SOL

ADEUS SOL!

...Este blogue continua noutro local


Este blogue ocupará a partir de hoje, uma nova casa.

 

Após 2 anos aqui, é tempo de melhorar as funcionalidades e apostar pois num alojamento bem mais evoluído tecnologicamente, que por isso permite um enorme manancial de potencialidades, com um menor esforço de edição. E sem sentir que estou a ser utilizado pelo owner do alojador, como um mero "angariador" de page views, com base nas quais são depois incrementados os preços da publicidade no site...

 

Esperando continuar a receber por lá, os visitantes que ao longo de 2 anos foram honrando o xadrezismo com a sua presença mais ou menos regular.

 

E com a caixa de comentários aberta e ao dispor de todos - quer concordem ou discordem do que por lá se for escrevendo - os que saibam contribuir de forma elevada para a troca de ideias que sempre se pretenderá estimular.

 

Lá como aqui, o xadrezismo nunca será um espaço "descomprometido" - muito menos "apolítico" -, antes será assumidamente um espaço onde se defenderão os valores da verdadeira social-democracia, ou seja de um socialismo democrático como é entendido em toda a Europa.

 

Toda a Europa? Quase... a excepção é  Portugal, onde alguns neo-liberais se tentam esconder atrás de designações de pretensa esquerda e por baixo de umas setinhas estrategicamente colocadas a apontar para o céu, a fazer lembrar o chavão "Oh patego, olh'ó balão!"

 

A todos os que por aqui passavam, renovo pois o convite feito mais acima. Até já!


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CAVACO, O “VINGATIVO” SURPREENDIDO…

...E Fernando Lima já vai a caminho de Washington!

 

 

 

«Cavaco Silva destacado pelo "seu esforços em ser um mandatário bipartidário" mas a quem a embaixada [dos EUA em Lisboa] atribui "sérias vinganças políticas pelo simples facto de não ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca".» (em Diário Económico, a propósito de 5 telegramas divulgados pelo Wikileaks e pelo El País, onde a diplomacia americana se pronuncia sobre os líderes políticos portugueses).

 

SurpriseCavaco reagiu de imediato a estes textos e segundo o Correio da Manhã, terá dito que «"Há uma coisa que me surpreende: como é que um país como os Estados  Unidos tem um sistema de segurança que afinal é tão frágil, que permite  que os telegramas confidenciais, secretos, reservados, enviados pelos embaixadores que têm em todas as partes do mundo se tornem acessíveis desta forma, para  mim essa é a grande surpresa", afirmou Cavaco Silva, a propósito da divulgação  de correspondência da diplomacia norte-americana.»

 

 

 

Ao que parece, Cavaco terá já telefonado para Obama, oferecendo-se para auxiliar os EUA a minorarem as suas fragilidades neste campo. E segundo fontes (imaginárias...) de Belém, o xadrezismo sabe que Cavaco foi muito assertivo no diálogo com o presidente americano:

 

«Barack, meu! Estive para te mandar um e-mail, mas achei melhor telefonar-te, porque os vossos computadores são tão frágeis… Bom, podes contar comigo para debelares essas fragilidades que o teu país evidencia em controlar estas fugas de informação! Essa coisa do “Ui que Licas”, confesso que não sei bem como funciona, mas tenho cá um especialista em escutas e relacionamento com os jornalistas, que te poderia ser muito útil. Chama-se… Fernando Lima e está a o teu dispor, logo que pretendas! Eu por cá também tinha umas dúvidas quanto à confidencialidade do meu correio electrónico, mas como vês não há “Ui que Licas” nenhum que o divulgue! Um abraço e manda sempre! A propósito, não podiam arranjar uma coisa com um nome menos… ah… abichanado do que “Ui que Licas”? Até parece que isso saiu de um brainstorming  bloquista… Safa!!!»

  

Consta ainda que, após ter conhecimento do teor do referido mail que dá de Cavaco a imagem de um vingativo temível, ninguém consegue convencer o presidente de que as medidas de segurança de que Obama se rodeou na sua recente deslocação à cimeira da NATO em Lisboa, se deveram exclusivamente a prevenir algum acto terrorista por si praticado. Garantem-me que Cavaco foi ouvido a dialogar com a Dona Maria – enquanto deglutia duas belas fatias bolo rei, à hora do chá – mais ou menos nestes termos:

 

«Prontos, Maria! Bem sei que às vezes tenho um feitio marafado, mas que diabo, achas que era caso para o tipo trazer dois aviões!? Eh pá, será que não lhe explicaram que o meu ar bronzeado não me transforma num membro da Al-Qaeda e que a minha “mouraria” não vai além da Algarvia Boliqueime!?»


A MADEIRA JÁ É INDEPENDENTE!?

Que dirão Passos e Cavaco desta “solidariedade nacional” de João Jardim!?


Lê-se e, apesar de o protagonista ser sobejamente conhecido, custa a creditar! Ainda há pouco tempo, o país inteiro chorou a desgraça que se abateu sobre a ilha da Madeira e os contributos solidários fizeram-se sentir quer a nível institucional, quer a nível particular.

 

Apesar disso, Alberto João Jardim parece querer ignorar o momento actual que se vive em (quase) todo o Mundo e continuar a viver como sempre, à revelia do esforço que em cada momento seja pedido aos restantes portugueses.

 

Atentando nos seguintes excertos do artigo do Público, mais comentários serão desnecessários:

 

«A Assembleia Legislativa da Madeira aumentou em cinco por cento a subvenção estatal aos partidos para 2011, ano de eleições regionais. De um total de 5,53 milhões de euros distribuídos pelas sete forças políticas representadas, a grande fatia cabe ao PSD, que receberá 3,9 milhões.» (…)

 

«A Assembleia da República, no orçamento recentemente aprovado, destina às subvenções dos grupos parlamentares 970 mil euros, menos de um quinto que a Assembleia da Madeira atribui com idêntica finalidade» (…)   

 

«a Alberto João Jardim e Miguel Mendonça acumularem a remuneração de presidentes de, respectivamente, governo e assembleia regional com pensões de reforma, contrariando a prática seguida pelos titulares de cargos públicos no resto do país, incluindo Açores, os quais só podiam acumular a remuneração por inteiro com um terço do valor da reforma ou vice-versa, mas que no futuro, devido às novas medidas de austeridade, não poderão usufruir de qualquer acumulação.» (…)

 

«O orçamento do parlamento madeirense custará no próximo ano 16 milhões, mais 33 por cento do que a Assembleia dos Açores gastará (12,1 milhões) apesar de esta ter mais 10 deputados deslocados de nove ilhas. Embora o orçamento madeirense seja inferior em 334 mil euros ao do ano anterior, na prática traduz um agravamento nas despesas correntes e nas transferências para os partidos, que está compensado pela redução nas despesas de investimentos» (em Público).

 

Passos Coelho ficará em silêncio perante o desmando dos boys do P"SD" Madeirenses, ou irá responder às principais questões que se colcoam? A saber:

 

1.- A Madeira já se tornou independente de Portugal, podendo por isso dispensar-se dos sacrifícios exigidos ao resto do país?

 

2.- Será este o modelo de governação que o todo do país pode esperar de um eventual (cruzes-canhoto!!!) governo laranja?

 

3.- Que razões justificam que aumentar despesas correntes seja “virtuoso” quando feito pelo Governo Regional laranja, enquanto ao mesmo tempo é reclamado pelo P”SD” nacional, cada vez menos Estado, agitando-se a bandeira do “despesismo” do mesmo Estado?

 

Se a resposta à primeira pergunta for afirmativa, está explicada então, as razões do silêncio presidencial sobre a matéria… De outra forma, será incompreensível que Cavaco Silva, sempre tão “recadista” sobre as mais variadas matérias económicas a nível nacional, não adopte a mesma postura para com o seu correligionário madeirense!!!

 

     

 

Veremos se o novel “porta-voz” presidencial televisivo, diz algo sobre o pensamento presidencial acerca disto, no próximo domingo, na TVI!

 

AS "QUEIXAS" DO SINDICATO DOS MAGISTRADOS

Quem se “incomodou” primeiro, e primeiro retaliou?


«Os cortes de vencimentos programados pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano constituem uma “factura” pelo “trabalho” dos magistrados em processos que “incomodaram” os boys do Partido Socialista, acusa o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP)» (na generalidade da imprensa Nacional, e no site da ASJP).

 

O Presidente dessa coisa verdadeiramente estranha que é um sindicato para defender os titulares de um... órgão de soberania, António Martins, queixou-se com despudor da perda de algumas mordomias dos magistrados - nomeadamente da tributação em sede de I.R.S. dos aberrantes subsídios de... residência(!!) e subsídio de... renda(!!), a que os referidos doutos têm direito -, no âmbito das medidas de austeridade proposta no próximo Orçamento de Estado. É bom lembrar, que o montante de cada um daqueles subsídios é aproximado do valor do salário médio nacional, uma vez que cada um dos mesmos, é de cerca de 700 Euros e a remuneração média dos portugueses é de 777 Euros!!!

 

 António Martins, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses

 

Está o sindicalista no seu pleno direito e até me congratulo por ouvi-lo finalmente a fazer uma declaração onde se pronuncia em defesa da classe que diz defender: normalmente ouço o Sr. Presidente da ASJP a proferir declarações políticas como se fosse apenas mais um dirigente da oposição!

 

O problema das presentes declarações prende-se, a meu ver, com alguns aspectos em que o “meretíssimo” sindicalista incorreu:

 

1.- Queixar-se numa altura destas, como se os cortes afectassem não todo o funcionalismo público mas apenas uma classe e, logo por sinal, das mais bem remuneradas da função pública, parece-me um exercício que o coloca ao nível daquele deputado do PS que reclamava da fominha que ia ter de passar daqui em diante: ridículas ambas as situações, para ser “macio” na adjectivação!

 

2.- O argumento da retaliação que o “juiz-caviar” utiliza, não poderá ser lido de forma simétrica? Vejamos:

 

a)     não foi a partir do momento em que no 1º “Governo-Sócrates”, foram afrontados os interesses corporativos da classe dos magistrados (lembram-se da “barulheira” que as “togas” e “becas” fizeram, logo a partir do momento em que o governo encurtou de 2 para 1 mês, as férias judiciais?...), que começaram as “fugas de informação” cirurgicamente selectivas e encaminhadas para jornalistqas amigos?

b)     Não foi a partir desse momento que se multiplicaram as violações sucessivas do segredo de justiça?

c)      Não continua a ser um mistério para muitos, que essas mesmas “fugas” e “violações” apenas ocorram, relativamente a processos que envolvam o Governo, membros do PS e, particularmente, aqueles em que o nome José Sócrates apareça (ou conste que possa vir a aparecer, como no Freeport), enquanto que nos casos “BPN’s”, “Furacões”, “Sobreiros”, “Preto-do-braço-ao-peito” e outros que envolvam figuras do Cavaquismo ou de outras facções do P”SD”, o fenómeno não se repita!?

 

A este propósito, recordo-me de ter escrito por alturas do início do “Face Oculta”, um texto que intitulei “AS FACES OCULTAS DA JUSTIÇA PORTUGUESA”, onde a propósito me interrogava se “existirá corrupção onde menos se poderia esperar, ou são apenas incompetentes?” ...

 

E recordo também a forma como se iniciou o “caso Freeport” com o envolvimento directo de representantes desta classe no forjar de uma carta “anónima”...

 

Fica pois a pergunta: Quem se “incomodou” primeiro, e primeiro retaliou?   

 

E, a talho de foice, interrogo-me se saberá o “altíssimo” António Martins, que uma grande percentagem de funcionários públicos, estaria disposta a trocar de posição com os seus sindicalizados, no que respeita aos resultados do “roubo” de se dizem vítimas! Desde que, na “troca” de papéis, estivessem também incluídos os respectivos salários e subsídios de uns e outros, claro!

  
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OS TOTÓS E OS... ?PAPA-TOTÓS?

Ainda há Sportinguistas que resistem!


Em tempos de grande turbulência politica, económica e financeira, valha-nos a “tribo” do futebol para desanuviar de algumas amarguras...

 

A semana passada, podemos agradecer tal desiderato ao impagável presidente da agremiação de Alvalade, José Eduardo Bettencourt (JEB), que a meio de uma “Grande Entrevista” a Judite de Sousa (outra impagável…) resolveu soltar um sound byte, que dá que pensar:

«Totó é que não sou!» (JEB em entrevista à RTP citado pela generalidade da imprensa).

 

Lamento, mas instalou-se a dúvida no meu espírito, assim que ouvi a boutade… e vai aumentando, quanto mais penso no tema!

 

Por exemplo, pensando na forma como JEB tentou justificar a “venda” ao FC Porto do símbolo do Sporting, João Moutinho, classificando-o publicamente como “maçã podre” do plantel… que tantas vezes (sobre)viveu às custas de tal “podridão” (!), começa a duvidar-se das certezas do “não-totó” JEB. E para lá de Moutinho, ver Varela a brilhar de azul e branco (o próximo, diz-se, poderá ser Izmailov…) enquanto no Sporting pontificam… Helder Postiga e… Nuno André Coelho (!?)…

 

E que dizer acerca da recente notícia segundo «Costinha recusou Filipe [o actual guardião do Sp. Braga]» impedindo assim que o mesmo viesse «para Alvalade a custo zero» (em Correio da Manhã).

 

A propósito, como comentar o facto de as escolhas de JEB para o preponderante cargo de director desportivo, tenham recaído em duas personagens tão… “polidas”, “distintas” e “geradoras de respeito” entre os seus subordinados (leia-se jogadores), como… Sá Pinto (!!!) e Costinha (!!!)? Os resultados desportivos do “câmbio” efectuado, estão bem à vista: «o Sporting, há um ano, seguia a 10 pontos do líder no final da 7.ª jornada. Pouco depois começou uma revolução em Alvalade. No final desse processo entrou Costinha que prometeu alterar e melhorar tudo. No final da atual 7.ª jornada o Sporting segue a 10 pontos do líder. Ele há coisas...» (por José Ribeiro, em Record).

 

Felizmente, que esta espécie de “Sporting para Totós”, não me parece alastrar ao universo de adeptos e simpatizantes do Clube, antes parecendo ficar-se por parte da sua elite dirigente. Exemplos? Para lá dos muitos Sportinguistas anónimos que conheço e não tenho na conta de suficientemente totós, ao ponto de gostarem de ver o seu Clube a ser “comido”/satelizado(?) por uma espécie de… “papa-totós” localizados mais a norte, atente-se na última crónica de um “notável” Sportinguista:

 

«Claro que, como foi assinalado por várias pessoas, houve um penálti por marcar em favor do Guimarães. Mas que Diabo, isso já faz parte das regras do futebol português. Penalidade contra o Porto só em casos extremos. Está na lei. O que realmente valoriza um árbitro é a marcação de penalidades inexistentes contra as equipas que têm de passar pelas mãos do Porto. (…) Senhor Pinto da Costa, pode voltar a fazer o que melhor sabe? Ou, se está a perder qualidades, pelo menos avisar o seu treinador que quando se vai destacado no campeonato o árbitro está dispensado das suas tarefas.» (por Daniel Oliveira, em Record).

 

 

 

Leia-se na íntegra e respire-se de alívio: ainda há Sportinguistas capazes de resistir aos “papa-totós”!!!


CUBA LIBERTOU TRAIDORES, SEGUNDO O ?AVANTE!?

Ficam por esclarecer razões do acto magnânimo...


Cuba libertou 52 dissidentes do regime, recentemente.

 

Felizmente que existe imprensa “livre” e “independente” no Mundo Ocidental, como é o caso do jornal Avante, órgão oficial do PCP, o qual não se limita a «mentiras, a ocultação de factos e as acusações gratuitas contra Cuba» (em Avante).

 

Ficamos assim a saber que «Os cidadãos ora libertados, e os que o serão ao longo dos próximos meses, não são inocentes e desprotegidos cidadãos cubanos cujo crime seria o de discordarem do regime político da ilha socialista (...) estas pessoas receberam de países estrangeiros (os EUA) fundos e materiais para conspirar contra o Estado cubano, um crime punido por lei em Cuba e de forma geral em todos os países do mundo.» (idem).

 

Aguardemos apenas que o articulista do Avante, complete a notícia com um facto essencial que agora omitiu (por certo, por falta de espaço...): importa perceber os motivos que levaram as autoridades Cubanas a um gesto tão magnânimo como esta libertação de “mercenários” “traidores” do regime, a soldo dos EUA...


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"CHOCADO" MAS... SILENCIOSO!

E se Ratzinger explicasse as décadas de silêncio?


«O papa Bento 16 disse nesta quinta-feira que os escândalos de abusos sexuais envolvendo padres lhe causaram "choque e muita tristeza"» (em BBC).

 

Ratzinger, tenta branquear décadas de silêncio conivente e cúmplice, com oportunos e redentores “estados de choque”!


As declarações foram proferidas a caminho da visita ao Reino Unido, onde as manifestações contra o Papa que silenciou abusos pedófilos por parte de membros do clero, se fizeram sentir ao longo de toda a visita...

 

Apesar de tudo, saliente-se um aspecto positivo: os eventos onde o Papa participou tiveram ingressos pagos pois o Estado não patrocinou a visita. Que sirva de exemplo a outros!

 

A propósito, não se sabe ainda se Ratzinger mantém a alegada intenção de visitar a Suíça... aguarde-se. Sentado!


AS INCONGRUÊNCIAS DA XENOFOBIA

Hellas, Sarkozy!


O incontornável Sarkozy, motivou Ferreira Fernandes para uma crónica brilhante (como quase sempre...) no Diário de Notícias:

 

«O cardeal Mazarin nasceu Giulio Mazarino, em Nápoles, e foi primeiro--ministro francês, de Luís XIV. Marie Skolodowska nasceu em Varsóvia, foi Nobel da Física duas vezes mas entretanto já era Madame Curie e francesa. Três tipos juntaram-se e fizeram três grandes filmes: Z, A Confissão e Estado de Sítio. O que escreveu as histórias nasceu em Madrid, Jorge Semprún, o que realizou nasceu em Atenas, Costa-Gravas, e o que deu cara nasceu numa aldeia italiana, Yves Montand. Três filmes franceses, três tipos franceses. Também Serge Reggiani, nascido italiano, Dalida, nascida no Cairo, e Moustaki, nascido em Alexandria, se tornaram cantores franceses. Johnny Halliday não conta, o pai é que era belga, Johnny nasceu em Paris, não entra neste rol de naturalizados (já a primeira mulher, Sylvie Vartan, nasceu búlgara). Belga de nascimento era Marguerite Yourcenar, a primeira mulher eleita para a Academia Francesa. Por escrever bem em francês, como Milan Kundera, que nasceu em Brno, na Moldávia. Todos franceses. Mas, atenção, de segunda. Esta semana, Sarkozy decidiu que há essa raça à parte: franceses a quem se pode tirar a nacionalidade porque não nasceram franceses. Como é que ele explica isso lá em casa à mulher, que nasceu italiana, e ao pai, que nasceu húngaro? Diga-se, entretanto, que Napoleão escapa: nasceu em Ajácio, três meses depois de a Córsega se tornar francesa. Uff...» (por Ferreira Fernandes em Diário de Notícias).

 

Também por cá, ciclicamente, alguns políticos “responsáveis”(?) abrem “Portas” a discursos xenófobos do mais básico populismo. Talvez lhes fizesse bem ler este pequeno texto de Ferreira Fernandes... pelo menos para não terem o azar de serem enxovalhados publicamente, como Sarkozy é, neste caso!

 

 

?SOU TÃO BOA E NINGUÉM ME QUER!??

Manuela Moura Guedes está “em leilão”?


A TV Guia noticiava ontem que MMG estaria a negociar com a TVI a sua desvinculação do canal, por uma verba que rondaria os 600 mil euros. Hoje, a ex-pivô concede ao Diário de Notícias uma eloquente e extraordinária entrevista onde aparece de forma assumida uma espécie de “leilão” a fazer lembrar aqueles jogadores de futebol que conseguem um contracto fabuloso com um grande clube e que, depois de se revelarem autênticos pés-de-chumbo, ameaçam não sair a não ser a troco de chorudas indemnizações! Com a diferença que, nesses casos, há quase sempre o recurso a um “empréstimo” do flop a um clube com menos aspirações. Dramático é que no caso de MMG parece que ninguém mais quer ficar com o “talento” nas suas fileiras…

 

Transcrevo de seguida alguns excertos da fantástica entrevista:

 

«Eles [TV Guia, que ontem referiu que Manuela Moura Guedes estaria a exigir 600 mil euros, para rescindir contracto com a TVI] gostam é de fazer títulos. Estas revistas auto-apelidam-se de jornalismo. É asqueroso.».

Lê-se e não se acredita! É preciso uma grande lata para esta “jornalista” que sempre deu primazia à sua própria agenda política e ao sensacionalismo tablóidesco, atropelando todas as regras do jornalismo sério, vir criticar colegas de profissão, sejam eles quem forem…

 

«Mas está ou não a negociar [a saída da TVI] com a administração?

Eu sei lá.»

Como!? A “ignorância” de MMG percebe-se logo a seguir:

 

«Não sabe? Já falou ou não com alguém da TVI para rescindir?

Nunca. Claro que se me oferecerem uma quantia de dinheiro que seja justa, vou pensar nisso. Neste momento não há nada disto.»

Afinal, “eu sei lá” anterior significa: “como ainda não me deram a massa que eu quero, continuo apenas a pressioná-los nesse sentido, mas nem sei se isto é negociar”

 

«E que a discussão começou em um milhão de euros...

Se me oferecerem um milhão de euros, eu saio.»

E aqui, a “negociação” (dizendo melhor: “a pressão”) é assumidamente feita através das páginas do DN… 1 milhão de euros “chega” para a MMG saciar o seu “talento”!

 

«O que me faz pena é ver a informação da TVI chegar onde chegou. Ver o trabalho todo que tivemos e ver esse trabalho perdido. (…) É a factura que estão a pagar da falta de credibilidade. A informação da TVI anda praticamente sempre em terceiro. É uma coisa que mete dó. Quando pegámos naquilo, a informação da TVI não tinha credibilidade, e agora está a voltar ao abandono. (…) nós éramos a informação que dava mais economia, que mais aprofundava os assuntos. Eu nunca dei crime no jornal de sexta. Nunca fomos para assuntos fáceis. (…) Não tem credibilidade, é feita de fait-divers [a actual informação da TVI] (…) Estão sistematicamente a fugir aos assuntos que fazem parte da realidade do País.»

Fantástica a auto-promoção que Manuela Moura Guedes tenta fazer da sua interpretação muito peculiar do que é um “bom” jornalismo de informação! Mas a ser assim, não se percebe porque, ao fim de tanto tempo, não houve ainda quem deitasse a mão a tão excelsa “jornalista”, contribuindo até para que a sua “doença” prolongada, termine de vez e deixe de custar sabe-se lá quanto, à Segurança Social… Mas a estocada final na sua saga revanchista contra quem não a secundou na TVI, é servida de seguida. De forma viperina:

 

«Uma vez mais, critica o Júlio Magalhães, director de Informação da TVI.

O Júlio Magalhães é um óptimo entertainer. Não é jornalista.

Concluiu isso agora ou já tinha essa opinião quando era subdirectora e ele mero jornalista?

Fui formando essa opinião à medida que fui trabalhando com ele. Ele está mais à vontade a fazer coisas no entretenimento do que na informação. Outra coisa que não resultou foi a dupla Júlio Magalhães/Marcelo Rebelo de Sousa. Até agora, se não me engano, ganharam no primeiro dia e, mais uma vez, há duas ou três semanas. E por pouco. O jornal de domingo tem sido um derrotado sistemático, e isto apesar do investimento feito no Marcelo. Foi um desastre. Nem isso funciona, tal a descredibilização que tem a TVI.

E isso deve-se a quê?

À mudança radical na filosofia da informação.»

Ao pé disto, o “depois de mim, o caos” do final do Cavaquismo, é reduzido a cacos! Manuela Moura Guedes acha-se mesmo a superstar do jornalismo nacional! Mais uma vez: não haverá ninguém “inteligente” que a contrate, porquê!?

 

« (…) Houve uma coisa que aprendi ao longo deste último ano.

Que foi...

Pode parecer um pouco pretensioso, mas sempre carreguei nos ombros a responsabilidade e a angústia de alertar as pessoas. Mas, a partir do momento em que escolhem o seu destino estando alertadas...

Está a falar de quem?

Do povo português. As pessoas estão mal, mas querem continuar dessa forma. Fiquei surpreendida, mas ao mesmo tempo aliviada. Eles sabem, já não tenho de ser responsável por eles. Isso tirou-me um pouco o fascínio do jornalismo mas deu-me paz de espírito. Já sinto algum distanciamento. A minha forma de fazer jornalismo mudou com isso.

Quer dizer que voltará de uma forma diferente?

Se calhar. Já conheço melhor os destinatários. É um povo mais complicado, menos reactivo, conformado. Por isso, sim, seria naturalmente diferente. Muito menos inquieta porque não carrego esse peso, essa inquietação. O meu jornalismo seria diferente. Aliás, será diferente. Tenho alguma esperança de que não tenha morrido. A minha "morte" foi francamente exagerada na avaliação financeira.»

O corolário normal do rumo que a conversa tomou: afinal, o “povo português” não merece ter uma “jornalista” do gabarito de MMG!!! E a angústia existencial quase se pressente na promessa de “uma forma diferente” de fazer jornalismo no futuro!!! Pela minha parte de “povo português”, poderá MMG ficar descansada no gozo do seu merecidíssimo repouso actual, pois continuarei a tentar não “merecer” o seu alto gabarito, mesmo que isso me remeta para o limbo dos epítetos com que mimoseia todos os que não a vêem como uma espécie de Pasionara (ainda que numa versão de dondoca, com perfume de Cascais e modos de Alcântara…) das pantalhas televisivas

 

AS VIRTUALIDADES DE UM ESTADO NÃO SE DEMITIR DO SEU PAPEL!

Só não vê quem... não pode


Após a conclusão do negócio entre a PT e a Telefónica com a venda dos 30% que a operadora portuguesa detinha na VIVO e a aquisição de uma participação na também brasileira OI, tenho lido e ouvido nas ultimas horas, a alguns “analistas” e políticos neo-liberais, os mais disparatados argumentos sobre o assunto! Que o negócio agora permitido pelo Governo era o mesmo que foi impedido há 3 semanas, que o interesse nacional afinal valia “só” 350 Milhões de Euros, que a PT ficou a perder e a Telefonica a ganhar, que o negócio não está explicado convenientemente, etc.

 

Gostaria de ouvir os mesmos opinadores (que na esmagadora maioria são assumidos ou pelo menos próximos do partido “social democrata”, pois nesta matéria desde a primeira hora até o PP de Portas conseguiu uma posição mais coerente e honesta do que o P”SD”...) pronunciarem-se sobre os seguintes factos:

 

1.- Há 3 semanas estava um só negócio em cima da mesa: a venda pela PT dos 30% que detinha na VIVO. Agora, fizeram-se dois negócios: vendeu-se esses 30%, tendo como certa a aquisição da participação na OI, numa posição forte ao nível de garantir decisão de gestão na operadora fixa brasileira.

 

2.- Se o Governo se tivesse demitido do seu papel de defender os interesses estratégicos do país e da economia nacional, a PT teria vendido a Vivo e teria partido fragilizada para a negociação tendente a adquirir a participação na OI. Teria sido possível consegui-la pelo preço que agora terá de pagar? Teria conseguido obter o peso na gestão da operadora brasileira que agora obteve?

 

3.- Se o Governo se tivesse demitido do seu papel de defender os interesses estratégicos do país e da economia nacional, a Telefonica não teria pago “só” menos 350 Milhões de Euros, mas também teria conseguido os seus intentos, subalternizando e desprezando por completo esse mesmo governo, que já fizera saber ser contra esse negócio. Nunca teria negociado com a PT como agora fez.

 

4.- Porque caíram as cotações da Telefonica e subiram as da PT, após concluídos ambos os negócios (Vivo e OI)?

 

Claro que estes neo-liberais travestidos de “social-democratas”, não falarão sobre nada disto! Pela simples razão de que, por motivos ideológico, não podem ver o que está à vista de todos:

que vale a pena ter um Governo que não permita que o Estado se demita do seu papel!


INVESTIGADORES DO ?CASO FREEPORT?, CONFESSAM-SE... INCOMPETENTES!?

E os pasquins que foram “correias de transmissão”, o que vão dizer?


«"Após a análise do inquérito e compulsados todos os elementos que dele constam, verifica-se que, nesta fase, importaria, não obstante a ausência de qualquer proposta neste sentido por parte da Polícia Judiciária, proceder à inquirição do então ministro do Ambiente, actual primeiro-ministro, e do então secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, actual ministro da Presidência", afirmam os procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães na página 100 do despacho final assinado na passada sexta-feira. (...) elencam um conjunto de 27 questões que "importaria que o então ministro do Ambiente esclarecesse" e dez outras que deveriam ser dirigidas ao "secretário de Estado do Ambiente"» (em Público).

 

A acreditar na veracidade da notícia supracitada, intitulada «Procuradores quiseram ouvir Sócrates mas não tiveram tempo», poder-se-ia pensar numa primeira análise apressada, que os investigadores em causa, não conseguindo provar nada daquilo que alguma imprensa amiga ia publicando (vá-se lá saber através de que “fontes”...), não se coibiam no entanto de tentar manter a suspeição sobre o primeiro ministro no único “tribunal” que lhes parece dar crédito, o da opinião “pública(da)”! “Tribunal” esse que foi sendo alimentado durante os últimos 6 anos precisamente por fugas de informação “cirúrgicas” que deviam ser impedidas, em primeira análise, por esses mesmos investigadores! Discordo em absoluto do primarismo deste tipo de análises! Parece-me que, a confirmarem-se estas citações do Público, que as mesmas são um acto de grande coragem dos seus autores, pois mais não são do que o assumir de uma enorme incompetência profissional!

 

Se em 6 anos de investigação não foram capazes de ouvir o principal protagonista do “caso”, que outra coisa se pode concluir!?

 

 

Se nem sequer foram competentes para dar um primeiro passo, que seria solicitarem ao Conselho de Estado a necessária autorização para ouvirem o PM, que pensar!?

 

Se nem aproveitaram os 4 anos (que mediaram entre os dois últimos actos eleitorais para a A.R.), em que deixaram a investigação a “marinar”, para efectuarem os tais procedimentos e concretizarem a tal audição, haverá alguém que abone em favor da competência destes “investigadores”!?

 

Por fim, quem mesmo no despacho final consegue cometer erros grosseiros confundindo o nome de um dos ex-governantes que alegadamente pretendiam ouvir... [«que deveriam ser dirigidas ao "secretário de Estado do Ambiente" (que na altura era Rui Nobre Gonçalves), tudo levando a crer que a anterior referência ao ex-secretário de Estado do Ordenamento, Pedro Silva Pereira, resultou de um lapso (idem)] demonstra uma incompetência levada a tal extremo, que explica de per si, muito do estado da Justiça Portuguesa.

 

Resta esperar pelas conclusões do inquérito que o PGR já anunciou e seria bom que do mesmo, resultassem também conhecidos, os custos destes 6 anos de “trabalho” de investigação, pago pelos contribuintes!

 

Assaltam-me duas dúvidas colaterais a todo este caso:

 

1.- Não foram estes “investigadiores” que se mostraram permeáveis a pressões, ao ponto de conseguirem que um colega fosse punido por durante um almoço informal, lhes ter dito qualquer coisa do tipo: “vejam lá se se despacham com o trabalho que já se arrasta há tanto tempo...”!?

 

2.- Que espaço e tratamento vão dar agora os pasquins que se alimentaram das fugas de informação para encherem de títulos insidiosos as aberturas de alguns serviços “informativos” e de inúmeras primeiras páginas? Foram “correias de transmissão” de um jogo de baixa política! E, quanto mais não seja por isso, pelo menos da parte da TVI (apesar de já lá não estarem os principais “jornalistas de investigação” que manipulavam o tema), SOL, Correio da Manhã, Público (apesar do director-manipulador já lá não restar...), devem uma explicação aos seus espectadores/leitores pela campanha que alimentaram durante anos! Hummmm!!! Aposto que não!

 

?PEDRITO PASOS CONEJO? ASNEIROU DE NOVO

Não é só o capital que não tem pátria!


Pedro Passos Coelho vai-se revelando com um sério pendor para o disparate!  

 

A propósito da defesa do interesse Nacional que o Governo assumiu de forma corajosa, utilizando a golden share na AG da PT, Passos Coelho começou por umas declarações atabalhoadamente contraditórias, numa espécie de remake dos comentários que Marcelo Rebelo de Sousa fizera acerca da Lei da IVG...

 

«Pedro Passos Coelho é contra a utilização da "golden share" por parte do Estado na PT, mas reconhece que a compra da VIVO por parte da Telefónica "não é um bom negócio" para a empresa de telecomunicações portuguesa para logo depois ainda mais extraordinariamente, concordar com a actuação do Governo (!), admitindo que «se fosse primeiro-ministro, tomaria uma posição idêntica à de José Sócrates de dar instruções à Caixa Geral de Despósitos para que, como accionista da PT, votasse contra o negócio.» (em Jornal de Notícias).

 

Não satisfeito, Passos reincide no disparate e da pior forma: vai a Espanha e proclama na casa do “adversário” a sua oposição à prática do governo Português!!!

 

Podia Passos ter lamentado que nenhuma empresa de construção civil Portuguesa ganhe um concurso de obras públicas em Espanha!

 

Podia ter lamentado o facto de a Telefonica apenas se virar para o ataque à PT, via Vivo, depois do Governo Italiano (de Berlusconni, note-se!) ter impedido um ataque à operadora Italiana!

 

Podia ainda Passos, ter lamentado a forma pouco ética como a Telefonica actuou, tentando uma espécie de leilão que aliciasse os accionistas, simulando a venda da sua posição a terceiros para assim poder votar em causa própria, em vez de ter negociado com os seus parceiros de longa duração Portugueses!

 

 

Tudo isto Passos se esqueceu na sua viagem a Espanha! Se já ninguém ignorava que o capital não tem Pátria, ficamos todos a saber que alguém que aspira a ser primeiro ministro de Portugal (logo que Sócrates equilibre as contas públicas de novo e consiga a retoma, claro!) não tem qualquer pejo em colocar os seus interesses ideológicos neoliberais acima do interesses do próprio país! Temos pois uma espécie de “Pedrito Pasos Conejo” e interrogo-me mesmo se a sua proposta de privatização da CGD, não terá sido originada pelo interesse no Banco público Nacional de algum grande Banco Espanhol!? Alguém irá investigar esta hipótese? Não menos desprezível foi a forma que o P”SD” escolheu para responder à reacção do Governo perante o desplante de Pedrito Conejo: a chantagem ameaçadora de deixarem o Governo “a falar sozinho” (leia-se: sem acordos que permitam a Portugal sair da crise o mais rápido possível). Lá que é uma chantagem política coerente com a miserável actuação de Pedrito Conejo, é inegável!

 

Há algo de estranho no slogan que Pedrito Conejo escolheu para este enquadramento...

 

 

Outro dos figurões sem Pátria cuja máscara caiu também neste episódio, foi “Jose Manolo Durón Barrozo”, o tal que se dizia ser uma mais-valia para Portugal caso fosse reconduzido no alto cargo Europeu que ocupa! Viu-se! Terá já Sócrates percebido, que o “Porreiro, pá!” foi um disparate provinciano e assaloiado?

 


 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO DE LISBOA CONFIRMOU CONDENAÇÃO DO ?SOL?...

...mas no jornal nada se diz sobre o assunto!

 

 

   

 


  

Dia 1 deste mês, o Tribunal da Relação de Lisboa, condenou de novo o semanário SOL, dada a sua inobservância e incumprimento da providência cautelar interposta por Rui Pedro Soares, a propósito da publicação de escutas, em segredo de justiça, que envolvessem o seu nome.

 

«O Tribunal da Relação de Lisboa deu hoje razão a Rui Pedro Soares  relativamente à providência cautelar interposta em Fevereiro para evitar a publicação de declarações suas no jornal "Sol", obrigando o semanário, o director e as jornalistas a pagar uma indemnização. (...) a indemnização a pagar ascende a cerca de meio milhão de euros, uma vez que o Tribunal da Relação manteve os valores apresentados anteriormente. Em Maio, o tribunal cível decidiu que o director do Sol teria de pagar 10 mil euros pela violação da providência cautelar apresentada em Fevereiro, enquanto as jornalistas Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo teriam de pagar 5 mil euros cada uma.» (em Expresso). 

 

Quatro dias, não foram ainda suficientes para o SOL publicar, pelo menos na sua edição on-line, a notícia de mais uma condenação ou, pelo menos, a sua posição oficial sobre a mesma! Estranha forma esta de “informar” do Sr. Arquitecto Saraiva...

 

Já aquando da primeira condenação, tivemos de esperar mais do que uma semana e duas edições em papel, para que num editorial à la Dom Quixote, José António saraiva viesse lamuriar-se, anunciar o recurso e vangloriar-se (!!!) do incumprimento das ordens de um Tribunal, arvorando-se – pasme-se – numa espécie de “paladino da liberdade” e do “interesse público”!!! Desta feita, uma edição em papel já lá vai sem uma só referência ao assunto! Aguardemos pela próxima 6ª feira, e pelo eventual remake  da aberração “solar”!

 

É que se o “SOL” se autoproclama de “Essencial”, devia respeitar os seus leitores não omitindo os factos que lhe são tão desfavoráveis como este!!! A bem do tal “interesse público”, que pelos vistos, para o Arquitecto do “polvo” solar, parece ser mais essencial umas vezes do que outras...

 

Ai se George Orwell fosse vivo... talvez tivéssemos o triunfo dos... répteis!

 

 

NOBEL DA ECONOMIA APONTA BATERIAS AOS NEOLIBERAIS

...enquanto por cá se vai ouvindo o canto da sereia de Passos Coelho!

 

Joseph Stieglitz, o Nobel da Economia mais respeitado da actualidade continua sem dar tréguas à “estupidez dos mercados financeiros” e às “pensamento de direita” que responsabiliza pela actual crise Mundial!

 

Desta vez, em entrevista ao Independent, Stiglitz afirma que nos estados Unidos, o caminho devia ter sido a criação de um Banco do Estado que garantisse todos os empréstimos à revelia das diatribes e malfeitorias dos sacrossantos mercados…

 

«Nos Estados Unidos entregámos à banca 700 mil milhões de dólares. Se tivéssemos investido apenas uma fracção dessa quantia na criação de um novo banco, teríamos financiado todos os empréstimos necessários (…) teria sido possível atingir esse objectivo com muito menos.». (em Económico).

 

Enquanto isso, por cá, vamos sendo embalados pelo canto da sereia de um “neo genial” Passos Coelho, que preferia… privatizar a Caixa Geral de Depósitos!!!

 

Mas voltemos a quem percebe da poda… Stiglitz critica abertamente os Governos Europeus que optam por cortes cegos na despesa, lembrando que «isto é precisamente o que querem agora os estúpidos mercados financeiros que nos colocaram na situação em que estamos (…) é o clássico erro de confundir a economia de uma família com a de uma nação. Se uma família não pode pagar as suas dívidas é-lhe recomendado que gaste menos. Mas numa economia nacional, se se corta o gasto, a actividade económica cai, nada se inverte, aumenta o gasto com o desemprego e acaba-se sem dinheiro para pagar as dívidas (…) A resposta à crise, defende Stiglitz, não é reduzir o gasto público mas redefini-lo.» (idem).

 

Enquanto isso por cá, o fascínio pelo tremendismo de serviço à direita, volta a fazer-se sentir… seria bom que se ouvisse Stiglitz a quem o Mundo há bem pouco tempo foi obrigado a dar razão quando o “leite já se derramara”… Não há igualmente muito tempo, em Portugal, ele lembrou:

 

«O pensamento da direita sobre a economia de mercado - provou-se agora - está errado. (…) A direita dizia que os mercados se regulariam por si, se ajustariam por si, que se houvesse algum problema os mercados arranjar-se-iam por si e muito rapidamente (…) havia a noção da sobrevivência dos mais fortes. Mas os bancos mais prudentes não sobreviveram - foram os bancos que arriscaram mais que sobreviveram (…) por isso mesmo, a crise fragilizou todas as teorias da direita. (…) os mercados são em geral ineficientes quando a informação é imperfeita. E a informação é sempre imperfeita» (Stiglitz em conferência dada em Portugal).

 

 

JOSÉ SARAMAGO (16-11-1922/18-06-2010)

Atenção às hipocrisias que se seguem
 
 

Nem se pode dizer que a notícia fosse inesperada. Desde há 3 anos eram conhecidas debilidades no seu estado de saúde e, desta feita, a morte não teve qualquer intermitência.

 

Louve-se-lhe a obra literária – que permanecerá para sempre – sem se esquecer as suas facetas mais polémicas no que tiveram de positivo ou negativo, em toda uma vida.

 

Reconheçam-se o forte apego às suas convicções - de que nunca abdicou – e ideário, somem-se-lhe uma frontalidade admirável e obtém-se como resultado, uma enorme coerência. Comunista assumido – e sofrido – não se coibiu a não seguir a glosada “cassete”, sempre que a sua consciência assim o ditava.

 

Não é, como bem lembrou o primeiro ministro, tempo para polemizar. Sobretudo se a polémica se fizer em torno de figuras menores que agora possam aparecer com hipocrisia a tecer loas - de circunstância e de conveniência - a quem antes perseguiram... Apenas espero que no 10 de Junho de 2011, não apareça a oportunista ideia da homenagem póstuma na figura de alguma comenda ou grã-cruz... Até porque estou convicto de que, Pilar seria fiel à memória de Saramago, recusando frontalmente a “benesse”. Mas vale a pena estar atento, até porque o exemplo do que foi feito com Salgueiro Maia, está fresco na memória!

 

 

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