INVESTIGADORES DO ?CASO FREEPORT?, CONFESSAM-SE... INCOMPETENTES!?
E os pasquins que foram “correias de transmissão”, o que vão dizer?
«"Após a análise do inquérito e compulsados todos os
elementos que dele constam, verifica-se que, nesta fase, importaria, não
obstante a ausência de qualquer proposta neste sentido por parte da Polícia
Judiciária, proceder à inquirição do então ministro do Ambiente, actual
primeiro-ministro, e do então secretário de Estado do Ordenamento do Território
e da Conservação da Natureza, actual ministro da Presidência", afirmam os
procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães na página 100 do despacho final
assinado na passada sexta-feira. (...) elencam
um conjunto de 27 questões que "importaria que o então ministro do
Ambiente esclarecesse" e dez outras que deveriam ser dirigidas ao
"secretário de Estado do Ambiente"» (em Público).
A acreditar na veracidade da notícia supracitada, intitulada «Procuradores quiseram ouvir Sócrates
mas não tiveram tempo»,
poder-se-ia pensar numa primeira análise apressada, que os investigadores em
causa, não conseguindo provar nada daquilo que alguma imprensa amiga ia
publicando (vá-se lá saber através de que “fontes”...), não se coibiam
no entanto de tentar manter a suspeição sobre o primeiro ministro no único
“tribunal” que lhes parece dar crédito, o da opinião “pública(da)”! “Tribunal”
esse que foi sendo alimentado durante os últimos 6 anos precisamente por fugas
de informação “cirúrgicas” que deviam ser impedidas, em primeira análise, por
esses mesmos investigadores! Discordo em absoluto do primarismo deste tipo de
análises! Parece-me que, a confirmarem-se estas citações do Público, que
as mesmas são um acto de grande coragem dos seus autores, pois mais não são
do que o assumir de uma enorme incompetência profissional!
Se em 6 anos
de investigação não foram capazes de ouvir o principal protagonista do “caso”,
que outra coisa se pode concluir!?
Se nem sequer foram competentes para dar um primeiro passo, que
seria solicitarem ao Conselho de Estado a necessária autorização para ouvirem o
PM, que pensar!?
Se nem aproveitaram os 4 anos (que mediaram entre os dois últimos
actos eleitorais para a A.R.), em que deixaram a investigação a “marinar”, para
efectuarem os tais procedimentos e concretizarem a tal audição, haverá alguém
que abone em favor da competência destes “investigadores”!?
Por fim, quem mesmo no despacho final consegue cometer erros
grosseiros confundindo o nome de um dos ex-governantes que alegadamente
pretendiam ouvir... [«que
deveriam ser dirigidas ao "secretário de Estado do Ambiente" (que na
altura era Rui Nobre Gonçalves), tudo levando a crer que a anterior
referência ao ex-secretário de Estado do Ordenamento, Pedro Silva Pereira,
resultou de um lapso.» (idem)]
demonstra uma incompetência levada a tal extremo, que explica de per si,
muito do estado da Justiça Portuguesa.
Resta esperar pelas conclusões do inquérito que o PGR já anunciou e
seria bom que do mesmo, resultassem também conhecidos, os custos destes 6 anos
de “trabalho” de investigação, pago pelos contribuintes!
Assaltam-me duas dúvidas colaterais a todo este caso:
1.- Não foram estes “investigadiores” que se mostraram permeáveis a
pressões, ao ponto de conseguirem que um colega fosse punido por durante um
almoço informal, lhes ter dito qualquer coisa do tipo: “vejam lá se se
despacham com o trabalho que já se arrasta há tanto tempo...”!?
2.- Que espaço e tratamento vão dar agora os pasquins que se
alimentaram das fugas de informação para encherem de títulos insidiosos as
aberturas de alguns serviços “informativos” e de inúmeras primeiras páginas?
Foram “correias de transmissão” de um jogo de baixa política! E, quanto mais
não seja por isso, pelo menos da parte da TVI (apesar de já lá não
estarem os principais “jornalistas de investigação” que manipulavam o tema), SOL,
Correio da Manhã, Público (apesar do director-manipulador já lá
não restar...), devem uma explicação aos seus espectadores/leitores pela
campanha que alimentaram durante anos! Hummmm!!! Aposto que não!