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Após um ano de ausência, revisitei alguns dos blogues por quem tinha (e tenho) mais apreço.
O post da Olinda Gil, sobre Guernica, sugeriu-me o tema da Guerra Civil Espanhola (uma das maiores nódoas que jamais caíram no "pano imaculado" da chamada democracia ocidental).
De Rafael Alberti (falecido há dez anos), um poema imortalizado em canção por Paco Ibañez:
A GALOPAR
de Rafael Alberti (1902-1999)
Las tierras, las tierras, las tierras de España,
las grandes, las solas, desiertas llanuras.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
al sol y a la luna.
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¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
.
A corazón suenan, resuenan, resuenan
las tierras de España, en las herraduras.
Galopa, jinete del pueblo,
caballo cuatralbo,
caballo de espuma.
.
¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
.
Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie;
que es nadie la muerte si va en tu montura.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
que la tierra es tuya.
.
¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
Fonte: http://espana36.site.voila.fr/produc/galopar.htm
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Só sei que nada sei!
Mas não admito que me contradigam!
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Está uma noite excelente
para uma nova
Revolução!
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Recuperando uma linha editorial de um passado recente, expressa em posts como Os sons da retina ou Desculpem, lá, qualquer coisinha…, publico este post acerca dos sons e dos ecos com que a minha má retina continua a martelar o meu sono e a provocar a minha insónia.
Nesta quinzena, ainda por findar, muitos foram os acontecimentos que marcaram a vida dos Portugueses. Com um antecipado pedido de desculpas por conceder a parte de leão à luta dos Professores e, como tal, não referir muitas outras coisas importantes que, paralelamente, ocorreram, eis o que mais impressionou a minha má retina, nestes quase quinze dias.

A) No programa televisivo Prós e Contras da passada semana, a ave agoirenta da 5 de Outubro, ainda que se tenha apresentado muito bem preparada, não deixou de acusar alguns toques e de meter os pés pelas mãos. Afinal, se confrontarmos as suas afirmações de hoje com as que proferiu em momentos passados, não muito longínquos, vemos que a mentira é a nota dominante do seu discurso.
Vide Cristinalago – Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
B) Ao longo destas duas semanas, milhares e milhares de Professores têm manifestado, na rua, em muitas cidades do País, o seu repúdio pela actual política (des)educativa. Só não vê, nem ouve, quem não quer. Até o Chefe de Estado já veio deixar recados, meio velados. Só é pena que o Presidente Cavaco, há um ano e tal atrás, não tenha vetado o chamado estatuto da Carreira Docente. Afinal, é neste diploma que quase todos os males se encontram consignados.
C) Apesar de toda a contestação, a sinistra recebeu o inestimável apoio da CONFAP, e uma honrosa homenagem por parte do Major Valentim. Enfim, que o Valentim Loureiro a homenageie, percebe-se: estão bem um para o outro. Agora, a CONFAP, uma associação de Pais? Ou, afinal, será verdade que o sr. Albino recebeu chorudos cheques, provenientes, directamente, do gabinete da sinistra?
Vide Eduardo 1957 – Educação VI Parte – As “verdadeiras” razões das tomadas de posição da CONFAP.
D) A dra. Ana Benavente demarcou-se, em absoluto, da política do (des)governo para a Educação, tendo afirmado que esta política está a destruir o Ensino Público. O inadjectivável-secretário Lemos picou-se, mas não arranjou melhor argumento de defesa senão o de que, agora, há menos insucesso escolar do que no tempo do governo a que ela pertenceu. Enfim, sabendo como as taxas actuais são fabricadas, não sei se não seria preferível o insucesso de outrora.
E) O indescritível-secretário Lemos protagonizou, ainda, outro episódio caricato, ao tentar desmentir Mário Nogueira e a FENPROF relativamente aos processos judiciais que terão transitado em julgado, sem direito a recurso, os quais obrigarão o sinistério a pagar horas de substituição, dadas no passado, como serviço lectivo extraordinário. Percebe-se a agitação da criatura. Afinal, estamos a falar do desembolso de cerca de 3 milhões de euros.
F) No sábado passado, o Partido Comunista Português promoveu uma manifestação de protesto contra a política do (des)governo, a qual reuniu cerca de 50 mil pessoas. Pouco se falou deste facto. Nem o presidente do conselho se lhe referiu, perdendo uma boa oportunidade para, por uma vez, falar verdade. É que, desta feita, eram mesmo todos comunistas.
G) Na última deslocação do conselho de sinistros à Assembleia da República, o presidente do conselho e o deputado Portas trocaram alguns galhardetes, que a comunicação social fez questão de destacar, sendo que, num cabeçalho, podia ler-se «Sócrates diz não ter medo de Portas». Contudo (digo eu!) devia ter medo de Janelas. Afinal, foi por uma janela que os restauradores atiraram o traidor Miguel de Vasconcelos, a 1 de Dezembro de 1640.
H) O preço do pão não pára de disparar. Já perdi a conta, mas deve ter ultrapassado os 30%. Se lhe juntarmos outros produtos e serviços essenciais como os cereais, o leite, os transportes, etc,etc, tudo com aumentos superiores a 10%, e não tendo o IVA baixado, nem uma milésima, gostaria que me explicassem como é que a taxa de inflacção foi estimada em 2,1%.
I) Por falar em taxas, a de pobreza baixou de 20% para 18%. É bom! Contudo, se atendermos a que, há três anos, esta se situava pouco acima dos 10%, interrogamo-nos: é bom? Parece que a política socretina se traduz nisto, a todos os níveis – arrasar tudo de forma drástica para, no fim, cantarem vitória por terem recuperado a quinta parte daquilo que deitaram a perder. Assim, também eu!
J) O futebol não pode faltar. Os dois Vitórias (o Bitória e o Vitórria) estão a dar cartas neste campeonato. O Benfica e o Sporting que se cuidem, porque vão ter que suar muito por um lugar na Liga dos Campeões. Para já, ainda que provisoriamente, a primeira vítima foi o Sporting, relegado para o 5º lugar da classificação. Mas ainda há muito jogo para jogar.
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Ao ingressar na Carreira Docente, assinei um contrato com o Estado Português, contrato esse que me impunha variadíssimos deveres e me outorgava alguns direitos. Foi-me atribuído um horário lectivo semanal destinado, como o próprio nome indica, ao cumprimento de actividades lectivas ou equiparadas, o qual, ao longo dos anos, sofreria reduções periódicas de acordo com a minha idade e o meu tempo de serviço efectivo. Há dois anos e meio atrás, o meu horário era de 14 horas lectivas semanais. Hoje, é de 16 horas, nas quais deixaram de poder ser contabilizadas actividades antes consideradas como lectivas. Deram-me a possibilidade de personalizar o cumprimento da minha componente não-lectiva. Tirando reuniões, vigilâncias, matrículas e outras actividades que impõem um cumprimento horário pontual, no local de trabalho, era-me permitido gerir, no tempo e no espaço, de acordo com a minha conveniência pessoal, o desempenho das restantes obrigações não-lectivas. Hoje, é-me imposto um horário não-lectivo de permanência obrigatória na escola, tão inútil quanto prejudicial para a qualidade do meu trabalho. Inútil porque é tempo perdido em que, por falta de condições objectivas, não se conseguem realizar trabalhos que bem poderiam ser realizados em casa; e que em casa acabam por ser realizados, ainda que em acumulação com as demais actividades escolares. Prejudicial, porque, ao sobrecarregar a minha componente individual com as inúmeras sobras da componente de estabelecimento, só poderei efectuar um trabalho de qualidade se prejudicar a minha vida pessoal e familiar; e isto recuso-me a fazer, principalmente nos tempos que correm. Foi-me atribuído um valor de vencimento mensal a ser actualizado, anualmente, de acordo com o regime a aplicar à Função Pública, ou mediante a minha progressão na carreira. Hoje, após anos de congelamento de aumentos salariais, fui brindado com uns ridículos 2,1%. E, em termos de índice remuneratório, continuo onde já estava há cinco anos atrás. Foram-me estabelecidas regras bem definidas de cujo cumprimento dependeria a minha progressão na carreira, com possibilidade real de vir a atingir o respectivo topo, em tempo útil. Há escassos três anos, eu encontrava-me a um ano (e um relatório) do penúltimo escalão, e a seis do último. Hoje, estou a, pelo menos, seis anos desse penúltimo escalão, e o topo da carreira é uma miragem, ainda que eu tenha sido “armado” titular na sequência da estúpida fractura de que a Carreira Docente foi alvo. Desempenhei as minhas funções no pressuposto de, aos 36 anos de serviço, obter uma reforma por inteiro, correspondente ao vencimento devido a um Docente no topo da carreira. Ou então, de antecipar a data da aposentação por quatro ou cinco anos, ainda que com perda de parte da reforma. Há três anos atrás, na perspectiva de atingir o décimo escalão aos 56 anos de idade, e jogando com os meses de bonificação por assiduidade de que disponho, alimentava a ideia de me aposentar aos 59 anos, sem grande perda de vencimento. Nesta nova conjuntura, se o fizer, perderei metade desse vencimento, sem ter atingido o topo da carreira. Tudo isto me chateia, solenemente! Cumpri sempre os meus deveres e obrigações com responsabilidade e profissionalismo, e recebo como prémio esta feroz mutilação dos meus direitos?! Sinto-me espoliado! Revoltado! E exijo tudo aquilo a que tenho direito! Cumpri a minha parte do contrato e, agora, o Estado nega-me o que me é devido?! Não é preciso ser-se jurista para saber que a quebra unilateral de um contrato, para além de imoral, é ilegal. Assiste-me, pois, toda a legitimidade para, doravante, não cumprir a minha parte, sempre que me aprouver. |
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Professorzecos!?
Abstenho-me de comentar, por inútil que é fazê-lo!
Contudo... não há quem dê um tiro nos CORNOS desta VACA que diz tutelar a Educação, em Portugal?
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Até há bem pouco tempo, os cafés e restaurantes ostentavam, na porta, um dístico: «Entrada proibida a cães».
A partir do último dia 1 de Janeiro: «Entada proibida a cães e a fumadores».
Tenho andado por muito lado à procura de um sítio onde possa beber um café, beber um copo, e até jantar... sem ter que saír da mesa ou do estabelecimento para fumar um cigarro.
Curiosamente, os cães entram mas os fumadores têm que ficar à porta.
E mais não digo...
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Porque, enquanto cidadão, e enquanto profissional, cumpro os meus deveres
Porque entendo que tenho direito, de pleno direito, a usufruír dos direitos que a lei me outorga
Porque reclamo a recuperação de direitos legais que me foram usurpados
Porque me assiste o direito a uma vida digna e segura
Porque reclamo ser tratado como pessoa, e não como um mero número numa qualquer estatística pervertida
Porque sou Português e Funcionário Público,
REIVINDICO O MEU DIREITO À PLENA CIDADANIA
RECORRO AO MEU DIREITO À INDIGNAÇÃO
GREVE GERAL - 30 DE NOVEMBRO - GREVE GERAL!
Já que o (des)governo se recusa a concertar, tenhamos a força suficiente para obrigar esta corja a consertar o que, de ânimo leve, destruiu.
TODOS EM GREVE A 30 DE NOVEMBRO!
Nem que mais não seja, pela nossa dignidade.
30 DE NOVEMBRO - GREVE GERAL!
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Vietkong (o blog) cumpre, hoje, um ano de existência.
Em 365 dias, foram publicados 48 posts (este, excluído) nos quais a intenção prevaleceu sobre muitos outros factores, designadamente, a chamada "correcção" da linguagem utilizada.
Foram feitos muitos apelos, muitos alertas, e muitas denúncias. E também se caíu nalguma demagogia panfletária, se bem que, editorialmente, justificável.
Tentou-se fazer algum humor, nem sempre conseguido.
Recorreu-se ao "palavrão", por vezes de forma gratuita, e foram cometidos erros ortográficos, nem todos imputáveis ao teclado do computador.
Fizeram-se homenagens, publicou-se poesia...
Fez-se trinta-por-uma-linha, quer tenha sido por raiva, quer tenha sido por gozo, quer tenha sido por qualquer outro motivo, algumas vezes com sono, algumas vezes com os copos, algumas vezes "só por fazer"... Mas fez-se qualquer coisa!
E, principalmente, conheceu-se muita Gente Interessante!
Obrigado a todos pelo inestimável contributo prestado a este blog javardo que é o meu!
Vietkong
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| Já não espanta ninguém! Aonde quer que o sr. Presidente do Conselho se desloque, há uma manifestação de protesto à sua espera, facto que muito o incomoda e indispõe.
Mas, agora, vejamos! As Pessoas não se manifestam, simplesmente, porque sim. Se o fazem, é porque têm motivos para o fazer: ou porque perderam o emprego, ou porque estão a perder poder de compra, ou porque os impostos estão a aumentar e os salários continuam atrasados ou congelados, ou porque lhes foram retiradas regalias sociais e profissionais legitimamente conquistadas no passado, ou porque lhes continuam a truncar direitos adquiridos e só lhes impõem deveres e sacrifícios. Enfim, as Pessoas manifestam-se porque estão descontentes com a política imposta pelo sr. Presidente do Conselho, e porque esta política as lesa, profundamente, na sua dignidade, enquanto Cidadãos de Pleno Direito.
Só por si, isto daria que pensar a qualquer dirigente político responsável e preocupado com o bem-estar da População. Contudo, o que faz o sr. Presidente do Conselho? Invectiva as Pessoas e chama-lhes agitadores a soldo do Partido Comunista.
Agitação + Manifestações = Comunistas!
Eis uma fórmula bem conhecida – um argumento tão perigoso quanto ridículo!
Perigoso porque, ao desenterrar o principal argumento utilizado, no passado, pelo fascismo, sempre que contestado, o sr. Presidente do Conselho revela, das duas uma: ou uma preocupante propensão para uma postura política ditatorial, ou então uma não menos preocupante ignorância acerca da realidade Nacional. Num caso, ou noutro, isto é perigoso!
Ridículo porque, se contabilizarmos todas as Pessoas que se manifestaram, nos últimos dois anos e tal, contra as políticas impostas pelo sr. Presidente do Conselho, e se pensarmos que são todos Comunistas, obteremos uma base eleitoral mais do que suficiente para dar ao Partido Comunista Português uma maioria parlamentar mais do que absoluta. Não é que eu me importasse muito, mas francamente…
Só quem não quer é que não vê que o Problema não está nos Cidadãos que se manifestam, comunistas ou não. O Problema está no sr. Presidente do Conselho, na sua extrema dificuldade em lidar com a contestação e a crítica, na forma autoritária e prepotente com que reage a esta contestação, na gritante falta de sensibilidade para governar pelo Povo… em vez de o fazer por Bruxelas, ou por qualquer outro lobbie financeiro.
Sr. Presidente do Conselho (dirijo-me, agora, directamente, a si): NÃO É O POVO QUE ESTÁ A BOICOTAR A SUA POLÍTICA! A SUA POLÍTICA É QUE ESTÁ A BOICOTAR O POVO!
E mais não digo! |
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Quando se trata de Crianças, o nosso sentimento de revolta é, ainda, maior.
Contra a maldita doença, nada podemos fazer... A não ser acompanhar, mover mundos e fundos, e fazer todo o nosso Amor fluír de dentro do nosso desespero...

Mas podemos fazer algo contra o "azar que só bate à porta de terceiros"...

E podemos fazer muito pelo Mundo, assim o queiramos e tenhamos vontade para tal...

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AVISO À NAVEGAÇÃO: ISTO É, APENAS, UM DESABAFO! - NÃO É UM ARTIGO ESCRITO COM A SERIEDADE QUE "NOS" CARACTERIZA!
Num único ano, a sinistra da (des)educação - essa maldita vaca milú - conseguiu (fora do seu pelouro) formar 45000 pessoas no Ramo Educacional, em diversos Cursos do Ensino Superior.
Como justificar este argumento?
Os Profs não são colocados porque diminuiu, drasticamente, o número de alunos no Ensino Básico e Secundário. No entanto, houve 45000 Licenciados que não puderam obter o seu 1º Emprego, enquanto Profs. Como é? Com as "novas oportunidades", já estamos a passar, directamente, do 1º ano do Básico para a Licenciatura?
A GAJA MENTE! E MENTE COM QUANTOS DENTES TEM NA BOCA...
OU SERÁ QUE TEM PLACA?
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Há uma colega minha que passa a vida a “dar-me nas orelhas” por causa da minha mania de dizer mal do Almeida Garrett. Não que o senhor me tenha feito algum mal, directamente, mas o chamar-se João Baptista não lhe dá o direito de fazer os outros “perder a cabeça”. Convenhamos que levar com o “Frei Luís de Sousa”, a título obrigatório, aos catorze ou quinze anos de idade, é um trauma para toda a vida.
Adiante! Ou melhor, recuemos no tempo!
Em Junho de 1970 realizei os exames nacionais do 5º Ano dos Liceus. As provas correram-me tão bem que, imediatamente, fiz a trouxa e vim de férias para Sintra, absolutamente convicto de que tinha dispensado das provas orais, quer da Secção de Ciências, quer da Secção de Letras.
Sol de pouca dura! Uma Rádio Estrangeira (Rádio Argel?) havia divulgado as provas, antes da sua realização, e o ministério mandou repetir os exames.
Em pleno mês de Julho, toda a gente na praia, todos os meus amigos de férias (excepto um, que passou pelo mesmo do que eu), a minha mãe recambia-me para Lisboa…
Faz hoje 37 anos que repeti a prova de Português. Como o sei? Fácil!
A meio do exame, o director liceal da escola entrou na sala. Trazia um ar tão consternado que parecia alguém a quem tivesse acabado de morrer a família toda. Aproximou-se dos professores vigilantes e tartamudeou: «Faleceu o sr. Presidente do Conselho».
Embora o tenha choramingado em voz baixa, os “primeiras filas” ouviram-no, perfeitamente: “ o botas tinha batido as ditas”…
“Alto aí, Vietkong!”, dir-me-ão agora os leitores. “Aparte a morte do Salazar, qual é a piada desta porcaria?”
Eu respondo!
O texto da prova de exame era um extracto do “Frei Luís de Sousa”, precisamente aquele em que o personagem Telmo Pais diz: «Meu Deus, meu Deus! Levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois!».
Num dos dias subsequentes, um Jornal Diário (penso que o República) noticiou esta coincidência, se bem que disfarçadamente. Seria engraçado encontrar uma cópia desse jornal…
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Porque este Soneto é muito bonito, apesar do grito de desespero (desilusão!) que despoleta...
| ANTERO DE QUENTAL O PALÁCIO DA VENTURA Sonho que sou um cavaleiro andante. Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura! Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a espada já, rota a armadura… E eis que súbito o avisto, fulgurante Na sua pompa e aérea formosura! Com grandes golpes bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado… Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais! Abrem-se as portas d’ouro, com fragor… Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão – e nada mais! | |
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| OPA, OPA, IUPI, IUPI… IAHOO! | |
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| Ena pá! A União Europeia fez uma OPA sobre Portugal! E o Conselho de Administração do País aceitou! Estou tão feliz! Que mais posso fazer para ser considerado Portugês? | |
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| OPA, OPA, IUPI, IUPI… IAHOO! | |