SOL

voar ao lado dos pássaros

O sentido destas palavras está nas sensações vividas para poder contar as estórias de amor e mar...
tempestade na areia

Caminho na rua sem pressa de chegar. O destino não é certo, foge à velocidade do vento em dia de tempestade. Olho para cima e o negro é pressagio de dor e solidão. 

Continuo com um natural desejo de encontrar sempre o caminho mais doloroso. O tempo ainda não apagou as marcas de um mau inverno e já procuro uma má primavera, com raios de sol seguidos de trovoada, dias nublados e tardes de praia a rebolar na areia ao som do mar que parece afinado numa eterna melodia para nós. Encontro depois uma lágrima na areia e uma turbulenta tempestade volta a lembrar-me que ainda é cedo para amar.

 O melhor dos pecados foi ter-te conhecido. Ter que cuidar das estrelas parece-me um bom castigo, sempre foi na noite que encontrei resposta e energia para novas viagens ao fim do mundo e ao principio da vida.

Não sei onde estás, talvez à distância de um olhar ou na proximidade do abraço que te faz feliz, um aroma que não o meu, uma praia onde não vou, uma música que não ouço.

O teu Mundo está longe do meu. 

Entraste sem pedir e conseguiste baralhar a minha existência. Hibernado no meu estado líquido de quem navega num rio sem ondas sem querer chegar ao mar, os naufrágios de outrora afastam-me de ondas perigosas e que não controlo. Numa sequência lógica de vida repetir será um erro. Não repito, vivo novos sentimentos que me afastam as tormentas e me alimentam o ego em direcção ao futuro.

A explicação para este estado que me impede renovar o ar que me mantém vivo é simples, tão simples como o teu sorriso, tão cúmplice como aquele olhar que me desconcentrou e me enlouquece, hoje, muitas noites depois. É sempre mais difícil quando só a ilusão nos permite caminhar é mais fácil quando a realidade nos magoa e nos impede de continuar.

Gostava de chorar, as lágrimas libertam a dor que carregamos, os gritos são levados pelo vento e aterram noutro qualquer lugar, inflamam almas mais puras que a minha capazes de decifrar as chamas de a mim me consomem, existem almas que transformam estas chamas em paixão e vivem com intensidade esse calor. Existem.

É tão estranho este meu regresso. Não controlo o que me motiva, desde aquele final de tarde com o rio como fundo onde o sol parecia sorrir com ar de quem sabia o que estava a acontecer, que transporto a dor de te perder sem nunca te ter tido.

Posted: domingo, 27 de Julho de 2008 21:05 por voaraoladodospassaros

Comentários

Sparkles said:

Não te esqueces, nunca te esqueces. Aprendes a olhar para trás e a viver com o que foi feito. Aprendes a não censurar, a não criticar, a não julgar e a não te arrependeres do que fizeste. És aquilo que fazes, esqueceres-te seria passares uma borracha branca pela tua existência. Aprendes o que não queres ser nem fazer, e no futuro corriges o que pensaste e fazes o que realmente queres. Sem esquecimentos.

# Setembro 1, 2008 19:46
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