O "PREÇO" DO PALADINO DA LIBERDADE?
Terá a coligação negativa, atacado
de novo!?
Os avatares
do Ministério Público que habitualmente alimentam alguns “jornalistas” com
informações sobre as matérias que constam de processos judiciais, estavam
quietos há algum tempo. Até parecia que o “Freeport” e o “Face Oculta”, iam
seguir o mesmo caminho agonizante do “Furacão” mais suave do mundo…
Repentinamente,
surgiram de novo indícios da sua actividade: na última edição do semanário Sol,
eis que algumas escutas alegadamente incluídas nas investigações do “Face
Oculta”, são dadas à estampa! Onde haveria de ser?
Não vou “malhar” novamente neste tipo peculiar de “jornalistas”
com agenda política (já o fiz bastas vezes) nem sequer vou
abordar o teor das escutas e da alegadamente intuída perseguição aos paladinos
da liberdade, a mando de José Sócrates. Depois dos DVD e dos livros com que o
Sol tenta aumentar as suas (parcas) vendas, o semanário repesca agora hábitos que
há 50 anos eram costumeiros em alguma imprensa da época: a de presentear os
seus leitores com romances de cordel que iam saindo “aos soluços” número após número,
tendo fidelizar leitores… E sobre folhetins nunca é bom emitir opinião logo após
o 1º episódio, sem sabermos o que nos reservam os argumentistas, para os capítulos
seguintes!
Limito-me pois, por agora a deixar, como sugestão para reflexão,
duas perguntas e um comentário.
Primeiro as perguntas:
1. Sabendo-se que um dos envolvidos nas alegadas escutas ora
divulgadas (Paulo Penedos) já autorizou
a divulgação integral das escutas em que esteja envolvido - «em
função da divulgação parcial das escutas, entende que está posta em causa a
forma como atuou neste processo e entende que, para a defesa da sua honra, o
melhor que tem a fazer é autorizar que as escutas sejam divulgadas na íntegra.» (em Expresso)
-, interrogo-me se irá o Tribunal anuir
a esta pretensão, ou se a irá negar tal como o fez a pretensão idêntica de Armando
Vara? Presumo que o requerimento será indeferido! Bom, bom, é que os
gargantas fundas possam continuar a truncar, manipulando o que divulgam e a
omitir factos que não interessem vir a público. Bom, bom, é que o semanário
detido por um alto responsável do P”SD” (e recentemente salvo da falência por
capitais angolanos, é bom não esquecer!) possa continuar a publicar o seu
folhetim, a que chama “investigação jornalística”…
2. A propósito dos gargantas fundas, quem serão e o que os faz mover,
neste lodo onde chafurdam pasquins ao serviço de interesses partidários e ao
completo arrepio da deontologia profissional? Serão adeptos da direita ressabiada,
que não consegue apresentar um projecto credível para a sua própria liderança?
Ou serão acólitos da esquerda conservadora que apenas parece existir para
ajudar a “queimar” o que resta do país, procurando assim a legitimação da sua
razão de ser? Ou será apenas a extensão da coligação negativa par(a)lamentar, a
chegar aonde seria inimaginável!?


E por fim, o comentário: de
tanto chafurdarem, os gargantas fundas e os “jornalistas investigadores”,
cometeram um pequeno erro: então não é que transformaram o paladino da
liberdade, Moniz, em alguém que afinal tinha um preço!? É o que se conclui das
alegadas palavras de Paulo Penedos: «Custe o que custar em
termos de dinheiro, por muito que um gajo possa pensar que o crime compensa ou
vamos beneficiar o gajo, o Moniz devia sair confortável para estar calado» (em Sol).
O que, convenhamos seria pouco edificante
para José Eduardo Moniz. Caso se desse crédito a este tipo de jornalismo! Claro
que Moniz, irá por certo, devolver a pipa de massa que recebeu como indemnização
da Media Capital e – quem sabe –
renunciar à “cadeira dourada” em que se passou a sentar na Administração da Ongoing!!!