A MADEIRA JÁ É INDEPENDENTE!?
Que dirão Passos e Cavaco desta “solidariedade nacional” de João Jardim!?
Lê-se e, apesar de o protagonista ser sobejamente conhecido, custa
a creditar! Ainda há pouco tempo, o país inteiro chorou a desgraça que se
abateu sobre a ilha da Madeira e os contributos solidários fizeram-se sentir
quer a nível institucional, quer a nível particular.
Apesar disso, Alberto João Jardim parece querer ignorar o momento
actual que se vive em (quase) todo o Mundo e continuar a viver como sempre, à
revelia do esforço que em cada momento seja pedido aos restantes portugueses.
Atentando nos seguintes excertos do artigo do Público, mais comentários
serão desnecessários:
«A
Assembleia Legislativa da Madeira aumentou em cinco por cento a subvenção
estatal aos partidos para 2011, ano de eleições regionais. De um total de 5,53 milhões de euros
distribuídos pelas sete forças políticas representadas, a grande fatia cabe ao
PSD, que receberá 3,9 milhões.» (…)
«A Assembleia da República, no orçamento
recentemente aprovado, destina às subvenções dos grupos parlamentares 970 mil
euros, menos de um quinto que a
Assembleia da Madeira atribui com idêntica finalidade» (…)
«a
Alberto João Jardim e Miguel Mendonça acumularem a remuneração de presidentes
de, respectivamente, governo e assembleia regional com pensões de reforma, contrariando a prática seguida pelos
titulares de cargos públicos no resto do país, incluindo Açores, os quais só
podiam acumular a remuneração por inteiro com um terço do valor da reforma ou
vice-versa, mas que no futuro, devido às novas medidas de austeridade, não
poderão usufruir de qualquer acumulação.» (…)
«O orçamento do parlamento madeirense
custará no próximo ano 16 milhões, mais
33 por cento do que a Assembleia dos Açores gastará (12,1 milhões) apesar de
esta ter mais 10 deputados deslocados de nove ilhas. Embora o orçamento madeirense
seja inferior em 334 mil euros ao do ano anterior, na prática traduz um agravamento nas despesas correntes e nas
transferências para os partidos, que está compensado pela redução nas despesas
de investimentos» (em Público).
Passos Coelho ficará em silêncio perante o desmando dos boys do P"SD" Madeirenses, ou irá responder às
principais questões que se colcoam? A saber:
1.- A Madeira já se tornou independente de Portugal, podendo por
isso dispensar-se dos sacrifícios exigidos ao resto do país?
2.- Será este o modelo de governação que o todo do país pode
esperar de um eventual (cruzes-canhoto!!!) governo laranja?
3.- Que razões justificam que aumentar despesas correntes seja “virtuoso”
quando feito pelo Governo Regional laranja, enquanto ao mesmo tempo é reclamado
pelo P”SD” nacional, cada vez menos Estado, agitando-se a bandeira do “despesismo”
do mesmo Estado?
Se a resposta à primeira pergunta for afirmativa, está explicada
então, as razões do silêncio presidencial sobre a matéria… De outra forma, será
incompreensível que Cavaco Silva, sempre tão “recadista” sobre as mais variadas
matérias económicas a nível nacional, não adopte a mesma postura para com o seu
correligionário madeirense!!!


Veremos se o novel “porta-voz” presidencial televisivo, diz algo sobre o
pensamento presidencial acerca disto, no próximo domingo, na TVI!
