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GRUPO OLIVENTINO "ACETRE", BILINGUE, PARTICIPA NO EVENTO IX MOSTRA PORTUGUESA EM MADRID//5 de Novembro de 2011

Último post: 27-10-2011, 23:19 por caedlu. 0 respostas.
 
 
  •  27-10-2011, 23:19 2210450

    GRUPO OLIVENTINO "ACETRE", BILINGUE, PARTICIPA NO EVENTO IX MOSTRA PORTUGUESA EM MADRID//5 de Novembro de 2011

    GRUPO OLIVENTINO "ACETRE", BILINGUE, PARTICIPA NO EVENTO IX MOSTRA PORTUGUESA EM MADRID//5 de Novembro de 2011

     EM PORTUGUÊS

    IX MOSTRA PORTUGUESA (EM MADRID)
    GRUPO OLIVENTINO "ACETRE", BILINGUE, PARTICIPA NO EVENTO
    MADRID - Círculo de Bellas Artes (Alcalá,42) - sábado 5 nov. - 21:00 h. - 15 €
    Veja http://www.mostraportuguesa.es/musica/acetre.html



       O folclore é uma experiência movediça, soçobrante, uma viagem interior. Sempre se complicou quando toca a tradições musicais vizinhas, mas, a esta altura dos acontecimentos, está claro que (já) tudo é vizinho, tudo está em contacto com o vizinho. O objetivo do folclore é "serpentear", "roçar-se", facer sínteses. Tanto assim é que, quando não se move, quando não evolui, não é folclore. Eis no que estão de acordo os membros do grupo "Acetre". É que, aparentemente, nenhum se deixa ficar pela "colocação das peças", pelo mero reproduzir do passado.
       Faz agora cinco anos que esta formação (este grupo) interpretra percursões, "gaitas" extremenhas, flautas, violinos, clarinetes, violas, guitarras e vozes, sem ocultar os apelos à renovação literária de boa parte dos seus conteúdos, e tudo isso para fazer do seu "estilo" peculiar algo mais universal e também mais próximo da terra e ao seu tempo. Fazem-no a partir de Olivença, Badajoz, que é como fazer música num  enclave aberto, numa "esquina" cultural cujas respectivas paredes olham tanto para Portugal como para a Extremadura.
       Os seus recitais são sempre uma festa exultante, um turbilhão de ocorrências muiticolores que se agrupam sem freio, demonstrando a existência de um grande entendimente, de uma cumplicidade, entre todos os músicos. Este concerto celebra-se agora no âmbito do programa elaborado para a IX Edição da Mostra Portuguesa, a fim de estrear em Madrid um registo ambicioso e inteligente, o oitavo da sua carreira, batizado com o significativo e revelador nome de "Arquiteturas Raianas".
       Já a imprensa especializada falou, desde que o grupo "Acetre" surgiu, da buscas de marcas de identidade como o fim primeiro das suas composições. E, sempre em busca delas, sem cair desde logo numa simples exumação de arcanos (antiguidades), continuam a sua marcha com a ajuda de alvoradas extremenhas, "perantones", "pindongos", toadas festivas, e também algo do fragor raiano dos fados, dos corridinhos portugueses e dos verdegaios. Uma combinação bem aproveitada que dá como resultado um "prato" sonoro, fascinante, e único
       ".Acetre", depois de três décadas e meia de história - antiguidade que repartem com  "Manantial Folk" -, é já um grupo referido com destaque em todas as antologias, gente muito valente e de filosofia musical muito marcada, muito própria, e um dos ícones da tradição musical extremenho-portuguesa. O que este grupo faz é preservar uma oferta renovada para a música popiular do nosso tempo.


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    EM CASTELHANO
    IXMOSTRAPORTUGUESA

    Acetre
    Veja http://www.mostraportuguesa.es/musica/acetre.html

     

    MADRID - Círculo de Bellas Artes (Alcalá,42) - sábado 5 nov. - 21:00 h. - 15 €

    El folclore es una experiencia movediza, zozobrante, un viaje interior. Siempre se ha complicado en los asuntos de las tradiciones musicales vecinas y, a estas alturas, está claro que todo es vecindario. El objetivo del folclore es serpentear, rozarse, hacerse síntesis. Tan es así que, cuando no se mueve, no es folclore. En lo que coinciden los componentes de Acetre es en que, aparentemente, ninguno de ellos se conforma con la colocación de las piezas.
    Hace ahora treinta y cinco años que esta formación interpreta percusiones, gaitas extremeñas, flautas, violines, clarinetes, guitarras y voces, sin ocultarle guiños a la renovación literaria de buena parte de sus contenidos, y todo ello para hacer de su talante peculiar algo más universal y también más adherido a la tierra y a su tiempo. Lo hacen desde Olivenza, Badajoz, que es como hacer música en un empalme, en una esquina cultural cuyos respectivos lados miran hacia Portugal y hacia Extremadura.
    Sus recitales son siempre un festejo exultante, un torbellino de ocurrencias multicolores que se acumulan sin freno, probando el entendimiento entre todos los músicos. Este concierto se celebra ahora dentro del programa confeccionado por la IX edición de la Mostra Portuguesa, con el fin de estrenar en Madrid un registro ambicioso e inteligente, el octavo en su carrera, bautizado con el revelador título de Arquitecturas Rayanas.
    Ya la prensa especializada habló desde los comienzos del grupo de la búsqueda de señas de identidad como fin primero de sus composiciones. Y, a por ellas, sin caer desde luego en una simple exhumación de arcanos, siguen lanzados con ayuda de alboradas extremeñas, perantones, pindongos, tonadas festivas y también algo del fragor “rayano” de los fados, los corridiños portugueses y los verdegaios. Una combinación bien aprovechada que da como resultado un preparado sonoro fascinante y único.
    Acetre, después de tres décadas y media de historia -veteranía que comparten con Manantial Folk-, es ya una formación señalada en las antologías, gente muy valiente y de filosofía musical muy marcada y uno de los mojones de la tradición musical extremeño-portuguesa. Lo que este grupo hace es presentar una oferta renovada para la música popular de nuestro tiempo.