SOL

Versos

Há versos que nos vestem de relento

Que nos espreitam entre rimas

Na paisagem

Que galgam rios

Aos silêncios de uma margem

Quando soletram

Letra a letra, trovas ao vento.

São versos como vertigem, em noite fria…

Que o luar desprende

De prantos e de cansaços

Pontes erguidas entre palavras,

Como abraços…

Versos com olhos de dizer a sombra

E de dizer o dia! …

 

Tendergirl

 

Publicação: 23 Janeiro 09 12:44 por tendergirl

Comentários

# Cansado said on Janeiro 23, 2009 15:37:

Olá Mª José

Há vertigens avassaladoras, mas que nos transmitem paz e sossego. Nada pode ser linear, ou tornar-se-á inóspito. As dificulades da vida dão melhor sabor às alegrias.

Boa tarde.

# pepelegal said on Janeiro 24, 2009 19:11:

Tender

Amiga,

Pode fugir-se de tudo, transpondo céus e oceanos, numa metamorfose constante, mas não se arranca do peito da alma o que está gravado! Esse hino tocará em todos os tempos e lugares, a melodia inacabada, de uma primavera que nunca chegou a ser!

Alma arredia entre várzeas floridas buscando o néctar para lhe dar vida!

Das cinzas renascerão sempre novos versos, e uma flor há ? de sempre florir!

É um deleite ler o que escreves!

Beijinho

Pepe

# pepelegal said on Fevereiro 1, 2009 20:07:

Tender

Amiga,

Volto aqui para te dizer o quanto me foi grato partilhar contigo tantas palavras carregadas de simbolismo e emoções!

A vida não é, nunca será aquilo que algum dia almejamos, mas nesta hora quero que saibas que foi uma honra muito grande ter-me cruzado contigo, e ao mesmo tempo agradecer-te todo o carinho que essa alma enorme sempre fez o favor de me dispensar, e que eu dentro da minha modéstia e pequenez tentei retribuir!

Não sei se será um adeus, seja como for enquanto viver o perfume das tuas palavras pairará sempre no ar!

Um abraço para a vida!

Um beijo cheio de ternura!

Uma lágrima, caiu!

Pepe

# trottoir said on Fevereiro 4, 2009 3:27:

Maria José,

Versos... Nada mais do que dizer de uma maneira mais peculiar que o simples balbuciar escrito...

Se o verso tivesse nome... e se esse nome fosse em verso... talvez... diverso do disperso...

Um beijo. José

# tendergirl said on Fevereiro 11, 2009 10:34:

Olá Cansado!

É como diz, a vertigem não é necessariamente um mal. Abre-nos a porta ao inusitado, a novas sensações e vivências, dá cor e sabor à vida, permite-nos valorizá-la.

Grata pela visita e pelas palavras sábias.

Beijinho.

Tender

# tendergirl said on Fevereiro 11, 2009 10:35:

Pepe, meu Amigo...

... E é igualmente um deleite saborear comentários poéticos como o teu. Das cinzas, nascerão sempre novos versos. Podes crer! A vida é em si mesma essa flor frágil e teimosa de que tão bem falas... uma flor que perante os rigores e flagelos da invernia, verga mas não quebra, saindo sempre mais bela e fortalecida, para colorir e perfumar com os seus rasgos pueris e frescos a essência da própria Primavera...

Um beijo grande e cheio de gratidão pelas tuas palavras e presença.

Tender

# tendergirl said on Fevereiro 11, 2009 10:42:

Pepe, meu Amigo,

Não sei que sentimento te fez escrever assim em tom de despedida, só sei que senti um arrepio...

Quero deixar aqui bem expresso que aceito a ternura do teu beijo e a força desse abraço para a vida. Aceito a lágrima e a amizade. Aceito até a modéstia (que só valoriza e enaltece as tuas qualidades humanas e a grandeza da tua alma) mas falar de gratidão e de honra, assim, unilateralmente, como falas, não! O privilégio de me ter "cruzado" contigo, de termos partilhado tantas emoções por intermédio das palavras, de te ter entre os meus leitores mais assíduos e atentos, é todo meu. Quanto muito e, porque não sou egoísta, aceito que o partilhemos... pode ser?

Por fim quero dizer-te que só não aceito despedidas... O adeus é uma palavra proibida entre nós, ok? Em vez disso, gostaria de te lembrar que este é o refúgio de todas as emoções. Também aqui venho bastante menos do que era habitual: a vida chamou-me e não posso perder tempo... tenho que a viver antes que fuja (tu sabes que o tempo escasseia e é cada vez mais um bem raro)... mas as portas permanecem como sempre estiveram: entreabertas para que, tal como eu, todos os amigos entrem, se acomodeme aconcheguem, se sintam em casa...

Assim sendo, um até já...

Beijo amigo, com todo o carinho.

Tender

# tendergirl said on Fevereiro 11, 2009 10:44:

Olá José? Há quanto tempo??? :-)))))

Que coisa boa tê-lo de volta a este canto de emoções! Já viu o meu sorriso???? :-))))) As saudades das suas palavras já eram muitas, sabia?

Versos? Sim! Apenas uma peculiar forma de cantar a vida, de pôr por palavras todas as emoções e modos de a sentir? Missão impossível, dirão muitos? e eu concordo. Por muito que se ponha arte na escrita, nunca se poderá escrevê-la senão sentindo-a pulsar, respirando-a por todos os poros, na pele, na alma, no coração.

Versos? É o que faço e tenho quase sempre a veleidade de achar que me escrevo completa mas ao ler o que, em cada verso, escrevo não consigo senão sentir-me pouco, infinitamente longe, tremendamente aquém daquilo que sei que sou e até, do que sinto que poderei ser capaz?

Volte sempre. :-) É um imenso prazer saber que ainda me lê...

Beijo grande com amizade.

Maria José  

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About tendergirl

Escrevinho emoções, exorcizo mágoas e ressentimentos, traço rotas de esperança e de paixão no fulgor e no deslumbre dos olhos, faço amor com as palavras na ardência secreta e estilística das metáforas, exalando a doce e febril fragrância da poesia que me lavra nas veias? Sem veleidades, sem pretensões, apenas no terno embalo da alma e pelo puro e indelével prazer da escrita!

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