Post IV
Não que as pensa-se ridículas, ou sem sentido na mais dura das decisões ou mesmo na mais imprevisível atitude, fosse qual fosse, todos os dados teriam de ser convincentes.
Tome-se por exemplo um dia, mais um em que o trabalho se mostra intenso, não tanto pelo volume mas pela responsabilidade, e aqui temos, os relatórios mensais e contas internas da empresa ou mais concretamente o preenchimento de ficheiros com todos os movimentos financeiros daquele período.
-É um relatório certo?
-Mensal, mais uma vez informa.
Não parecendo relevante depois de apresentados todos os outros “reports” de carácter mais operacional este é o cérebro e o seu envio de elevada prioridade.
Posso afirmar que era imperativo quando cheguei á empresa que esses mesmos relatórios obedecessem a uma verdade, mas passados alguns anos a verdade passou a ter várias caras, e o que se reportava, eram os resultados de um determinado período certamente, mas quais eram os limites desse período?
Era, digo é, um documento de elevada qualidade elaborado, mas directo, nele estão reflectidas as regras do jogo, numa só palavra – resultado.
Não querendo entrar em muitos detalhes, era neste relatório, juntamente com os tais outros, os operacionais que completando e cruzando dados era possível para quem tem a responsabilidade suprema, dirigir a vida da empresa.
Apoiado nesta informação quem gere deve mostrar de facto o que se propõe a fazer, sendo apesar do resultado e ainda que sem atingir os objectivos, deverá no mínimo responder ao proposto e pressuposto em anos anteriores.
Fiscalizar, também aqui não é necessariamente punir, pelo menos durante os primeiros quatro anos, em que todas as desculpas – entenda-se desvios ao objectivo traçado – serão aceites.
“Aceites, mas nunca esquecidas”
Este para mim é o que considero ser, um hobby mais um, dos Senhores poderosos, mas não dos que realmente têm poder, não é a esses que me refiro agora, até porque me revejo nesses não tanto pelo poder que deveras não tenho, se é que isso me atinge, mas por me exaltarem como exemplos a seguir, que devo seguir.
Depois sim estão os que denuncio, também denominados por aqueles que encontramos “na prateleira de baixo” onde se colocam senhores que numa entrevista aparecem sempre em segundo plano.
Para quê? Com que finalidade? Para preencher o cenário ou esconderem-se por trás de quem responde por eles?
Marcam presença é verdade, até os poderíamos retirar da prateleira, mas continuariam sempre a ser os da prateleira de baixo, cometendo sempre os mesmos erros e isso não lhes retira mérito, é para isso que eles estão lá.
O que se pretende são erros diferentes, para que se aprenda de novo com os erros ausentes.