Os magistrados do DCIAP queriam ouvir Sócrates no inquérito ao caso Freeport, mas não tiveram tempo!!!...
NÃO QUERO ACREDITAR!!!...
É impressionante esta declaração tão medíocre de um orgão que, infelizmente, nos vai habituando a este "estado de marasmo" tão próprio das instituições que perderam o rumo e apenas encontram consenso nas estruturas sindicais, que são a causa primária da sua desorientação!
Como é possível fazer uma afirmação destas, menosprezando o imediato sentimento de revolta de todos nós, que já sentimos a inutilidade da justiça?!... Como é possível, ao fim de 6 anos, dizerem que "não tiveram tempo..." !
E nós perguntamos de imediato "o que é o tempo para os senhores magistrados" ? Que noção têm do tempo aqueles "deuses que vivem no Olimpo", com ar carrancudo, tão próprio dos seres superiores (?), arrogantes e distantes - ou não tivessem mesmo necessidade do distanciamento dos deuses!...
É que o tempo deles, dos magistrados do MP e judiciais, é de facto o tempo dos deuses!... Não se regem pelo tempo dos comuns mortais, com horários rígidos para cumprir, compassados pelo rodar dos ponteiros do relógeo! É este tempo que eles não respeitam!... Não respeitam... quando deveriam ter tido tempo para levar a investigação do Freeport até às últimas consequências! Não respeitam... quando "abusam" do tempo dos cidadãos, obrigando-os a várias deslocações ao tribunal com adiamentos sucessivos, sem qualquer respeito pelas pessoas!
É no fundo o grande problema da magistratura deste País:- Falta de respeito para com todos os cidadãos!!!...
Este país afinal não é para incompetentes!!!
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
3:41 Quinta-feira, 29 de Abr de 2010
3:41 Quinta-feira, 29 de Abr de 2010
Transcrevo este artigo do Ricardo Araújo, que diz bem da maneira como a justiça funciona!!!.... Já nos vamos habituando!...
Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores.
Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos. Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
Ricardo Araújo Pereira
Gostaria que os magistrados deste triste país ouvissem esta deputada brasileira, Cindinha Campos, que bem poderia ser uma deputada do parlamento português!!!... Pena que não seja!....
Mulher de armas, que põe a magistratura brasileira na rua da amargura!...
Oiçam, senhores magistrados, oiçam este grito de revolta de uma mulher que, tal como eu, perdeu o respeito pela justiça do seu país!...
http://www.youtube.com/watch?v=6hfQJmZtPrM&feature=related
Após algum tempo fora do blogue, eis que a revolta me impulsiona novamente a escrever contra esta classe de privilegiados - como que uma casta que a sociedade tem que suportar - na reincidência de comportamentos inexplicáveis, em que uma vez mais uma criança é entregue à sua carrasca "progenitora" por um juíz inconsciente, que ontem passeava o seu neto de 3 anos quando deu uma entrevista ao Expresso.
Será possível que este País continue a aceitar comportamentos destes e não haja alguém que os puna por negligência? Terá este senhor capacidade de algum dia mais decidir a vida dos outros em tribunal depois de ter procedido com total impunidade?
Quantos desgraçados já viram as suas vidas destruídas por decisões absurdas e sem fundamento nos tribunais deste País?!... Como é fácil imaginar a leveza com que se tomam decisões nos tribunais, sem qualquer respeito pela dignidade e honra das pessoas, julgadas, quantas vezes, por pessoas sem formação humanística, embutidas no seu ar superior de decisores absolutos, numa arrogância ancestral afrontadora e intimidatória, digna de personalidades frágeis!
Quantos desgraçados foram, e são, condenados injustamente nesses lugares sinistros onde apenas cabe a arrogância, a prepotência e pesporrência de uma classe desacreditada!
É este o País do pós 25 de Abril!...
Juízes revelam nome de menores
Artigo do Correio da Manhã escrito por Tânia Laranjo/Manuela Teixeira
A Associação Sindical de Juízes revelou o nome de alguns dos menores alegadamente vítimas de abusos sexuais na Casa Pia de Lisboa. A divulgação foi acidental e aconteceu depois daquele órgão sindical ter divulgado o acórdão integral que opunha o Estado a Paulo Pedroso e que levou à condenação do primeiro por erro grosseiro na sua prisão preventiva.
"Foi um mero lapso que já assumimos. Durante algumas horas parte de nomes de duas testemunhas estiveram visíveis. Mas esses elementos nunca permitiriam identificar as pessoas. A situação já foi corrigida", afirmou ao CM António Martins, presidente da Associação, explicando que sendo o processo público o lapso é de menor gravidade.
O descuido criou algum desconforto nos operadores judiciais. Sendo as testemunhas alegadas vítimas de abusos sexuais, a sua identidade é protegida. E o facto de o nome não estar completo não implica que outros envolvidos não os identifiquem.
Esta situação, no entanto, não é inédita. Recentemente, quando o processo relativo ao desaparecimento de Maddie McCann estava em segredo de justiça, a Relação de Évora divulgou no seu site na internet um acórdão. As identidades estavam cortadas, mas rapidamente se percebia quem eram os envolvidos. Poucos dias depois, o acórdão foi apagado.
Tânia Laranjo/Manuela Teixeira
Lapso???!!!... Descuido???!!!... Como interpretariam os senhores magistrados este “lapso” se fosse pelo punho de um jornalista, nas páginas do seu jornal, ou eu próprio o fizesse nesta blogue???!!!... Só a impudência, que lhes advém do privilégio da irresponsabilidade que gozam – ou melhor, gozavam! – lhes faculta assumir levianamente como “lapso” aquilo que é matéria penal grave para qualquer cidadão!... Pena é que a balança tenha dois pesos e duas medidas!!!...
Não resisto a transcrever este artigo da Lusa, de 10 de Julho de 2008, sobre declarações proferidas pelo Sr. Bastonário da Ordem Dos Advogados, Dr Marinho Pinto.
Lisboa, 10 Jul (Lusa) - O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou hoje que "Marinho Pinto é um problema da advocacia portuguesa", num comentário às declarações do bastonário dos Advogados quarta-feira, em Leiria, sobre os magistrados e o sindicalismo judiciário.
"As atitudes do Dr. Marinho Pinto são um problema que cabe à Ordem dos Advogados e aos seus organismos resolver, a bem do prestígio da própria advocacia", refere em comunicado o SMMP.
Num jantar-conferência sobre a "crise na Justiça", Marinho Pinto afirmou que"muitos dos magistrados, principalmente juízes, agem como se fossem divindades" e "actuam como donos dos tribunais ", locais em que os "cidadãos são tratados como servos os advogados como súbditos".
A "cultura de prepotência e de arbítrio dos tribunais plenários da ditadura generalizou-se nos tribunais comuns na democracia" até porque os magistrados transitaram do Estado Novo sem questões de maior, depois de terem sido "instrumentos de perseguição e até de eliminação dos democratas que então lutavam", criticou o bastonário.
Marinho Pinto disse ainda que o "sindicalismo nas magistraturas é uma aberração" e constitui "uma das principais causas para a degradação do sistema judicial português" porque "tudo está organizado em função dos benefícios" dos agentes internos do sistema.
"O sindicato dos magistrados como qualquer sindicato apenas pretende mais regalias para os seus associados: ou seja mais dinheiro e menos trabalho" e isso "subverteu um dos valores mais elementares do direito democrático", sustentou.
Num comentário às posições assumidas pelo bastonário, o SMMP diz que "já há muito que não atribui qualquer relevância aos comportamentos, atitudes e palavras do Dr. Marinho Pinto, que não confunde com as posições da advocacia portuguesa".
"Fosse outro o autor de tais palavras e a Direcção do SMMP tomá-las-ia, por certo, em consideração", reforçou.
A Lusa tentou obter um comentário do bastonário, mas este encontra-se numa reunião com o Conselho Geral e os presidentes dos Conselhos Distritais da Ordem dos Advogados.
Nota do autor do blogue
É interessante a reacção do SMMP às referidas declarações! - Veja-se: - "Marinho Pinto é um problema da advocacia que cabe à Ordem dos Advogados resolver” . E numa atitude de despeito, acrescenta: - "Fosse outro o autor de tais palavras e a Direcção do SMMP tomá-las-ia, por certo, em consideração".
Ridículo!!!...Ao ponto a que chegou esta estrutura sindical, bem como o sindicato dos juízes ( um orgão de soberania sindicalizado?!...). Perante factos concretos e reais, com uma herança desprestigiante só comparada ao tribunal do Santo Ofício, tenta impor-se pela arrogância e prepotência, numa atitude magistral, sem qualquer respeito por quem tenha que sujeitar-se aos seus veredictos! O Dr. Marinho apenas teve a coragem de denunciar esta estrutura, que se envolveu nesse sindicato tão só e apenas para reivindicar as benesses e mordomias que teima em conservar abusivamente! É esta a amarga realidade da magistratura portuguesa!... e o representante do SMMP autofagia-se numa declaração “rasca” e sem sentido, tão típica deste lobby que, de cada vez que o Dr. Marinho fala, estrebucha numa lânguida reacção catatónica pré-agónica!
É esta justiça, tão bem exposta pelo Dr. Marinho, que nos julga e condena nos tribunais portugueses!!!...
Uma vez mais a voz de alguém que não teme porque não deve!!!.... Eis a notícia....
Lisboa, 02 Abr (Lusa) - O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, comparou hoje a postura de alguns juízes à dos reis, que tinham poder absoluto sem necessidade de justificar as suas decisões.
Marinho Pinto: alguns juízes agem como tendo poder absoluto
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, comparou hoje a postura de alguns juízes à dos reis, que tinham poder absoluto sem necessidade de justificar as suas decisões. Na Justiça portuguesa «ainda há resquícios do tempo em que os reis decidiam porque eram reis», afirmou António Marinho Pinto ao intervir no colóquio «A Reforma do Processo Penal - Balanço e Perspectivas», organizado em Lisboa pela Associação para o Progresso do Direito.
A observação do bastonário levou o moderador do debate, o juiz desembargador Eurico Reis, a contrapor que os advogados têm sempre a possibilidade de pedir a fundamentação de uma sentença ao magistrado que a profere.
Marinho Pinto respondeu que, em muitos casos, a resposta é indeferimento atrás de indeferimento, com consequentes pagamentos de unidades de conta, o que encarece o pedido de explicações e não leva a lado nenhum.
Hipocrisia ou aproveitamento?!...
A propósito do novo mapa judiciário, ouvi - e vi pela televisão - as declarações do PGR e do presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, também este magistrado. O primeiro preocupado com as maiores deslocações dos magistrados e das populações, o segundo apenas “apreensivo” com as deslocações da população!...
E uma vez mais fiquei pasmado, pois não imaginava que essa fosse uma preocupação dos senhores magistrados! …. Ora vejamos! ….
1ª A deslocação dos magistrados, mercê de novas paralisações e, quiçá, greves nacionais, irá ser coberta por um novo subsídio, que já existe, mas agora abrangendo deslocações de distâncias mais curtas! Os magistrados, que ganham tão pouco (!), precisam de subsídios para tudo e nada, um bom suplemento aos seus vencimentos pagos pelo erário público!... Uma vergonha já por diversas vezes denunciada pelo Dr. Marinho, nomeadamente o subsídio de renda de casa que, no seu maior despudor, entra em casa – deles (!) – em duplicado, quando se trata de um casal de magistrados! Foi agora revisto e “actualizado” para €775 mensais!!!... Uma falta de respeito para com todos os que trabalham e vêm os seus impostos desbaratados “em favores” políticos duvidosos!
A reforma dos funcionários públicos - que o são, queiram ou não - tarda em chegar ao sistema judiciário! Este País continua a fazer reformas a duas velocidades!!!... E os subsídios, que todos julgávamos já banidos, continuam a alimentar os bolsos de quem, de todo, deles não precisa!
2ª A hipocrisia dos que falam em deslocações da população!.... Desde quando os senhores magistrados se preocuparam com tal facto?
As longas esperas nos corredores dos tribunais, sem qualquer respeito por quem veio de longe e tem que se deslocar para suas casas a horas tardias, porque as audiências começam às horas que bem entendem - talvez até de táxi porque se perdeu o autocarro!…Nunca incomodou os senhores magistrados?!...
As audiências suspensas, já com conhecimento antecipado dos magistrados, mas não comunicado a quem se deslocou de longe, com sacrifício pessoal e encargos pesados!... Nunca incomodou os senhores magistrados?!...
Não estaremos a falar das mesmas coisas? De deslocações? Porquê agora esta preocupação por parte de quem, tão despreocupadamente, nunca se importou por quem espera e desespera nos tribunais, se tem ou não transporte depois de uma audiência iniciada após 2 e 3 horas de espera pelo juiz?!...
É humilhante o que passa nos corredores dos tribunais! Penso que a verdadeira reforma do sistema judiciário terá que passar pelos próprios magistrados, uma vez mais responsabilizando-os por actos ineptos contumazes. Ou continuaremos com uma justiça iníqua, marcada pela carga pesporrente dos seus actores principais.
Gostava de acreditar que, de alguma maneira, este meu blogue tenha contribuido para alterar o carácter de total impunidade de que os senhores magistradas gozavam, quais seres omniscientes e omnipotentes, com poderes de deuses e detentores da infalibilidade! Graças a Deus que começam a ser vistos como seres humanos e despidos da auréola majestática!!!...Deixaremos, finalmente, de pagar dos nossos bolsos os erros que eles cometem!...Fico feliz!... porque também este tem sido o meu cavalo de batalha!...
Vem isto a propósito do artigo do Correio da Manhã de hoje:
| 2008-01-13 - 13:00:00
Justiça: Responsabilidade extracontratual do Estado Seguros contra erros judiciais 2008-01-13 - 13:00:00
Justiça: Responsabilidade extracontratual do Estado Seguros contra erros judiciaisOs magistrados judiciais e do Ministério Público estão a fazer seguros para se protegerem do novo regime de Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado, que entra em vigor no próximo dia 31 e dá ao Estado o direito de regresso contra os magistrados quando estes tenham agido com dolo ou culpa grave.
| P.S. | As coisas vão mudando...felizmente! É preciso não baixarmos os braços e continuarmos a desmascarar esta classe, até aqui intocável, porque fechada no seu corporativismo protector e no conceito de ser majestático "todo-poderoso". |
Pela sua actualidade, trago de novo à luz este artigo escrito em Janeiro passado... num contexto diferente mas, na sua essência, pondo a nú as decisões do poder judicial.
Que poder judicial é este que tão mal trata as nossas crianças? Quando um magistrado decide acerca de uma criança mal tratada, retirando-a dos pais adoptivos e entregando-a aos seus progenitores, aos seus carrascos – quantas vezes decidindo a sua morte – contra a opinião dos Pediatras, Assistentes Sociais e Comissão de Menores, não estará a cometer um “homicídio por negligência”? Então o que é isto?!... Por serem impunes podem fazer o que lhes apetece? Mas, se um Pediatra não participa ao Ministério Público uma criança vítima de maus-tratos, e por esse motivo venha a morrer, lá estão suas excelências com a faca afiada para os julgar e condenar!!!... Ah…estes sim, cometeram homicídio por negligência! Que País é este em que o poder discricionário dos magistrados pode matar e tão lesto está para julgar os outros por homicídio?!... Não deveriam os magistrados do Ministério Público sair dos seus gabinetes, e do seu “pedestal”, co-responsabilizando-se nas Comissões de Menores com o destino destas crianças, para que o poder judicial “soberano e discricionário” não seja tão presunçoso no momento de julgar? Que poder é este tão lesto para ouvir e perscrutar e tão cego no momento de decidir? Este caso faz-nos pensar!... Faz-nos pensar na má formação dos magistrados, na arrogância, na prepotência discricionária das suas decisões, na desumanização de quem tem um poder e não sabe usá-lo!... Este caso faz-nos pensar em todas as crianças que, durante anos e anos, aguardam uma decisão judicial em Instituições de menores, à espera de uma família que os ame e aconchegue! Este caso faz-nos pensar em imensos casais de adopção que aguardam por uma criança para encher as suas vidas ou - destino dos destinos - choram amargamente a decisão de um qualquer magistrado que lhes retira “a maior riqueza” que têm, após anos e anos de autêntico amor, para os entregar de novo aos seus pais biológicos, como se o amor dependesse da afectividade dos cromossomas! A vida afectiva de uma criança é algo mais profundo, mais intenso, que a simples intromissão de um tribunal que, quantas vezes, destrói essa afectividade na criança e no casal, que lhes quer “como se fossem filhos biológicos”! Senhor Procurador Geral…nós, e as crianças deste País, exigimos do Ministério Público uma maior sensibilidade no tratamento destes casos!... Não precisamos de juízes “prepotentes, e desumanos”!...Precisamos apenas de bom senso e boa formação humana de quem tem que decidir! |
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Acabo de ouvir, pela televisão, o desfecho trágico da pequena Esmeralda!!!...Os senhores absolutos e omniscientes, mandaram para as "urtigas" as opinões avalizadas de técnicos especializados (psicólogos e pedopsiquiatras), para imporem, uma vez mais, a chancela do "quero-posso-mando". A criança será entregue no dia 26 de Dezembro, ao homem que, numa relação sexual esporádica, depositou alguns espermatozóides na vagina de determinada mulher e que, por tal razão, lhe chamam "o pai biológico". Biológico... porque - só assim o entendo - um teste biológico de determinação do ADN (que ele exigiu), confirmou as dúvidas que lhe devastavam a alma!...E vá-se lá saber porque sentia ele a alma devastada!!!...Talvez nem interesse esmiuçar estes meandros tão íntimos e traiçoeiros da dignidade humana, quando há outros valores maiores de dignidade numa criança de 5 anos que se vê "joguete" nas mãos de adultos e que decidem contra o seu próprio interesse! Alguém terá que prestar contas, dentro de alguns anos, por mais uma prepotência sem sentido... Espero que, nessa altura, a impunidade arbitrária não seja consentida pelos especialistas, agora mandados "às urtigas"....
O desfecho será trágico, como é evidente!
A falta de humanismo da magistratura!!!... O autoritarismo impune!!!...
Estou estupefacto com o relatório clínico da criança de 5 anos que, por decisão de um tribunal, e tendo em vista o seu bem maior (a hipocrisia sem cara!...), se defronta com as consequências de uma decisão autoritária e desumana, atirando-a para uma situação clínica grave e desestruturante da sua personalidade, por culpa de magistrados que devem ser responsabilizados pelo que venha a suceder a esta criança!... Não é admissível que os magistrados julguem e condenem os cidadãos e não sejam responsabilizados por actos de negligência pura e assumida, quando causam danos, quiçá irreversíveis, numa impunidade absoluta e consentida.
Chegou a altura de o Senhor Procurador Geral da República ter mão sobre o que se está a passar e actuar rapidamente para que esta criança não sofra mais a brutalidade judicial na sua arrogância e prepotência! Oh!... e como ela se manifesta nos tribunais!!!...
Grande Revolução se impõe no sistema judicial!!!... Não é mais possível que, os que julgam e condenam, fiquem impunes dos seus actos, devendo também ser punidos num sistema de avaliação isento, fora do corporativismo de classe.
O cidadão comum quer ver mudado o rosto dos tribunais!...
Do Correio da Manhã de
2007-06-22 - 00:00:00
Uma vez mais acabo de ouvir o Dr. Marinho, na SIC, e fico perplexo com as decisões tomadas em tribunal e com o ridículo em que muitas delas se baseiam, sem que haja qualquer respeito pelos cidadãos, que esperam o mínimo de dignidade e postura ética de quem ocupa aquele lugar e "joga" abusivamente da vida e do futuro de qualquer "ser mortal", entregue aos caprichos de um qualquer juíz que, qual deus "todo poderoso", decide a seu bel-prazer!... Fico apreensivo e, quando se continua a pôr em causa a justiça em Portugal, persisto em pensar que algo tem que mudar profundamente, a começar pela mentalidade que lhes é incutida na Escola Superior de Magistratura, de onde, como bem diz o Dr. Marinho, saem "majestades" e não magistrados, os eternos senhores do quero-posso-e-mando!... Continuamos a assistir a uma arrogância - que raia a má educação - destes senhores que, afinal, são tão somente "deuses com pés de barro", mas que deixam mossas irreparáveis na vida das pessoas! Tal como dizia o Dr. Marinho, fico hoje mais apreensivo com as decisões dos tribunais que há trinta e tal anos atrás, talvez porque, nessa altura, para se ser juíz lhes era exigida uma outra tarimba, que lhes tirava a vaidade e arrogância com que nos brindam hoje nos tribunais!...Quem ouve as notícias apecebe-se que os tribunais fucionam mal, que os casos se arrastam eternamente, que os processos se arquivam e reabrem milhentas vezes e...fica-nos a sensação que se brinca caprichosamente com a vida das pessoas num "faz e desfaz", como se nada mais houvesse para fazer!... É urgente que, para além de alguns privilégios já retirados -e muito bem!- se pense em dignificar e restituir humildade e humanismo à magistratura, despindo-a do ar de majestade arrogante!
Uma vez mais se prepara uma "condenação", tendo em conta o bem superior da criança!!!.. Isto é pura prepotência do "quero-posso-e-mando" !!!... A magistratura "endeusada" já deixou de nos surpreender!...
Artigo retirado do Diário de Notícias de 3/5/2007
Maria Adelina Lagarto deixou passar o prazo de requerimento da abertura de instrução e vai mesmo ser julgada por sequestro agravado, o crime pelo qual o marido foi condenado a seis anos de prisão, e, tudo leva a crer, pelos mesmíssimos juízes que o condenaram e que a consideraram, no acórdão referente ao marido, tão ou mais culpada que ele.
Entretanto, o Tribunal da Relação de Coimbra fez saber, após a audiência decorrida ontem à tarde, na qual o Ministério Público pediu uma redução da pena para quatro anos e a defesa a absolvição, que a decisão sobre o recurso relativo a essa mesma condenação será conhecida já no dia 9 deste mês.
Não requerer a abertura da instrução - que seria, em princípio, conduzida pela juíza Sílvia Pires, a qual, além de fazer parte do colectivo que condenou o sargento está encarregue do processo de regulação do poder paternal da menor que decorre paralelamente - só pode ser uma decisão muito ponderada pelo casal e pela sua defensora, Sara Cabeleira. É que, tendo em conta os pressupostos da condenação do marido (na qual Maria Adelina foi sempre referida "em concurso" de acções e objectivos), o escândalo público face à duríssima pena que lhe foi aplicada e a reacção corporativa dos magistrados judiciais que se lhe seguiu (com comunicados da Associação Sindical dos Juízes e intervenção do Conselho Superior de Magistratura), este julgamento só pode ser explosivo.
Das duas uma: ou os juízes mantêm a posição que adoptaram face os actos de Luís Gomes e, seguindo a mesma lógica, condenam a mulher à mesma pena ou até a uma pena mais pesada (já que, após a prisão preventiva do marido, ocorrida a 12 de Dezembro, Maria Adelina manteve consigo a criança, de acordo com o que o colectivo deu como provado, "em parte incerta", ou seja, prolongou no tempo o alegado "crime de sequestro"), ou optam por uma atitude mais branda, talvez até deixando cair o crime de sequestro e mantendo apenas o de subtracção de menor ou/e de desobediência à autoridade.
Recorde-se que vários juristas de nomeada, incluindo os que integram a Associação para o Progresso do Direito (na qual pontuam a dirigente do PSD Paula Teixeira da Cruz, o presidente do Sindicato dos Magistrados do MP, António Cluny e o ex-presidente da República, Jorge Sampaio), se insurgiram contra o acórdão quecondenou o sargento, considerando-o "extraordinário" e afirmando "compreender a manifestação pública de indignação" em relação a um caso em que "tudo parece estar inquinado de erros, falhas e descoordenação".
Apenas uma coisa é certa: a tarefa dos juízes de Torres Novas não é invejável. E constituirá uma espécie de julgamento público da justiça portuguesa, cuja credibilidade tem sido sucessivamente abalada.|