28 de MAIO DE 2015 : O DISCURSO!
Citação do discurso proferido pelo coordenador do M.R.N. (Movimento de Regenaração Nacional) professor Medina Spínola Carreira:
«Portugueses:
A hora é de reflexão. O momento exige prudência, sageza, sensibilidade patriótica, lucidez.
Quando escrevi o livro «PORTUGAL SEM FUTURO», estava longe de prever o desfecho e as peripécias que levaram ao golpe de Estado que pretende recolocar Portugal nos trilhos da honorabilidade, da racionalidade económica e do prestígio internacional.
Nesse livro limitei-me a plasmar aquilo que um bom lote de esclarecidos pensadores__isentos e sem paixões partidárias__ iam timidamente transmitindo através de uma comunicação social maioritariamente intoxicada por forças partidocráticas...
O M.R.N. (Movimento de Regeneração Nacional) procura ser uma alternativa ao falhanço da partidocracia. Democracia tem regras, se elas forem esmagadas, pervertidas, ela deixa de o ser. Perverte-se também, ela própria.
Nós, M.R.N., acreditamos numa democracia pura, onde a justiça funcione, onde as leis sejam eficazes e não um mero incentivo à prevaricação e ao crime.
Vamos suspender o regime partidocrático por dois anos. Vamos erigir regras mais sãs, mais eficazes, mais persuasivas. A legislorreia existente vai ser podada a fim de se criarem mecanismos mais simples, mas com coercitividade e exequibilidade. Menos leis, mas mais claras, mais sérias, mais objectivas.
A democracia autêntica tem regras e também tem custos. Quando se adulteram as regras os custos disparam de forma incontrolável. A espiral demagógica faz o resto... a impunidade campeia, a justiça resvala para a sargeta, o Estado de Direito é uma caricatura.
Aquilo que vivemos até agora era uma partidocracia pura e dura. Sem regras esclarecidas, sem ética, sem escrúpulos, sem pudor. Destituída de valores.
A justiça, esse pilar de qualquer regime, foi contaminada pelos partidos. E essa contaminação foi longe demais. Alguém disse, com uma expressão feliz, que foi «capturada»...E foi-o.
O próprio PR, em vez de ser o presidente de todos os portugueses, o garante da ética e do bom funcionamento das instituições, era o representante de uma clique. Actuava de forma calculista pensando nos interesses dela, muitas vezes prejudicando a imagem do todo nacional.
Fazia tudo para suportar os seus apoiantes (v.g. um conselheiro de Estado envolvido em escândalos de colarinho branco...) até onde mais não fosse possível. Por gratidão? Por ingenuidade política? Por calculismo?
Não importa fazer juízos agora que o leite foi derramado não vamos chorar estultamente.
Dizia que «falava por falar» (sic) e fazia-o a conselho dos seus assessores. Nem sequer se apercebia do atestado de menoridade mental que passava a este povo sereno mas digno que tudo aguentou até explodir, no seu «direito à indignação», que culminou no golpe de Estado.
Enfim o PR refugiava-se muitas vezes, demasiadas vezes, assinale-se em abono da verdade, numa abstracção que tresandava a cumplicidade ou, quiçá, cobardia mental...
É de todos ainda bem patente aquela situação em que permitiu que fosse plantada uma notícia falsa, por um dos assessores de confiança, não a tendo desmentido, em tempo útil, permitindo, isso sim, que passasse por verdadeira, durante certo lapso de tempo, com evidentes danos para a imagem de um governo que dizia respeitar e com quem dizia ter cooperação estratégica. Bonita cooperação esta...
Os governos (quase todos diga-se com isenção e rigor) queriam mais a perpetuação no cargo que a resolução dos problemas concretos dos portugueses. Olhavam mais às sondagens do que aos indicadores económicos e financeiros mais representativos. A Pátria? Era o seu umbigo partidário!
A demagogia era a erva daninha que minava a democracia. O joio que abafava o trigo. A filoxera que destruía a vinha democrática.
Os jornais sérios e isentos eram asfixiados financeiramente pelos tentáculos do polvo no poder e seus testas de ferro . A verdade era escondida por gente poluta e eticamente amputada, colocada estrategicamente aos comandos da justiça. Enfim, o regime partidocrático tinha a suástica na alma!
Os cidadãos conscientes eram lançados para os tribunais quando ousassem desafiar o polvo e economicamente asfixiados até ao âmago do seu ser. Perseguidos na profissão, na família, por vezes até na própria paróquia! Havia padres e bispos que mais não eram que extenções do poder político, comissários reles e impúdicos até ao mais recôndito da sua alma!
As campanhas eleitorais eram fontes inesgotáveis de despesismo megalómano. Usavam-se recursos do Estado, de forma directa ou indirecta. Empresas onde o Estado tinha interesses eram manipuladas para «comprar votos», órgãos de informação estratégicos, até a «imagem» de alguma estrela desportiva ou literária...
Os partidos hegemónicos (qualquer deles, diga-se com rigor e isenção) foram useiros e vezeiros em práticas altamente lesivas da economia nacional, colocando habitualmente acima do interesse público, do interesse da colectividade, o interesse do partido que estava a montante... em dada circunstância...
Agora há que olhar para trás, com frieza, com rigor e isenção, procurando corrigir os erros crassos que foram cometidos e que degeneraram no golpe de Estado que foi protagonizado por estes jovens capitães, que, na senda dos que deram uma nova oportunidade a Portugal em 25 de Abril de 1974, procuram agora restituír Portugal aos portugueses.
O capitão, eterno capitão Salgueiro Maia, se é que há vida no Além há-de erguer a face e sorrir de novo. Portugal levantou-se do chão!»