú das melhores sensações, aquele lugar especialíssimo que cada um de nós tem para guardar as suas memórias de cultura. No caso, a memória transbordante de um filme que é encanto em estado puro.

Passemos a DiCaprio. Já não sei que bom jornal inglês dizia, há umas semanas, mais ou menos isto: Leonardo DiCaprio arruinou os dois últimos filmes de Scorsese e só um ‘italiano’ teimoso e de mau feitio como Martin é – filho de sicilianos, note-se (e nota-se) – não o percebeu. Os Gangs, apesar de tudo, sobreviveram à mala pata. Mas é um facto pouco controverso que O Aviador afocinhou penosamente por causa de Leonardo. Eu o que digo é que DiCaprio não tem verosimilhança como personagem nem densidade como actor, ou seja, falta-lhe aquela luminosa capacidade para ‘fazer’ um carácter e interiorizar uma circunstância que distingue os bons actores, os únicos que são competentes a viver outras identidades sem nos deixar a mais leve – e às vezes pesada – impressão de serem imitadores, insonssos ou falsos.

Foi com essa desagradável impressão que eu saí da história que pretendia ser a história de Howard Hughes. Também sei que o Titanic é um debute lixado de ultrapassar; mas há qualquer coisa em DiCaprio que faz dele um eterno bebé Nestlé, mais apropriado para publicidade silenciosa.

Preciso de Winston Churchill ou Oscar Wilde para me redimir. Um e outro são totalistas das citações mais extraordinárias (ainda que nem sempre verazes), preciosas em caso de emergência. Dizia o mais que divertido Winston: «Engolir as minhas próprias palavras nunca me causou uma indigestão».

É isso mesmo: a verdade é que, inesperadamente, a minha opinião sobre DiCaprio começou a mudar desde que fui ver – confesso que desconfiado – o último Scorsese, a última tentativa de Scorsese com DiCaprio. Entre Inimigos na versão oficial, porque estamos a falar de uma segunda versão. Pode parecer um milagre mas não é – o filme sobrevive a DiCaprio; diria mesmo mais, o filme vive bem com ele. Pode ser que tenha começado aqui uma carreira de passado (não) prometedor.

Também pode ser o efeito da companhia. Jack Nicholson já leva 48 anos de carreira e não há papel de duro, durão, louco ou vilão em que não seja congenitamente superior. Okapa, diriam os cépticos – mas ele é sempre the tough guy. Nem sempre. Ainda que fosse, eu admiro a constância – há nele uma solene altura sobre o bem e o mal, uma cáustica indiferença pelos despojos da luta, uma incrível magnitude da força, um condescendente desdém dos mansos e dos moles, uma compulsiva legitimidade que é independente da autoridade, enfim, uma segurança maciça no que faz, e que faz sempre de maneira enxuta, demolidora, consistente e irónica (e portanto inteligente) que, a meu ver, admite pouca comparação.

Sou, portanto, um fã. Claro que não é o único esmagador quando a encomenda é o mal feito homem. Mas Nicholson esmaga mais. E ainda por cima voa sobre um ninho de cucos.

Duas recomendações para quem tenha o bom gosto de ir ver Entre Inimigos. Uma é ter paciência – são 151 minutos e malfadadamente já não há intervalos. A outra é ter (muita) atenção. Como todos os enredos que se baseiam na simetria dos opostos – um polícia infiltrado no gang, um gangster infiltrado na polícia –, a intriga complica-se e as duplicidades chegam a tornar-se barrocas.

A mim aconteceu-me receber um sms mesmo na altura de um pormenor não despiciendo. Resultado – não tenho a certeza de ter percebido tudo. Vou ter de repetir.

No entretanto, agradecia muito se alguma alma mais caridosa me fizesse chegar a sua resposta à pergunta – quem era o ‘bom’ que estava por cima dos ‘bons’ em contacto com o ‘mau’ que estava à frente dos ‘maus’?
Publicação: sábado, 18 de Novembro de 2006 21:57 por PPortas

Comentários

segunda-feira, 20 de Novembro de 2006 11:36 by bluewater68

# re: Martin, Jack e Leonardo

Bom dia.

Eu gostava de lhe fazer chegar essa resposta, o problema é que vou ter que aguardar que esse filme saia em vídeo para o poder fazer. É que deixei de ir ao cinema a partir do momento em que começou a ser invadido por pipocas e telemóveis que ficam no silêncio mas nunca são desligados.

Já pensou que ao receber esse SMS, além de ter perdido um pormenor importante do filme, possivelmente distraiu um vizinho da sua cadeira com a luzinha azulada do telemóvel? ainda se lembra quando não haviam telemóveis e as chamadas eram feitas nos intervalos do filme em telefones públicos? adiante.

Sem dúvida que aguardo com ansiedade a saída desse filme em DVD para poder apreciar aquele que será mais uma obra de eleição do Martin Scorsese. Será este o ano do reconhecimento de Hollywood?

Quanto ao Di Caprio, concordo em absoluto consigo. É difícil de afastar aquela imagem de eterno bebé Nestlé.

Do Matt Damon não li qualquer comentário seu. De qualquer forma, esse é um dos meus actores de eleição e geralmente consegue sempre bons desempenhos nos seus papéis.

Por fim, será que o actor de eleição do Scorcese, o Robert De Niro, seria uma escolha mais acertada para esse chefe da mafia irlandesa?

Cumprimentos.

segunda-feira, 20 de Novembro de 2006 11:54 by PauloPedroso

# re: Martin, Jack e Leonardo

Este fim de semana aproveitei e tirei a barriga de misérias relativamente a cinema. Gostei bastante de 'O Perfume' e ainda mais de 'Entre Inimigos'.

Dois excelentes filmes. Lamento ter gasto o meu dinheiro para ver aquilo que já era previsivelmente uma estopada: 'Corrigindo Beethoven'. Ainda está para nascer o cineasta capaz de fazer alguma coisa que se aproveite em torno da criação da nona.

Curiosamente concordo quase totalmente com as tiradas iniciais de Portas. Scorsese é um dos melhores realizadores que por aí andam, Nicholson (aqui tenho de discordar) não é, para mim, o melhor de todos os actores, mas é seguramente um dos melhores e, finalmente, DiCaprio ainda tem de comer muita papinha para merecer que o tratem como actor.

Mas, como diz, e muito bem, neste filme o rapaz consegue alcançar alguma espessura. Está a crescer. Eu acho que ele já tinha começado a crescer com "O Aviador".

De Damon, pelo contrário, pode dizer-se que é um actor bastante mais denso que DiCaprio. No entanto, neste filme, não se notaram diferenças interpretativas de monta entre Damon e DiCaprio.

Sheen e Wahlberg estão bem e não sei o que está lá a fazer Baldwin.

Enfim, mais um excelente filme para o baú!

segunda-feira, 20 de Novembro de 2006 22:58 by 91xx

# re: Martin, Jack e Leonardo

O Sr. P.Portas pega no recente livro do seu amigo P.S. Lopes, e realiza um filme dessa  obra literária.

Os actores principais podem serem o realizador do filme e o escritor do livro.

AS personagens podem ser tipo `BORAT`.

O escritor tambem é alto,  bigode, e cabeleira tambem não é problema, porque podem ser postiços.

Manuel Oliveira (?) passa a Portas Oliveira?.

Branquear no cinema a imagem do Paulinho das feiras?

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 10:41 by PauloPedroso

# Borats

Há demasiadas personagens tipo 'Borat' a passear a sua verborreia por aqui.

Julgam certamente que podem comportar-se alarvemente em qualquer lugar. Deixemos que mantenham o direito de agir como tolos, enquanto soltamos um esgar perante estes "Borats" que nos invadem os sítios onde impera a excelência.

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 12:11 by 91xx

# re: Martin, Jack e Leonardo

Tanto a falar de cinema só podem estar a imitar percurso  do EMIGRANTE Schwarzenegg?

Quem é politico profissional é normal que só escreva

sobre politica e sobre o rumo da mesma.

Politico em part time e cineasta em Full time, Schwarzenegge e R.Reagan fizeram  o contrario.

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 16:41 by ladoposto

# re: Martin, Jack e Leonardo

Porra-sr.Pedroso!V.nao admite que deem uma beliscadéla na sua"dama".Entao o sr. ainda nao sabe,que quem anda á chuva:molha-se?

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 17:59 by PauloPedroso

# re: Martin, Jack e Leonardo

Caro Ladoposto,

É exactamente como diz: Quem anda à chuva, molha-se!!!

Por isso mesmo, há que aplicar a regra a todos quantos andam à chuva. Porque a chuva, quando cai, é para molhar todos. Incluindo aqueles que querem que a água caia exclusivamente em cima dos outros. Mas, assim como Portas(que está muito longe de ser a minha dama) anda à chuva, também andam aqueles que o criticam.

Beliscadelas podem dar à vontade. Estou mais do que habituado a ver pior do que isso em relação a Paulo Portas.

Ninguém pode exigir o direito de dar beliscadelas (ou pior que isso) e criar a expectativa de ficar ele próprio livre de ser beliscado.

Eu não tenho medo de nenhuma beliscadela!

Duvido que Portas tenha medo de beliscadelas!

Por isso, venham elas!!!

:-))

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 23:49 by ladoposto

# re: Martin, Jack e Leonardo

Sr.Pedroso!Eu ainda sou daqueles que acreditam,que na base do respeito:nós,conseguimos mover montanhas!Mas como v.já se deve ter apercebido;respeito cada vez menos,e as más interpretacoes cada vez mais.Resumindo,o sr.nao tolera por aquilo que eu leio,uma unica critica que seja em desacordo com o sr.Portas,acho que o sr.preocupa-se demais com essa razao:nao vale a pena;nao vale a pena mesmo.Nao devemos levar tudo para o lado da obsessao?O ser humano é um produto líquido á procura da felicidade,só que por falta de coerencia:dificilmente a encontrará.Espero que me entenda?

terça-feira, 21 de Novembro de 2006 23:49 by ladoposto

# re: Martin, Jack e Leonardo

Sr.Pedroso!Eu ainda sou daqueles que acreditam,que na base do respeito:nós,conseguimos mover montanhas!Mas como v.já se deve ter apercebido;respeito cada vez menos,e as más interpretacoes cada vez mais.Resumindo,o sr.nao tolera por aquilo que eu leio,uma unica critica que seja em desacordo com o sr.Portas,acho que o sr.preocupa-se demais com essa razao:nao vale a pena;nao vale a pena mesmo.Nao devemos levar tudo para o lado da obsessao?O ser humano é um produto líquido á procura da felicidade,só que por falta de coerencia:dificilmente a encontrará.Espero que me entenda?

quarta-feira, 22 de Novembro de 2006 1:16 by Franzisca

# re: Martin, Jack e Leonardo

Caro Paulo Portas,

Desde já começo por referir o primeiro impulso que me levou a comentar este post: concordo plenamente consigo!

Não consigo perceber (cinematograficamente falando, claro está) o que leva Scorsese a requisitar sempre os serviços de DiCaprio!

Nesta altura do campeonato, o seu talento é deveras duvidoso uma vez que participou em mil e um sucessos de bilheteira, quase sempre como cabeça de cartaz, contracenou com alguns dos maiores actores do mundo e onde está a progressão, o desenvolvimento, a experiência?! Com tal carreira seria pois de se esperar um crescimento técnico e até intelectual por parte deste actor... A imagem de menino de 15 anos só seria anulada se a sua prestação fosse meretória de um "A" e enchesse o ecran! Infelizmente, isso está a milhas de acontecer!

Sou uma admiradora, diria até fã, de Scorsese e não perco um filme seu, mas... Será que não se apercebe que esta relação não é, de longe, simbiótica?!

Quanto a Jack Nicholson, não tenho palavras para descrever a sua grandiosidade nesta arte. Simplesmente genial! "Melhor é impossível"!

É fácil de se perceber que há mais motivos para deixar aqui um comentário.

O segundo é o desejo fortíssimo que tenho em confessar que não li o "Perfume". Não por falta de oportunidade mas antes por um certo desprezo que tenho por livros demasiado aclamados. A maioria das pessoas que conheço que já leu e gostou imenso, das duas, uma: ou tem gostos líricos completamente diferentes dos meus ou então não costuma ler de todo e fica sempre bem dizer que se leu tão famoso, bem criticado e tantas vezes editado livro!

Pois bem, o último motivo prende-se com o facto dos comentários que aqui li e que não o são!

Se me é permitido e não querendo ferir qualquer susceptibilidade, gostaria simplesmente de deixar uma nota acerca do propósito do comentário, ou seja: comentar o post inicial e não a "troca de galhardetes" com que me deparei!

Cumprimentos,

Francisca.  

quarta-feira, 22 de Novembro de 2006 6:17 by PauloPedroso

# Caro Ladoposto,

Parece que você não gosta de aplicar aos críticos de Paulo Portas a frase que você achava que lhe ficava bem a ele: Quem anda à chuva, molha-se.

Meu caro, estou farto de aceitar críticas a Paulo Portas, pelo que a sua afirmação de que não tolero nada é completamente despropositada. Vejo aliás, que está mais interessado em apontar a minha "aparente" falta de tolerância em relação a quem critica PP, mas não vejo nenhuma preocupação com a evidente falta de tolerância daqueles que o criticam. Porque será que só se preocupa com a "falta de tolerância" de alguns?

Se repara bem, eu até escrevi que eles têm o direito de se comportar como tolos. Quer maior tolerância?

Tolerância é o que mais devemos dar a pessoas que passam a vida a dizer que Portas é o Paulinho das feiras, esquecendo que os Louçãs e os Rosas, os Sousas e os Carvalhas, os Sócrates e os Guterres, os Mendes e os Durões também passam a vida nas feiras e nos mercados... quando lhes convém.

Quer maior tolerância? Tolerância é o que esta gente vesga necessita. Não se pode ser muito exigente com quem revela ter graves deficiências visuais, não é?

quarta-feira, 22 de Novembro de 2006 15:11 by ladoposto

# re: Martin, Jack e Leonardo

    Caro P.Pedroso,

  A sociedade portuguesa ainda anda muito divídida,devido a traumas que se foram acumulando,ao longo de meio século de trevas.As posicoes estremarm-se de tal maneira,que muitos de nós;ainda nao conseguiram encontrar a paz de espírito,necessária a conviver com certas situacoes de injustica,com as quais nos deparamos no dia a dia,daí,a tentacao de tentar sempre que possivel:diminuir aqueles que se identificam com a causa do truma?

quarta-feira, 22 de Novembro de 2006 16:51 by 91xx

# re: Martin, Jack e Leonardo

S.Feira

T.Feira

Q.Feira

Q.Feira

S.Feira

Sabado

Domingo

-

De Segunda a sexta...

...AS Feiras de quem trabalha.

Pejorativo?

-

sexta-feira, 24 de Novembro de 2006 0:15 by PauloPedroso

# Caro Ladoposto

Compreendo a necessidade que muita gente (ainda) tenha de exorcizar os males do passado, que foram muitos.

Aceito como perfeitamente normal o sentimento de revolta face aos abusos e aos crimes cometidos pelo Estado Novo.

Sucede, meu caro, que, no que me diz respeito, sou uma pessoa com convicções profundamente democráticas e não tenho qualquer espécie de identificação, por mais remota que ela seja, com o Estado Novo. Pessoalmente, detesto todo o tipo de ditaduras, independentemente da substância ideológica que a sustenta.

Da mesma forma, desculpe que lhe diga, Paulo Portas é uma pessoa com formação, convicções e postura política democrática que está muito longe de, como você diz, se identificar com a causa do trauma de muita gente à Esquerda.

Se há gente à Esquerda que ainda vive os traumas do Estado Novo (e eu acho que devem ter muitas razões para isso), que procurem outros "objectos identificadores" para esse trauma, porque Paulo Portas de certeza absoluta que está fora dessa associação.

Porque, vai ter de me desculpar, só há dois tipos de pessoas podem dizer que Portas se identifica com a ditadura do Estado Novo: as que, tendo um conhecimento mínimo de ciência política, o dizem com intenções de mero ataque político, sabendo que tal associação não faz sentido e é mentirosa (pelo que o dizem malevolamente) ou os que, não conhecendo nem dominando o complexo mundo das ideologias políticas, o dizem por ignorância.

Desculpe que lhe diga mas não é por Paulo Portas ser de Direita e ter convicções políticas de Direita que está politicamente próximo do regime Salazarista. Há muitas Direitas, tal como há muitas Esquerdas.

Pode-se ser de um lado ou de outro e ser-se um Democrata... ou não.

E acho que, para bom entendedor...

sábado, 25 de Novembro de 2006 15:19 by sergiosse

# re: Martin, Jack e Leonardo

Vejo que as hostilidades continuam neste campo em que temos de um lado uma gigantesca ala contra Portas e do outro lado a ala constituida por 2 elementos a defender efusivamente o seu Portas.

Acho isto sinceramente ridículo.

É certo que Paulo Portas é do pior que a política tem em Portugal. Quanto a isto nem o PauloPedroso pode evocar a defesa da honra que isto é um facto e já lá diz o ditado "Contra factos não ha argumentos".

Agora que está a dar os primeiros passos como cinéfilo há que deixar isso fluir.

P.S:

Noto uma ideologia fascista obcecada e doentia  ao ver o senhor PauloPedroso proferir frases, ao longo das semanas, como esta: "Meu caro, estou farto de aceitar críticas a Paulo Portas..."

Uma nota final ao senhor PauloPedroso que fica tão incomodado com as feiras.

Quer queria, quer não Paulo Portas, para além de um grande palhaço no panorama político nacional, nunca será mais, nesta área, que o paulinho das feiras. Há coisas que ficam para sempre!

Cumps

sábado, 25 de Novembro de 2006 17:14 by PauloPedroso

# re: sergiosse

Noutros tempos deixar-me-ia envolver por polemistas provocadores e arruaceiros que se servem de insultos e de argumentos ad hominem como forma de expressaõ dos seus fracos argumentos.

Pessoalmente considero um insulto ser tratado por fascista, até porque nada tenho a ver com essa ideologia, que me abomina, que detesto e que me repugna profundamente.

Os factos, tal como as evidências, ficam bem visíveis.

Ainda bem que há quem revele, através das suas palavras escritas, o que vale e o que é como ser humano.

Fica o registo escrito para que todos possam ver como os factos reflectem a verdade sobre  sergiosse.

Eu limito-me a ignorar semelhante baixaria. Até porque, quem acha que é dono da verdade e diz, do alto do seu pedestal coisas como as transcrições que a seguir reproduzo, está muito longe de poder ser um interlocutor sério e honesto. Há quem acuse os outros de terem certas características para mais facilmente as sacudirem de si próprios.

Eis as verdades absolutas

- «É certo que Paulo Portas é do pior que a política tem em Portugal. Quanto a isto nem o PauloPedroso pode evocar a defesa da honra que isto é um facto e já lá diz o ditado "Contra factos não ha argumentos".»

- «Noto uma ideologia fascista obcecada e doentia...»

- «Quer queria, quer não Paulo Portas, para além de um grande palhaço no panorama político nacional, nunca será mais, nesta área, que o paulinho das feiras. Há coisas que ficam para sempre!»

Palavras para quê? Temos aqui um homem de grandes e poderosas verdade. Aliás, basta ver o estilo, para perceber que ele nem sequer admite uma alternativa à "sua" verdade. A dele é a verdade "certa" e até se permite recorrer a esse poço sem fundo que é a sabedoria popular, que dá para tudo e para nada, para dizer que "Contra factos não há argumentos".

São estes interlocutores que se devem considerar o suprasumo da seriedade e da inteligência argumentativa.

Os factos (escritos) ficam para quem os escreve. Ainda bem. Podemos todos ficar descansados quanto à natureza "verdadeira" deste sergiosse.

sábado, 25 de Novembro de 2006 20:54 by sergiosse

# re: PauloPedroso

Falou Falou Falou e não disse que não tivesse ja dito a outras pessoas que criticam o seu protegido.

Adianto ainda que não contradisse nada do que foi escrito.

Chama-me de arruaceiro? Só há um comentário para isso "LOL". Já viu o comportamento do seu protegido nos plenários?

Se sim então estamos conversados.

Já agora... o papel que o senhor desempenha aqui de defensor incontestável de P.P. é considerado profissão? Se sim diga se é bem remunerado que eu vou-me oferecer para esse trabalho a algum colunista (mais respeitável que P.P e, principalmente, civilizado).

Quanto às verdades, peço-lhe imensa desculpa, mas ao escrever esqueci-me que era o senhor o dono da verdade. Foi um lapso meu que não se torna a repetir.

"Podemos todos ficar descansados quanto à natureza "verdadeira" deste sergiosse." <- O senhor é uma pessoa muito cómica.

Já que gosta tanto falar de verdade... qual o valor de veraicidade que o senhor ambiciona chegar com estas defesas doentías ao P.P? 10%? O P.P também ambicionava.

sábado, 25 de Novembro de 2006 23:32 by hokalos

# re: Martin, Jack e Leonardo

Quando aprovamos um acto acabamos por ser responsáveis das consequências desse acto.

Houve em Portugal muitos que aprovaram a invasão américo-britânica do Iraque; entre os mais notórios estão: o actual presidente da comissão europeia, isto é, o trânsfuga do cargo de primeiro-ministro de Portugal, sr. Durão Barroso; os seus, na altura apaniguados, Paulo Portas e os auto-proclamados catolicíssimos Felix Bagão, Nogueira Pinto Maria José e quejandos que mandaram às ortigas as recomendações de João Paulo II; e, para não perder mais tempo, José Pacheco Pereira [o de boa memória ?PPP (= pobre pacheco pereira)?, amicíssimo e insuspeito louvador de PPortas] que afincadamente afiançou que existiam as não-afinal-existentes ADM: porque é que afiançou? Provavelmente porque, sendo possível agente de uma qualquer agência de informação anglo-saxónica ou (para despistar) do outro extremo, sabia.

Entretanto foram assassinados milhares de soldados britânico-americanos e muitos mais milhares de inocentes civis iraquianos.

Ora, dado que ?Quando aprovamos um acto acabamos por ser responsáveis das consequências desse acto?, os portugueses acima mencionados e outros anónimos são também ?responsáveis? desses assassinatos e das torturas que tiveram lugar, das quais as últimas noticiadas não serão ainda as últimas: ?De l'été 2003 au printemps 2005, quelque 1 200 soldats néerlandais ont été déployés dans la province d'Al-Muthanna, sous l'autorité de l'armée britannique. ?Des officiers, dont la mission précisait qu'ils devaient "converser" avec des suspects, auraient utilisé des techniques assimilées à des actes de torture : prisonniers aspergés d'eau, soumis à des bruits très aigus, contraints de porter des lunettes opaques avant d'être exposés à des lumières vives, etc.- ver Le Monde de 18nov06?.

Já agora: ?M. Blair admet que l'intervention en Irak a été "un désastre"

ver Le Monde de 18nov06?: os portugueses acima mencionados e outros anónimos são também ?responsáveis? desse desastre. Sejam felizes por terem, mental e voluntariamente, ?colaborado?  nesses assassinatos e desastre. Vivam os assassinos (ESSES !!!)!

domingo, 26 de Novembro de 2006 2:18 by sergiosse

# re: hokalos

hokalos muito bom texto. Simples mas objectivo!

Agora vai ter de se preparar para ler um comentário do senhor PauloPedroso porque ninguém diz uma barbaridade destas (SEGUNDO ELE CLARO!!) sobre o seu protegido e fica impune.

domingo, 26 de Novembro de 2006 2:18 by sergiosse

# re: hokalos

hokalos muito bom texto. Simples mas objectivo!

Agora vai ter de se preparar para ler um comentário do senhor PauloPedroso porque ninguém diz uma barbaridade destas (SEGUNDO ELE CLARO!!) sobre o seu protegido e fica impune.

segunda-feira, 27 de Novembro de 2006 3:25 by PauloPedroso

# Sergiosse

Ainda bem que admite a sua condição de vendido a quem esteja disposto a pagar pelo seu trabalho de sabujo.

A minha defesa de Portas resume-se à minha intervenção cívica, com o direito que o regime democrático em que vivo me concede ao expressar livremente a minha opinião e a minha posição relativamente à política nacional.

Eu não só não conheço nem tenho nenhuma relação com Paulo Portas, como jamais aceitaria pôr a minha palavra ao serviço de uma remuneração qualquer. Até nisso somos diferentes. Eu não digo que a minha posição seja, nesta matéria, melhor que a sua. Limito-me a constatar um facto bem evidente: ao contrário de mim, você parece sentir atracção pela ideia de se pôr à venda. Ainda bem para si!

Quanto às verdades absolutas, não sou eu que escrevo coisas como: "É certo que...", "contra factos não há argumentos" ou "há coisas que ficam para sempre".

Ainda bem que o senhor se consola e é feliz tanto no seu mundo de certezas absolutas.

Você bem que queria que eu expusesse o contraditório em relação às suas verdades. Sucede que, uma pessoa como você não pertence ao grupo de pessoas dignas de ser interlocutor de quem quer que tenha a expectativa de um diálogo democrátrico, esclarecedor, leal e franco.

Quer conversa? Vá ter com quem tem um cérebro formatado como o seu, que eu já dei para o peditório dos provocadores e dos arruaceiros.

segunda-feira, 27 de Novembro de 2006 13:57 by dstock

# re: Martin, Jack e Leonardo

Achei um excelente filme e por acaso vi-o com intervalo. Ainda há cinemas que o "usam". No entanto nem senti necessidade de interromper o filme, são 150 minutos intensos e de extrema qualidade a todos os níveis, e gostei imenso das diferentes interpretações. Achei Jack Nicolson sublime mas também Di Caprio, de quem nem sempre gosto. Já Mat Damon, acho um pouco repetitivo neste tipo de papel, o "mau com perversão" como fez em "O fabuloso Mr Ripley". No entanto não serviu para estragar o filme.

segunda-feira, 27 de Novembro de 2006 14:28 by Karyatis

# re: Martin, Jack e Leonardo

Coitado do Leo di Caprio, da imagem do "menino bonito e nada mais" não se livra tão cedo.

O artista é um bom artista, não havia necessidade... E nem é assim tão bonito.

Cresceu muito e teve imensa sorte de ter bons e excelentes papeis, pelos vistos os senhores de Hollywood não foram tão rápidos a classificá-lo como apenas mais um bonitinho. O que há mais em Hollywood são os bonitinhos, muitos não passam de empregados de mesa com ambições enquanto o Leo faz de Howard Hughes, contracena com Nicholson, etc. etc. etc.

Vá lá, Dr. Portas, tente ver o rapaz sem ser pelo prisma dos olhinhos azuis.

segunda-feira, 27 de Novembro de 2006 20:00 by sergiosse

# re: PauloPedroso

O senhor é ridículo!

O senhor é realmente obcecado. Se afirmar que Paulo Portas é um palhaço na política portuguesa, como sendo um facto, é pensar que se é dono de uma verdade absoluta, então fico feliz por ver que espalhados por todo o país haja uma grande percentagem de "donos da verdade".

Quanto ao seu querido protegido ja nem nas feiras se safa.

Talvez se safe melhor na comédia e entertenimento num canal de fracas e penosas audiências.

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