Milho: de alimento à combustível

Homem VS Máquina?
Fidel Castro e Evo Morales criticaram Lula da Silva e George Bush por terem assinado um acordo para o fornecimento de etanol e troca de experiências tecnológicas entre os dois países. Para Fidel é imoral usar alimentos para matar a fome de automóveis quando morrem pessoas por falta do que comer.
No Brasil, onde a revolução foi motivada por uma crise económica, a cana de açucar é a principal matéria prima para a produção de etanol, nos Estados Unidos a preferência recai sobre o milho que outrora era comprado em grande quantidade por instituições de solidariedade para ajuda humanitária em África.
Lula da Silva respondeu aos críticos dizendo que o problema da fome no mundo é um problema de distribuição e não de escassez e a produção de bio combustíveis aumenta o rendimento dos produtores sem prejuízo para os consumidores e tem a sua volta uma indústria que garante emprego para milhares de pessoas. A teoria de Lula tem sentido, porque todos sabemos dos excessos de produção que apodrecem tanto em países ricos (normalmente por razões políticas) como nos países pobres, essencialemnte por questões logísticas.
Os economistas dizem que a escassez leva a subida do preço e quando o aumento da procura não tem resposta do lado da oferta, o preço sobe precisamente porque o bem torna-se mais escasso. De facto, a evolução do preço do milho na bolsa de mercadorias de Chicago (CBOT) descortina uma certa pressão da procura.
Contratos de Futuros do milho cotados no CBOT (em USD)
7 Dez 8 Mar 8 Mai 8 Jul
342,2 359,0 369,4 378,2