OS TOTÓS E OS... ?PAPA-TOTÓS?
Ainda há Sportinguistas que resistem!
Em tempos de grande turbulência politica, económica e financeira,
valha-nos a “tribo” do futebol para desanuviar de algumas amarguras...

A semana passada, podemos agradecer tal desiderato ao impagável
presidente da agremiação de Alvalade, José
Eduardo Bettencourt (JEB), que a
meio de uma “Grande Entrevista” a Judite de Sousa (outra impagável…)
resolveu soltar um sound byte, que dá
que pensar:
«Totó é que não sou!» (JEB em entrevista à RTP citado pela
generalidade da imprensa).
Lamento, mas instalou-se a dúvida no meu espírito, assim que ouvi a
boutade… e vai aumentando, quanto
mais penso no tema!

Por exemplo, pensando na forma como JEB tentou justificar a “venda”
ao FC Porto do símbolo do Sporting, João
Moutinho, classificando-o publicamente como “maçã podre” do plantel… que
tantas vezes (sobre)viveu às custas de tal “podridão” (!), começa a duvidar-se das
certezas do “não-totó” JEB. E para lá de Moutinho, ver Varela a brilhar de azul e branco (o próximo, diz-se, poderá ser Izmailov…) enquanto no Sporting
pontificam… Helder Postiga e… Nuno André Coelho (!?)…
E que dizer acerca da recente notícia segundo «Costinha
recusou Filipe [o actual
guardião do Sp. Braga]» impedindo assim que o mesmo viesse «para
Alvalade a custo zero»
(em Correio da Manhã).
A propósito, como
comentar o facto de as escolhas de JEB para o preponderante cargo de director desportivo,
tenham recaído em duas personagens tão… “polidas”, “distintas” e “geradoras de
respeito” entre os seus subordinados (leia-se jogadores), como… Sá Pinto (!!!) e Costinha (!!!)? Os resultados desportivos do “câmbio” efectuado,
estão bem à vista: «o Sporting, há um ano, seguia a 10
pontos do líder no final da 7.ª jornada. Pouco depois começou uma revolução em
Alvalade. No final desse processo entrou Costinha que prometeu alterar e
melhorar tudo. No final da atual 7.ª jornada o Sporting segue a 10 pontos do
líder. Ele há coisas...»
(por José Ribeiro, em Record).
Felizmente, que esta espécie de “Sporting para Totós”, não me
parece alastrar ao universo de adeptos e simpatizantes do Clube, antes
parecendo ficar-se por parte da sua elite dirigente. Exemplos? Para lá dos muitos Sportinguistas anónimos
que conheço e não tenho na conta de suficientemente totós, ao ponto de gostarem
de ver o seu Clube a ser “comido”/satelizado(?) por uma espécie de…
“papa-totós” localizados mais a norte, atente-se na última crónica de um
“notável” Sportinguista:
«Claro
que, como foi assinalado por várias pessoas, houve um penálti por marcar em
favor do Guimarães. Mas que Diabo, isso já faz parte das regras do futebol
português. Penalidade contra o Porto só em casos extremos. Está na lei. O que
realmente valoriza um árbitro é a marcação de penalidades inexistentes contra
as equipas que têm de passar pelas mãos do Porto. (…) Senhor Pinto da Costa, pode voltar a fazer o que melhor
sabe? Ou, se está a perder qualidades, pelo menos avisar o seu treinador que
quando se vai destacado no campeonato o árbitro está dispensado das suas
tarefas.» (por Daniel Oliveira, em Record).
Leia-se na íntegra e
respire-se de alívio: ainda há Sportinguistas
capazes de resistir aos “papa-totós”!!!