
Está em marcha a criação de novas empresas para dar trabalho a alguns desempregados.
Já foi testado e avaliado o produto projectado por algumas delas.
Segundo se consta o número de empresas vai crescer exponencialmente o que é uma boa notícia pois será uma forma de diminuir o desemprego.
Mas parece que há um problema de descriminação e, simultaneamente, de ciumeira.
Este produto que, numa primeira fase de planeamento se destinava apenas às mulheres terá, por reivindicação de uma grande parte daqueles a quem se destina e daqueles a quem não se destina e pelos motivos atrás apontados, que se destinar a todos os cidadãos falantes; de contrário, os cidadãos que não forem contemplados com a oferta, unuir-se-ão em cooperativas por todo o país e tornar-se-ão empresários de um outro produto talvez bem mais rentável: megafones.
Está a desenvolver-se já uma campanha de encontros, debates e auscultação popular para aferir de qual o produto mais adequado para o momento e, se necessário, desconstruir e construir as empresas as vezes necessárias para dar satisfação à maioria dos interessados e proporcionar-lhes, deste modo, mais felicidade.
É muito agradável, uma notícia destas.
Não nos desliga da torrente de outras, diferentes, que nos deixam com o espírito atormentado.
Alivia-nos do peso de que tudo parecer correr mal por aqui.
Parabéns Telma.
Uma medalha de ouro em Amburgo!...
Deve ser um estímulo para ti, este prémio.
E decerto fortificou o teu suporte psicológico tendo em vista os campeonatos europeu e o mundial.
Até à próxima, Telma.
Pronto! Têm estado, novamente, na Ordem do Dia, as taxas moderadoras.
Cerca de 50% dos cidadãos portugueses estão isentos do seu pagamento.
Cerca de 50% dos cidadãos portugueses têm que as pagar.
Estes 50% que pagam taxa têm que ser moderados no recurso que fazem aos serviços de
saúde, quer o façam por sua opção, quer não dependa da sua vontade mas sim de indicação e
decisão de quem sabe do ofício que pratica.
Mas… serão estes, os que pagam, que entopem os serviços? Serão estes, os que têm que
pagá-los, que obrigam à ocupação de tanto tempo pelos nossos governantes e políticos e
provocam que a insatisfação generalizada dos portugueses se manifeste?
Ninguém afirmou, ainda, a hipótese de não serem estes tais 50%, os que pagam taxa
moderadora,que acorrem e atrapalham os serviços de saúde.
É necessário, indispensável e justo repensar e reflectir sobre o peso dos outros 50% na procura
de serviços de saúde (que não pagam). Quem os modera? Como moderam? Repensar e reflectir
para lhes manter esse direito, é preciso.
Repensar e reflectir para não sobrecarregar aqueles que já pagam e dos quais uma boa parte
vive, também, com dificuldades, é igualmente preciso.
Se não é uma questão de dinheiro, como se consta, porque não apetrechar os serviços com
recursos humanos, materiais e equipamentos que permitam um equilíbrio na procura e nas
respostas do sistema de saúde?
Seria uma resposta positiva ao desemprego, satisfazer-se-iam as aspirações das populações a
melhor atendimento e o país tenderia a beneficiar de uma melhor distribuição dos dinheiros públicos.
Boas Perguntas! Veja se tem as respostas:
1. Como é que se
escreve zero em algarismos Romanos ??
2. Porque é que os Flintstones
comemoravam o Natal se eles viviam numa
época antes de Cristo
??
3. Porque é que os filmes de batalhas espaciais têm explosões
tão
barulhentas se o som não se propaga no vácuo ??
4. Se depois do
banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha ???
5. Se Deus está em
todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima
para falar com Ele
??
6. Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres
escolhem tanto ??
7. Porque é que a palavra 'Grande' é menor do que
a palavra 'Pequeno' ??
8. Porque é que 'Separado' se escreve tudo
junto e 'Tudo junto' se
escreve separado ??
9. Se o vinho é liquido,
como pode existir vinho seco ??
10. Porque é que as luas dos outros
planetas têm nome mas a nossa se
chama só lua ??
11. Por que as
pessoas apertam o comando da televisão com mais força
quando a pilha está
fraca ???
12. O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002
tem
qualidade certificada por quem??
13. Quando inventaram o relógio,
como sabiam que horas eram para poder
acertá-lo ???
14.Se a
ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é
que ninguém
descobriu, ainda, a fórmula da Coca-Cola ???
15. Como foi que a placa 'É
Proibido Pisar a Relva' foi lá colocada ???
16. Porque é que quando
alguém nos pede que ajudemos a procurar um
objecto perdido temos a mania de
perguntar: 'Onde é que perdeste?` ??
17. Porque é que há pessoas que
acordam os outros para perguntar se
estavam a dormir ??
(Desconheço o autor)

Vem depressa, Ano Novo,
vem depressa que o povo
não pode esperar mais tempo.
Guarda o “segundo a mais” para amanhã,
não aumentes o velhão!
Ele foi tão comprido,
tão doloroso, tão incumprido…
Em ti, Novo, pomos a esperança;
pode ser, talvez aconteça
que não haja a falada falência
Económica, técnica, política, familiar!...
Mas nós acreditamos?
Não a teremos? Já estamos!…
Ponto final!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como se nada houvesse,
continuaremos aos pontapés na bola
a brincar a sério ao futebol;
a pôr gravatas sob a gola
(fazendo um figurão)
a dar grandes passeatas
(que o turismo é para usar);
a vestir roupas de marca
(estatuto inferior
dos que, custe o que custar
querem, assim, chegar
ao que a vida tem de melhor),
a fingir que está tudo bem.
Ponto final!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não, não se passa nada de diferente!
É assim mesmo minha gente!
Quem vive da ilusão nem dá conta;
é como se nada fosse a morte
de cada região, a sul ou a norte,
onde o desemprego cria o desespero
e a doença da saúde instala desassossego,
a insegurança protege o transgressor
e nem no ventre da mãe
o filho está melhor.
Às escolas, varre-as a violência.
Foi-se-lhes a autoridade e a decência.
Ponto final!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ano Velho, vai-te embora.
Não deixas réstia de saudade.
Foste um ano mau, terrível.
Ainda bem que te vais,
que está na hora!
Espalhaste tanta maldade!
Pior que tu, não é possível.
Adeus, adeus: Não. Não direi.
Manda entrar o Novo para que seja saudado.
Manda e sê rápido.
Ponto final!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Para ti, Feliz Ano Novo, dois mil e nove.
Que seja o ano da mudança
que sacuda, dê vida e alegria a esta gente
que faz o meu país.
Que seja um ano diferente,
com menos buracos no cinto,
mais saúde e justiça melhor distribuída,
menos fome e menos pobres,
mais escolas e melhor educação,
cesse o desemprego, aumente o trabalho,
realize a esperança de cada cidadão
de um país adiado, velho e doente.
Ponto final. FELIZ 2009.
Roman

Para todos os que encontram no Sol um espaço de permutar saberes, de divertimento e descontracção saudáveis e de convívio à medida do seu ser e estar, desejo um FELIZ NATAL e um Novo Ano, 2009, pleno de tudo o que há de bom.
O cartão é da minha autoria. Simples mas é a prova do que sempre tenho dito: aqui também se aprende.
Grandes poetas sentiram e escreveram sobre o Natal.
Sempre da minha escolha, Miguel Torga e Fernando Pessoa. O difícil é optar.
Natal - Miguel Torga
Fiel das horas mortas
Desta noite comprida,
Pergunto a cada sombra recolhida
Que sol figura o lume
Que da lareira negra me sorri:
O do calor cristão?
O do Calor pagão?
Ou a fogueira é só a combustão
Da lenha que acendi?
Presépios, solstícios, divindades...
A versátil natureza
Do homem, senhor de tudo!
Cria mitos,
Destrói mitos,
Nega os milagres que fez,
E depois, desesperado,
Procura o mundo sagrado
Nas cinzas da lucidez.
Natal - Fernando Pessoa
Nasce um deus, outros morrem. A Verdade
Nem veiu nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Sciencia a inutil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é occulto.
(Não são gralhas nem erros de ortografia; foi assim que Pessoa o escreveu. Era o Português da altura)
roman
Bem, como princípio de uma prática…
Ora vá lá, alegrem-se!
Já há quem defenda que não deverá haver votações à sexta feira… que
isso é um erro!... Um advogado que tenha um julgamento não poderá estar no
parlamento!...
Mas cá na minha simplicidade política pergunto-me: Como pude,
durante anos, trabalhar de manhã, de tarde e à noite? Nem mais um tostão!
Errado, obviamente. Mas era para quem queria ter emprego. Errado, obviamente.
Exploração barata.
Mas dali a entender-se, hoje, que um parlamentar que foi eleito no
pressuposto de que ia cumprir todos os deveres inerentes ao cargo passa a ter
autorização explícita para exercer outra profissão em simultâneo com as funções
nobres de deputado...
O mais simples cidadão entende isto como um enorme atropelo aos
critérios que certamente lhe foram indicados por A ou por B dos partidos
políticos para que Fulano ou Cicrano pudesse sentar-se naquela que deveria ser
a sala, do país, mais leal aos tais critérios. Lá, só deveria sentar-se o mais
honesto, claro e rigoroso nas escolhas e opções que prioritariamente teria que
fazer quando tivesse que escolher entre o tal emprego e o parlamento.
Como é? Para esses senhores não há limites? Vale tudo?
Agora, até vai valer não haver votações à sexta feira porque
coitadinhos, ganham pouco… precisam de ir buscá-lo a outro lado e para que não
aconteça o que tem acontecido, deixa(rá) de haver votações para que não haja
faltas, para que não se reúnam os deputados naquela que deveria ser a sala da
verdade… à sexta feira para não terem que ganhar dois ordenados à mesma hora do
mesmo dia. Coitado do cidadão comum. Coitado do povo!... Pobre povo que cada vez
serás mais pobre. A ti te bastaria que cada homem, cada mulher tivesse APENAS
um emprego, mesmo que modesto mas seguro.
Bem, posto este arrazoado da minha indignação devido ao que ouvi de
um alto quadro de um dos partidos da alternativa, resta-me o consolo de que,
alegrem-se todos os trabalhadores, particularmente os da função pública dos
quais os horários de trabalho sempre fizeram inveja a muita gente… mal
informada: é que aquele princípio a vigorar, vai abrangê-los também. Não
acreditam? Vá lá, não sejam tão pessimistamente realistas, acreditem em mim.
Para o ano vai ser um ano de vacas não direi obesas mas, com alguns
pneus. Já se está a desenhar um ano compensador…
Um bom domingo
roman
Divulgo tal como recebi porque vale a pena ler e indignarmo-nos pelas indignações indignas com que se quer enganar os pobres de espírito.
roman
(Genial ironia do colega que se deu ao trabalho em fazer as contas e responder!
Deve ser lido por todos......os portugueses que opinam sem se informarem.)
(Caros colegas, boa resposta ao Caríssimo indignado que veio aos
jornais INDIGNAR-SE contra os professores.)
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores...
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, homens (e as
mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por
aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e
do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os
professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste
nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de
descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no
Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também
descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se
veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os
professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai
perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e
cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao
seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24
horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões,
em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de
coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho
que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há
quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de
testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção
de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação
contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos
passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que
cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas,
mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por
uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este
professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de
trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana
cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o
professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana
(estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são
exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando
prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do
mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1
hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho.
Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do
presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta
tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por
período, dois testes em cada turma.. Significa que tem de elaborar dez
testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para
preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado,
acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste
trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos,
isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar
que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas
disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é
possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para
conseguir corrigir todos os testes, durante um período.4. Correcção de
trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda
realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um
em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10
minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado
final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que
o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por
período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir
cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora
a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem
estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas
por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou
considerar este tempo.
Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para
estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no
período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido
destinadas para o efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal..
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de
Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma,
portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31
de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias
vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair
às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso
que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor
trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas
diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito
sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado
tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado
deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o
nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em
dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com
o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático
anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!
Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um
professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e,
nessa altura, o amigo paga o que deve.

Se eu fosse abelhinha, também escolheria o girassol como o meu local de trabalho preferido!
Gosto muito de girassóis daqueles grandes...
É o que me parece.
É o que sinto!
É o que me é transmitido por pessoas que viveram grande parte da sua vida nos Estados Unidos da América; alguns da terceira geração e outros da quarta porque os da quinta já pouco aparecem por cá, sucessores de uma gesta de primeiros emigrantes aventureiros.
Lá, o povo está a viver um entusiasmo incontido esperançado em mudanças que lhe ofereçam outra vida: mais segura, mais tranquila e com mais certezas.
Com menos medos nas mães obrigadas a "darem " os seus filhos a guerras questionáveis e filhos vivendo o pesadelo de abandono das famílias associado ao ter de conviver com o espectro de uma morte possível em teatro de guerras que muitos não entendem nem aceitam.
A esperança é tão grande!
Já assim vivemos em Portugal não vivemos?
roman
Foi ontem...
Talvez tenha sido antes de ontem...
Ou talvez não tenha sido ainda...
...e seja, afinal, amanhã.
05. 11. 008
Com resultados quase anunciados,
a eleição de Barak Obama constitui-se
como a mudança de ideias e práticas políticas,
a inovação e, sobretudo,
a esperança num mundo mais justo,
mais tolerante, mais fraterno, melhor.
Assim esperamos.
A ver, vamos.
roman
Quando em Setembro estive em Barcelona comi lá Gaspacho, uma sopinha feita em frio de que gosto muito.
Ao folhear revistas do hotel onde me hospedei, dei com a receita em
espanhol e traduzi-a. É espanhola mas há uma receita portuguesa,
alentejana, muito parecida.
GASPACHO para 6 pessoas
Tempo de realização – 20 minutos – muito fácil
6 tomates maduros grandes e carnudos
1 pimento verde
1 pimento vermelho
1 pepino
1 coração de cebola grande
2 fatias de pão do dia anterior, sem côdea
sal
azeite virgem extra
vinagre
1- Pôr de molho as fatias de pão. Colocar em taça coberto de água e juntar um pouco de sal e azeite. Reservar.
2- Pelar os tomates e tirar-lhes as sementes bem como aos pimentos,
ao pepino e limpar cebola. Cortar tudo em pedaços. Misturar todos os
ingredientes.
3- Colocar a mistura dos ingredientes (de uma só vez ou em várias
camadas) num recipiente, juntar um pouco de água e triturar com a
varinha eléctrica até conseguir um creme. Juntar o pão com a água da
demolha, o vinagre, o azeite e bater novamente até conseguir que tudo
esteja bem triturado e emulsionado.
4- Verificar o tempero de sal e vinagre.
5- Passar por um coador para que fique com uma textura suave e homogénea.
6- Juntar mais água se necessário; tem que ficar com uma textura de creme semilíquido.
Introduzir no frigorífico até atingir a temperatura desejada.
7- No momento de servir regar com um fio de azeite virgem extra e
retirar com uma concha de madeira. Servir com uma guarnição de pepino
cru, cortado em pequenos dados, quadraditos de pimento e de pão (normal
ou tostado) e de cebola picada.
8- Aqueles ingredientes são apresentados à parte e cada um em seu pratito para que os comensais possam servir-se a seu gosto.
Bom apetite e bom proveito
Setembro 2008 em Barcelona
VALE APENA LER ESTE ARTIGO
Têm doutoramento, 33 anos de serviço, estão no 10º escalão e
aposentam-se com 1500 euros
António Pina é uma das vozes mais críticas das políticas conduzidas
pelo Governo de Sócrates. Brinda-nos com excelentes crónicas no JN.
Ontem, escreveu sobre a debandada geral dos professores, fartos de
humilhações, papelada e renuiões para tratar de papelada e de
avaliação burocrática de colegas. Quem pode, foge. Muitos sujeitam-se
a perder 40% do vencimento. Fogem para a liberdade. Deixam para trás a
loucura e o inferno em que se transformaram as escolas. Em algumas
escolas, os conselhos executivos ficaram reduzidos a uma pessoa. Há
escolas em que se reformaram antecipadamente o PCE e o
vice-presidente. Outras em que já não há docentes para leccionar nos
CEFs. Nos grupos de recrutamento de Educação Tecnológica, a debandada
tem sido geral, havendo já enormes dificuldades em conseguir
substitutos nas cíclicas. O mesmo acontece com o grupo de recrutamento
de Contabilidade e Economia. Há centenas de professores de
Contabilidade e de Economia que optaram por reformas antecipadas, com
penalizações de 40% porque preferem ir trabalhar como profissionais
liberais ou em empresas de consultadoria. Só não sai quem não pode. Ou
porque não consegue suportar os cortes no vencimento ou porque não tem
a idade mínima exigida. Conheço pessoalmente dois professores do
ensino secundário, com doutoramento, que optaram pela reforma
antecipada com penalizações de 30% e 35%. Um deles, com 53 anos de
idade e 33 anos de serviço, no 10º escalão, saiu com uma reforma de
1500 euros. O outro, com 58 anos de idade e 35 anos de serviço saiu
com 1900 euros. E por que razão saíram? Não aguentam mais a humilhação
de serem avaliados por colegas mais novos e com menos habilitações
académicas. Não aguentam a quantidade de papelada, reuniões e
burocracia. Não conseguem dispor de tempo para ensinar. Fogem porque
não aceitam o novo paradigma de escola e professor e não aceitam ser
prestadores de cuidados sociais e funcionários administrativos.”Se não
ficasse na história da educação em Portugal como autora do lamentável
“pastiche” de Woody Allen “Para acabar de vez com o ensino”, a actual
ministra teria lugar garantido aí e no Guinness por ter causado a
maior debandada de que há memória de professores das escolas
portuguesas. Segundo o JN de ontem, centenas de professores estão a
pedir todos os meses a passagem à reforma, mesmo com enormes
penalizações salariais, e esse número tem vindo a mais que duplicar de
ano para ano.
Os professores falam de “desmotivação”, de “frustração”, de
“saturação”, de “desconsideração cada vez maior relativamente à
profissão”, de “se sentirem a mais” em escolas de cujo léxico
desapareceram, como do próprio Estatuto da Carreira Docente, palavras
como ensinar e aprender. Algo, convenhamos, um pouco diferente da
“escola de sucesso”, do “passa agora de ano e paga depois”, dos
milagres estatísticos e dos passarinhos a chilrear sobre que discorrem
a ministra e os secretários de Estado sr. Feliz e sr. Contente. Que
futuro é possível esperar de uma escola (e de um país) onde os
professores se sentem a mais?”
Manuel António Pina
- CUF – Companhia União Fabril VI
Uma vila que, havia muito aspirava a cidade, tornou-se cidade por mérito das suas gentes, dos grupos de intervenção que sempre lá existiram.
Fez-me saudades ver e ler documentos que são preciosidades, que são uma inestimável contribuição para o registo histórico da CUF e, indiscutivelmente, do Barreiro.
Custa a aceitar que, tamanha certeza, tão sólido conjunto industrial, depois de tanto planeamento e desmembramento noutras empresas, de acertos e desacertos, se tenha desmoronado. Dói mesmo. Não seria este o desfecho que Alfredo da Silva, o seu fundador, esperaria para a obra da sua vida e para a qual sempre trabalhou.
É que o Barreiro era a CUF e a CUF era o Barreiro. Viviam numa reciprocidade e cumplicidade evidentes qual casamento feliz.
Hoje, os que viveram a CUF e falam dela fazem-no com emoção, saudosos da estabilidade que esta lhes proporcionou e ao seu lar durante tantos e tantos anos e com a certeza de que, aquilo que antes tiveram jamais será proporcionado aos operários de hoje. Operários! Hoje, também já os não há; são colaboradores(!) como se o conteúdo funcional, os deveres e os direitos se alterassem por se mudar o nome… Como se o substantivo operário não estivesse carregado de simbolismo, de dignidade, de valor, de sacrifício, de amor ao trabalho e de orgulho! Nunca dei conta que tal palavra tenha sido empregada ofensivamente para indicar alguém que convictamente o era!
Termino, assim, os apontamentos que me propus publicar, no pouco tempo disponível recorrendo, particularmente, às minhas recordações.
Fica por cumprir a publicação de algumas imagens. O meu álbum zangou-se comigo e deixou de colaborar. Solicitei já um mediador de conflitos e vamos ver se consigo levar a melhor. Não porque elas sejam muito significativas aos olhos daqueles que por ventura vierem a visualizá-las mas porque sendo, além do mais, um exercício de aprendizagem tem, para mim, valor acrescido.
Se, por inabilidade minha, não conseguir pôr em prática os conselhos de bleuwater68 ou que tenha que vir a abrir um novo álbum como pôs em hipótese OlindaGil (agradeço a ambos os seus cuidados), hei-de, com mais algum tempo, cumprir o que prometi. Prometo.
roman