SOL

ENTREVISTA COM ANTÓNIO FERNANDES (2)

Pela primeira vez, Fernandes esclarece razões da saída da Academia de Xadrez de Gaia

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Retoma-se aqui a entrevista concedida pelo Campeão Nacional de xadrez, com a publicação da segunda das três partes em que dividi a mesma, em virtude da sua extensão. Na próxima 5ª feira, 2 de Abril, conto concluir a publicação, com a 3ª parte.

 

Para quem não leu o início da entrevista, Fernandes abordou os principais aspectos referente à sua recente participação no Europeu individual.

 

Tiveste um final de época atribulado e tumultuoso com esse episódio da selecção e agora com este Europeu também ele atribulado, por certo que esta época não se iniciou da forma que desejarias. Pelo meio uma surpreendente mudança de clube, com a saída da Academia de Xadrez de Gaia (AXG) e o ingresso num dos rivais o Grupo Diana de Évora. Também aí houve rumores sobre os reais motivos que estiveram na origem dessa troca de clubes. A que se deveu afinal a tua decisão?       

 

Bom, vou falar publicamente disto pela primeira vez. Numa entrevista ao “Ala de Rei” [N.R.:Blog de xadrez, a quem António Fernandes concedeu esta entrevista, no auge da polémica Olímpica] há uns meses, optei por não o fazer mas acho que o melhor é esclarecer de vez o assunto:

Em determinada altura, com o desenrolar do “caso selecções Olímpicas”, a Associação de Xadrez de Faro apresentou a todas as restantes Associações, uma petição por forma a promover a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária da FPX, onde o assunto pudesse ser discutido de forma ampla e com total transparência.

Embora tenha havido a anuência das Associações necessárias para que o Presidente da Mesa Assembleia convocasse obrigatoriamente a mesma reunião, este não o fez argumentando, em Assembleia Geral no dia 9 de Novembro de 2008, que faltaria o voto favorável de mais uma Associação para que fosse convocada a dita reunião. Escusando-se sequer a mencionar o nome da Associação de Xadrez dos Açores, a qual havia votado favoravelmente a essa petição. [N.R.: pode consultar a acta da referida Assembleia Geral, publicada pela FPX] Outras Associações houve que acharam por bem manifestarem-se publicamente sobre a sua tomada de posição relativamente a essa convocatória e aí “é que o gato foi às filhoses…” a minha própria Associação, a AXP achou por bem inquirir os vários clubes seus filiados, sobre a sua opinião, por forma a deliberar em reunião própria, bem como a apresentação de um comunicado, tornado público, baseado num parecer da autoria do, actual Presidente do Conselho Jurisdicional da AXP, que posteriormente reconheceu que esse mesmo parecer que elaborara, não estava de todo correcto. comunicado esse, no qual a AXP começa por tecer-me exacerbados elogios, bem como ao próprio clube Academia de Xadrez de Gaia, mas… acabando por referir que por decisão unânime votariam contra essa convocatória. [N.R.: pode consultar o parecer referido  por Fernandes].   

Ora numa reunião promovida pela própria AXP, em que o meu clube esteve representado, na qual decidiram votar contra, pior do que isso tomaram essa decisão por unanimidade, impedindo que o assunto em causa pudesse ser discutido, esclarecido e corrigido se fosse caso disso.

Claro que, perante esta situação,  considerei não estarem reunidas as melhores condições nem as necessárias garantias, na presente época, para continuar a representar um clube que eu estimo e sempre respeitei incondicionalmente. Quando o seu principal responsável que sempre estivera do meu lado, me dera razão e o seu apoio (como posteriormente me manifestou), permitiu que alguém em representação do seu/meu próprio clube tomasse uma decisão que iria contra os meus interesses, os do próprio clube e do desporto nacional, unicamente porque entendeu não permitir que o assunto em questão pudesse sequer ser devidamente esclarecido.  

 

Para encerrarmos este capítulo, o que achaste dos resultados obtidos pelas duas selecções Nacionais em Dresden?   

 

Achei regular e explico porque digo isto: perderam os jogos contra equipas superiores e ganharam contra equipas inferiores. Excepções a esta regra não se registaram, como em outras ocasiões, tais como por exemplo empatar com uma Holanda, para não falar em vencer uma fortíssima equipa de Israel, ou quando se ganha 4-0 a uma Austrália. Desta vez, isso não sucedeu, daí eu dizer que globalmente foi regular.

Sem escamotear que as classificações finais foram boas e que houve alguns resultados individuais de bom nível.

E sem deixar de poder pensar que comigo e com o Diogo Fernando talvez as coisas pudessem ter sido um pouco melhores, mais isso nunca o vamos saber...     

 

Sugiro-te que alarguemos então o âmbito desta conversa. É sabido que não és profissional de xadrez, pois optaste por uma carreira de profissional de informática. Hoje, 20 anos depois dessa decisão, estás arrependido? É que naquela altura o que era referido como o “menino prodígio” do xadrez Nacional, incluído numa lista da FIDE das 10 promessas do xadrez Mundial (penso que era assim que se chamava), acabava por se tornar em mais um “amador” da modalidade...      

 

Essa lista da FIDE foi publicada em 1985 e ou eram “promessas” ou “esperanças” que lhe chamavam. Já tenho repetido inúmeras vezes: comigo, figuravam por exemplo entre outros, nomes como o Salov [N.R.: Valery Salov, Russo de origem Polaca, que chegou a disputar as meias-finais do Torneio de Candidatos ao Título Mundial, em 1996] e o Short [N.R.: Nigel Short, considerado o melhor jogador Inglês do século XX, disputou o Título Mundial em 1993, tendo perdido com Garry Kasparov, no âmbito de uma cisão com a FIDE] que atingiram o “top” Mundial. A verdade é que os portugueses não estão em pé de igualdade, comparativamente aos rivais internacionais.

Repara que em 1992 conquistei uma medalha Olímpica mas em Portugal o reconhecimento dos méritos desportivos é muito pequeno ou nenhum. E ao nível da potenciação das capacidades individuais dos melhores em cada modalidade, ainda é pior: as coisas funcionam ao contrário do que seria desejável. A tutela desportiva (e aqui estou claro a referir-me à tutela política) ignora os desportistas até que...obtenham algum resultado assinalável. Ou seja, política desportiva é coisa que praticamente não existe e os responsáveis parecem aguardar que nasçam talentos por “geração espontânea”...

Isto motiva alguém a arriscar o seu futuro e da sua família para ser profissional? Há que ser realista e foi o que tive de fazer há 20 anos. Outro caminho seria profissionalizar-me no ensino de xadrez, mas essa não era a minha ambição. Eu queria ter tido oportunidade de poder tentar chegar perto de onde outros chegaram como jogador. Em dedicação exclusiva ao jogo, ao estudo e preparação (treino) e prática.      

 

Mas continuas a não acreditar que seja possível num futuro próximo um português ser jogador profissional sem sair de Portugal?    

 

Absolutamente. Tanto que se fosse possível recuar 20 anos, a minha opção seria a mesma. Com dor, mas sem hesitações.

Nem é necessário dar exemplo de Países de Leste, para se perceber o ridículo que é um País não ter política desportiva e o que o separa dos outros: basta pensarmos num país que até tem dificuldades económicas semelhantes às nossas, como a Grécia que há alguns anos estava num nível inferior ao nosso na modalidade. Hoje o que sucede? Estão entre os melhores e aparecem com uma selecção recheada de GM’s [N.R.: Portugal conta com 3, sendo que só dois – Fernandes e Galego - estão em actividade, pois António Antunes seguiu há anos outros caminhos profissionais e abandonou a modalidade...]. Foi milagre? Terão os Gregos de repente começado a nascer com um enorme talento para a modalidade? Claro que não. Sucede que a modalidade passou a ser apoiada e os xadrezistas começaram a ter condições para evoluir profissionalmente a partir do momento em que atingiam títulos Internacionais, através da concessão de bolsas, as quais eram concedidas também aqueles que necessitavam de cumprir objectivos estipulados, para as manterem.       

 

Continuemos então no panorama do xadrez Nacional e do seu desenvolvimento: numa altura em que acabaram alguns dos Planos Autárquicos que durante anos levaram o xadrez a muitos milhares de jovens nas escolas deste País e que foram responsáveis pelo aparecimento de muitos dos novos valores do xadrez actual e em que “lá fora”, cada vez se é GM com menos idade, como vês o futuro da modalidade entre nós?     

 

Houve de facto planos que atingiram resultados positivos. Mas, e retomando um pouco a linha do raciocínio anterior, acho que não é suficiente ensinar a jogar. É necessária uma estrutura de acompanhamento do jovem de acordo com a sua progressão.

Ou corre-se o risco de se perder todo o trabalho de base, ou pior, de se cair em formações pontuais, isoladas, sem grandes ganhos, sem grande sentido.      

 

Sim, percebo que a tua “batalha” seja em prol da evolução qualitativa. Mas não é verdade que sem quantidade, mais difícil se torna obter a qualidade? E esse era o papel da maioria dos Planos: massificar a aprendizagem, popularizar o jogo, estimular o gosto pelo “tabuleiro mágico”...    

 

Não digo que não mas, por isso mesmo, é necessário essa tal “estrutura” que permita a selecção qualitativa dos melhores. Com uma filtragem rigorosa, exigente e de forma regular.

Hoje o que sucede é que só poderá evoluir quem pagar a treinadores ou professores particulares.

O que acho é que a isso a que tenho estado a chamar “estrutura de apoio” já deveria ter até a participação da FPX.

Bem sei que montar um esquema deste tipo teria custos (eu preferiria chamar-lhe investimento), mas acho preferível apostar em poucos, mas bons ou potencialmente bons (lá está o tal rigor e exigência) e dar-lhe reais condições de progressão, do que algumas coisas que sucedem como enviar todos os campeões de escalões (sem mais critérios) a Europeus e Mundiais de onde alguns regressam sem terem acrescentado nenhuma mais-valia à sua evolução, por vezes até desmotivados pela experiência.

Não posso concordar que se envie um jovem a um Mundial ou Europeu só para marcar presença em determinado escalão etário, sem olhar às qualidades e necessidades desse atleta. Alguns torneios Internacionais poderiam ter melhores resultados na evolução desse jovem se devidamente enquadrado e com os tais objectivos exigentes e  rigorosamente traçados.

Por outro lado, sempre defendi que quanto mais escassos são os recursos, mais criteriosamente devem ser gastos.       

 

E no caso particular do xadrez feminino, penso que o teu pessimismo será ainda maior? O que achas de existirem as quatro Olímpicas e depois um fosso enorme para as restantes jogadoras?    

 

É uma realidade. No Campeonato Nacional, raramente surgem novos valores e há poucas jogadoras a participar. O panorama não é famoso e não sei se a solução será fácil. Noto alguma dificuldade em “fixar” as jogadoras na modalidade. Normalmente, vê-se que o interesse diminui com a idade e muitas acabam por desistir...

Não me parece, no entanto, que seja solução, obrigar as equipas a apresentarem em algumas competições um elemento feminino na sua constituição.

Penso que alguma captação será necessária. No campo do xadrez feminino parece-me que o aspecto “massificação” de que falavas há pouco, ganha particular premência. Sem dúvida que alguma captação será necessária mas sobretudo dever-se-ia ponderar três pontos importantes: Incentivo, Motivação e Oportunidade.     

 

Há um dos jovens valores de que falava há pouco do qual foste o primeiro treinador, e que na última época se afirmou de forma irrepreensível: o Ruben Pereira. Conhecendo-o bem, que futuro pode ter, na tua opinião?     

 

Treinei o Ruben desde os seus 10 anos até finais da época de 2007 e considero que até hoje teve uma evolução notável. Lá está o que eu dizia há pouco: houve sempre acompanhamento e continuidade durante essa evolução.

Desde cedo o Ruben obteve bons resultados: ganhou vários nacionais de jovens, obteve aqueles dois empates em simultâneas com a Judit Polgar e com o Anand e todos os êxitos mais recentes.

O talento está lá mas em termos futuros, tudo vai depender dele próprio e das suas opções, como é óbvio. Há muitos factores que pesam para além do talento: se consegue conciliar o jogo com os estudos e uma profissão futura, por exemplo. E no momento decisivo, ele fará a escolha que achar melhor.

Resumindo: o Ruben tem tudo para chegar longe, mas em Portugal, isso quase nunca é suficiente e o Ruben, sendo português, vai ter opções pela frente.    

 

Mas contigo, aconteceu tudo ao contrário do que tens estado a defender... nunca tiveste um treinador, sendo sabido que o teu pai (o Mestre Júlio Santos) terá sido a tua principal influência e responsável entusiasta na tua aprendizagem. Como decorreu a tua evolução e quais os momentos mais marcantes? No fundo, qual foi o momento em que achaste que podias fazer algo de significativo e chegar ao topo?      

 

Sim, é verdade. E é por isso que falo em nome dessa experiência adquirida desde tenra idade e ao longo destes anos. Os tempos eram outros, não havia Planos de Desenvolvimento de qualquer tipo, nem sequer a figura de “treinador” era habitual. Por isso foi de facto em casa que aprendi, com o auxílio do meu pai, o meu Mestre.

Momento que guardo por ser talvez o primeiro a marcar-me na modalidade é a velha história de que falo sempre que me fazem essa pergunta: a vitória no Torneio Interno do S. L. Benfica, com 11 anos de idade. O Interno do Benfica era fortíssimo, ficaram vários Olímpicos atrás de mim, o que sucedeu também com o meu pai  que também jogou esse torneio [o Mestre Júlio Santos ficou em 2º lugar]. No mesmo ano, desloquei-me a Nice a convite do clube e assisti pela primeira vez a uma Olimpíada. Recordo-me que em determinado dia, Portugal defrontava a Escócia e o Luís Santos acabara de suspender a sua partida, a qual seria retomada como era habitual no ritmo em que então se jogava, no dia seguinte. Ainda os jogadores estavam na mesa de jogo, quando me apercebi de alguma hesitação de ambos os jogadores sobre a avaliação da posição. Resolvi então saltar a vedação para explicar como é que se ganhava esse final e, assim o fiz, fui explicar ao Luís Santos que sabia como ele ganhava esse final pois recordava-me desse final teórico e que inclusivamente tinha no quarto do hotel, um livro onde estaria o mesmo explicado. Fui tão veemente na argumentação e na insistência, que o jogador Escocês não gostou nada e reclamou da minha presença (um puto com 11 anos) naquele local... obrigando-me mesmo a sair do próprio recinto, voltando a saltar a vedação para o lado exterior.

Ao chegar ao hotel, tive oportunidade de mostrar ao Luís o livro onde se confirmou o que dissera e no dia seguinte... Portugal ganhou mais 1 ponto pela mão do Luís Santos. Com mais este aspecto positivo, pensei mesmo ter boas perspectivas de evoluir dentro desta modalidade.      

 

 

A imagem seguinte  é uma página da Revista Portuguesa de Xadrez de 1978 (retirada do blog Casa do Xadrez), com foto de António Fernandes com a Taça conquistada no Torneio das Bodas de Diamante do Sport Lisboa e Benfica, seu primeiro clube na modalidade. Aproveito para referir que as várias imagens que ilustram esta entrevista, foram retiradas de alguns blogues e sites de xadrez, como : o Xadrez Vigoroso, o Ala de Rei, o Xadrez - Moto Clube do Porto  e a Info Xadrez.


 (CONTINUA...)

Publicação: terça-feira, 31 de Março de 2009 14:47 por xadrezismo

Comentários

# re: ENTREVISTA COM ANTÓNIO FERNANDES (2)

terça-feira, 31 de Março de 2009 19:25 by tbp

Na sua primeira resposta, terceiro parágrafo, desta segunda parte da entrevista, o GM António Fernandes afirma que a sua associação apresentou um comunicado "baseado num parecer da autoria do actual Presidente do Conselho Jurisdicional da AXP, que posteriormente reconheceu que esse mesmo parecer que elaborara, não estava de todo correcto".

Há que clarificar:

- Desde logo, o dito "parecer da autoria do actual presidente do conselho jurisdicional" é, na verdade, como aliás se pode ler no último parágrafo do documento que o Xadrezismo disponibiliza, uma «opinião» primária - «até atentar melhor na questão ou encontrar novos contributos» - sobre «esta matéria em que a AXP solicita o comentário dos dirigentes dos clubes».

Ou seja, o comentário solicitado a um dirigente de um clube (que não um parecer do actual presidente do conselho jurisdicional) acabou em adenda num comunicado da AXP.

Note-se que, àquela data, em não pertencia a qualquer órgão social da AXP, muito menos presidia ao seu conselho jurisdicional que, como é de conhecimento geral, tem competência no âmbito da interpretação de regulamentos.

- É verdade que aquele comentário não está inteiramente correcto, desde logo quanto à questão do vício que geraria a nulidade do acto. Bastou-me uma viagem de metro para dele me aperceber mas, quando cheguei de novo a um computador e avisei a axp do erro, já o comentário tinha sido utilizado.

No entanto, mantinha-se erecto o vício de anulabilidade de que padeceria o acto convocatório.

- Aliás, sublinhe-se que, então como agora, e passo a citar logo o primeiro parágrafo da opinião em causa, «creio que o GM António Fernandes interpreta bem os critérios da FPX. No momento da participação da selecção nas Olimpíadas e na data limite para a entrega da constituição das equipas era ele o Campeão Nacional, título que, nos termos dos critérios de participação na Selecção, garante um lugar na equipa nacional, por inerência.»

- Mais: penso não cometer nenhuma inconfidência se disser que comunicámos via email e por telefone e lhe deixei a sugestão de contactar um advogado uma vez que, tendo passado o prazo para reagir administrativamente, a única forma que me surgiu como passível de repor a legalidade e alterar a convocatória seria a interposição, no tribunal, de uma acção de condenação à prática de acto devido. (decisão que teria que ser do próprio lesado e que, por esse motivo, não consta do mail enviado à axp)

Isto para que não se pense que estive envolvido em qualquer decisão politiqueira. Limitei-me a responder rapidamente, dada a urgência manifestada, a um email enviado para todos os dirigentes de clubes e advoguei que a razão estava com o GM António Fernandes.

E, quando contactado por este, algum tempo depois e com maior reflexão sobre o caso, sugeri-lhe o único caminho que me pareceu ainda viável para repor a justiça na convocatória.

Para que nenhum leitor mais apressado retire da entrevista o que lá não se encontra, deixo estes elementos, enquanto aguardo pela terceira parte da entrevista que tenho vindo a seguir, pela sua pertinência.

# re: ENTREVISTA COM ANTÓNIO FERNANDES (2)

terça-feira, 31 de Março de 2009 21:23 by xadrezismo

Caro tbp (que presumo pelo teor do comentário, tratr-se de Tiago Brandão de Pinho, actual Presidente do Cons. Jurisdicional da AXP, referido pelo entrevistado)

Agradeço o seu comentário, o qual vem acrescentar mais elementos para o total conhecimento e esclarecimento por parte dos leitores.

os melhores cumprimentos.

# re: ENTREVISTA COM ANTÓNIO FERNANDES (2)

quarta-feira, 1 de Abril de 2009 19:52 by tbp

Sim, esqueci-me de assinar.

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