
B C E Banco Central Europeu
Quanto mais medito acerca desta crise, mais me convenço que o BCE não está a cumprir a função principal, que é a de financiar os países com dificuldades de crédito.
Não aceito e creio não ser aceitável para qualquer pessoa com o mínimo conhecimento de economia, que o BCE financie a banca que por sua vez deveria financiar - e não o faz de forma conveniente - as actividades produtivas nacionais.
Aceito ainda menos que o BCE empreste dinheiro - que pertence a todos os Países da Zona Euro, que subscreveram o seu capital - a taxas de juro de 1%, quando a banca nacional empresta a juros comerciais.
Afinal o "negócio" do BCE é financiar a banca privada dos diferentes países.
Algo está errado no BCE.
O BCE para além da "missão estabilizadora" do Euro, deve também ser o promotor da Economia Europeia.
Este desígnio será conseguido de forma efectiva através dos diversos mecanismos financeiros ao serviço dos Bancos Centrais, bancos estes que serão supletivos do BCE, isto é, o BCE toma decisões conducentes, por exemplo, à desvalorização da moeda, que terão de ser apoiadas pelos bancos centrais nacionais. Decisões estas que se impõe, agora, com toda esta crise financeira que nos atormenta e que corre o risco de nos levar a uma crise maior, com a Europa a perder o seu estatuto de Região Económica de classe mundial.
Ou o BCE toma direcção e decisões que conduzam a Europa a terrenos menos escorregadios ou precisaremos, a muito curto prazo, de criar uma Instituição Financeira de calibre mundial, que faça o que o BCE não conseguiu fazer até agora.

A demografia saltou para a ribalta da informação pública por causa do Habitante 7 mil milhões, nascido algures na Ásia, por definição das estatísticas internacionais.
É uma boa oportunidade para conversarmos sobre as Migrações, em especial as internas, das suas causas e efeitos.
As causas são por demais conhecidas e acontecem em todos os Países deste nosso Mundo: as assimetrias na distribuição dos rendimentos, que provocam a fuga para as cidades, lugares, onde, supostamente, a Vida dá melhores condições de realização.
Sabemos que é utópico !
Mas como vamos explicar a um camponês de um qualquer país que, tendo visitado uma cidade descobriu, por exemplo, uma casa de banho bem equipada, coisa que ele nem sabia que existia?
São tantos os parâmetros possíveis de serem incluídos aqui, que quase seria fastidioso enumerá-los, apesar da importância que tem e terão na decisão de mudança do campo para a cidade.
Os efeitos, esses sim, são tão nefastos, que nem chegariam muitos espaços iguais a este para os descrever; contudo, dos mais importantes, senão o mais importante, tem nome: Fome!
Curiosamente a Fome acontece mais nas cidades do que nos campos. Aqui, nem que seja através da agricultura de subsistência, nunca se sente verdadeiramente a Fome, só mesmo a fome de outras formas mais modernas de vida.
Nas cidades a Fome é muitas vezes sentida e vivida de forma atroz, em especial por aqueles que migraram dos campos sem alternativas próprias.
Estas Migrações internas conduzem também a outra mudança fundamental: a falta de quem cultive a terra leva à falta de alimentos - ou à sua substituição por comida importada, que tem de ser paga com dinheiro vivo - o que vai dificultar a alimentação dos citadinos, existentes e vindouros.
Mesmo aqui em Portugal, com os nossos números tão pequenos, já este problema se sente e se agudiza com a crise que atravessamos.
É um alerta para os governos: se não conseguirem um nível de vida aceitável para os compatriotas que ainda estão no Campo, "amanhã" vão enfrentar problemas muito maiores.
A imagem acima, retirada de uma edição da Time Magazine, é elucidativa e, ao mesmo tempo, reveladora da falta de governantes aptos a gerirem os seus Países.
a formiga
9.11.2011

As Mulas … sem cabeça
Olhe com atenção para a imagem acima!
Lembra-lhe alguma coisa?
Pois devia lembrar: a quantidade de vezes que Você foi enganado porque quis!
Apegou-se à ideia que os dirigentes sabem mais, que você é insignificante, que não conseguirá mudar nada na forma como Portugal tem sido dirigido!
Se não reclamar quando se sente intrujado, mal servido, injuriado na sua inteligência, estará somente a contribuir para o "amarrarem" com uma linha de coser a uma qualquer cadeira, mesmo que seja a dita do Poder.
Estará a começar o seu tirocínio para Escravo.
Então, agora a imagem já lhe lembra alguma coisa?
Levante a cabeça, reclame, insurja-se !!!
Reclamaram que eu não escrevia.
Aqui vai com um abraço amigo do
a formiga

As Movimentações Jovens nos Países Árabes
Notas para melhor compreensão
Este mapa é muito interessante e útil para se entenderem algumas das razões para as sublevações nos Países no Norte de África e Médio Oriente.
Apesar de muitos terem petróleo - o que não acontece com todos - todos tem uma população muito jovem, com uma percentagem muito elevada de desempregados, sem futuro próximo ou longínquo, à procura do "eldorado" europeu.
É a prova de que a redistribuição da riqueza não tem sido justa.
Os governantes vivem opulentamente e a restante população vive na quase miséria.
Claro que não podemos generalizar, mas podemos afirmar, sem receio de desmentido, que a população jovem, a maioria em quase todos estes Países, se vê na prática sem futuro.
Destes Países destacam-se pela positiva: Kuwait, Qatar, Emiratos e o Líbano, com menores percentagens na faixa etária 15-29 anos, sem trabalho ou sem estudar.
Em todos os restantes esta percentagem sobe para valores muito elevados, o que tem provocado as revoltas juvenis.
De notar também as percentagens notadas no topo do gráfico: é elucidativo que 67% digam que estão muito preocupados com o aumento do custo de vida e que 30% pretendam sair dos Países para outro com melhor nível de vida.
Podemos, assim, esperar novas chegadas, em massa, às praias da Europa do Sul.
a formiga
2.Março.2011

Ontem li um artigo muito interessante acerca da perseverança.
Vem na Time Magazine - http://www.time.com/time/nation/article/0,8599,2043313,00.html - e dá para meditar acerca do futuro dos Portugueses.
É a história, verídica, de uma mãe de etnia chinesa, nascida nos USA, que resolveu educar as filhas utilizando os mesmos métodos dos Pais dela, chineses emigrados, e que a levaram a ser Professora de Direito em Yale, uma das mais reconhecidas faculdades a nível mundial.
Pensei que já tinha visto aquela máxima, cujo autor não recordo, que diz: A realização da obra provém de dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração.
Claro que a publicação do livro pela Amy Chua, descrevendo como praticou com as filhas o ensino pelo trabalho árduo, levantou uma onde de contestação tanto nos USA como noutras partes do mundo ocidental, já que, hoje, muitos pensam que tudo provem da inspiração e não do trabalho persistente.
Numa altura em que tantos demagogos - em especial os politiqueiros no poleiro - declaram Urbi et Orbi o seu amor pela educação, seria uma boa ocasião que este artigo fosse lido, estudado, meditado e dele fossem extraídas as necessárias lições.
O artigo que refiro acima estabelece os parâmetros do estudo realizado pela OCDE, acerca da avaliação do ensino dos jovens de 15 anos de idade, nos Países industrializados - PISA Program for International Student Assessment - cujos resultados são publicados no site da OCDE.
Os Países Orientais - China, Nova Zelândia, Taiwan, Singapura - batem todos os Países Europeus e mesmo os USA, em todas as categorias - matemática, ciências e leitura - provando que o trabalho aturado, persistente, pode levar as crianças a níveis elevados de conhecimento. Neste mundo actual em que a luta pela supremacia é muito dura, só os mais bem apetrechados conseguirão chegar a lugares de topo.
Sabemos todos, aqueles que conseguiram chegar ao topo das suas carreiras, que tal só é possível com muito trabalho, estudo contínuo, que a ciência não chega de graça.
Nos gráficos mencionados acima, obtivemos as seguintes classificações:
Portugal Média OCDE China(Shanghai)
Leitura 33º 489 492 1º 556
Matemática 33º 487 496 1º 600
Ciências 38º 493 501 1º 575
dando de barato que estes resultados tenham sido devidamente auditados por entidades internacionais, já que pelo que se ouve nos "mentideros" nacionais, tem sido prática corrente a inflação de resultados escolares, na transmissão de dados efectuada pelo Ministério da Educação às entidades internacionais que os publicam.
Quem quiser ver os gráficos pode aceder através deste link
http://www.oecd.org/document/0,3746,en_2649_201185_46462759_1_1_1_1,00.html#education
Um abraço amigo
a formiga
29.01.2011
O Voto
Quando penso que temos de voltar a votar, durante o próximo ano, pelo menos para duas eleições - presidenciais e assembleia da república - recomeça o meu estômago às voltas.
Porquê, perguntarão?
Simples: quando votamos para a AR não sabemos nunca em quem vamos votar.
Pior ainda: se não quisermos votar em nenhum dos partidos mencionados no talão de voto, não podemos alterá-lo porque assim será anulado.
Conclusão: vivemos num País Democrático - dizem as más línguas ! - em que o voto é a "Arma do Povo", é a expressão da vontade dos Eleitores - quem paga o custo da manobra toda, que não é pequeno ! - e, afinal, ou votamos nos partidos inscritos no boletim de voto ou, pura e simplesmente, não podemos afirmar a nossa determinação sobre quem governará o País.
Esta Lei Eleitoral está profundamente errada!
Estará?
Ou está propositadamente "errada" para só servir os interesses dos partidos políticos e não os interesses dos Eleitores?
Sem dúvida que esta situação não deve continuar.
Alguém terá de fazer ouvir uma voz com autoridade, seja o Presidente da República seja um Primeiro Ministro - mas um PM a sério … - para que a Lei Eleitoral permita:
1 - Eleger os Deputados da Nação por mérito pessoal, não por pertencerem a um partido político;
2 - Os boletins de voto permitirem uma crítica directa, sem serem anulados;
3 - Um relatório final após cada eleição, onde os Eleitores possam verificar quais as críticas mais enunciadas.
Aproveitando um boletim de voto que encontrei na Net, introduzi uma linha suplementar:

Por óbvio poder-se-ão introduzir as linhas que forem necessárias, especificando uma mensagem ou só para permitir uma crítica expressa de forma concisa, educada e linear.
Seria boa ideia?
Pensem no assunto e, entretanto, tenham um Natal possível.
Quanto ao próximo ano, creio que 2011 será um ano mau … ou o princípio de um Ano Novo, novo em todos os sentidos, novo na renovação, perdoem o pleonasmo, novo na vontade de reconstruir Portugal, com governantes sérios, competentes.
Um abraço amigo
a formiga

A China e a Construção Civil
Muitos dos que lêem estas linhas terão ficado a pensar:
- que raio tenho eu que ver com a China?
- e que raio de ideia esta de associar a China com a construção civil?
Muitos dos problemas com que nos defrontamos, hoje, no Mundo Ocidental, tem que ver exactamente com aqueles dois elementos: a China e a construção civil.
Porquê a China?
Simples, a procura no mundo de elementos estruturais - matérias-primas, tecnologias - para as diversas indústrias em desenvolvimento na China, aumentaram tanto os preços, que inúmeras actividades industriais, no Ocidente, tiveram que suspender a actividade ou mesmo encerrar as portas. Com todo o superavit que a China granjeou depois de décadas seguidas a funcionar como "a fábrica do Mundo", levou os dirigentes políticos chineses a comprar matérias-primas a qualquer preço, muitas vezes a comprarem os próprios produtores. Junte-se a este panorama a mão-de-obra ridiculamente barata e temos um círculo fechado.
Façamos agora um "molho" apropriado: uma economia centralizada:
- planos quinquenais,
- planos anuais,
- planos semestrais,
- planos regionais - reveladores de assimetrias implacáveis - e, ainda,
- planos pessoais - daqueles que sendo os "patrões" locais querem enriquecer enquanto o tempo o proporcionar!
Quando a Banca é quase sempre estatal - ou semi-estatal, o que para o caso resulta igual - pode-se imaginar o resultado: agora, todo o mundo "dança em pontas"; a seguir, há que executar a dança "toda a gente com um lar"…
Resultado: sem lugar para aplicar as poupanças crescentes, a novel classe média chinesa aplica-as comprando apartamentos, casas normais, casas em condomínios fechados, casas de alto valor, guardando-as inabitadas, à espera de bons lucros quando a "alta" chegar.
Porquê a Construção civil?
Fácil, não é?
Com milhares de pessoas a comprarem casas, às vezes condomínios inteiros - existem muitíssimos exemplos de cidadãos donos de mais de 50 apartamentos - espécie de "barras de ouro" de betão, na expectativa de conseguirem lucros fabulosos, mais não fazem do que assoprar no balão!
Imagine-se o resultado do tal balão rebentar!
Não estamos a falar de economia europeia ou mesmo americana: aqui o escalão é outro, a população é mais do que três vezes a da União Europeia, e sempre a crescer.
Os últimos relatórios dão conta de mais de 60% de casas novas, compradas, mas inabitadas.
Com tal bolha pronta a rebentar, qual será o resultado final na economia chinesa?
Quantas firmas vão inevitavelmente à falência?
Quantos bancos locais estatizados serão encerrados?
Creio que não será necessário explicar quais os problemas que uma situação destas irá provocar na economia mundial.
Até mesmo em Portugal. Estamos muito mais dependentes da economia chinesa do que muitos julgarão.
Muitas consequências multilaterais serão sentidas: imagine-se o caso de Angola, entre outros, em que a China tem "prodigalizado" muitos biliões de dólares em investimento estrangeiro, capital e "know-how", o que tem resultado em aumentos de comércio internacional, por exemplo com Portugal. Se a cooperação China/Angola se reduzir …
Junte-se a este panorama a possibilidade, bem real, de uma revolução popular, provocada pelo aumento da riqueza nas cidades costeiras do sul da China - Xangai, Shenzhen, Hong Kong e até Macau, entre outras - e a quase negligência na melhoria económica da restante população chinesa - uns muito largos milhões! - que nem a força bruta das Forças Armadas chinesas conseguirá conter.
Poderá também adicionar-se as lutas emergentes das autonomias - sempre muito reprimidas por Beijing - e não será de estranhar uma explosão de lutas intestinas, com a China a deixar de existir como a conhecemos hoje.
Sem ser demasiado visionário poderei até conceber, em tese, um estado federado.
Para aqui chegar imagine-se os milhões de pessoas que serão chacinados.
É que a China actual não é propriamente um Estado reconhecido pela liberdade de expressão…
Começaram já a desenhar-se alguns sintomas de alta mudança:
- a intolerância dos governantes chineses pelas atitudes democráticas de outros governos,
- a mesma intolerância, embora comum, pelos próprios cidadãos que queiram pensar com a sua própria cabeça, e a repressão, pura e dura, junto dos dissidentes de consciência,
- alguns problemas na economia - o aumento da inflação não será dos menores,
- a falta de paciência dos investidores, nacionais e estrangeiros, perante uma evolução demasiado lenta,
- a concorrência de alguns países asiáticos nas indústrias tradicionais chinesas - baixa tecnologia e baixos salários,
- a instabilidade crescente nas zonas "autónomas", se assim se podem denominar…
que reflectem um decréscimo notório na tão falada 2ª Economia Mundial, apregoada por alguns meios de comunicação social, locais e internacionais, baseados em dados estatísticos, nem sempre fidedignos, analisados superficialmente.
Creio ser este um tema para ponderação calma, sem excessos pouco sensatos, mas que nos deve manter alerta.
12.12.2010
a formiga
e.t. - Um Santo Natal e um Bom Ano Novo

A História ensina-nos muito do que vamos esquecendo, às vezes por conveniência, outras vezes porque sim … e fica tudo dito.
A História tem ciclos, convém confrontarmo-nos com as lições que aprendemos e que queremos à força esquecer.
O FMI já cá esteve em Portugal. Era uma época difícil, foi bastante duro, mas nem mesmo assim aprendemos as lições.
Os Políticos deveriam ter aulas de História antes e depois de serem eleitos. Para não esquecerem!
Infelizmente a classe política, de então para cá, baixou de nível de forma assustadora. Creio mesmo que já não temos políticos, temos uns mercenários da política, essa porca, que não querem de forma alguma servir a Nação.
Estes políticos de agora só concorrem a lugares públicos com a vontade firme de enriquecerem pessoalmente. O País e a Nação, são noções sem significado para eles, existem no léxico e na prática para servirem os interesses próprios, alguns muito obscuros.
Se fossem revelados por antecipação, nunca seriam eleitos.
A classe política existente tem de ser renovada, tem de ser composta por Pessoas Capazes, Inteiras, que não necessitem dos ordenados públicos para sobreviverem, que queiram efectivamente servir a Nação e não servirem-se dela.
Voltando à História, recentemente - sim, que duas ou três décadas em História são "ontem" - o FMI esteve na Coreia do Sul em 1990, com um pacote de ajuda no valor de 58 mil milhões de dólares, para reformar o País.
O problema tinha sido a má política económica e fiscal, com todos os contornos conhecidos de demasiada intimidade com os banqueiros, com as grandes empresas comerciais e industriais, com os grupos de comunicação social, com a instituição militar, de onde os dirigentes políticos de então tinham saído, enfim, era tal a anarquia que não tiveram outra solução senão "convidar" o FMI para dirigir o País.
"sounds familiar?" lembra-vos alguma coisa?
Pois, hoje, a Coreia do Sul é um bom exemplo de como aprenderam a lição: é um País moderno, com uma economia vibrante, democrático verdadeiramente, dono do seu destino.
Por lá, ninguém contesta a acção que o FMI tomou na erradicação das asneiras cometidas, pelo contrário o Povo da Coreia da Sul aprendeu, também ele, a lição, elegendo pessoas competentes, honestas e trabalhadoras para dirigir a Nação, tão competentes que acabaram de ser hóspedes do G20, o grupo dos países mais desenvolvidos do Mundo.
Brilhante, hein?
Portugal, por via dos políticos incompetentes que estão "empoleirados" no poder, não vai ter outra opção.
Diria mesmo que amanhã será tarde, hoje seria muito melhor.
a formiga
12.11.2010

PROCURA-SE
Partido Político Honesto
Depois de muito ponderar neste assunto, concluí que, da grelha actual dos partidos políticos nenhum serve aos Eleitores.
Não servem, porque os Eleitores não elegem Deputados.
Os Deputados são uns "números" ad-hoc nas listagens dos partidos e são "colocados" na Assembleia da República pela seguinte ordem:
1 - Fidelidade ao líder do partido;
2 - Fidelidade ao líder do grupo parlamentar;
3 - Grau de submissão, isto é, só abrir a boca quando o mandam;
4 - Disponibilidade para presença, isto é, não ter outra ocupação;
5 - Não ter mais rendimentos, isto é, depender totalmente do salário na AR.
Dito isto, fácil é concluir que os Deputados na AR não estão lá para servir os interesses dos eleitores, estão para servir os interesses pessoais dos líderes em primeiro lugar, os do partido em segundo lugar e, se existir coincidência, mas só neste caso, os interesses da Nação.
Podemos afirmar, sem receio de desmentido, que a tal Democracia Representativa só existe mesmo no papel, porque realmente os Deputados foram "eleitos" pelos partidos a quem devem total obediência.
Não estão lá para servir os interesses de quem supostamente os elegeu.
Só muito raramente os interesses dos partidos políticos tem qualquer tipo de justaposição com os interesses da Nação.
Temos que encontrar outra forma de eleger Deputados Autênticos para a Assembleia da República.
Temos que saber quem são os Representantes de cada um de nós na AR, sob pena de não estarmos representados e, aí, adeus Democracia!
É a Nação quem paga aos Deputados, não são os Partidos Políticos.
Esta noção terá de fazer vencimento junto de todos os Portugueses.
Temos que exigir aos Deputados Eleitos pelo Povo, que façam o seu trabalho de forma eficiente; para isso concorreram e foram eleitos.
Desta forma não será Deputado quem o partido A ou B quiser, mas aquele que for escolhido, pelo Povo, como o mais competente, lúcido e trabalhador.
Estamos fartos de assistir, em directo e a cores, às mais diversas atitudes de alguns deputados, algumas bem picarescas - desde o tratar da unhas como até à leitura de jornais desportivos - que não se conformam com a atitude profissional de quem está ali para trabalhar.
Ou devia estar!
Daqui se infere que, para ser eleito Deputado, qualquer candidato à função terá de, obrigatoriamente, fazer prova das suas habilitações cívicas, das suas ideias para o futuro de Portugal, de aceitar ser escrutinado pelo círculo eleitoral que o eleger.
Também não podemos continuar a ter uma AR com 230 deputados.
Há lá muitos de quem nem o nome sabemos, nunca os vimos actuar em qualquer discussão, é gente a mais, dando até origem a algumas versões de que alguns só lá estão mesmo para se levantarem ou ficarem sentados quando recebem as respectivas instruções ( apesar de já existir voto electrónico).
No máximo 100 Deputados, dos de boa qualidade, eleitos directamente pelo Povo, serão mais do que suficientes.
É por todas estas razões acima descritas que precisamos, urgentemente, de um novo partido político, Honesto, composto por pessoas que não precisem da política para o pão com manteiga diário.
Salvo, claro, se os partidos existentes, tendo chegado ao grau máximo de incompetência, pretendam um qualquer ditador proveniente dos quartéis, para terem um escape de verborreia!
a formiga
7.11.2010

Epitáfio para um governo miserável,
Esperança para um Governo competente !
Não sei se este governo sabe que já morreu!
Provavelmente, não saberá ainda, mas muitos notáveis do PS até já escreveram belos epitáfios que publicarão aquando do respectivo funeral.
O que, convenhamos, já não era sem tempo.
Não me lembro, ao longo dos meus setenta anos, de ver uma Nação tão dolorida com a actuação de um governo tão imbecil, tão incompetente e, ainda por cima, tão arrogante! Sabemos que a imbecilidade torna a arrogância como estação de chegada, mas nunca tínhamos assistido a uma obsessão com esta dimensão.
Passado este infeliz episódio, temos que pensar no futuro.
Um País não morre, uma Nação não acaba, o futuro espera por dirigentes muito mais inteligentes, conhecedores, dinâmicos, trabalhadores afincados, em suma, servidores do interesse público.
Será necessário muito cuidado, em especial o novo governo livrar-se, atempadamente, de oportunistas que lançam o descrédito na actuação de um bom grupo de liderança.
Se o PS está cheio deste tipo de "micróbios", no PSD não faltam "infiltrados" do mesmo teor.
Estamos, todos, fartos e assistir à "exportação" de ministeriáveis figuras para a administração de empresas privadas, sempre por coincidência, para aquelas que eram "tuteladas" pelos mesmos oportunistas.
Dito isto, vamos lá tentar elencar alguns itens para o futuro de Portugal:
A - A nossa indústria, apesar de mal estruturada, ainda tem alguns pontos interessantes, em especial quando a Qualidade é evidente. Não podemos deixar essas actividades industriais fenecer, temos que saber mantê-las vivas e vibrantes; exemplos são: o Calçado, com inovações apreciáveis, a Confecção têxtil, com a moda de qualidade bem actualizada e apreciada, os Revestimentos cerâmicos, de qualidade reconhecida, as novas áreas ligadas às Energias Renováveis com tanto espaço de progressão, a Química aplicada, onde os nossos novos talentos estão empenhados, e finalmente, a área bem importante da Informática aplicada, nos mais diversos sectores internacionais. Sabemos que outras áreas de actividade industrial estão em evolução contínua, esperando uma oportunidade.
B - A "famosa" Educação, tão mal tratada por todos os Governos depois de Abril de 74, com algumas, poucas, honrosas excepções. É o sector mais importante para Portugal, mas tem de ser programado tendo em vista o Futuro, não um passado bolorento. Não será necessário continuarmos a produzir "doutores" - quase sempre sem substrato prático - mas técnicos superiores formados em Institutos Politécnicos; necessitamos de técnicos médios, para as actividades fabris e comerciais - que saudades temos das Escolas Industriais e Comerciais … - para "fabricarmos" um tecido empresarial sério, com conteúdo e visão inovadores, próprio de um País que se quer moderno; temos Advogados a mais e Médicos a menos; Engenheiros que saibam como se trabalha numa fábrica ou num estaleiro, sem receio de vestir um fato-macaco ou sujarem as mãos; técnicos de marketing e publicidade que não enganem os futuros clientes; bons Professores de Português, Inglês e Matemática, que saibam e queiram ensinar, já que estamos a ficar uma Nação de analfabetos - sabemos ler mas não sabemos interpretar - enfim, uma Educação que sirva a Nação!
C - Obrigatoriamente, teremos de mudar de hábitos. Temos de deixar de consumir, em especial produtos importados, que não nos façam falta para a vida de todos os dias, e temos de voltar aos velhos hábitos de poupança. Aqui, a mudança não será só dos Cidadãos anónimos. Temos de legislar de forma a obrigar a Banca - o termo obrigar não é figura de retórica - a pensar mais no País do que nos bolsos dos banqueiros. Sabemos todos que uma Banca forte é sinal positivo, para emprestar aos criadores de riqueza económica, aos empresários. Sabemos, também, que a Banca actual, amparada pelos governos tíbios que temos tido, é e tem sido, desde sempre, um problema e não parte da solução como se esperava. Estou farto de ver alguns banqueiros - e alguns bancários arvorados em banqueiros … - a pedinchar à porta do Governo e dos partidos políticos, em especial daqueles que eles pressintam que serão Governo mais tarde. Chega de pantominices, de declarações "caritativas", de quem tendo a barriga cheia de caviar, resolve atirar com umas côdeas de pão com seis meses, através da janela alta… Tal situação, a continuar, poderá dar origem a protestos veementes, muitas vezes tem a História descrito como violentos. Em conclusão, temos de poupar, mas queremos ver o resultado numa recuperação efectiva da Economia.
D - No seguimento da alínea anterior, temos também que reformular a Política Fiscal. Não podemos continuar a consentir que a classe, dita média - eu diria média muito baixa face aos rendimentos - continue a suportar todo o peso da carga fiscal. Claro que é fácil para os deputados carregar quem não pode fugir. É uma atitude quase obscena. O Governo, este e todos os outros que virão a seguir, tem que entender de uma vez por todas, que não podem continuar a gastar de forma abusiva e ostensiva o dinheiro que não lhes pertence - afinal foram eleitos para o gerir bem, não para o desperdiçar ! - sabendo que terão de prestar contas. Sou capaz de sugerir acções judiciais contra Governantes que, sabendo que estão a delapidar os recursos da Nação, persistem na malfeitoria. Terão que ser punidos, pessoalmente, de forma criminal e até patrimonial. O Estado Social, tão falado prosaicamente por tantos comentadores, políticos e aspirantes, tem de ser financiado pelo Orçamento. Porém, não entendam os governantes que a melhor "caridade" começa pelos próprios. Não serão necessárias viaturas topo de gama para os governantes se dirigirem aos respectivos ministérios. A Nação Portuguesa vai de transportes públicos para o trabalho, quando não a pé! Os nossos Governantes deveriam pôr os olhos nos Governantes Dinamarqueses, Noruegueses e, agora, até os Ingleses. Se querem ir de carro, comprem-no, "aqui não há pão para malucos" utilizando uma frase popular bem a propósito. Obriguem, através de Leis bem feitas, sem aqueles buracos na malha, os Banqueiros e os seus Bancos a pagar impostos de acordo com os lucros. Será necessário que o Banco de Portugal aumente a sua função fiscalizadora, de forma a não permitir fugas. E a propósito de fugas, que não seja o Banco de Portugal a dar maus exemplos: ordenados e benesses (tais como pensões de reforma de valor acima do nível europeu) perfeitamente ultrajantes em Portugal são quase um paradigma da gestão do Banco de Portugal.
E - Se pensavam que já tinha acabado, estão enganados. Sei que já vai longo, mas longo, muito longo, tem sido o martírio do Povo Português, sujeito a todas as tropelias que este Governo e outros anteriores engendraram, para enriquecer uns "compadres" amigos, clientes e coniventes. Temos que alterar a Constituição Portuguesa para não ficarmos reféns de uns quantos malfeitores que, sabendo dessas limitações, nos roubam descaradamente até a alegria de viver. Temos que ter prazos aceitáveis para mudar o que está errado, em tempo útil. Temos que modificar a forma de eleger deputados para a A.R. de forma a serem os eleitores a escolhê-los e não os partidos. Temos que alterar a forma de intervenção do Presidente da República, não queremos lá sentado um qualquer "bonzo" de mãos atadas, mas um Presidente activo e actuante, com voz decisiva na forma como são geridos os negócios do Estado.
Espero, francamente, que o Conselho de Estado que se vai reunir dentro de algumas horas, tenha em consideração algumas ideias aqui deixadas.
Um abraço amigo
a formiga
29.10.2010
As Lições que aprendemos com os Europeus
O texto abaixo, em inglês, é um excerto de uma entrevista publicada pela revista Time, desta semana, ao Presidente da Hungria.
A maior parte dos visitantes deste blogue sabem inglês, assim não será difícil entender as soluções apresentadas num País que tem muitas dificuldades financeiras e económicas.
A grande diferença reside na tomada efectiva de posições, nos cortes nas despesas do Estado, na redução do número de câmaras municipais, na redução até do número de deputados no parlamento, tudo medidas preconizadas para Portugal por muitos economistas.
Outra das medidas tomadas é simples: redução dos impostos; quanto menos os cidadãos e as empresas pagarem de impostos, maior será o comércio interno, mais rapidamente as empresas recuperam, aumenta o emprego.
O tal "papão" do FMI aqui fica reduzido à sua expressão mais concreta: ajudam efectivamente e tomam medidas que normalmente os políticos executivos tem medo de tomar … por causa dos votos nas próximas eleições.
É sempre a mesma coisa: primeiro o "partido", depois o País! Até quando?
A oportunidade desta entrevista é evidente, no momento que nos debatemos em Portugal com as possibilidades de aprovar - ou de deixar passar, o que vai dar ao mesmo sítio… - um muito mau orçamento em que o País será fortemente penalizado, com o argumento espúrio: ou nós ou o FMI !!!
Antes o FMI que estes governantes sem escrúpulos nem decência!
a formiga
20.10.2010
Hungary made news this year by essentially getting rid of the IMF. Why?
I don't want to use this expression, to "get rid of" the IMF. They helped us when we needed them the most. Our relationship is O.K., but we're trying to stand on our own feet now. The contract we made with each other will expire this year, and the government has well-determined ideas about how to handle the great state indebtedness, to stabilize the Hungarian currency, to decrease the budget deficit to 3%. With effective measures, the government will be able to complete these tasks. [But] this is not the most important problem.
What do you need from your European partners?
The E.U. helps us with a considerable sum allocated from different funds for Hungary, which is one place where we think we can stabilize our finances. The second is, we asked the banks in Hungary to participate in the joint responsibility, the obligations. They made quite a nice profit during the crisis. O.K., it happens in other countries. We think, Now we have problems. We want to go forward, we want to re establish the growth in our country, so they have to pay a certain part of this. They have to take their share. We agreed, all the banks agreed, whether it be Hungarians or foreigners. This year is the second wave, where we can re-establish the Hungarian economy with the help of European money, with the help of banks and, of course, by cutting expenses enormously.
How have you cut expenses?
For instance, we reduced the size of the parliament from 386 to 200. We reduced the size of local councils: it has had an effect already. The highest salary in Hungary was fixed. Even the President of the national bank cannot enjoy more salary. His salary was cut by 80%. The highest salary now is 2 million forint, about 70,000 euros. This is the highest salary — including the head of state.
(tradução: reduzimos o tamanho do parlamento de 386 para 200 deputados. Reduzimos o tamanho das câmaras municipais: os efeitos já se começaram a sentir. O salário mais elevado na Hungria foi fixado. Até o presidente do banco nacional não pode usufruir de um salário superior. O seu ordenado foi reduzido em 80 %. O salário mais elevado é agora de 2 milhões de florins, cerca de 70 mil euros. Este é o mais elevado - incluindo o do Chefe de Estado.)
You are proposing tax cuts, yet you need to raise revenues. The U.S. is debating the same issue. How can that work?
We will support the [SMEs] with tax reductions ... The personal-income tax will go down next year, reasonably. I'm not an economist by practice. I learned in a university about 50 years ago, but I think this works: if you cut taxes, people can spend more; if you cut taxes for companies, they can employ more people, and growth starts with more employment. We, the government, believe in this.

Em Nome de Portugal
Durante alguns dias meditei no tema deste post.
É importante passarmos a escrito ideias em concreto, definidas, pensadas, sem muito peso emocional, mas directas, sem peias nem meias verdades.
Portugal é um pequeno País europeu, tem uma Nação com mais de oito séculos de História, com altos e baixos no que se refere à situação económica, mas sempre com uma tradição de honorabilidade.
Além do natural orgulho, sempre tive Honra em ser Português.
A Economia é um esteio da nossa vivência, mas não é o único.
Posso viver com menos meios de fortuna, mas não conseguirei viver sem Honra.
A Nação Portuguesa já passou por muitas vicissitudes, já foi governada por gente menos capaz, já sofreu ditaduras - no plural, sim! - e sempre se recompôs.
Tenho assistido, quase incrédulo, às mais diversas retóricas sobre o que nos espera, no caso do orçamento para 2011 não vier a ser aprovado.
Sempre focados nos "maravedis" ou na falta deles. Quando os ex-presidentes da República nos "cantam a mesma canção" - dos problemas económicos e financeiros que advirão da falta de um Orçamento - dá-me uma vontade terrível de os catalogar, na galeria dos presidentes, como inaptos, gente que quase nunca fez nada a favor de Portugal e dos Portugueses, mas que se refastelam em reformas mais do que douradas, com escritórios, viaturas com motoristas, pessoal de serviço, tudo pago pelos Contribuintes.
Será que tem medo de vir a perder tais regalias?
Será que - parafraseando um deles - não haverá mais Portugal para além da crise económica?
Na verdade foi um deles - o sr. Jorge Sampaio - quem nos levou a este estado de penúria, ao "instalar" forçadamente o seu partido de origem no Governo.
Bem pode limpar as mãos à parede!
Este Governo já deveria ter sido demitido há alguns anos. É composto por inaptos, incompetentes, vaidosos, estultos, gentalha sem qualificação para liderar qualquer grupelho de mendigos, quanto mais para liderar um País!
Alguns deles, aqui há uns anos, se virados do avesso não deixavam cair no chão nem uns cêntimos; não os tinham, viviam de ordenados miseráveis, pagos ou pelo Estado ou por autarquias, de acordo com as reles capacidades intelectuais e práticas de que dispunham. Pouco sabiam fazer e o que faziam normalmente era de baixa qualidade.
Agora, é vê-los, a vender "postas de pescada do alto", ricos como Croesus, sem qualquer explicação para tanta afluência financeira.
Estou mesmo sem qualquer paciência para aturar gente deste calibre, que construíram uma mini-sociedade fechada, uma espécie de rebaldaria, onde todos se encobrem mutuamente, onde os casos de Justiça não tem nenhuma hombridade nem honorabilidade.
Este País não pode continuar a ignorar as ignomínias que constituíram esta lista, curta mas significativa:
Ø Caso Casa Pia
Ø Caso Face Oculta
Ø Caso Freeport
em que sempre surgiu alguém bem colocado na hierarquia socialista, como suspeito, foi sempre livre de acusações, por muito fortes que fossem os indícios.
Temos que nos livrar, de vez, deste Governo de imbecis!
Se temos agora uma solução - por exemplo não aprovando o próximo orçamento de Estado para 2011 - seríamos uns asnos chapados se não aproveitássemos a ocasião.
Qualquer Governo que venha depois deste que por aqui anda, será, obrigatoriamente, muito melhor.
Descemos tão fundo … salve-se a Honra de Portugal!
a formiga
13.10.2010

Se não acredita no sr. Sócrates, e ainda tem idade, Emigre!
Tivesse eu menos de 50 anos e palavra de honra, que não voltava a ver a face desavergonhada do sr. Sócrates em qualquer TV.
Pura e simplesmente mudava de País!
Um Homem vale pelo que é, pelos seus valores, pelo que pensa, pelas suas atitudes, pelas suas qualidades, e tem sempre lugar numa sociedade educada e desenvolvida, seja lá onde for.
Não é obrigado a aturar gente cretina, estúpida, "inimputável politicamente", pretensos governantes que se rodeiam de outros pigmeus, sempre prontos a dizer "Sim, Ministro" mesmo quando deveriam dizer um sonoro Não.
Confesso que nunca fui socialista, nunca me entendi com aquelas políticas do Sr. Mário Soares, naquelas parcerias meio esconsas com a "bête noir" do PS, o Sr. Almeida Santos.
Continuo, ainda hoje, a ter as melhores relações pessoais com muitos Socialistas, mesmo aqueles de "carteira e bandeirinha", gente com dois dedos de testa, na sua maioria idealistas - um tanto desfasados neste mundo actual, enfim … - que ainda acreditam que o Natal é em Dezembro e coisas assim…
Portugal, com este sr. Sócrates a fingir de 1º ministro, atingiu um dos momentos mais baixos da sua História, outrora digna e honrada, como uma Nação empobrecida e rebaixada na sua dignidade, sem atitude nem vontade de lutar, desmoralizada, quase pigmeia, com uma imagem semelhante a uma manada de bovinos a caminho do matadouro!
Com aquele ar de "estrela de cinema em decadência" ainda tenta convencer os menos conscientes em sessões de televisão nocturnas, acompanhado por servis interlocutores - que dependem dele para continuar a usufruir dos opíparos vencimentos na RTP - que lhe fazem as perguntas previamente acordadas, que lhe dão todo o tempo para tentar iludir os incautos, com receio de o interromper, que me fez recordar outros tempos em que a TV do Estado fazia todos os fretes aos governos, ou, mais modernamente, as sessões na TV do Sr. Chavez ou do Sr. Castro…
Afinal até que nem estamos assim tão longe, é só atravessar o Atlântico em linha recta e ficaremos quase "irmãos" na retórica dos governantes!
Pobre Nação Portuguesa que não merecia tais desconchavos!
a formiga
2.10.2010

A Idiotice Esquerdelha !
Alguma comunicação social, aquela mais ligada à Esquerda imbecil, tem ultimamente vindo a entrevistar os antigos presidentes da República ligados ao Partido Socialista.
Fazem-no, estou convencido, porque estão cientes de que qualquer solução para os actuais males nacionais terá, obrigatoriamente, que vir da Esquerda...
Seria bom que alguém com alguma paciência - atributo que me vem faltando em doses cada vez maiores - lhes dissesse que não, que não é da Esquerda, em especial da Esquerda Imbecil, que virá alguma solução aceitável.
Já não aguento mais ouvir "recados" tanto do Sr. Mário Soares como do Sr. Jorge Sampaio, recados espúrios, cheios de pensamentos enviesados, que não servem para nada nem para ninguém.
Então do último, aquele que "desenhou" este lindo esquema de governo para Portugal - que quando abre a boca só saem disparates em vez de entrarem moscas, o que sempre teria alguma utilidade! - que despediu um governo, que não era grande coisa, diga-se em abono da verdade, mas incomparavelmente melhor do qualquer dos governos do Sócrates.
Pior ainda quando se sabe, hoje, que o tal Sampaio "correu" com o Santana Lopes por oportunismo político - por vingança de ter perdido eleições para a Câmara de Lisboa, para ter a "chance" de colocar no governo uma equipa do PS, o que nunca sucederia com eleições em tempo normal.
Por muito mau - e nada está provado! - que o Santana Lopes fosse, foi sempre incomparavelmente melhor do que este "inginhero" de pacotilha, que além de dotes histriónicos como apresentador de TV, nada mais sabe fazer.
Por favor, Srs. Directores de Informação de Esquerda, poupem-nos a mais comentários obtusos em especial dos anteriores PR's do PS!
a formiga
27.09.2010

Um Governo de Idiotas # 2
O Terminal do Poceirão
A saga do TGV continua! Há de tudo, como na banca das rifas!
É chegar, minha gente! É chegar ao balcão dos sonhos! Há de tudo, para todos os gostos: caramelo, hortelã-pimenta, amora, canela e até chu-chu, sim, mesmo a saber a couves.
Tem que haver, já perceberão porquê!
Esta historieta, do TGV "terminar" no Poceirão, já deleitou milhões de portugueses espalhados pelo mundo.
Até já existem empresas de capital de risco dispostas a financiar o último "trend" no possível negócio dos transportes.
Já vos conto! Paciência, às vezes, nem sempre, é uma Virtude!
Por certo que quem hoje leu jornais online e até mesmo impressos e ouviu os telejornais, saberá que este governo??? terminou com o concurso do "bocadinho" em falta, de Lisboa até ao Poceirão!
Bocadinho esse que, por sinal, até incluiria uma nova ponte sobre o Tejo!
"Just peanuts", claro que são amendoins, em especial para o subproduto do "jamais" que pensa que é o ministro dos transportes.
Coitado!
Tiraram-no de lá, por onde pastoreava umas "ovelhas" magrizelas, olhem, é o que se vê: disparates todos seguidos, uns atrás dos outros, como carruagens de comboio - não! não as do TGV ! - meio desengonçadas, ferrugentas, assim a imitar o tal ministrozinho.
Mas voltando ao início, que é por onde se deve começar sempre: com a tal "dureza" de raciocínio do tal ministro, sempre a mesma desculpa já um tanto esfarrapada da falta de dinheiro, acabou este governo??? por encontrar uma saída, ou mesmo duas, quiçá três, e não se fala mais nisso.
A saber:
1 - Não se gasta o nosso rico dinheirinho em mais pontes! Com as taxas de juros a subir desalmadamente, bom, sempre é um princípio de poupança, noção que este governo??? ainda não tinha dado à luz!
2 - Atrai-se para Portugal uma quantidade anormal de investidores, em especial as empresas de capital de risco o que, em boa verdade, com tal influxo de dinheiro, pode até vir a ajudar a resolver o nosso problema, eterno, do deficit orçamental!
3 - Cria-se, finalmente, o Terminal Internacional do Poceirão! Se ficou espantado, deixe-se de fitas: como pensa que os passageiros que nos vem visitar, vindos da estranja no TGV, vão chegar ao seu destino?
Simples, muito simples: como a nossa, sim, nossa, muito portuguesa forma do desenrascanço, resolvemos muitos problemas de uma assentada - ou, como diria o "cumpadre" Maneli, atão matam-se uma porrada de coelhos com uma só cajadada;
Pois não é que a Associação Internacional de Ajuda à Criação de Asininos, nome pomposo, não é?, pois a tal associação que inclui quase todos os criadores de burros, resolveu colaborar.
Arranjam-se uns milhares de pares de burros, todos engalanados com as nossas cores, rosa espetada no cabresto, para dar cor local, umas albardas com costas e poisos para os pés, e aí está resolvido o problema dos tais 30 quilómetros do Poceirão até à Capital.
Como estão mesmo a ver é uma solução única a nível do Espaço Europeu, sui generis à portuguesa, típica, que já começou a atrair os donos do dinheiro para o projecto!
O quê, ainda se estão a rir?
Pois, pois, os "amaricanos" já aí estão, em fila, para ajudar ao desenvolvimento do Terminal Internacional do Poceirão!
Há, contudo, um pequeno óbice a este projecto: consta já, por aí, que um tal Teixeira dos Santos, um tipo grande lá para os lados das Finanças, se prepara para lançar um imposto sobre a palha! E ainda um outro sobre os "gazes de escape" asininos que, parece, são muito poluentes!
Resolvido este pequeno problema, pensem só no que será a inauguração do novo Terminal do Poceirão, com o Sócrates todo engalanado a guiar os primeiros viajantes até ao Barreiro.
Depois entram em funções as Fragatas do Tejo, cada vez menos na quantidade e cada vez mais estragadas por falta de uso, que farão o último percurso até Lisboa!
Imaginem o Zapatero, todo inchado, a comunicar aos Espanhóis, na sua TVE, a última avançada aventura socialista ibérica em matéria de transportes internacionais.
Vai ser cá uma enchente de Espanhóis … que nem vão acreditar!
Parece, segundo os últimos rumores, que o "cherne", perdão, o Durão Barroso tem apoiado com todo o seu peso, institucional, claro, que ele está mais gordo, mas parece que é balofo, este projecto burrical!
Sabem de quem é que eu tenho pena?
Dos burros, coitados, animais simpáticos, que assim se vêem metidos num barulho enorme para o qual não contribuíram!
17.09.2010
a formiga