SOL

Sou um guardador de rebanhos

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.


Alberto Caeiro

Poeta, ensaísta e académico, nasceu a 29 de Abril de 1949, em Mexilhoeira Grande (Algarve).
Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se em Literatura Românica Comparada, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde é Professor Associado. Exerce uma atividade regular de crítica e ensaística literária, quer no âmbito das atividades universitárias, quer em jornais, como o Expresso e o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Dedicou-se, em particular, aos estudos anterianos e sobre o Modernismo português, tendo participado em edições fac-similadas das revistas Portugal Futurista, Centauro e Sudoeste, editadas pela Contexto Editora. Foi o responsável pela Língua e Cultura Portuguesa, na organização do Pavilhão Português, na Exposição de Sevilha, em 1992, bem como pela área de Literatura, na Sociedade Portugal-Frankfurt, em 1997. Exerce as funções de Conselheiro Cultural em Paris, cargo para que foi nomeado em 1997.
O seu primeiro livro de poesia foi A Noção do Poema (1972). Publicou ainda obras como A Partilha dos Mitos (1982), A Condescendência do Ser (1988),Enumeração de Sombras (1989), Um Canto na Espessura do Tempo (1992),Meditação Sobre Ruínas (1994) e O Movimento do Mundo (1996). Escreveu os romances Plâncton (1981) e A Manta Religiosa (1982). É autor de diversos ensaios, entre os quais se destaca uma tese de doutoramento sobre literatura 

Biografia 

Jorge Amado, um dos representantes do ciclo do romance baiano, nasceu em Itabuna, Bahia, em 10 de agosto de 1912. É considerado é dos principais representantes do romance regionalista da Bahia.

Este romancista brasileiro é um dos mais lidos no Brasil e no mundo. Com livros traduzidos para diversos idiomas, suas obras refletem a realidade dos temas, paisagens, dramas humanos, secas e migração.   

Escritor desde a adolescência, Jorge Amado segue o estilo literário do romance moderno. Em seus livros existe o domínio do físico sobre a consciência. Suas personagens geralmente são plantadores de cacau, pescadores, artesãos e gente que vive próximo ao cais, em Salvador, capital da Bahia. 

O estilo deste autor também é conhecido como romance da terra e seus livros possuem uma linguagem agradável e de fácil compreensão. Suas obras literárias conquistaram não só os falantes da língua portuguesa como de outros idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, etc. 

Morreu em Salvador ( Bahia ), no dia 6 de Agosto de 2001, quatro dias antes de completar 89 anos de idade.  

São seus livros

O País do Carnaval, Cacau, Jubiabá, Terras do Sem fim, A Morte e a Morte de Quincas Berro d´Água, Seara Vermelha, O Cavaleiro da Esperança, O Mundo da Paz, Os Subterrâneos da Liberdade, Gabriela, Cravo e Canela, Suor, Mar Morto, Capitães de Areia, São Jorge dos Ilhéus, Os Velhos Marinheiros, Os Pastores da Noite, Dona Flor e seus Dois Maridos, ABC de Castro Alves, O Amor do Soldado, Bahia de Todos os Santos, A Estrada do Mar, Tereza Batista Cansada de Guerra, Tieta do Agreste, Farda Fardão e Camisola de Dormir
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não chorais! Olhai e vêde;
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

José Mendes Ribeiro Norton de Matos. Estranhamente, um minhoto.Tendo frequentado a Escola do Exército, partiu para a India em 1895. Sem jamais pôr em causa a Monarquia e, certamente, compenetradíssimo na sua carreira millitar.

Nasceu em Ponte de Lima em 1867. Já com 81 anos, em 1948, anunciou ao País a sua candidatura à Presidência da República. Por que sinuosos caminhos andou a sua vida até então? De tranquilo e acomodado monárquico fardado - registo, embora, as suas simpatias por João Franco -  a aspirante à Chefia de Estado, em que se notabilizou Norton de Matos? Qual o seu pensamento político, como ganhou ele conteúdo, consubstanciado em quê? Dúvidas não restarão sobre as suas actividades conspirativas contra a República, em 1911. Nem a sua pronta adesão ao Partido Democrático, logo no ano seguinte, assim foram detectados esses seus laivos de fidelidade monárquica. Norton de Matos redundou, por isso, em mais um episódio de adesivismo, tão característico da época. Com o acrescido requinte da sua filiação, por então, na Maçonaria. Com todos os apetrechos exigiveis para, de braço dado, ir descendo com Afonso Costa as escorregadias calçadas da intriga. Aliás, escreveu o jornalista Rocha Martins, terá Norton de Matosafirmado, na sua aproximação à facção radical republicana, «um homem da minha idade, ao atirar-se a uma asneira, é de cabeça»… E esta amizade e a confiança do gande atazanador do clericalismo valeram-lhe então o cargo de Governador-geral de Angola.

Mas a República ia de mal a pior. Ao ponto do Presidente Manuel de Arriaga convidar - e muito insistir no convite - o general Pimenta de Castro, em 1914, para encabeçar um governo forte, capaz de enfrentar a instabilidade, a desordem, a demagogia. E a violência “democrática”, bem entendido. 

Não tardou fosse apodado, Pimenta de Castro, de “ditador”. Entraram os afonsistas a congregar esforços para o derrubar. A 14 de Maio, uma revolta violentissima em Lisboa, apontou ao velho general os trilhos do exílio, pelo elevado preço de (só na capital) 200 mortos e mais de 1000 feridos. 

O então major Norton de Matos era um dos membros da Junta (que também incluia civis) dirigente desse movimento armado de natureza retintamente “democrática”. E o seu desempenho como governador de Angola suscitava, entretanto, as maiores reservas, assaz comprometedoras, face à confusão de interesses num projectado negócio de adjudicação de camiões de fabrico italiano. Daí tenha sido demitido desse alto cargo, em 1915 - para, uma vez regressado à Metrópole, sobraçar as pastas de Ministro das Colónias e, depois, da Guerra!Ia-se notando bem a sua ascenção no aparelho de Estado! Outrossim, as suas tomadas de posição. Desde logo, quando, implacável, ordenou o deportamento, sem prévio julgamento, de Pimenta de Castro e dos seus ministros. Expressamente reivindicou, do Parlamento, autorização para demitir oficiais do Exército, sem processo ou culpa formada, contando manifestassem a sua discordãncia face à politica do governo “democrático” de cuja pasta da Guerra era titular. E, também, quanto ao grande conflito que infernizava a Europa e o mundo, em geral, e de cuja participação nossa foi um entusiasta fervoroso. Sabemos que os afonsistas levaram avante este seu propósito. Norton de Matos seria um dos responsáveis máximos pela mobilização do Corpo Expedicionário Português. Dos muitos milhares de compatriotas inexplicavelmente enviados para a morte nas trincheiras de França e da Flandres. A palavra a António Granjo e à sua autoridade de combatente: «Eu assisti à mobilização e fui também mobilizado; era uma desorganização organizada; era uma desordem ordenada, quanto a mim porque apenas havia algumas ordens a dar. Mas não era apenas isso. Os franceses, quando se referiam ao nosso exército, empregavam esta expressão: Pas d’administration militaire. De facto o nosso corpo expedicionário, à sombra da organização actual, teria perecido de fome e de frio, não teria guardado durante os largos meses que guardou as trincheiras, se não fosse a organização militar inglesa».

Já promovido a tenente-coronel, mas sempre ministro, “justificava-se” que Norton de Matos ficasse assistindo à Guerra aqui do seu gabinete. Somente visitou a frente de combate em Maio de 1917. Internamente, sucediam-se as arruaças, espevitado o povo pela falta de víveres, por toda a sorte deprivações. Com a República Nova de Sidónio, Norton de Matos, já coronel, apanhou boleia de um navio inglês surteado no Tejo e refugiou-se em Gibraltar. Só após o assassinato do Presidente-Rei tornaria a solo pátrio. Onde o esperavam - no recuperado império do Partido Democrático - as galonas de general e o alto-comissariado de Angola.

Uma vez mais, a sua permanência na grande colónia portuguesa se pautaria por suspeições e imputações de condutas menos claras. Em 1924, o deputado Cunha Leal surgia no Parlamento carregado de papeis. Pediu a palavra… Era uma colecção de «erros, desbarates de dinheiros» (vd. J. Veríssiomo Serrão, Históriade Portugal, XI, pág. 291) apontada a Norton de Matos. E engalanada com acusações de cobardia, intolerância, mesquinhez, exibicionismo, clientelismo… Com arrebiques de chacota, como o lance em que mandou matar o seu cavalo, após zanga entre ambos e o consequente trambolhão, animal abaixo… Os seus próprios coreligionários não o pouparam a críticas, e o seuconsulado no Ultramar ficaria depreciativamente rotulado de “Nortonia”.

Ainda nesse ano, invocando motivos de saúde, renunciou ao cargo em Angola. Talvez porque o seu médico lhe recomendasse os bons ares britânicos, foi de imediato designado embaixador da República em Londres.

O advento do Estado Novo significou para Nortonde Matos o exílio. Sem embargo, decidiu candidatar-se, conforme já referi, à Presidência, em 1948. Seria uma candidatura oposicionista, á qual aderiram alguns vultos de nome como Santos Silva e Olívio França e os comunistas. Uma candidatura também embaraçosa, por isso. E subordinada ao emérito propósito de promover a «Unidade Nacional».

Para tanto, e cautelarmente, Norton de Matos omitiu nos seus manifestos e documentação apresentada à Imprensa, a sua anterior filiação no Partido Democrático. Também terá evitado a menção à sua ligação à Maçonaria, de que era grão-mestre. Não, agora era a maré do parlamentarismo e da liberdade. Sobre a qual escrevia: «Este clamor nunca mais cessou em torno de mim; a ânsia pela liberdade, pela reconquista dos direitos fundamentais do homem, pelo sagrado respeito da pessoa humana, pelo desaparecimento de todas as violências, de todos os vexames e violações que nunca mais deixou de vibrar aos meus ouvidos».

É desculpável que, aos 81 anos, não se recordasse já das arbitrariedades cometidas umas décadas antes com os seus adversários políticos, deportados ou demitidos, sem culpa formada, por nenhuma razão senão essa - a de não lerem pela sua cartilha.Em plena campanha eleitoral, consta, perguntou-lhe um monárquico se a «Câmara Constituinte» seria livre de deliberar o restabelecimento da Instituição Real. O distinto candidato redarguiu, manifestando a sua convicção de que haveria deputados monárquicos eleitos, embora ele, republicano, aspirasse a uma «Constituição Republicana». E, logo após, talvez porque lhe ocorresse o projecto espanhol restauracionista de então, frisou, pressurosamente que a sua “aspiração” teria de se «transformar em acção mais drástica»…

Norton de Matos desistiria da sua candidatura. Carmona, reconheça-se, merecia mesmo ganhar.

João  Afonso Machado

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.


Alberto Caeiro

Leia um trecho em pdf

Lançado no ano em que Jorge Amado completou oitenta anos de idade, Chão de meninos retoma os temas que guiaram Zélia Gattai em sua travessia do mundo. Em primeiro lugar, a paixão por Jorge. Depois, a fé, às vezes vacilante, mas sempre forte, no socialismo. E, por fim, o amor incondicional pelos amigos, a aposta, sem receio, nos outros.
O mundo de Zélia é filtrado pelos sentimentos de Jorge. Quando narra a morte de Stálin, mais do que relatar a perda de um ícone, ou expressar a própria dor, é na desorientação de Jorge que ela se detém - assim como se dedica a cuidar da perplexidade dele quando, reveladas as atrocidades, ambos se decepcionam com o líder russo. 
Na primeira vez em que embarcam em um DC-7 da Panair, mesmo maravilhada com o novo avião, ela se angustia diante do pânico do marido. Ao contar a morte de Graciliano Ramos, é da aflição de Jorge diante da morte que ela nos fala. Guiada sempre pelo olhar do outro, Zélia preferiu o lado discreto da sombra. Desse modo, tornou-se uma mulher notável, capaz de fazer do outro um espelho, e de se ver até em um menino que, descalço, pisa o chão

Canção do Soldado

Sete balas só na mão

Já começa amanhecer.

Sete flores de limão

Pra lutar até vencer.

Sete flores de limão

Pra lutar até morrer.



Já estremece a tirania

Já o sol amanheceu.

Mil olhos tem o dragão

Há chamas d'oiro no céu.

Mil olhos tem o dragão

Há chamas d'oiro no céu.



Abre no peito o luar

Companheiros acercai-vos.

Arde em nós a luz do dia

Companheiros revezai-vos.

Arde em nós a luz do dia

Companheiros revezai-vos.



Já o rouxinol cantou

Tomai o nosso estandarte.

No seu sangue misturado

Já não há desigualdade.

No seu sangue misturado

Já não há desigualdade.



Sete balas só na mão

Já começa a amanhecer.

Sete flores de limão

Para lutar até vencer.

Adriano Correia de Oliveira

Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caidos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterraneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cant

 

 

Nuno Judice

Liberdade - essa palavra

Que o sonho humano alimenta

Que não há ninguém que explique,

E ninguém que não entenda!

                       

Cecília Meireles

 

 

Foi, em tempos idos, uma técnica muito utilizada pelos pequenos contrabandistas, adoptada agora por grandes traficantes, bandidos de vários ramos e governantes desonestos: fazer os possíveis por “deixar-se apanhar” numa pequena falcatrua, ou medida polémica, de preferência com grande alarido... para, noutro local, fazer passar discretamente a grande carga de contrabando, do roubo... ou, por exemplo, um “pacote laboral”.

Assim, vemos a farsa da "queda" da mediática meia hora de trabalho extra (quem terá convencido Carvalho da Silva de que aquilo estava confirmado?), logo seguido pela dúvida sobre a mesma "queda"... exatamente com o mesmo fim e a mesma técnica dos contrabandistas e bandidos. Para tentar ludibriar a vigilância e “passar” tudo o que realmente queriam fazer passar.

Não enganam (quase) ninguém! Os restantes serão coniventes...

No pacote de medidas que vi num jornal, estava um novo motivo "justificativo" para despedimento: a redução da qualidade de trabalho.

No meio desta desgraça e lixo, ainda tive um pretexto para sorrir... imaginando o tremendo pânico que a esta hora reinaria na redação do dito jornal (e doutros), assim muitos dos seus jornalistas tivessem a lucidez de apreciar a sua própria "redução de qualidade do trabalho".



Adenda: E a "meia hora" lá caiu mesmo... mas, evidentemente, a "queda" trazia muita água no bico

 

 

 

In http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/

Este argumento já tem sido glosado por outros imbecis do mesmo jaez.

Mas este Relvas ultrapassa todas as marcas.

Neste caso como noutros.

De facto, comparar Portugal com os outros países é querer comparar o incomparável.

É a mesma coisa que o Sr. Mexia, administrador da EDP e que em 3 anos recebeu prémios de 40 milhões de euros pelos excelentes resultados que a "sua" empresa conseguiu.

Claro, sendo administrador de uma empresa monopolista, sem quaisquer preocupações sociais, é fácil obter resultados bons. Basta aumentar o tarifário como anualmente tem feito.

Pois esse senhor também veio uma vez para a televisão dizer que a electricidade em Inglaterra, na Alemanha e na França era mais cara que em Portugal. Não esclarecendo que as coisas não se comparam assim.

É preciso comparar é o esforço financeiro, em face do rendimento, de um português e de um inglês, de um alemão e de um francês e depois comparar:

Veja-se o valor médio de electricidade que cada um paga em função do seu rendimento médio:

- Um português paga de electricidade 10% do seu rendimento médio

- Um inglês paga 3,2%

- Um alemão paga 2,8 %

- Um francês paga 3,1 %

Mas estes senhores sabem isto ainda melhor do que nós. Mas querem fazer de nós parvos.

Só à chapada. Já lá não vai de outra forma.

Miguel Relvas - Um Perfeito Imbecil...

Um perfeito imbecil

Posted on 29/10/2011 por bloggerconvidado

Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que "muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos", e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.

O senhor Relvas, ou é estúpido, ou quis fazer de nós estúpidos: ganhando 14 meses, o salário mínimo em Portugal rende anualmente 6.790 Euros; ganhando os tais 12 meses, em Inglaterra rende 11.692 Libras (13.296 Euros), e na Holanda 16.783 Euros (fonte: Wikipedia); na Noruega não há salário mínimo, os salários são fixados por negociações entre patrões e sindicatos, mas a remuneração média mínima era em 2010 de 354 mil Coroas, aproximadamente 46.138 Euros (Fonte: Statistisk sentralbyrå).

É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.

Carlos de Sá

 (Montagem surripiada ao “5dias.net”)

Não, senhor Aníbal! Parece que o poema original não foi, afinal, escrito por Bertold Brecht, mas sim pelo pastor luterano Martin Niemöller… mas isso agora não interessa nada! O que interessa é que a sua “adaptação” está muito bem achada. Espero que não se importe que eu a divulgue...

Primeiro levaram o Oliveira e Costa

Mas eu não me importei,

porque não era presidente do BPN

Depois, apertaram com o Dias Loureiro

mas eu não me importei,

porque não era da SLN, nem tinha negócios offshore

Depois prenderam o Duarte Lima

mas eu não me importei,

porque nunca conheci a secretária do Tomé Feteira...

nem cometi (há o caso das acções e da Coelha... mas que diabo...) fraudes no BPN

Agora, estão a subir a escada...

estão a bater-me à porta...

E quando percebi

Já era tarde!

 

 

 

http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2011/11/cavaco-silva-e-bertold-brecht.html

 

 

Partícula elementar da matéria, fantasma ou camaleão, o neutrino pode estar um milhão de vezes mais presente no universo do que cada um dos constituintes dos átomos, mas continua a ser incrivelmente difícil de detectar.

O neutrino, que desde os anos 1960 intriga os físicos, é desprovido de carga eléctrica, o que lhe permite atravessar paredes. A cada segundo, 66 mil milhões das suas partículas fantasmagóricas atravessam o equivalente a uma unha humana. No entanto, um neutrino emitido pelo Sol tem apenas uma hipótese em cem milhões de chegar à Terra.

Emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, os neutrinos podem ser criados pela radioactividade dita beta, como a das centrais nucleares. Assim que um protão se transforma num neutrão (electricamente neutro) ou um neutrão se transforma num protão, esta mutação sucede acompanhada pela emissão de um electrão negativo ou positivo e de um neutrino (ou de um anti-neutrino).

O comportamento destas partículas imperceptíveis interessa muito aos cientistas, uma vez que permite explicar por que é que o mundo é maioritariamente constituído por matéria e não por anti-matéria, uma vez que as duas deveriam existir em quantidade equivalente depois do 'Big Bang'.

A observação das "oscilações" de neutrões, que por vezes se transformam com outras formas, é também um elemento fundamental para a Física. Isto porque, para oscilarem, estas partículas devem ter uma massa, o que foi cientificamente estabelecido em 1998, depois de 30 anos de investigação.

"A existência de um modelo que possa explicar por que é que o neutrino é tão pequeno, sem se desvanecer, terá profundas implicações na compreensão do nosso universo, de como ele era, como evoluiu e como eventualmente morrerá", afirmou António Freditado, físico do Instituto Italiano de Física Nuclear

 

por Lusa23 Setembro 2011

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