Em Tudo E Nada Me Vejo

Em vorazes carícias
ou no breve arrepio do vento
Nas esquinas do silêncio
ou na discreta tremura da mão
No sal que adensa o mistério
em marés de contradição
e tantas vezes, ao desacerto…
em quentes rumores de momento!
Em tudo e nada me vejo,
singelo bater de asa
Em tudo e nada, sorvendo
poesia e madrugada
Em tudo e nada papoila
de rubros ardores, germinada
Travo forte a amêndoa amarga…
língua à solta num céu em brasa!
Tendergirl
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Escrevinho emoções, exorcizo mágoas e ressentimentos, traço rotas de esperança e de paixão no fulgor e no deslumbre dos olhos, faço amor com as palavras na ardência secreta e estilística das metáforas, exalando a doce e febril fragrância da poesia que me lavra nas veias?
Sem veleidades, sem pretensões, apenas no terno embalo da alma e pelo puro e indelével prazer da escrita!