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Agora que já começa a cheirar a natal, sabe-me sempre bem fazer (e comer) doces de natal por antecipação. Ando a babar por umas rabanadas, por um leite creme queimado (como se fazia na casa dos meus avós, com açúcar, canela e vinho do Porto) e por uma bela fatia de bolo rei coberta com uma bem grossa fatia de queijo da serra. Hummmmmmmmm....
Aliás, esta época remete-me sempre para os cheiros de infância que ainda estão bem vivos no meu cérebro, recordações felizes de reuniões de família fartas em peripécias e um sem número de histórias que tinham realmente algo de mágico. É também isto o Natal….
Vai daí, resolvi fazer estes formigos (ou mexidos) que são uma receita tradicional do Douro e Minho. Trata-se basicamente de uma açorda doce, feita com mel, canela, passas, pinhões, nozes e vinho do Porto, pois claro!
Já estão na cozinha? Então vamos lá :
coloca-se um tacho médio ao lume, menos de meio de água, com um pau de canela, uma generosa casca de limão, duas colheres de sopa de mel (bem cheias), 1 cálice de vinho do Porto e açúcar suficiente para apaladar, diria umas 6 colheres de sopa. Deixem ferver lentamente, fazendo uma calda bem saborosa que deve ser doce sem o ser em demasia. Provem e acertem o sabor doce. Vão ver que o mel não lhe dá um gosto enjoativo, mas antes realça o sabor.
Entretanto, sentem-se no sofá e vão partindo em bocadinhos bem miudinhos um daqueles pães de Mafra que deixaram a secar durante 3 ou 4 dias. É claro que pode ser com outro pão, mas acreditem que o pão de mistura é o que fica melhor neste doce. Podem pedir ajuda ao companheiro ou companheira, mas atenção, concentrem-se bem, nada de malandrices, senão lá vai o pão todo parar ao tapete... 
Quando a calda estiver bem cozida e apaladada, retirem o limão e o pauzinho de canela e juntem o pão, mexendo bem de forma a que fique desfeito e a açorda fique bem consistente, sem grumos.
Finalmente, quando esta açorda começar a ganhar corpo e ficar mais escurinha, ponham nozes partidas em pedaços pequenos, passas e pinhões e deixem cozinhar mais uns 5 minutos.
Coloquem numa travessa e polvilhem com canela em pó ao vosso gosto.
Vão ver que é excelente! Chleeepppp!
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Chegar à Fnac no Colombo em dia de futebol na luz é fogo, mesmo! Mas a curiosidade era grande pois embora não seja apreciador de fado, já tinha lido várias críticas ao trabalho da Mafalda Arnauth que diziam ser uma fadista diferente.
Cheguei tarde mas a tempo de assistir a uma conversa morna na "sala de estar" entre a Mafalda Arnauth e a Fernanda Freitas, jornalista cujo estilo descontraído aprecio bastante. Entre dois dedos de conversa sobre o disco, pudemos ouvir alguns temas cuja sonoridade encantou, a par da voz forte e da forma límpida de dizer as palavras.
Arrisquei e comprei o disco que me foi autografado pela simpática Mafalda (que é uma mulher lindíssima, diga-se...) com os desejos de "...boa estreia...". Realmente é a primeira vez que compro um disco de fado.
Mas este fado é outro, encerrando o estilo original e a tradição do redondo melancólico de uma voz única com uma muito bem conseguida mistura de sons de guitarra acústica, piano e até violoncelo que juntamente com o chorinho da guitarra portuguesa e de poemas lindíssimos, dão sem dúvida, um trabalho fabuloso.
Das várias músicas que gostei destaco "flor de verde pinho" superiormente cantado e "quanto mais amor" que é um poema inesquecível cheio de vida e de emoções, num bailado com a música que encanta.
Obrigado Mafalda, foi uma estreia e pêras...
Boa sorte!
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Todos os dias faço o percurso de casa para o trabalho, assim como tantos milhares de outros concidadãos.
Saio de casa com 4 voltas de chave, fechando bem o chateau. Entro na avenida ainda com os olhos murchos de sono, os músculos empedernidos e que se recusam a querer mexer as pernas. Vou observando o que se passa à volta, os carros na já interminável bicha para quem não se dá ao trabalho de caminhar um pouco até à estação de comboio ou não tem outra hipótese de transporte.
Atravesso ruas e jardins e entro no turbilhão de gente afogueada para não perder o próximo comboio. Parecemos peixes num enorme cardume que se movimenta concertadamente numa direcção, para um destino pré-definido e do qual não se escapa. O cavalinho de ferro acelera embalando-nos na preguiça matinal de um dia já em tons de cinzento - até o sol está preguiçoso. Uns lêm jornais, revistas ou livros, outros dormitam um pouco mais e outros ainda olham o horizonte perdido no mar que lava a cara da marginal.
Lá fora os carros amontoam-se para chegar a lisboa, numa nuvem de fumo e buzinadelas, antevendo mais um dia de stress. Poucos são os que se distanciam desta turbulência, como que pairando, observando esta azáfama e reflectindo. Depois vem o buraco que nos come a todos com empurrões e cheiros que empestam o ar já de si pesado. Fico sempre com a impressão de que se um tropeçar havemos de nos enrolar todos num enorme novelo humano, uma bola de trapos...
Finalmente lá saímos de um outro buraco para entrarmos no "centro de dia" onde passamos boa parte da vida.
Um pouco triste, não?!
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Tudo muda na nossa vida. Nesta linha de tempo em que nos vamos movimentando e apreciando a paisagem, tudo muda, umas vezes devagar, outras mais depressa. Algumas com o nosso consentimento, outras não. E por vezes, distraídos que andamos com as coisas que julgamos importantes, não nos apercebemos de certas mudanças, essas sim, primordiais! Que pena...
Mudar é bom e é preciso. Por isso mesmo, decidi mudar o aspecto do meu blog, assim como tenho tentado mudar algumas coisas no meu dia-a-dia, na minha postura perante a vida, naquilo que faço no trabalho e nas coisas que faço por prazer. Baixar a batida cardíaca e desfrutar mais é a palavra de ordem. Sugar o tutano da vida, como dizia o simpático professor de literatura aos seus alunos, num dos melhores filmes de todos os tempos - Clube dos Poetas mortos.
Façam aquela pintura nova para refrescar e dar um novo ar, mudem a disposição da sala ou do quarto e deixem de ver tanta porcaria na tv. Ouçam mais música e leiam mais, vão ver que é mais entusiasmante. Olhem para os vossos companheiros de vida e digam-lhe o quão importante é e o tamanho do amor que lhe têm. Olhem os vossos filhos, pais, irmãos e amigos e DIGAM-NO!
Paremos um pouco na nossa caminhada e contemplemos. Olhar à volta e ver a nossa vida.
Não será hora de mudar alguma coisa?
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Todos já nos perguntamos, pelo menos uma vez na vida, como aparecemos, como conseguimos existir no universo e acima de tudo, o que acontece depois de desaparecermos.
E esta dúvida, esta questão existencial, ressurge sempre que vemos desaparecer alguém que nos é próximo e então ficamos de novo confusos. É triste constatar a não existência de quem amamos toda uma vida, com quem partilhamos muita coisa, a quem nos demos e de quem recebemos algo. É um silêncio ensurdecedor…
Tolhe-nos, como que mirramos. E no entanto, sabemos que a vida continuará, numa teimosa sequência de calendário que nos levará também, um dia, ao silêncio total – ao descanso.
Mas a fé é regeneradora da Alma e ajudará a ver o que começa – um novo início e não somente um final, uma nova etapa, algo melhor. E é acreditando mesmo sem provas (não é isso afinal a fé?) que devemos recordar o que partilhamos e tudo o que vivemos até então, com alegria e não com tristeza, com confiança!
“No fim do silêncio está a resposta,
No fim dos nossos dias está a morte.
No fim da nossa vida, um novo início.”
Vida!
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Levantei-me às 4h para me preparar – um bom pequeno-almoço, esvaziar o intestino e equipar. A viagem até Melides ainda foi longa. Ao chegar à praia de Melides a animação já se via e levantar o dorsal foi imediato. Recebemos 1,5l de água para gerirmos até ao reabastecimento ao km 28,5, 2 barras energéticas, 2 cubos de marmelada e uma bela maçã vermelha que comi de imediato.
Eram 8h35m quando o presidente da câmara de Grândola deu o tiro de partida para esta magnífica aventura. 43km de corrida pelo areal de Melides até Tróia. Éramos 168, dos quais 14 Mulheres. Uma delas muito especial, a Analice de 67 anos e que correu sempre descalça!
O areal é solto e íngreme na maior parte da prova, obrigando-nos a correr na areia solta da duna superior, a não ser que se queira molhar os pés, o que não é boa opção logo no início de uma prova tão longa. Parti com o meu cunhado e Amigo Rui, companheiro de muitas vivências e de aventuras mais recentes, irmão! E lá fomos conversando alegremente, depois de umas fotos tiradas pelo Zé (teimoso que tinhas feito aquela coisa…) e que nos acompanhou, dando apoio logístico e moral.
Ao fim de alguns quilómetros era já longa a fila ao longo do areal, qual carreira de formigas atarefadas na labuta diária. Porém, aqui os motivos eram outros. Cada um com o seu, mas acredito que todos unidos pelo gosto de correr, da aventura, do desafio à capacidade de resistência física e psicológica. Chegar ao fim é sempre o fito, o desafio maior, e o prazer total, capaz de fazer arrepiar o mais insensível dos seres.
Qualquer dica, história, experiência foi verdadeiramente infrutífera. Esta é realmente uma prova especial. E cada corpo tem as suas resistências, forças e debilidades. Para mim foram os pés que me magoaram até à exaustão, ou melhor, até ficar com um dedo roxo e sem umas boas 3 camadas de pele no outro… eheh
Mas digo-vos, em 6h43m59s, diverti-me mesmo muito. A beleza da paisagem é enorme, as praias desertas e inacessíveis por terra, com enormes escarpas acobreadas que escondem a mais bela areia limpa e um mar azul que dá vontade de abraçar. As conchas espalhadas na areia são de todas as formas e feitios, muitas delas iguais, mas uma mais bela entre todas, que me fez sorrir
e claro, veio comigo!
Tantas coisas nos passam pela cabeça nestes momentos e naturalmente que fazemos um paralelo com as dificuldades que por vezes nos surgem na vida, muitas vezes bem mais difíceis do que esta ou outra qualquer maratona. E ficamos felizes, em paz, calmos e tranquilos, mais fortes para enfrentar qualquer dificuldade.
Registei com alguma tristeza a passividade e até algum desrespeito das pessoas que estavam nas poucas praias com zonas balneares por onde passamos e que nem sequer se desviavam para passarmos. Só os espanhóis nos acarinhavam gritando “ânimo, ânimo”, pois vibram com estas coisas da corrida, e acima de tudo respeitam a vontade e o esforço de quem as faz. Pelos vistos, em Portugal, as pessoas só gostam de futebol, ou acham que sim... Ai se eu levasse uma camisola do SLB vestida… Livra-me são cricalho!!!! 
Como o meu dorsal era o 96 ainda houve quem fizesse comparações malandrecas com o primo 69 e que pelos vistos se perdeu… e as duas musas espanholas que me “assaltaram” no caminho também foram um incentivo (2 x 2 = 4), digamos…interessante! LooooL
A chegada à meta, depois dos últimos 15,5km a correr só de meias e com os peduncos na água fresca e o apoio do meu Amigo Zé, foi magnífica! Momento de grande vibração, em que os metros finais se fazem a sprintar e de punhos cerrados. A lágrima escapou, mas enfim, aventura que é aventura tem que ter emoção!
Blog da Ultra Maratona Fotos da Prova
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E se à noitinha te pegar
ao de leve, de mansinho
te beijar o pescoço, levemente
te sentir os seios, rijos
encostar o meu corpo ao teu
num abraço sem fim? Hummm!
Dou-te um beijo forte, abrupto!
De paixão, sofreguidão, amor.
Fico com a sensação de tudo…. e nada.
E assim, quente e hirto, em ti.
Acordo de madrugada e olho
para ti estarrecido, pela beleza intemporal.
Teu corpo é luz e vibração, vida!
A carícia é doce e longa, o beijo
num abraço protector, amor meu!
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Só para registarem nas vossas agendas porque é realmente um tema muito importante! E deve ser celebrado, e bem! Claro que cada qual celebra como quer, mas como me disse uma Amiga – temos todo o ano para celebrar.
Ora dizem os entendidos que nos homens o orgasmo é um conjunto de breves contracções musculares ou espasmos e que ajudam a expelir o sémen pela uretra. Ao passo que nas mulheres é um conjunto de contracções que vão da vagina até ao útero embora também existam algumas teorias sobre orgasmos vaginais e ***óricos…. (censurada a palavra, vocês sabem qual é… amêijoa da melhor!!! Eheheh)
É de referir também que elas possuem essa superior capacidade de ter orgasmos múltiplos e poderem ter sexo sem parar. Já connosco a coisa é diferente, porque temos o chamado “período refractário”, digamos que para arrefecer o motor… Looolll
Cá para mim podemos olhar o assunto como se de um desejo do palato se tratasse. Então aqui vai uma em versão chill out :
- Um homem
- Uma mulher
- Música calma (John Coltrane)
- Uma vela de café a arder
- Uma banheira de água quente e sais de banho ou bolas de óleo
- Preservativos q.b.
- Vinho (chadornay Balbi 2004)
- carne assada com ameixas e castanhas acompanhadas de arroz árabe (Viagem pelo Palato)
Prepara-se um ambiente calmo e tranquilo com a música a tocar em fundo sem abusar do som e a vela a arder calmamente. A luz deve ser morna. Encha a banheira de água bem quente e coloque os sais em quantidade equilibrada para não agredir a pele. Se preferir utilize as bolas de óleo que tornam a pele mais escorregadia… Uiiiiii!!
Entretanto tenha o jantar preparado e abra o vinho que deve estar à temperatura. Sirva em dois copos para o efeito e bebam calmamente o néctar dos Deuses, preparando o corpo e o espírito para o gozo superior. Dispa-a calmamente e vá beijando, com beijos lânguidos por todo o corpo até arrepiar a pele e pôr os pelinhos em pé. Mergulhe-a na banheira em gestos calmos e suaves, massajando-a prolongadamente em todos os montes vales, promontórios e cabos… Prove para verificar temperos e deixe imerso mais um pouco. Aprecie o que lhe derem e embarque tranquilamente nesta viagem sensorial!
Depois de um belo orgasmo aquático, retire-a e envolva num toalhão de banho bem fofo. De seguida repitam até estarem satisfeitos e felizes, porque é disso mesmo que se trata – sermos felizes!! E o lamento do Coltrane anuncia “My One and Only Love”…
O jantar deve ser servido em pouca quantidade e morno que o tempo não está para coisas quentes.
Desejo-vos um belo serão! 
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Pois é, com o calor a apertar só apetece mesmo coisinhas frescas. De preferência curvilíneas, como diria Niemeyer…. Eheh
Bem, vamos à receita de uma sobremesa docinha e que me foi passada por duas animadas professoras do secundário, durante uma viagem de comboio a Aveiro para ir buscar um cabrito à minha tia Tida, que tinha um vizinho que criava os ditos. Isto foi num mês de Junho longínquooooooooooooo como o Carago!
Ingredientes :
- 150gr açúcar
- 6 ovos
- 4 folhas pequenas de gelatina
- 1 lata de leite condensado
- 1 lata (grande) de ananás em calda
Começamos por misturar o açúcar com as gemas mexendo tudo calmamente com uma colher de pau. Vá lá, sejam tradicionalistas e nada de coisas em inox impostas pela CE! Junta-se depois o leite condensado continuando sempre a mexer. Isso bem mexidinho.
Quando esta mistura estiver bem consistente junta-se-lhe o ananás em calda que deve ser bem escorrido (não deitem fora a calda) e cortado em pedaços maiores ou menores, conforme queiram. Envolvam bem todos os ingredientes. À parte, peçam à vossa Maria que bata as claras (bem batidinhas, eheh) em castelo e faça a gelatina, derretendo as folhinhas na calda do ananás já quentinha. Deixa-se arrefecer. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
Para terminar, envolvam o preparado inicial com as claras e a gelatina e dêem um beijinho à querida que fez o trabalhinho (só um beijinho senão lá se vai a receita…) e mexam tudo muito bem. Isto deve ser feito com cuidado, nada de brutalidades, tem de ser com carinho, adicionando aos poucos e mexendo sempre bem. Depois, coloquem a bavaroise numa bela taça de vidro - eu pelo menos gosto de taças de vidro porque dão um ar mais leve e fresco - e levem ao frigorífico umas 4 horas até ficar consistente.
Vão ver que é leve e refrescante.
Ah, como está quente é melhor só vestirem o avental…. 
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Este é seguramente um dos temas mais discutidos no que respeita a tarefas caseiras.
Desde cedo que as nossas Mãezinhas nos dizem – “faz a cama filho, pelo menos puxa-lhe as orelhas”. É incrível a obsessão de muitas Mulheres sobre este tema! Mas pensemos melhor, será que não têm alguma razão?
A vista de uma cama desfeita é o partilhar de algo tão íntimo que parece que ficamos nus perante a pessoa que a vê. É um sentimento de partilha indesejada, mostrarmos o nosso leito, de descanso, de cansaço, de preguiça, de repouso, de amor,… Geralmente desculpamo-nos, dizendo – não ligues à casa que está desarrumada, ou apressamo-nos a “puxar as orelhas” à dita, disfarçando o ambiente e dando um ar mais arejado.
Numa cama nascemos, dormimos, descansamos, rebolamos, lutamos com almofadas, amamos perdidamente e morremos. É um objecto único, um refúgio que por vezes partilhamos mais ou menos prolongadamente mas é só nosso! Uma cama é grande, pequena, alta, baixa, redonda, quadrada, mole, dura, com rococós, com encosto ou sem ele.
E muitos há que nem uma cama têm!
Ter uma cama é um prazer sensorial – sentarmo-nos ao de leve, como uma brisa a passar num campo de trigo e como quem não quer, abraçarmos as almofadas e envolvermo-nos nos lençóis, entregando o corpo numa volúpia de prazer! Uma cama lavada, acabadinha de fazer é um gozo inexcedível, doce desejo tornado realidade depois de um dia de cansaço.
A cama é por isto e muito mais, um objecto para respeitar e amar!
Xanocas – vá lá, faz a caminha… 
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Pois é - ao fim de sete dias a caminhar, fazemos esta curta etapa de 18 kms, passando pelo Monte do Gozo, local onde se reuniam os peregrinos dos 3 principais caminhos - Português, Francês e Primitivo e chegámos a Santiago de Compostela!
É muito emocionante percorrer os metros finais pela porta do Camino e desembocar na belíssima praça do Obradoiro onde está a Catedral. É arrepiante, ficamos com pele de galinha e os olhos rasos de lágrimas!
Logo nos invade uma melancolia tremenda, porque a aventura chegou ao fim. Levamos finalmente as nossas preces a Santiago, o primeiro dos peregrinos - pedindo-lhe que nos dê força para continuar a trilhar o nosso caminho, em paz connosco e com a vida. E que o esforço e as dificuldades que tivemos nos tornem humildes, aceitando o que a vida nos dá, fazendo de nós Homens e Mulheres mais fortes.
Durante o dia os contactos com os Amigos que fizemos no Camino são intensos - trocam-se endereços de e-mail, telefones e promessas de visita às terras de cada um. Sabemos contudo que cada aventura tem um início e um fim e provavelmente não voltaremos a ver estas caras que nos foram familiares durante estes dias, sorrisos trocados, palavras distorcidas nas mais diversas línguas e largas gargalhadas nos almoços e na partilha dos exíguos espaços dos albergues.
Regressarei certamente!
Filme do Dia O Irmão Zé Jantar Multicultural
Mensaje de los Amigos Españoles :
No sueñes la vida, vive tus sueños!
Es una frase que se encuentra en el camino y que forma parte de nosotros.
Besos.
Merche, Cristina y Merche Los Españoles en Santiago
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Meus Queridos e dedicados leitores,
Depois de recuperados do dia de ontem que foi bem duro, principalmente por causa do calor e do pulpo con Albariño
, hoje fizemos uma etapa mais pequena, cerca de 19 kms até Arca.
Já temos Santiago à “vista”, a cerca de 20 kms.
Temos conhecido pessoas de todo o mundo e que caminham até Santiago pelas mais diversas razoes. Para todos o nosso respeito, pois a espiritualidade está dentro de cada um de nós e nao só na religiao.
O tempo tem ficado mais quente a cada dia que passa e tivemos de começar a caminhar antes das 7 da manha para nao ficarmos extenuados.
Bem, como viram, o dia de ontem foi também um dos mais divertidos. Deixo-vos uma reportagem especial sobre o Polvo à Galega, que é realmente uma verdadeira especialidade gastronómica.
Pulpo à Galega
Filme do Dia
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Hola amigos!
Hoy estoy escribiendo en castellano con ayuda de Cristina, una guapísima Catalana... 
Hoy a sido un día muy difícil por el calor. La etapa a sido de 28Km hasta Arzúa . En Melide hemos comido un espectacular pulpo gallego acompañado de un vino Albariño con una buena y abundante compañía.
Nos hemos puesto un poco alegres y hemos terminado con los pies en el rio…. 
Besos
Filme do Dia
Hola!
Con este reportaje os demuestro lo duro que puede ser el camino Santiago, y las buenas amistades que se encuentran y los buenos recuerdos que quedaran en nuestras mentes durante mucho tiempo.
Cristina
Vídeo de los Españoles
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A etapa de hoje foi de cerca de 25 kms entre Portomarín e Palas de Rey. O grupo reuniu-se às 6h30 para iniciar a caminhada.
Como voltei a nao dormir bem, já sabemos porquê...saí tarde, cerca das 8h30, depois de um café. O que é certo é que o raio do café me deu uma força tal que só parei às portas de Palas para almoçar!
Foram 23 km em 3h45, y Olé!! Ó Isabelinha, este ano eu é que parecia o Alfa Pendular! :)) Divirtam-se a ver o vídeo.
Hasta Mañana!
Filme do Dia
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Oi Amigos!
Esta noite não dormi nada. Os meus amigos resolveram dar um concerto de RONCOS! E era em stereo.. Foi de loucos! Eram 4 da matina e andava eu no terraço do albergue a olhar para as estrelas e a tentar ganhar sono. Claro que de manhã fiquei a dormir até mais tarde.
Foi também a oportunidade de fazer um pouco do Camiño sozinho. Precisava desse “espaço” só para mim. Gostei! Tenho muita coisa para arrumar na minha cabeça e muitas outras para reflectir.
Mais uma vez, as magníficas paisagens ajudam a uma paz interior e a uma calma que faz bem. É isto o caminho de Santiago, não é só andar, rir, brincar com os amigos e conhecer caminheiros. Tem muito de reflecção e de conhecimento do meu Eu.
Beijos.
Filme do Dia