Muito Mais Brisa Que Gente

Muito mais brisa que gente, adjacente ao que se tece
Sou na alma inquieta do vento, quando sibila arredio
O poema convulso, fremente, lume que arde sem pavio
E no verbo, em contra mão, sangue e grito que estremece
Mas logo que em mim se anuncia, essa ânsia desmedida
Asseguro que me redimo, renasço da minha cruz
Promessa talhada a versos em diáfano corpo de luz
Ferro forjado á pressa, no esbraseado acinte da vida …
Tendergirl
Escrevinho emoções, exorcizo mágoas e ressentimentos, traço rotas de esperança e de paixão no fulgor e no deslumbre dos olhos, faço amor com as palavras na ardência secreta e estilística das metáforas, exalando a doce e febril fragrância da poesia que me lavra nas veias?
Sem veleidades, sem pretensões, apenas no terno embalo da alma e pelo puro e indelével prazer da escrita!