Insularidade

Este desalento
de bradar aos céus e cortar o vento
Esta rebeldia
de me saber ambígua… nem noite, nem dia
Este profuso suplício
de me sangrar à toa:
- Ossos do ofício!
Este fundo calabouço
mais fundo que a raiva, mais cavo que um poço
Esta verdade insofismável
Sede e fome de vínculo… gérmen de coisa instável
Esta louca intifada,
em mim doída, em mim cravada
Veneno doce, letal…
Projecto incerto… nem bem, nem mal
Esta praga que vai e volta…
Esta cruenta guerrilha…
Este sentir que sou mar, sentindo sempre que sou ilha! …
Tendergirl
Escrevinho emoções, exorcizo mágoas e ressentimentos, traço rotas de esperança e de paixão no fulgor e no deslumbre dos olhos, faço amor com as palavras na ardência secreta e estilística das metáforas, exalando a doce e febril fragrância da poesia que me lavra nas veias?
Sem veleidades, sem pretensões, apenas no terno embalo da alma e pelo puro e indelével prazer da escrita!