
RENASCER
Rogério Martins Simões
Passaram muitos anos
Em que te vi crescer
Habituei-me a olhar
Até me tapares a visão
Quando disfarçada crescias
A caminho do céu…
E eu voltava a passar
E a renascer
Por te sentir respirar
e rever
Em qualquer estação.
E tinhas o cuidado
De não cegar a luz
Pois a teus pés cresciam
Melros
E flores silvestres
Cogumelos e coelhos bravos
Enquanto, em teu corpo,
Adormecia uma cegonha…
Campimeco, Praia das bicas, Meco
27-02-2011 13:31:02
(Registado no Ministério da
Cultura
- Inspeção-Geral das Atividades
Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

Igreja de S. Vicente de Fora
Lisboa
Desde menino, quando apenas conhecia os anjos, já escutava, na telefonia, a bela voz da Amália. A Minha mãe lavava a roupa no tanque, num saguão de uma casa na freguesia de S. Vicente de Fora, e cantava desconhecidas cantigas da Beira Serra.
Fui crescendo e um dia, no início dos anos 60 do século passado, descobri por acaso os caminhos que me conduziram, durante muitos anos, à Igreja de S. Vicente de Fora.
Tinha então onze anos! Meus pais, com raízes Cristãs, não frequentavam a igreja nem obrigavam os filhos a irem à missa.
A luta pela vida era tremenda! Levantavam-se pelas 4 horas da manhã, apanhavam o eléctrico que os levava à Praça da Ribeira onde se abasteciam de legumes com que governavam a vida no mercado de Santa Clara. Era um tempo em que aqueles mercados pululavam de gente; em que os espaços reservados aos pequenos comerciantes (lugares e pedras) eram disputados e bem pagos nos leilões do Município de Lisboa.
- Antes carregar duas sacas de batata cruzadas à cabeça que andar com um molho de mato e a passar fome! - Dizia minha mãe.
Recordo que trabalhavam duramente toda a semana e o único dia que lhes restava para descansarem era o Domingo. Talvez aqui esteja a explicação para não serem assíduos frequentadores da igreja.
- Rogério! Estamos os dois para aqui fechados em casa! - Dizia o meu pai, ainda na semana passada, e continuava:
- Se não fosse o Santana Lopes a fechar o mercado de Santa Clara a tua mãe e eu, mesmo com os meus 86 anos, ainda estaríamos vendendo frutas e hortaliças, convivendo e vivendo, no Mercado de Santa Clara.

Minha querida mãe
Têm razão os meus pais. Os mais velhos só servem para votar e aí sim - até os vão buscar aos lares ou às suas casas! Quanto ao mercado de Santa Clara era, e foi, parte integrante das suas e das nossas vidas. Fecharam o mercado! Está às moscas! É um espaço morto.
Volto aos meus onze anos.
Frequentava, então, o Liceu Nacional de Gil Vicente quando pela primeira vez entrei nos claustros do Mosteiro de S. Vicente de Fora.

Claustros do Mosteiro. Ao fundo o Panteão da 4ª Dinastia de Portugal.
Ao meio do claustro situa-se do lado esquerdo a entrada para a igreja e do lado direito a linda sacristia mandada erigir pelo Rei D. João V.
Este foi o local onde se passaram estes factos
Nesse tempo as portas estavam abertas e, tirando o Panteão Real da Casa de Bragança que tinha segurança, tudo aparentava um completo abandono e desleixo.
Foi assim que conheci o Mosteiro de S. Vicente de Fora.
Comecei a caminhar para lá - até que um dia, quando frequentava a escola comercial, Deus colocou no meu caminho o caminho para a Igreja Católica. Por coincidência, ou não, era o dia em que o Padre Cunha tomava posse como Pároco de S. Vicente de Fora.
A história conta-se assim:
Andava eu pelos claustros do Mosteiro quando, em cima da hora das cerimónias de posse do novo pároco, faltou à chamada um menino do coro! Mas… o Padre Cunha fazia questão em ter doze rapazes! Doze eram os Apóstolos e ele só tinha 11.
Tudo tinha sido verdadeiramente programado, ensaiado ao mais pequeno detalhe: os mais pequenos à frente! Tudo em carreirinha, em duas filas! – Túnicas novas, feitas por medida! Sobrava uma! Era grande - como ela tivesse sido feita de propósito para mim!
Já não recordo o nome do meu antigo Professor de Religião e Moral do liceu que ia concelebrar na missa, porém, foi ele que aconselhou o Padre Cunha: o Rogério, seu antigo aluno, podia substituir o 12 menino do coro.
Pois bem! Não é que fui pescado quando por ali andava perdido…
Vestiram-me uma túnica branca.
Cingiram-me com um cordão vermelho.

Em poucos minutos ali estava eu, menino do coro repescado, a caminho do Altar, lado a lado com o meu bom e saudoso António Melo e Faro, ocupando um lugar na última de duas filas.
-Faz o que eu faço. - Dizia o Melo. E fiz!
Foi assim que Deus chamou por mim! Foi a minha primeira ida voluntária à missa. Fui o único menino do coro a não comungar nesse dia…
Bem! A história já vai longa e ainda a procissão vai no adro… Vou terminar por hoje.
A partir desse dia tornei-me um efectivo membro daquela comunidade!
A partir desse dia comecei a frequentar a catequese. Fui bem cedo catequista e até dirigente diocesano da JOC.
A partir desse dia passei a apreciar ainda mais a bela voz da Amália no gravador de fita do bom Padre Cunha!
A partir desse dia comecei a escutar e a gostar de música de órgão tocada no grande e extraordinário órgão de S. Vicente de Fora!
A partir daí, e nos tempos livres, passei a ser cicerone e tomei o gosto pela história, nomeadamente, pela vida e obra dos Monarcas que ali repousam.
A partir desse dia comecei a aperfeiçoar a minha formação moral e tudo graças a um Homem extraordinário – polémico certamente para muitos –
Obrigado: Padre José Correia da Cunha.
Rogério Martins Simões
VOLTEI!
(Rogério Martins Simões)
Venho dos limites do tempo
De uma galáxia qualquer
Já fui mar, já fui vento
Agora sou pensamento
Aparado em dado momento
No ventre de uma Mulher!
Meu corpo é magistral!
Brutal! Perfeito! Soberbo!
De início não era verbo
Agora sou o verbo ser
Tenho comigo segredos
Segredos do universo
Transporto no corpo recados
Escrevo em forma de verso.
Venho dos limites do tempo
Não sei o que fui e sou:
Deserto? Nascente?
Já fui Norte, já fui Sul
Pó astral, mar azul!
Luar, estrela cadente.
Eu me vou!
Partirei num cometa qualquer
E serei novamente pôr-do-sol.
Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!
Voltei...Já cá estou…
Agora sou pensamento
Nascido em dado momento
Do ventre de uma Mulher!
23-09-2004 18:39
Aldeia do Meco
(Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos” – e pode ser copiado seguindo o link no lado direito
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
Quero agradecer aos meus amigos, e detentores de blogs, terem-me alertado para o facto de este blog não aceitar comentários.
Pelo meu lado nada eu fiz para que o mesmo não funcione. Até a minha data de nascimento, obrigatória, o blog não aceita.
Aproveito para agradecer aos meus amigos e para desejar a todos um ano de 2010 muito feliz.
Rogério Martins Simões
[youtube:eSiVGbM_PDc]
MENSAGEM DE NATAL
Um desejo que se repete
Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.
É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.
Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.
Ou por que O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.
Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.
(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)
Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que 2009 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.
Feliz Natal
Feliz ano novo
Rogério Martins Simões

Antecedentes:
Em 19 de Setembro de 1761, por Alvará com força de Lei, o Marquês de Pombal proibiu a importação de escravos para o continente português.
Em 1773 O Marquês de Pombal proibiu a escravatura em Portugal Continental.
Em 1836 por Decreto de D. Maria II foi instituída “a inteira abolição do tráfico da escravatura nos domínios portugueses”
Em 1856 foi decretada a extinção efectiva da escravatura em Portugal.
O livro de registo das cartas de alforria em Portugal entre 1840 e 1880
Durante muitos anos coube à Alfândega portuguesa o controlo e a aplicação das supra citadas Leis. Naturalmente, muita documentação produzida nas alfândegas portuguesas acabou por desaparecer e a que sobrou encontrava-se dispersa pelas diversas alfândegas.
Recentemente, e por iniciativa dos responsáveis pela Biblioteca, por despacho do Exmo., Senhor Director-Geral das Alfândegas, Dr. João de Sousa, foi decidido, e bem, depositar os manuscritos na Torre do Tombo.
Durante o levantamento e inventariação dos livros foi descoberto um livro intitulado “ LIVRO DE REGISTO DE CARTAS DE ALFORRIA – 1840 - 1880”.
Sem meios para copiar os ditos livros na DGAIEC foi este livro fotografado e gravado por imagem em CD.
Dada a sua importância dou notícia da sua existência.
Local onde foi encontrado o livro: Edifício da Alfândega de Lisboa no Largo do Terreiro do Trigo.
Local onde agora se encontra: Torre do Tombo.

As duas fotos que antecedem foram extraídas do livro. Seguidamente tentei transcrever para que melhor se entenda o registo de uma das cartas de Alforria.
“José Maria Lopes Carneiro, do conselho de Sua Majestade Fidelíssima a Rainha que Deus guarde, Director da Alfândega Grande de Lisboa, Comendador da Ordem de Cristo, Encarregado das Alfândegas do Sul do Reino.
Faço saber que do Rio de Janeiro veio a bordo do navio S. Gualter de que é Capitão Domingos José da Reza, entrado neste porto no ano de mil oitocentos e trinta e oito Paulo António – de cor preta – que terá de idade dezoito anos pouco mais ou menos, natural de Angola na qualidade de escravo de José Santa Maria Ferreira, que na conformidade do Alvará com força de Lei de 19 de Setembro de 1771, digo de 1761, ei por foro livre da escravidão o dito Paulo António, para que na sua Liberdade possa tratar da sua vida como lhe convier, e requeiro a todas as justiças que em observância ao dito Alvará hajam de assim o cumprir e guardar. Dada nesta Alfândega Grande de Lisboa aos nove de Março de mil e oitocentos, e quarenta. Eu António Joaquim”
(Autor: Rogério Martins Simões)

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VEREDICTO PARKINSON: 9 - Ondas Azuis de Wilma Monteiro **Recebi o diagnóstico de Doença de Parkinson em 1995. Um ano depois publiquei o primeiro Manual para Parkinsonianos e seus familiares no Brasil e uma segunda edição ampliada em 1998. Agora, resolvi contar, por meio da personagem Lia, ... VEREDICTO PARKINSON - http://parkinsonwm.blogspot.com/ |
José Maria Alves: PARKINSON - TRATAMENTO HOMEOPÁTICO de José Maria Alves PARKINSON - TRATAMENTO HOMEOPÁTICO. O tratamento homeopático é muito difícil. No entanto, experimentar: GELSEMIUM 6 DH, 5 gotas 3 vezes por dia; RHUS TOX 30 CH, 5 gotas 3 vezes por dia. Se não se notarem melhorias: ... José Maria Alves - http://josemariaalves.blogspot.com/ |
Doença de Parkinson de baldoino@gmail.com (Baldoino) Este Blog é dedicado às pessoas com Parkinson (PcP's ), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A ideia é oferecer aos participantes a oportunidade de trocar ... Doença de Parkinson - http://maldeparkinson.blogspot.com/ |
Beija-Flor
Rogério Martins Simões
Era um leve beija-flor
quando a tua flor descobri!
Levava-me o vento,
quando o teu ventre percorri.
Perdi a flor!
Passou o tempo!
Sou um velho colibri…
28-02-2008 23:53
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
PARA ALÉM DO VENTO…
Rogério Martins Simões
Volúpias em corpos que bailam submersos,
Dispersam em nós o sémen da procriação.
São inocentes os nossos dias em tentação,
Anseios da natureza doces como versos…
Mordiscaste a minha boca em provocação...
Desejos inatos tão diferentes, tão diversos,
Anunciando um tempo novo sem reversos,
Ardendo como fogo em adoçada erupção….
E a natureza nos cobriu com vento criador,
Confiando as sementes num acto de amor,
Quando o teu corpo fértil comigo dançava!
Além de nós havia um tempo pouco visível,
Para que recomeçássemos, num cio sensível,
E o teu corpo com ingénita sedução bailava…
Aldeia do Meco, 26-10-2007 23:11:43

Santa Apolónia - Lisboa - Portugal
DIÁSPORA
Rogério Martins Simões
Gosto de viajar para casa.
Regressar é um desejo de quem parte
e não quer ir.
Vou!
Já fui tantas vezes na aventura
calcetando pedras,
dormitando em tábuas,
onde me perco sem contemplações,
encalhando nos confins das terras,
amealhando uns tostões.
Tivesse asas para acompanhar o
pensamento
porque as asas só se levantam tendo
penas.
Penas tenho!
Pena não tenho!
- Da fome e dos xailes pretos…
Deixei em casa corpos em metamorfose,
silêncios e silvas,
que crescem entre muros e dão
amoras…
Comprei a última tesoura de podar
Tenho a barriga a dar horas
E um sonho para voltar...
A vinha ficou brava…
A casa fechada, e a horta,
são agora um pasto de chamas.
- Aldeia porque me chamas filho
se só tive madrasta!?
- Nação porque me pedes o voto
se já nem te sei ler!?
Gosto de regressar mas não posso
ficar…
Falo agora esta meia língua estranha,
porque já esqueci a minha…
Volto a percorrer as estradas
que me afastam do que resta...
Levo uns trocos para a viagem
e quando me virem vai ser cá uma
festa….
Vou petiscar couratos
e beberei uns copos
com os rapazes do meu tempo.
Regressarei um dia para cuidar da
vinha…
Por agora durmo a sesta…
Voltarei para cumprir a promessa…
E beberei nos corpos deixados
um néctar guardado,
entre fragas e pinheiros…
Verberarei palavras de fel,
embrulhadas com cargas de explosivos,
abrindo estradas;
Caminhos que me deixaram partir.
Agora tenho de ir…
Regressarei à casa nova que construí
e em cada degrau
limparei as lágrimas definitivas
da minha saudade.
Vou partir mas quero regressar…
Oh Pátria amada,
onde se acolhem os sonhos do meu
regresso:
- Por que me deixaste partir?
Oh Pátria amada deixa-me regressar
ainda que só te enxergue,
no que resta,
dos penhascos e das pedras pretas.
Quero todo o barro, granito ou lousa
Quero a água cristalina que emergia das
fragas.
Quero depositar uma coroa de rosas
nas campas rasas dos meus pais.
E uma coroa de espinhos nos despojos
dos que me obrigaram a seguir…
Sonhei voltar!
Não voltarei para partir…
Não voltarei a sonhar.
Vou ficar!
Tenho filhos e netos neste lugar
Retalha a saudade
no que resta do meu corpo!
Viajarei gavião….
Por agora recebo notícias do meu país
- Dizem que as motas todo-o-terreno
debutaram nas silvas da minha aldeia…
E se a língua portuguesa é a minha raiz
profunda,
afundo as minhas mágoas por não poder
regressar,
Por que, agora, regresso escreve-se
noutra língua
e já nem sei o caminho de retorno..
8/03/2007
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
Foto da NATIONAL GEOGRAPHIC
MEU PAI
José Augusto Simões, nasceu em 20 de Maio de 1922, no lugar da Póvoa - Pampilhosa da Serra.
Filho de Maria da Ascenção Ramos, (1882 - 1938) e de António Antunes Simões (1881 - 1934).
Descende das famílias Simões e Henriques da Pampilhosa da Serra; dos Antunes e Ramos da Póvoa e dos Almeidas de Moninho. Teve duas irmãs, Maria da Nazaré Simões, empregada nos Hospitais Civis de Lisboa - Hospital de Arroios e Laura da Conceição Simões.
Foi um aluno brilhante na escola da Pampilhosa da Serra onde ganhou diversos prémios escolares: o 1º prémio escolar de 60$00, na passagem da 2ª para a 3ª classe, tendo obtido a nota final de 18 valores e o 1º prémio escolar, também, os 60$00, na passagem da 3ª para a 4ª classe, tendo obtido como nota final 19 valores.
Ingressou na 1ª classe em 1930 que concluiu em 1931. Concluiu a 2º grupo em 1932; a 2ª classe em 1933; a 3ª classe em 1934 e terminou os seus estudos primários, a 4ª classe, em 1935 com a nota final “brilhante com distinção”.
Da 1ª à 3ªclasse foi ensinado pelo Professor Anselmo Ferreira e na 4ª classe pelo Professor Gil.
Apenas pôde concluir a 4ª Classe, porque as vicissitudes da vida o impediram de prosseguir os seus estudos.
O seu maior trauma da infância foi a morte prematura do seu pai e a doença e morte de sua mãe, que, aliado à falta de recursos, tão normal nessa época, o impediu de realizar o seu sonho: “concluir um curso superior”.
Ficou órfão de pai aos 12 anos e de mãe aos 15 anos de idade, tendo migrado para Lisboa onde trabalhou, desde muito cedo, como caixeiro de mercearia até à data em que foi incorporado no serviço militar.
Trabalhou, depois, como “caixeiro-viajante” tendo conhecido todo o país ao serviço da firma “Francisco Simões” que comercializava sacos, batatas e outros legumes.
Em 21 de Abril de 1948, fundou, com seu tio Jaime Rodrigues, natural do Pessegueiro, uma pequena empresa de sacos usados, a firma Jaime Rodrigues & Simões, Lda., que foi a base de sustentação de toda a família, bem como de muitos parentes, amigos e conhecidos.
A sua “sacaria”, na Calçada do Forte em Lisboa, foi sempre ponto de encontro e de reunião entre os conterrâneos e amigos.
Esteve na reorganização da Comissão de Melhoramentos da Póvoa onde foi 1º Secretário nos anos de 1949 a 1950.
Casou com Isabel Martins de Assunção, natural da Malhada, Colmeal, prima direita do falecido Presidente do Tribunal Constitucional, Luís Manuel Nunes de Almeida.
Do seu casamento nasceram 5 filhos. As duas filhas faleceram precocemente e estão vivos os restantes filhos do sexo masculino.
Acolheu na sua pequena casa de Lisboa, parentes ou simplesmente conhecidos. Recordo-me de meus pais cederem a sua cama aos familiares e de terem dormido, em cima de sacos, no seu estabelecimento comercial.
É um homem com um “H” muito grande, dotado de uma memória prodigiosa colocando a honra e a honestidade no cimo do seu pedestal.
Foi brilhante na matemática e em outras ciências tais como a Geografia, as Ciências Naturais, a História e a Aritmética. A sua letra era e é muito bonita e por isso era o “miúdo” que escrevia e lia as cartas aos seus conterrâneos.
Mas a sua memória não é passiva.
José Augusto Simões sabe de cor as datas de nascimento e da morte de quase todos os seus familiares, amigos e conhecidos, bem como, as datas dos factos mais importantes da sua e da nossa vida: passada e actual. Sabe de cor os nomes de todos os ossos do corpo humano, rios e estradas de Portugal. Desculpem, meu pai é simplesmente brilhante.
Conseguiu passar para o papel, reconstituindo, a árvore genealógica de quase toda a sua ascendência: Simões, Ramos e Antunes (esta desde 1822).
Parte desta reconstituição familiar foi-lhe transmitida, oralmente, por sua mãe Maria Ramos (ti Mariquitas da Póvoa) e conservada na memória do meu pai até à data.
Foi sempre um grande comunicador. Lembro-me de o ouvir contar histórias de fantasiar e de encantar que tanto preencheu o imaginário da minha infância.
Escreveu poesia, pois li alguns dos seus poemas, que expressam bem as amarguras da vida, as coisas boas e simples e o seu amor pelo próximo.
Para que perdurem as lembranças da sua brilhante memória, que podem contribuir para escrever ou rescrever a vida difícil de um povo implantado na Beira Serra, vou trazer alguns artigos que escreveu e continuarei a incentivar para que escreva, pois neles se encontram alusões, menções a pessoas e factos, que fazem a história de uma aldeia a Póvoa da Pampilhosa da Serra e das suas gentes.
Homenagem do seu filho
(Escrito para o seu blog Póvoa)
Rogério Simões
2004
RICARDO ESTEVÃO – MAIS UM PLAGIADOR
Nem a poesia de o meu idoso pai e meu mestre escapou aos predadores. Meu pai com 87 anos de idade nem sabe, neste momento, que transformaram o seu SOL, a que ele chama de Divino, em SOL QUE BRILHA.
Perdeu-se o respeito! Para quê escrever? Se é tudo nosso!
O Ricardo Estêvão esmerou-se e passou de socorrista a plagiador para oferecer à namorada.
O meu poema DESEJO escrito antes de ele nascer, 1969, foi agora escrito por ele e passou a chamar-se AS ONDAS DO NOSSO MAR. Uma tormenta!
O meu poema “POESIA QUERO NAMORAR CONTIGO” passou a LUAR.
Face ao que antecede, já comuniquei à Administração do H5 conforme abaixo transcrevo.
Estimados senhores, boa noite,
Como já escrevi tenho sido muito plagiado no H5. Já apresentei queixa contra HEMILTON AFONSO e ele continua a plagiar. Mudou de táctica e está a plagiar outros poetas que conheço.
Hoje fui encontrar neste link 3 poemas pirateados por RICARDO ESTEVÃO.
http://bangkokbar.hi5.com/friend/profile/displayJournal.do?ownerId=46190996
1. Seguindo o link encontram o poema SOL DIVÍNO, escrito por meu pai – José Augusto Simões – com 87 anos de idade e que foi editado no seu blog http://povoa.blogs.sapo.pt
e no meu http://pomasdeamoredor.blogs.sapo.pt. Este poema do meu pai passou a designar-se SOL QUE BRILHAS.
2. O segundo poema é o meu poema DESEJO que o plagiador designou por AS ONDAS DO NOSSO MAR.
3. O terceiro poema é o meu POESIA QUERO NAMORAR CONTIGO que o plagiador alterou para LUAR
ESTES POEMAS FORAM PLAGIADOS!!!
Estes poemas foram escritos por mim e aqui destruídos.
A prova está no meu blog e no motor de busca do GOOGLE
Autor do poema, devidamente registado, é Rogério Martins Simões
Pode ser encontrado o original em POEMAS DE AMOR E DOR
O poema encontra-se devidamente registado em Portugal na IGAC Inspecção-Geral das Actividades Culturais processo 2079/09.
Dado que o poema foi plagiado copiarei o link e o texto plagiado para
Servir de prova.
Rogério Martins Simões
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
Com os melhores cumprimentos aguardo por decisão de V.Exas indicando-me os dados do plagiador para apresentar a respectiva queixa.
Melhores cumprimentos
Rogério Martins Simões
INQUÉRITO
Thank you for sending your message to hi5. The ticket code for this enquiry is LTK151033661753X.
Para finalizar quero informar os poetas que não ligam a estes assuntos que ainda hoje apanhei mais três poetas plagiados, um deles a ALUENA já por mim avisada.
Voltarei a este assunto. Afinal ainda só procurei por 50 poemas. Faltam 300…
Deixo-vos como Sol do meu bom e querido pai
O SOL
José Augusto Simões
Sol divino, Sol divino
Lindo é vê-lo nascer
É mais um dia na vida
Deus nos dá para viver
Sol divino, Sol divino
Que ilumina toda a terra
Desde o mais profundo vale
Até ao mais alto da serra
Sol divino, Sol divino
Que nos dá tanta alegria
Acaba a noite cerrada
E irrompe o claro dia
Sol divino, Sol divino
Nos dá tanta beleza
É a estrela mais bela
Que nos dá a natureza:
Quando está ao pé do rio
Em cima de uma cascata
O fundo parece de ouro
A água da cor da prata
Todo o ser vivo se mexe
Quando vê nascer o Sol
Os passarinhos cantam
Trina o lindo rouxinol
Rouxinol que bem cantas
Onde aprendeste a cantar?
- No cimo daquele salgueiro
Com os ramos a abanar!
Todas as aves cantam!
Cada qual com sua voz!
Eu já acompanhei o rio…
Da nascente até à foz
Estou velho! tu és menino
Nunca irás envelhecer
Sol divino, Sol divino
Sem ti não posso viver
Lisboa, 25/9/2007
DEDICADO AO POVO DE PRAÇAIS
PAMPILHOSA DA SERRA
Na Argentina existe um programa de rádio que está no ar todos os Sábados, através da internet, entre as 20 e as 21 horas, de Buenos Aires, produzido e conduzido por MARIA ELENA SANCHO.
A poetiza Maria Elena, com um vastíssimo currículo, tem sido distinguida com os mais variados prémios nacionais e internacionais. Maria Elena Sancho é para mim um símbolo na divulgação dos poetas e da poesia do mundo.
Para além do programa de rádio, foi a mentora de um encontro anual de todos os poetas do Mundo.
Fico feliz e partilho, com os meus leitores e amigos, a escolha e a inclusão de dois sonetos meus: “EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR” e “A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI” no segundo livro, intitulado, “LETRAS DEL ALMA POESIAS DEL MUNDO – POESIA Y ALGO MÁS – SEGUNDA PARTE”. Aqui fica o link para que possam copiar o livro.
Já não é a primeira vez que eu sinto esta distinção, esta felicidade, nomeadamente, quando a Maria Elena traduziu para castelhano e deu voz ao meu poema “A menina Dança?”
Pelo meu lado, sinto-me muito honrado por me encontrar entre tantos e talentosos poetas.
Para aqueles que plagiaram estes dois poemas será decerto uma frustração. É que, para além de registados em Portugal, também já foram recitados e publicados na Argentina.
Letras del alma poesías del mundo
Poesía Y Algo Más
Segunda parte
para descargar el libro, haz click aqui.
EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR
Rogério Martins Simões
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar,
Esperando as águas dos meus rios…
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
Prendo, no sono, o sonho para te ver,
Fico cego se em mim não te sentir,
Fios de seda - não te deixem partir!
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
POESIA Y ALGO MÁS AQUI è MARIA ELENA SANCHO ç
POESIA Y ALGO MÁS AQUI è MARIA ELENA SANCHO ç

(Foto cedida pelo Sr. Padre Pedro)
CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
Corre a água cristalina.
Mata a sede é fresca e pura.
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.
Traz colo de rosa.
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
E traz um sorriso atrevido.
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
12/08/2005
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)

(Fotografia da NATIONAL GEOGRAPHIC)
ASA DE BORBOLETA. (PLAGIADO)
Mais um poema meu plagiado e que foi colocado sem a minha autorização no blog “Sótão das ideias” e no seguinte link:
http://withdreamsifly.blogspot.com/2008/01/queria-dar-te-uma-flor.html
Assinado por Marcos Lemos, 27 de Maio de 2005, o poema ASA DE BORBOLETA passou a designar-se por “Queria dar-te uma flor”. Deixei na semana passada uma mensagem para o alterarem. Para além de não o fazerem nem sequer editaram o meu comentário.
Para que o possam ler aqui fica o original:
ASA DE BORBOLETA
Rogério Martins Simões
Queria dedicar-te um canto
Nesta terna e longa viagem
Através da poesia.
Queria dar-te uma flor
Que jamais seque algum dia.
Pois ser feliz é esquecer…
A amargura do momento
E só assim a vida é sublime
Bonita!, ao mesmo tempo:
Como este mar
Que nos separa
Nesta noite amena e calma
Silêncio! Que o meu luar
Vai beijar a tua alma.
19-08-2004 1:01
Como podem constatar a pirataria continua. Muitos não colocaram o nome do autor – “esquecimento” “omissão” ou desconhecimento. Outros foram ao ponto de colocarem o seu nome. Outros, ainda, mudaram o nome do autor, acrescentaram “frases” e até o título modificaram.
Assim não dá!
Obrigado a todos aqueles que verdadeiramente amam a poesia.
Rogério Martins Simões
PLÁGIO do poema COBRI DE ROSAS
Hoje, 29 de Maio de 2009, fiz mais uma importante descoberta: o meu poema “COBRI DE ROSAS”, escrito por mim em 1987, publicado em (Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41) (Poetas Almadenses) e Registado no Ministério da Cultura - Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. – Processo n.º 2079/09) surge num site plagiado por alguém com o seguinte nome ROSE CAMAICOW.
O link para o meu poema plagiado é este:
http://www.anna.paes.nom.br/aap/rosecc.html
A falta de ética vai ao ponto da plagiadora escrever a seguinte dedicatória *Anna, é para vc este poema… que Deus esteja sempre a te iluminar pois é dele que nos vem a inspiração…
E digam lá se posso ter vontade ou estímulo para colocar poemas novos no meu blog “POEMAS DE AMOR E DOR”. Sinto uma enorme mágoa e uma revoltada tristeza por até meterem Deus no meio deste autêntico “saque” à minha poesia. Assim não!
Rogério Martins Simões
COBRI DE ROSAS
(Rogério Martins Simões)
Cobri de rosas
A tua rosa
O teu botão.
Abri a rosa
Cortei a pétala
Pétala a pétala
Enchi o chão.
Mas se ao menos
O teu rosto sorrisse
E a tua boca
Dissesse palavras
De ternura:
Eu te daria
De novo rosas
Formosas
E em botão.
1987
(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)
(Poetas Almadenses)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)