RELAÇÃO DE LISBOA CONFIRMOU CONDENAÇÃO DO ?SOL?...
...mas no jornal nada se diz sobre o assunto!
Dia 1 deste mês, o Tribunal da Relação de Lisboa, condenou de novo
o semanário SOL, dada a sua inobservância e incumprimento da providência
cautelar interposta por Rui Pedro Soares, a propósito da publicação de escutas,
em segredo de justiça, que envolvessem o seu nome.
«O Tribunal da Relação de Lisboa deu hoje razão a Rui Pedro
Soares relativamente à providência
cautelar interposta em Fevereiro para evitar a publicação de declarações suas
no jornal "Sol", obrigando o semanário, o director e as
jornalistas a pagar uma indemnização. (...) a
indemnização a pagar ascende a cerca de meio milhão de euros, uma vez que o Tribunal da Relação
manteve os valores apresentados anteriormente. Em Maio, o tribunal cível
decidiu que o director do Sol teria de pagar 10 mil euros pela violação da
providência cautelar apresentada em Fevereiro, enquanto as jornalistas
Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo teriam de pagar 5 mil euros cada uma.» (em Expresso).
Quatro dias, não foram ainda suficientes para o SOL publicar, pelo
menos na sua edição on-line, a notícia de mais uma condenação ou, pelo menos, a
sua posição oficial sobre a mesma! Estranha forma esta de “informar” do Sr.
Arquitecto Saraiva...
Já aquando da primeira
condenação, tivemos de esperar mais do que uma semana e duas
edições em papel, para que num editorial
à la Dom Quixote, José António saraiva viesse lamuriar-se,
anunciar o recurso e vangloriar-se (!!!) do incumprimento das ordens de um
Tribunal, arvorando-se – pasme-se – numa espécie de “paladino da liberdade” e
do “interesse público”!!! Desta feita, uma edição em papel já lá vai sem uma só
referência ao assunto! Aguardemos pela próxima 6ª feira, e pelo eventual remake da aberração “solar”!
É que se o “SOL” se autoproclama de “Essencial”,
devia respeitar os seus leitores não omitindo os factos que lhe são tão
desfavoráveis como este!!! A bem do tal “interesse público”, que pelos
vistos, para o Arquitecto do “polvo” solar, parece ser mais essencial umas
vezes do que outras...
Ai se George Orwell fosse vivo... talvez tivéssemos o
triunfo dos... répteis!