SOL

ramosdebarros

um blogue de terceira para leitores de primeira

WikiLeaks: Terrorismo?!

A recente polémica com a prisão do mediático Assange, um dos responsáveis pela divulgação de conteúdos secretos na WikiLeaks, deixa algumas interrogações o ar.

Será que pode ser considerado terrorismo divulgar documentos sob segredo de Estado, num estado qualquer, mas que o interesse público justifica a sua divulgação?

 

O estado de segredo a que já nos fomos habituando, mesmo intra-muros - será um paradigma de exemplaridade a seguir?

O semanário SOL ao divulgar dados relevantes pondo em xeque o regular funcionamento das instituições também estará a ser terrorista?

 

O mundo vai virar de pernas para o ar. a transparencia vai ser  considerado crime de terrorismo?

Vamos assistir de camarote a estes episódios.

por ramodebarro | 15 Comentário(s)

Portugal Ajuda Irlanda

Portugal vai contribuír com a sua quota-parte para a ajuda à Irlanda do Norte. Sócrates diz que é um investimento seguro. Refere que Portugal não vai precisar de ajuda suplementar.

Enfim, será que poderemos acreditar com tranquilidade  neste cenário? A Europa continua fustigada por ventos atípicos. Os mercados, de forma hiperbólica,  quiçá, também vão dando machadadas na credibilidade do sistema monetário europeu. Há muita especulação e volatilidade bem sabemos.

As acções não são o espelho fiel  do valor das empresas (flutuam ao sabor de conjunturas e de rumores) nem é possível quantificar com rigor a salubridade financeira dos países. Contudo há indicadores que são sinais iniludíveis para os mercados.

A corrupção e o défice na justiça são calamidades que não abonam nada a credibilidade da Europa no actual contexto. O populismo fez mergulhar a Grécia num atoleiro de grande dimensão. A Irlando com uma dívida pública acima dos 30% do PIB vai tardar a recuperar por muito esforço que façam todos os irlandeses.

Em Portugal assistimos a censura feroz para tapar o sol da corrupção com a peneira da intimidação. Vários jornais são alvo de tentativas de silenciamento. As TV's idem aspas.

O silêncio forçado é imposto de cima, qual mordaça que tenta asfixiar todas as tentativas de afloramento da verdade nua e crua. O dique ditatorial ainda vai conseguindo travar algumas, contudo as fissuras são muitas, a ruptura poderá estar a mais curto prazo do que se imagina.

Há, com o aproximar das eleições presidenciais, uma tentativa para meter o PSD no barco do silenciamento por motivos patrióticos. O sentido de Estado obriga, por vezes, ao calar, ao silenciar de  justas críticas, ao atenuar das crispações....

Mas o silêncio permanente quando a enxurrada está visível a olho nu, quando os «boys»  emergem como gafanhotos, depauperando a seara democrática, quando a filoxera da corrupção mostra todo o seu esplendor ameaçando a vinha, é impossível de manter.

O sentido de Estado tem limites. O bom senso também. A Europa pode estar metida numa encruzilhada sem saída. O atoleiro pode vir a manifestar-se um poço sem fundo, tal o sorvedouro de dinheiros públicos em ajudas sem qualquer impacto no tecido económico-financeiro, tal o manancial de recursos afectos a obras faraónicas sem retorno visível a curto ou médio prazos.

A nossa sustentabilidade começa a estar em causa, neste modelo democrático em que vivemos. Esta democracia ou se regenera a curto prazo ou virá outra: mais «musculada», mais  atenta aos resultados práticos e menos virada para o culto de valores .

É hora de se combater o abuso, o gasto supérfluo e sumptuário, se acabarem com mordomias de membros da «nomenklatura» que servem de «factotum» ao poder instalado. «Boys» fora do aparelho de Estado, senão o Estado vai ao tapete!

por ramodebarro | 11 Comentário(s)

ALICE VIEIRA DIZ QUE É FEIO!!!! UMA PÉROLA...

Há escritores que são autênticas pérolas. Às vezes, dão compaixão!

 

Esta é ALICE VIEIRA, no seu melhor! Não perca... é paradigmático!!!

 

Certamente detesta o SOL, por denunciar a corrupção reinante. Certamente detesta os que detestam o enriquecimento ilícito, as fraudes, os abusos do poder, as prepotências dos que se servem do Estado para subir ao pódio!

 

Enfim, tolices de gente politicamente grata...

por ramodebarro | 3 Comentário(s)

E Jesus... de novo foi «cristo»!...

 

Não, não me refiro a Jesus de Nazaré, mas sim ao Jesus do Benfica, o popular JJ.

Então não era de prever que aquele sistema táctico cuja génese teve origem no famoso Liverpool  v s Benfica da época transacta, de bem triste memória, iria dar barraca?!

Era previsível que pusesse um marcador directo ao Hulk, isso sim, Alguém rápido e atento, não um David Luís que não tem velocidade para lateral. Nem velocidade nem rapidez de reflexos . É duro de rins como ontem se viu mais uma vez.

No ataque a ausência de Saviola foi um suicídio. Ele é neste momento o jogador mais talentoso do ataque embora não tenha frescura física pois tem sido utilizado quase sempre. A rotação do plantel, em ordem a obviar à saturação não tem acontecido. Será para criar automatismos com uma equipa-tipo?!

Se é, ontem saíu no tiro pela culatra pois o próprio central usado, Sidney, tão pouco tem jogado que não tem nem rotina nem mecanização para o lugar. Foi uma aposta perdida e logo à partida se via isso. É lento e não tem reflexos. A ausência da titularidade tem agravado esta pecha.

Há que rodar o plantel e meter jogadores como Airton que é bem capaz de ser compatível com o espanhol Xavi Garcia, desde que este se predisponha a avançar mais no terreno e a dar força ao meio campo na vertente ofensiva. O próprio Sidney que começou a sua carreira a ponta de lança, era útil de vez em quando metê-lo no ataque para aproveitar a estatura e dar força e envergadura física a um plantel que nalguns sectores mais parece constituído por jogadores de futebol de salão.

O Porto usa a força e a capacidade física de forma excessiva até. Jesus não pesou isso e deve ter-se arrependido. Os argentinos são brinca na areia e  neste tipo de futebol competitivo e musculado, com terrenos escorregadios e pesados, são uma menos-valia...

Jesus, se não quiser ser «cristo» mais vezes, tem de fazer novas opções.

A equipa é muito macia e frágil fisicamente. Os centrais têm de olhar mais vezes para as costas para não serem comidos infantilmente como aconteceu com o Falcão ontem e já tinha acontecido na supertaça. Ele coloca-se habilmente nas costas do Luisão e, qual lince, salta de rompante e tira-lhe a bola com rapidez e sentido de oportunidade. Isso tem de ser treinado para se evitarem situações destas. Não se vêem os centrais a mexer a cabeça, nem olharem para trás, estão sempre olhando para o sítio de onde parte a bola. Especados no esférico nem se apercebem das movimentações dos predadores...

Jesus, isto tem de ser corrigido nos treinos. Há que adoptar uma postura mais vigilante na defesa, há que virar a cabeça mais vezes, há que ginasticar o pescoço senão o bandido rouba o ouro todo...

por ramodebarro | 6 Comentário(s)

VITÓRIA DE DILMA...

A vitória já aguardada de Dilma no Brasil mais não foi do

 que a prova de que a aura de Lula da Silva continua em alta apesar de pecados graves na administração.

O saldo foi largamente positivo. Ela recebe a herança do seu antecessor e promete elevar a fasquia.

Corrupção haverá sempre a níveis diversos. Ninguém tenha ilusões. Mas que o rumo para uma sociedade menos radicalizada, onde a diferença entre os muito ricos  e a pobreza seja  elevada, é um facto. A harmonização vai consubstanciar-se através de reformas graduais, ninguém duvide. O Brasil será outra vez um colosso a nível mundial. Estancada a dívida externa, atenuada a pobreza extrema, caminhar-se-á agora para  um progressiva atenuação das desigualdes sociais. A democracia económica terá as portas abertas e  caminhar-se-á

para uma maior justiça social..

Lula será sempre uma «eminência parda» a sussurrar conselhos à sua sucessora e é de prever uma ainda maior abertura para a ascensão das mulheres em diversos domínios da vida política.

Oxalá a criminalidade violenta não venha a perturbar o regime. Ela deverá usar «mão de ferro» no tocante ao controlo da violência, sob pena de tudo soçobrar como um castelo de cartas....

por ramodebarro | 2 Comentário(s)

QUESTÃO BANAL? SIM, DISSE ELE...

Em tempos, no exercício do cargo de deputado municipal, e porque me estavam a ser sonegadas informações importantes sobre obras sem concurso público, recorri à extinta alta autoridade contra a corrupção, pedindo para ser investigada uma autarquia. Não a acusei de corrupção, disse apenas que havia ilegalidades graves passíveis de ocultarem situações que poderiam ser lesivas do erário público, beneficiando por sistema alguns empreiteiros.

Usei linguagem técnica, nunca recorri a termos insultuosos, mas pus o dedo nalgumas feridas: admissões de pessoal, empreitadas e fornecimentos.

O certo é que em vez de investigar ou mandar investigar, o responsável-mor da organização deu conhecimento de duas cartas subscritas por mim aos visados: os autarcas suspeitos. Ora, ele estava por lei obrigado ao sigilo absoluto!

De imediato lhe enviei uma carta registada pedindo explicações, senão iria processá-lo por violação do sigilo!

Para minha surpresa recebi um telegrama urgente a pedir para lhe telefonar tendo-me dado três telefones directos. Estive para não ligar e insistir com nova carta. Todavia, aconselhado por amigos, fiz o tal telefonema.

Para minha surpresa a explicação foi esta: ele não fora o culpado! O culpado fora uma entidade hierarquicamente superior (que não era obrigada a sigilo!) que solicitara os documentos e garantira o sigilo mas não cumprira a sua palavra!!!

Fiquei abismado!

Falei por metáforas;«então se o padre é obrigado a guardar segredo da confissão, mas se o bispo lhe pedir, ele, por respeito à hierarquia, quebra o dever de segredo! Que confiança terão os crentes num padre assim?!»

Ele sorriu, percebeu a minha ironia, mas limitou-se a dizer:«sabe, isso da quebra do sigilo é uma coisa banal, vai-se a um tribunal, dá-se uma gorgeta a um funcionário e obtém-se o documento sob sigilo!...»

Fiquei completamente siderado, um indivíduo que eu tinha na máxima consideração, no máximo apreço, falar daquela forma era o desmoronar das minhas expectativas...

 O regime de Abril entregue a criaturas destas, em postos-chave, era o princípio do fim!

Falei com as pessoas que ouviram todo o diálogo e todos condenaram aquela acção e aquele tipo de linguagem. Não fui para tribunal pois era tempo perdido e a sanção nula!

Recorri ao Senhor Presidente da República, então general Eanes, pessoa que eu considerava acima de qualquer suspeita, pessoa dotada de uma craveira ética e moral acima do comum, logo incorruptível, portanto capaz de pôr cobro a esta (e  outras similares...) situação que era a antitese da verdadeira democracia, da honra, da lisura de processos, do repeito pela legalidade.

O certo é que passado algum tempo, a alta autoridade  foi extinta! Todo o seu acervo documental foi para a Torre do Tombo.

Ainda recebi uma carta em tom ligeiramente ameaçador do senhor alto comissário dizendo que me tinha dito tudo o que haveria para dizer e se mais não disse é porque era obrigado ao sigilo!!!

É certo que em tribunal o meu processo durou anos e ganhou mais de três mil páginas!

Na sentença o juiz dá-me um grande elogio, mas, ao estilo «uma no cravo e outra na ferradura», entendeu que eu pratiquer «dolo genérico» e que algumas expressões eram «excessivas». Enfim, as expressões eram: «onde pára o dinheiro!», «há crimes de lesa-economia» (por não haver concurso público para grandes empreitadas), «há repressão sindical fascizante»...

Fui condenado mas a seguir indultado por causa de uma amnistia...

 Que ganhei eu com tudo isto! Apenas uma repressão feroz no local de trabalho, coisas insignificantes eram olhadas por alguns lacaios como ofensas graves, e, pior ainda, por vezes era acusado de ter mentido em tribunal, quando de facto nunca menti, quem mentiu foi quem me acusou, mas perante a maioria, devido a uma intoxicação jornalística de elevado calibre, o «mau da fita» fui eu...

Agora, para terminar, eu pergunto: «Face Oculta», «Freeport» e tantos casos que por aí andam nas bocas do mundo não serão apenas a parte visível do icebergue?!

A justiça que temos é nauseabunda, os próprios responsáveis pelo sindicato dos magistrados olham com desprezo alguns pares, parece que anda tudo «capturado»... como disse em tempos Saldanha Sanches com raro sentido de oportunidade. A crise é o corolário de tudo isto ninguém duvide.

Há mais de vinte anos que venho dizendo isto mas ninguém se atreve a pegar o touro corrupção pelos cornos. E será ele, touro-corrupção a mandar a Pátria à arena, ninguém duvide!

Há que o eliminar, tão cedo quanto possível! A bem da comunidade! A bem de toda a gente séria e honrada que se farta de trabalhar para encher a algibeira de meia-dúzia que se servem do poder político (e judicial...) para os fins mais iníquos.

por ramodebarro | 5 Comentário(s)

MERGULHANDO NO... FUTURO!

Era o dia 11 de Outubro de 1962. O Benfica ia defrontar o Santos no Estádio da Luz, para a segunda mão da Taça Intercontinental. Eu estava ansioso por ver o jogo. O caso não era para menos: urgia recuperar da desvantagem de 2-3, que fora o resultado da primeira mão.

Eusébio e Pelé, frente a frente perante o mundo inteiro!

Aos comandos do avião, senti que ia chegar atrasado. Lisboa estava ainda longe. Era preciso andar mais depressa. Empurrei o manche para a frente e... o avião disparou!

Surgiu no painel de instrumentos uma mensagem: «Entrou na Rota do Futuro! Escolha a opção!»

Dentre as vários opções escolhi «Um século!»

O avião disparou, como se fora uma nave espacial de sofisticada tecnologia!

Dentro de alguns minutos (que me pareceram uma eternidade) eu estava no dia 11 de  Outubro 2062!

Estava com o aeroporto de Orly à vista! Paris, a inconfundível Paris, com a sua Torre Eyfel, o Arco do Triunfo, a Notre Dame... enfim, era inconfundível.

Fui contactado pela rádio, primeiro em árabe, como não respondi, veio uma comunicação em francês.

Dava-me autorização de aterragem no aeroporto Osama Bin Laden!

Fiquei estupefacto! Mas reagi com naturalidade e dei o meu aval. Com os procedimentos normais, fiz uma abordagem à pista em uso, entrei em «vento de cauda», depois «vento cruzado» e... «final», já estava enfiado com a pista... aterragem impecável e sem problemas.

Um placard enorme dizia: «Alá é grande e Maomé o seu Profeta!»

Pensei estar nalgum país árabe, mas não, era mesmo Paris. Nestes cem anos tudo tinha mudado profundamente. A primeira pergunta que fiz foi qual o resultado do Benfica Santos. Ninguém sabia de nada. Ninguém jamais ouvira falar de Eusébio ou de Pelé.

Vieram uns enfermeiros e conduziram-me ao hospital. Fiquei espantado: as enfermeiras todas de burka!!!

Era um hospital psiquiátrico. De nome: «11 de Setembro!»

Comecei a ver a TV e fiquei abismado! Portugal era um satélite da República Teocrática da Eurolândia!!! O presidente era um tal Moamede Bin Laden, um descendente de um tal Bin Laden, árabe muito popular  e que dera início a uma nova era: a era al-qaeda!

As imagens que via de Portugal eram terríveis! Gente triste, acabrunhada, as mulheres metidas naquelas burkas horríveis, os homens vestindo umas saias inestéticas e usando todos barbas enormes! Toda a gente se fartava de rezar, rezavam a toda a hora, havia locais próprios para isso. Todos curvados, descalsos, olhar alucinado contemplando Alá...

Todos na direcção de Meca...

Os talibans dominavam a cena política, cultural, desportiva.

A música tinha sido proibida, e considerada «emanação maléfica de satã!»,« alienação de infiéis», «ópio de mentecaptos», e outros mimos similares...

Paris, a bela Cidade Luz, denominava-se Al Paris. O torre Eyfel, era o Memorial de Alá!

Enfim, era uma coisa do outro mundo! que se teria passado nestes cem anos?!

O psiquiatra que me veio assistir explicou-me tudo! Os árabes dominavam o mundo, a cimitarra fora substituída por outra coisa mais eficaz: procriação!

O «infiéis» estavam acantonados nos EUA onde estava agora o Papa. O Vaticano fora confiscado.

Chamava-se agora Hégira! Um protectorado incrustado na República Teocrática da Eurolândia!

Era assustador!

Eu que pensava ir ao Estádio da Luz e... depois, passar pelo Elefante Branco e beber um copo, estava condenado a esta Paris de outro mundo, que nada me dizia, nada me seduzia!

Em vez de uma Brigitte Bardot linda como o sol, com aquele busto tentador, aquele sorriso malandro, como que a dizer:«viens, mon chéri!», tudo eram burkas e mais burkas... Alá por todo o lado, barbas  e mais barbas hirsutas, homens esquálidos orando, orando, orando...

Estaria louco?! Pedi um tranquilizante ao psiquiatra. Este deu-me uma imagem de Alá e um livro enorme: o Corão! Beijou o Corão com tal devoção que pensei ser a «Gaiola Aberta» do Zé Vilhena, o impagável autor de literatura popular...com aquelas mulheres esculturais, de peitos salientes e pernas bem torneadas...

Fiquei doente! Estava mesmo doente!

Eis senão quando, um trovão enorme seguido de um clarão intenso e uma imagem no céu: REGRESSO AO PASSAO!»

Caio abaixo da cama e ligo a TV! Estava a dar uma entrevista da Judite de Sousa ao Sócrates, sobre o Orçamento para 2011!

A Judite, linda como o sol, fazia-me lembrar a Brigitte, a loura Brigitte Bardot!

O Sócrates, sorridente, com o nariz do tamanho normal, sem barbas como os talibans... parecia-me um Deus no Paraíso!

Como eu dissse mal do futuro naquele dia memorável! Até o Sócrates me pareceu uma entidade digna do olimpo!

por ramodebarro | 8 Comentário(s)

Angela Merkel, quer integração mas...

O processo de alargamento indiscriminado da união europeia está a gerar controvérsias nomeadamente no que concerne à integração de uma variedade de culturas e de religiões, uma autêntica amálgama, no tecido sociocultural europeu. Uma babel institucional e cultural...

A Europa, de matriz essencialmente cristã, como o Papa tem vindo a reivindicar e a exortar, arrisca-se a ser a médio prazo um barril de pólvora em termos de coexistência multicultural.

Angela Merkel quer a integração dos muçulmanos e pede que aprendam a língua. Sensato, lógico, inteligente.

Mas será que  eles quererão? Será que não considerarão um «ultraje» às suas raizes culturais e às suas idiossincrasias?

Longe vão os tempos do arianismo puro e duro de Hitler. Os alemães (a maioria) percebeu o erro crasso. Contudo, aflora agora um fundamentalismo que reivindica «pureza» e  exaltação da religião até ao êxtase...não querem «misturas» nem deixam as suas mulheres cruzarem o sangue com os «impuros», com os «infiéis»...

Um novo «hitlerianismo» surge agora subjacente ao fundamentalismo muçulmano. Ninguém duvide que esta onda vai crescer devido à expansão demográfica que é a sua imagem de marca.

Dentro de meio século a Europa estará colonizada pelos muçulmanos. Começará com o direito de voto, com a ascensão ao poder autárquico e aos poderes mediáticos, culturais, financeiros...´

A miscigenação é impossível com gente deste calibre. A intolerância e o exacerbar de conflitualidades vão criar um barril de pólvora. Sarkozy e Ângela Merkel são os precursos na detecção desse  caldo de cultura prenhe de conflitualidades, impregnado de estratégias ocultas conducentes a uma pan-arabização forçada procurando impôr pela força um modus vivendi nada consentâneo com o actual . O humor faz falta, mas também medidas dissuasoras, nomeadamente no que concerne a violência doméstica acobertada pela religião, ou mesmo violência social alimentada pelo exacerbado islamismo de pendor fundamentalista.

Posso estar errado e admito outras opiniões. Mas as minhas dúvidas começam a ser consideradas certezas por cada vez mais pensadores em toda a Europa. Para já chamam-lhes pensadores de «extrema direita»... depois dirão que foram os  visionários das calamidades futuras...

Fazem falta «Blasfemos», «dissidentes», «não-alinhados» no «politicamente correcto»...

por ramodebarro | 4 Comentário(s)

O «PUXÃO DE ORELHAS»....

Pedro Passos Coelho é uma pessoa simpática e tem um capital de prestígio que importa relevar. Um capital de esperança também. Todavia para se ser líder de um partido com ambição de poder é preciso ter feeling, ter sentido de Estado, ter maturidade. Não se pode embarcar em voluntarismos primários, em ansiedades populistas sem pés nem cabeça.

A sua recente campanha anunciando a disponibilidade para derrubar já o governo, aquando da discussão orçamental é de um infantilismo gritante. Gritaria ingénua, não colhendo eco nem dentro do seu próprio partido. Pessoas mais maduras como a Dra Manuela Ferreira Leite e outros, advertiram logo para a imprudência e a leviandade de uma postura destas, num contexto tão delicado, redundando obviamente em prejuízos para o país.

Uma coisa é o governo e o PS__ criticáveis, susceptíveis de ataques face aos inúmeros casos e trafulhices em que estiveram envolvidos, outra coisa, totalmente distinta, é o país, a pátria, o povo português.

Falar como falou Pedro Passos Coelho só contribuíu para agravar a nossa situação no mercado de capitais. Os juros subiram e o país gastou mais ainda.

Resultados práticos foram estes somente. A população, muito embora crítica (justamente) face ao governo, teve a noção de que PPC anda fora do tempo, grita cedo demais, tem ansiedade pelo poder...

Isso é mau, muito mau para o país, sobretudo.

Pessoalmente não tenho partido, critico todos os partidos quando são dignos de critica.

Tinha até esperanças neste Pedro Passos Coelho. Mas começo a perdê-las. Não tem estofo, não tem sentido de Estado. O país inteiro caíu-lhe em cima já antevendo o dilúvio...

Os três ex-presidentes da República deram-lhe um «puxão de orelhas» merecido. Assim, ele não vai lá. Não temos um bom governo nem temos uma boa oposição.

Por que será?!

Algumas fontes informam-me que há no PSD actual um vero «RASPUTINE» a manobrar na sombra. Eminência parda poderosa e implacável, capaz de tudo para obter resultados!

Um alpinista confesso que, Deus me perdoe, se serviu de Deus como trampolim, e, quando viu as coisas um pouco turvas, não teve escrúpulos em lançar esse mesmo Deus, pela borda fora...

Uma figura extremamente ambiciosa que não  olha a meios para atingir fins. Um homem que ainda jovem conseguiu quase tudo no sector bancário, e depois, por excesso de ambição, viu um castelo de cartas desmoronar-se. Esse homem é perigoso. Ele é capaz de reduzir a pó este PSD. Fazer do PSD aquilo que alguns fizeram do PRD!!!

Enfim, para bom entendedor...

Ou Pedro Passos Coelho se livra desta eminência parda ou vai ao charco. Há muita gente calada à espera de uma oportunidade para se livrar dele. Já lhe chamam a «carraça»... nobre carraça que não nobilita um partido interclassista, que procura ganhar âncoras seguras e fiáveis na classe média.

Comigo e com outros que pensam como eu, o PSD , conduzido assim, aos ziguezagues, não tem futuro. Talvez o sempre arguto Paulo Portas saiba aproveitar a oportunidade e crescer à custa desta situação.

O mal de uns pode ser a salvação de outros...

por ramodebarro | 2 Comentário(s)

ISMAILOV mais uma maçã podre?!

A recente entrevista do russo a um semanário do seu país natal tem dado que falar. Será que ele tem razão?

Ou será um mau profissional, a merecer o rótulo de «maçã podre»?

Há que ter muito cuidado com os rótulos. Por vezes há o chamado efeito bomerangue...

Para bom entendedor...

por ramodebarro | 4 Comentário(s)

HEROIS DO AR

 

 

Pátria querida, sinto obrigação

De te alertar, falar dos HERÓIS DO AR::

É dever de justiça elementar

Testemunhar a nossa gratidão.

 

 

 

Salvar feridos, fogos apagar,

Em condições precárias, bem sabemos,

Missões de salvamento em alto mar

Gratidão aos  HERÓIS DO AR devemos!

 

 

No céu, bem vigilantes, bem despertos,

Anjos bons, salvadores, enfrentando

Negras nuvens e ventos tão incertos...

 

 

Da lei da morte alguns vão libertando;

Pescadores, ao vê-la tão de perto...

Dão graças!, vendo HERÓIS DO AR chegando!

 

 

NOTA FINAL: não posso esquecer aquela tarde de sol em que, na praia das Caxinas (Vila do Conde) ouvi este relato impressionante. Ele, pescador, chamado Admário Cruz (em tempos de juventude chegara a jogar comigo numa equipa de futebol de salão), contou-me que fora salvo in extremis por um helicóptero Puma, depois de passar uma noite fria e gelada no alto mar, só com uma bóia à sua disposição. O frio era mortal, a chuva intensa, o temporal interminável. Esfregava-se de vez em quando para não ficar com os braços e as pernas completamente gelados. De manhã, chegou o Puma! ainda foi a tempo. a morte esteve bem perto mas o héli salvou-o.

Passou semanas com o corpo negro, nódoas negras provocadas pela situação de hipotermia extrema a que chegou! Disse-me que por vezes, de noite, em pesadelos, sonhava com o Puma!!!

São estes anónimos Heróis do Ar (não menos dignos que os Heróis do Mar) que quero homenagear com este soneto.

por ramodebarro | 8 Comentário(s)

Sarkozy vs ciganos

Sempre entendi e entendo que não devemos ser racistas nem xenófobos. Sempre admiti que as minorias devem ser respeitadas. O direito à diferença, à dissidência, à heresia, são próprios de regimes democráticos e  intrinsecos à herança cultural da civilização ocidental.

Contudo, não podemos olvidar que a democracia tem custos. O viver em sociedade e fruír os direitos implica deveres. A nossa liberdade termina quando colide com a liberdade alheia.

Enfim, a França sabe que a economia está a rebentar pelas costuras. Há grupos sociais que se introduziram na pólis mais preocupados em fruír do que em construír. Em usar e abusar do que em comparticipar. Acresce ainda o facto de as leis deverem ser cumpridas num estado de direito democrático, muito embora algumas sejam questionáveis.

Assim, entrando em conta com estes pressupostos e sabendo que o tratamento dado aos ciganos não é feito pela etnia mas pela praxis e pela ausência de enquadramento legal, não se pode dizer que é uma perseguição «em massa» a uma minoria. Estão a ser tratados caso a caso.

E porque não fazer como se fez com Israel? Ali, foi discriminação negativa? Criar uma «Ciganolândia»...Por que não?

Entendo que quem trabalha e se preocupa em contribuír para uma sociedade mais justa e mais produtiva não tem problemas. Há mecanismos de defesa q.b. Contudo, quem se pendura, quem parasita o sistema, quem colhe frutos semeados por outros sem zelar pela manutenção do pomar...

Que se cuide!

por ramodebarro | 5 Comentário(s)

CARTA ABERTA AO PAPA

 

Sua Santidade me desculpe a ousadia, mas há momentos em que podemos pecar por omissão! E eu não queria pecar... evito fazê-lo...

Por isso pergunto se havia necessidade de condecorar o nosso PR e o nosso primeiro-ministro, atentas as circunstâncias decorrentes de uma promulgação de lei polémica. Será que esse louvor vai sancionar o comportamento de quem apoiou o casamento homossexual? Não será um tiro a saír pela culatra? Onde estão os princípios?!

Nada tenho contra os homossexuais, que respeito e até poderei admirar alguns pelas suas qualidades. Contudo a IC tem feito um rebuliço enorme com isso, tem feito ameaças quase apocalípticas e, agora, vem condecorar tais figuras, autoras do controverso documento!!! Não será falta de coerência?

Pessoalmente admito até uma lei como «união de facto», mais pacífica e menos controversa.

Agora depois do que a IC disse sobre tal matéria, vir à praça pública condecorar tais figuras, por mais que digam que é apenas protocolo, não cheira nada bem...

Isto é parecido com aquele «negócio» de pôr no processo Freeport as perguntas que deveriam ter sido feitas a Sócrates  e não foram ...

Negócios assim fazem voltar ao tempo das indulgências , de Lutero, de Calvino...da Reforma e da Contra-Reforma...

por ramodebarro | 4 Comentário(s)

28 de MAIO DE 2015 : O DISCURSO!

Citação do discurso proferido pelo coordenador do M.R.N. (Movimento de Regenaração Nacional) professor Medina Spínola Carreira:

«Portugueses:

A hora é de reflexão. O momento exige prudência, sageza, sensibilidade patriótica, lucidez.

Quando escrevi o livro «PORTUGAL SEM FUTURO», estava longe de prever o desfecho e as peripécias que levaram ao golpe de Estado que pretende recolocar Portugal nos trilhos da honorabilidade, da racionalidade económica e do prestígio internacional.

Nesse livro limitei-me a plasmar aquilo que um bom lote de esclarecidos pensadores__isentos e sem paixões partidárias__ iam timidamente transmitindo através de uma comunicação social maioritariamente intoxicada por forças partidocráticas...

O M.R.N. (Movimento de Regeneração Nacional) procura ser uma alternativa ao falhanço da partidocracia. Democracia tem regras, se  elas forem esmagadas, pervertidas,  ela deixa de o ser. Perverte-se também, ela própria.

Nós, M.R.N., acreditamos numa democracia pura, onde a justiça funcione, onde as leis sejam eficazes e não um mero incentivo à prevaricação e ao crime.

Vamos suspender o regime partidocrático por dois anos. Vamos erigir regras mais sãs, mais eficazes, mais persuasivas. A legislorreia existente vai ser podada a fim de se criarem mecanismos mais simples, mas com coercitividade e exequibilidade. Menos leis, mas mais claras, mais sérias, mais objectivas.

 A democracia autêntica tem regras e também tem custos. Quando se adulteram as regras os custos disparam de forma incontrolável. A espiral demagógica faz o resto... a impunidade campeia, a justiça resvala para a sargeta, o Estado de Direito é uma caricatura.

Aquilo que vivemos até agora era uma partidocracia pura e dura. Sem regras esclarecidas, sem ética, sem escrúpulos, sem pudor. Destituída de valores.

A justiça, esse pilar de qualquer regime, foi contaminada pelos partidos. E essa contaminação foi longe demais. Alguém disse, com uma  expressão feliz, que foi «capturada»...E foi-o.

O próprio PR, em vez de ser o presidente de todos os portugueses, o garante da ética e do bom funcionamento das instituições, era o representante de uma clique. Actuava de forma calculista pensando nos interesses dela, muitas vezes prejudicando a imagem do todo nacional.

Fazia tudo para suportar os seus apoiantes (v.g. um conselheiro de Estado envolvido em escândalos de colarinho branco...) até onde mais não fosse possível. Por gratidão? Por ingenuidade política? Por calculismo?

Não importa fazer juízos agora que o leite foi derramado não vamos chorar estultamente.

Dizia que «falava por falar» (sic) e fazia-o a conselho dos seus assessores. Nem sequer se apercebia do atestado de menoridade  mental que passava a este povo sereno mas digno que tudo aguentou até explodir, no seu «direito à indignação», que culminou no golpe  de Estado.

Enfim o PR refugiava-se muitas vezes, demasiadas vezes, assinale-se em abono da verdade, numa abstracção que tresandava a cumplicidade ou, quiçá, cobardia mental...

É de todos ainda bem patente aquela situação em que permitiu que fosse plantada uma notícia falsa, por um dos assessores de confiança, não a tendo desmentido, em tempo útil, permitindo, isso sim, que passasse por verdadeira, durante certo lapso de tempo, com evidentes danos para a imagem de um governo que dizia respeitar  e  com quem dizia ter cooperação estratégica. Bonita cooperação esta...

Os governos (quase todos diga-se com isenção e rigor) queriam mais a perpetuação no cargo que a resolução dos problemas concretos dos portugueses. Olhavam mais às sondagens do que aos indicadores económicos e financeiros mais representativos. A Pátria? Era o seu umbigo partidário!

A demagogia era a erva daninha que minava a democracia. O joio que abafava o trigo. A filoxera que destruía a vinha democrática.

Os jornais sérios e isentos eram asfixiados financeiramente pelos tentáculos do polvo no poder e seus testas de ferro . A verdade era escondida por gente poluta e eticamente amputada, colocada estrategicamente aos comandos da justiça. Enfim, o regime partidocrático tinha a suástica na alma!

Os cidadãos conscientes eram lançados para os tribunais quando ousassem desafiar o polvo e economicamente asfixiados até ao âmago do seu ser. Perseguidos na profissão, na família, por vezes até na própria paróquia! Havia padres e bispos que mais não eram que extenções do poder político, comissários reles e impúdicos até ao mais recôndito da sua alma!

As campanhas eleitorais eram fontes inesgotáveis de despesismo megalómano. Usavam-se recursos do Estado, de forma directa ou indirecta. Empresas onde o Estado tinha interesses eram manipuladas para «comprar votos», órgãos de informação estratégicos, até a «imagem» de alguma estrela desportiva ou literária...

Os partidos hegemónicos (qualquer deles, diga-se com rigor e isenção) foram useiros e vezeiros em práticas altamente lesivas da economia nacional, colocando habitualmente acima do interesse público, do interesse da colectividade, o interesse do partido que estava a montante... em dada circunstância...

Agora há que olhar para trás, com frieza, com rigor e isenção, procurando corrigir os erros crassos que foram cometidos e que degeneraram no golpe de Estado que foi protagonizado por estes jovens capitães, que, na senda dos que deram uma nova oportunidade a Portugal em 25 de Abril de 1974, procuram  agora  restituír Portugal aos portugueses.

O capitão, eterno capitão Salgueiro Maia, se  é que há vida no Além há-de erguer a face e sorrir de novo. Portugal levantou-se do chão!»

por ramodebarro | 12 Comentário(s)

Mais «PORCARIA» na Federação?!!!

Carlos Queiroz borrou a pintura. Ingrato como sempre, sacode a água do capote para cima de quem lhe deu o pao. Enfim, voltou a «morder a mão»...

Aquele jogo contra a Espanha foi timorato, sem fio  condutor, com peças deslocadas  e inapropriadas.

Pepe era carta fora do baralho pois não tem estofo para a dinâmica espanhola, para a carroucel dinâmico e eficaz da selecção espanhola. Pepe só é eficaz quando está em muito boa condição física e sobretudo nas bolas altas. Ora o futebol espanhol é parecido com um futebol de salão muito rendilhado e de grande dimensão, nada apropriado para o estilo de Pepe.

Ricardo Costa, um central pouco dotado tecnicamente, foi colocado no lugar mais difícil, onde operaria o jongleur, o artista Villa. Foi «queimado» por Queiroz, que quis inventar e surpreender, mas saíu-lhe o tiro pela culatra.

Dois erros tácticos de palmatória. Incapaz de um golpe de asa, de um rasgo de lucidez, não alterou o esquema táctico ultra-defensivo e não introduziu jogadores capazes de colmatarem esses erros.

Tudo cá atrás a trocar a bola de forma pouco segura e bombear sem nexo lá prá frente à espera que o milagreiro Cristiano resolvesse, quando estava super-vigiado e recebia a bola em péssimas condições. Amador, incipiente, ingénuo, incapaz. Queiroz agora acrescentou outro epíteto: ingrato...

A Federação tudo fez para criar um ambiente acolhedor, o marketing esteve nos píncaros, as manifestações foram estimulantes e folclóricas, mas isso não dá vitórias...

Queiroz não se coibe de lançar farpas a modos de sacudir água do capote. Não é capaz de assumir os erros. Não tem a humildade necessária para ser líder. É arrogante, prepotente, mau carácter.

Um futebol rasteiro e envolvente como o espanhol exigiria tudo menos um trinco estilo-Pepe!

O fio de jogo nunca existiu. A transposição de bola da defesa para o ataque, em vez de ser cautelosa e colectiva, para não esbarrar na teia espanhola, foi aos repelões,  de pontapé prá frente, sem cautelas, sem envolvência colectiva.

Os intérpretes escolhidos foram os culpados ou as ordens superiores foram essas?

O certo é que nunca corrigiu esta estratégia suicida e incapaz de alterar o status quo existente.

Queiroz, assuma de uma vez por todas as suas limitações. Tenho cá um feeling de que vai mover um processo ao jornalista, só para se limpar, para dar a imagem de coitadinho...

O seu coitadinhismo já mete dó!!!

por ramodebarro | 3 Comentário(s)

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